História Santa Monica Dream - Capítulo 21


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Categorias Glee
Personagens Blaine Anderson, Finn Hudson, Kurt Hummel, Noah "Puck" Puckerman, Sam Evans
Tags Chris Colfer, Comedia, Darren Criss, Drama, Gay, Glee, Homossexualidade, Klaine, Romance
Visualizações 119
Palavras 4.991
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Lemon, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá mores <3
a fic ta acabando =\
se não me engano esse é o penúltimo capítulo hehe

Espero de coração que gostem!!

Capítulo 21 - Futuro.


Fanfic / Fanfiction Santa Monica Dream - Capítulo 21 - Futuro.

O sol amanheceu há algumas horas no orfanato e praticamente todos os meninos tomam o café da manhã juntos na cozinha. Bom... quase todos.

– Você acha que fui muito cruel com o Sam? – Kurt pergunta.

Ele e o moreno estão deitados em uma das camas do quarto e se abraçam. Desde a noite anterior, onde Kurt comentou a respeito do que acontece com os meninos que fazem 18 anos, Blaine não desgrudou dele.

– Não acho. – O moreno responde, abraçando ele pelas costas e sentindo o cheiro dos cabelos dele. – Na verdade, você apenas deu o que ele merecia. Sam mentiu e merecia aprender a lição.

– Mas eu não fui muito malvado? – Kurt insiste, um pouco preocupado já que Sam sequer dormiu no mesmo quarto que eles na noite anterior.

– Amor... – Blaine o chama e Kurt se vira de frente para ele. – Você seria terrível se entregasse o Sam as freiras, mas não fez isso. Portanto, não precisa se arrepender de ter feito ele pagar um pequeno mico que nem aquele.

– Ok... – Hummel respira fundo, olhando nos olhos de Blaine. – Você não quer saber o motivo pelo qual não entreguei ele as freiras?

– Na verdade, prefiro não saber. – Blaine leva um dos dedos até o rosto de Kurt e começa a alisá-lo. – Sei que você teve consciência de que estava fazendo mal a uma pessoa que é igual a nós dois. E sabia também, que você não iria em frente com essa ideia. Isso basta.

– Isso mostra que você me conhece. – Kurt sorri, fechando os olhos devido ao carinho que está recebendo. – E só para você saber, eu não o entreguei por sua causa. Pois, eu não queria que o Sam sofresse o que você iria sofrer se não mentisse para os seus pais. Ninguém merece isso.

– Eu sei, amor. – Blaine sorri, ainda o alisando. – E é por isso que a cada dia fico mais apaixonado por você. E também é por isso que não consegui pregar os olhos de noite. Só de pensar em você sem ter para onde ir...

– Eu vou dar o meu jeito. – Kurt abre os olhos e o encara. – Eu já disse que sei me virar.

– Mas eu tenho medo, Kurt. – O moreno desliza sua mão na direção da dele e a agarra. – Tenho medo de que algo de ruim venha lhe acontecer. Eu não sei o que eu faria se você...

– Shii. – Kurt o cala. – Não vamos pensar nisso. Vamos pensar que eu vou dar um jeito e em um mês estaremos juntos. Ok?

– Ok. – O moreno responde e, por fim, se inclina um pouco para beijá-lo.

Os lábios de ambos se tocam delicadamente e suas respirações estão aguçadas. Talvez pelo medo? Preocupação? Quem sabe?

– Eu te amo. – Blaine sussurra entre o beijo. – Nunca se esqueça disso.

– Eu também te... – Antes que o castanho termine sua frase, o celular do moreno toca. Os dois viram suas cabeças em direção ao criado-mudo e depois se encaram. – Será a Ashley?

– Não sei. – Blaine se afasta um pouco dele e se senta na cama, pegando o celular em seguida. – Número desconhecido.

– Atenda. – Kurt também se senta e, enfim, Blaine atende.

– Alô? – O moreno fala, interessado diante da chamada desconhecida.

– Sr. Blaine Sanders? – A voz de um homem soa.

– Sim...

– Somos do tribunal da justiça e queríamos confirmar a sua presença daqui a um mês para sua audiência e leitura de testamento nos nomes de seus pais Kenny e Elizabeth Sanders.

– Audiência? – Blaine engole a seco e Kurt o encara em preocupação.

– Sim. O seu advogado não mencionou nada a respeito?

– Mencionou, mas não pensei que estaria tão perto. – Blaine limpa a testa repleta de suor. – Pode confirmar a minha presença.

– Certo, confirmada. Até o dia. – A chamada se desliga.

– Audiência? – Kurt pergunta, apoiando a mão nas costas dele.

– Sim. – Blaine vira-se para ele.

– Por que está com tanto medo?

– Porque esse dia vai decidir o meu futuro. – Blaine engole a seco. – Ou melhor, vai decidir a minha vida inteira.

[...]

 

– Olá, uma boa tarde a todos. – Maria fala no microfone. – Daremos início a mais nova sessão de visitas. Vocês têm alguns minutos.

Uma grande quantidade de garotos caminha às pressas em direção a alguns pais, outros, permanecem onde estão devido a timidez e os meninos se entreolham.

– Eu vou dar o fora daqui. – Blaine avisa se afastando. – Tenho tanta sorte com essas visitas que é capaz de eu respirar e alguém querer me adotar.

Os meninos gargalham e Blaine corre para longe de todos. Mais uma vez, Finn, Puck e Kurt se entreolham, nem um pouco esperançosos.

– Qual a chance de adotarem garotos a ponto de fazer 18 anos? – Puck questiona, totalmente em desinteresse.

– Sinceramente, eu nem quero mais. – Finn retruca. – Vou fazer 18 anos em poucas semanas e prefiro seguir com a minha vida. Rachel disse que pedirá para sair, portanto, nós vamos dar um jeito de ficarmos juntos.

– Por isso você não quer uma família pegando no seu pé? – Kurt pergunta, observando as famílias que estão na sala.

– Exatamente. Rachel e eu bastamos. – Hudson suspira. – Mas e você, Puck?

– Eu? Eu não quero uma família. – Puck mente. Na verdade, é aquilo que ele mais queria. – Não preciso de pais tomando conta de mim. Sei me cuidar sozinho. Além do mais, como eu disse... ninguém adota garotos da minha idade.

Kurt encara Puck nos olhos e respira fundo. É visível que Puck ficaria estupendamente feliz em ter uma família cuidando dele, porém, ele é muito orgulhoso para admitir isso.

Hummel não está mais com raiva de Puckerman, até porque não há motivos plausíveis para a raiva, sabendo que Sam fora o que arquitetou tudo desde o começo. Puckerman se redimiu e após muito pensar nessa redenção, Kurt guardou para si mesmo o sentimento de torcida para que ele consiga ter uma família e em consequência também uma vida perfeita.

– Olá? – Uma mulher se aproxima do trio, chamando a atenção de todos eles.

– Olá. – Eles respondem simultaneamente.

– Você quer conversar? – Ela questiona, apontando o dedo para Puck. No mesmo instante, Finn e Kurt sorriem.

– Eu? – Puck indaga, apontando para si mesmo.

– É claro que ele quer. – Sem pensar duas vezes, Finn empurra o amigo. – É tudo que ele mais quer na vida.

– Que ótimo. – A mulher sorri. Ela é uma mulher alta, magra, de cabelos castanhos e cacheados. Seu sorri é enorme e seus olhos verdes. – Vamos?

– Va-vamos. – Puck gagueja.

Os dois caminham juntos e vão em direção a um homem que usa um moletom, óculos e tem barba por fazer. Provavelmente algum pesquisador cansado de apenas estudar.

– Espero que ele se dê bem. – Finn fala, torcendo pelo amigo.

– Ele vai. – Kurt sorri.

– Hummel. – A voz de Maria soa atrás dele, fazendo-o virar na direção dela. – O que você está fazendo aqui? Não deve participar das visitas.

– Eu apenas estava olhando. – Kurt se defende.

– Pois eu prefiro que não olhe. – Ela levanta o dedo e aponta em direção a porta. – Vá para o seu quarto e não saia de lá.

– Mas...

– Não me interessa. – Ela continua com o dedo erguido. – Vá para o seu quarto e mais tarde conversaremos a respeito do seu futuro neste orfanato.

Kurt bufa ela boca e depois de virar os olhos e cruzar os braços em raiva, ele caminha para fora do pátio principal.

– Não deveria implicar com o Kurt só porque ele gosta de meninos. – Finn comenta, aproveitando que ela ainda está parada ao lado dele. – Amor é amor e a senhora deveria saber que, se Deus existe, ele vai amar todos os seus filhos de uma mesma forma, independente de quem eles amem.

– Você quer que eu implique com você também, Hudson? – Ela pareceu não dar ouvidos ao que ele disse. Como se suas orelhas tivessem tampadas.

– Não é preciso. – Finn também se afasta. – Não quero perder o meu tempo.

Finn vira-se de costas para ela e também vai embora, muito provavelmente para o quarto, onde todos aqueles sem esperanças e cheios de raiva devem estar.

Logo a noite chega, trazendo com ela o medo. Os meninos estão em seus quartos e, em silêncio, parecem estar em seus próprios mundos. Finn observa uma fotografia de Rachel e pensa no que passarão assim que saírem do orfanato. Puck, apreensivo, não consegue pensar em outra coisa a não ser na conversa que teve com o casal mais cedo. Ele faz e refaz tudo o que disse e em consequência a agonia de não saber se foi bem ou ruim, não para de mexer o seu pé um segundo sequer. Blaine e Kurt estão deitados juntos na cama do castanho. Blaine, enquanto alisa os cabelos do namorado, não para de pensar no quão ficará preocupado com a saída dele. Já Kurt, amedrontado, não desvia o olhar da porta um único instante, afinal, a freira disse que depois conversaria com ele a respeito do seu futuro no orfanato.

            – Não consigo. – Kurt se levanta, chamando a atenção dos meninos. – Não consigo ficar quieto nesse quarto. Preciso andar. Preciso respirar.

            – Aonde você vai? – Blaine pergunta.

– Vou pegar um pouco de suco. – Kurt se afasta deles. – Vocês querem?

– Não. – Eles respondem.

O castanho mexe a cabeça em positivo e se afasta. Kurt sai do quarto e caminha pelo corredor vazio, indo em direção a cozinha escura. Assim que entra no cômodo, está disposto a pegar um copo de suco, mas para ao ver que alguém está sentado sobre a sacada janela.

– Você ficou bem diferente com esse cabelo. – Kurt comenta, se aproximando de Sam.

– Você veio aqui para me fazer pagar outro mico? – Evans rebate, com os olhos grudados na janela, ou mais precisamente, no jardim do orfanato.

– Na verdade eu vim pegar um suco. – Kurt rebate, parando ao lado dele.

– Então por que não vai pegar e me deixa em paz?

– Porque eu me lembrei que sou um ser humano e tenho a obrigação de vir falar com você para esclarecer as coisas.

– Acho que você já deixou bem esclarecido que me odeia quando jogou aquela cola e aqueles papéis em cima mim. – Finalmente Sam vira o rosto na direção dele.

– Sam, isso foi bem pouco pelo que você me fez.

– Eu pedi desculpas! – Sam aumenta a voz.

– E você acha que desculpas bastam? – Kurt se aproxima dele. – Sam, você mentiu. Se diz ser meu amigo não deveria fazer algo assim, principalmente quando esse ato de mentir fez o Blaine se separar de mim.

– Ele não merece você, Kurt.

– Merece sim. – Kurt cruza os braços. – Eu o amo, Sam. E tudo bem, você pensava que gostava de mim, mas viu que não gosta mais. Isso é ótimo. Quer dizer que agora você está livre para amar qualquer pessoa.

– Mas você continua com ódio de mim. – Sam suspira. – Eu sei que cometi erros, mas como eu lhe disse, me arrependo de tudo.

– Eu não odeio você.

– Sim, odeia.

– Certo... vamos fazer o seguinte. – Hummel descruza os braços e o encara nos olhos. – Eu cansei de ficar dentro desse orfanato apenas esperando o caminho que a minha vida vai tomar. Por isso, quero propor uma trégua com você e quero convidá-lo para vazarmos daqui.

– O quê? – Sam fica confuso.

– Quero esquecer que você mentiu e quero que ser o seu melhor amigo de novo. E como uma forma de fazer as pazes, nós vamos, juntamente com os meninos, sair daqui por esta noite. Apenas por esta noite.

– Está me convidando para sair? – Sam parece confuso.

– Sim, estou. – Kurt estende a mão. – Sem ressentimentos.

Sam encara a mão dele estendida e devagar um sorriso abre em seus lábios. Um sorriso no qual Kurt jamais viu.

– Sem ressentimentos. – Sam aperta a mão dele.

– Então vamos! – Kurt o puxa.

Os dois caem na gargalhada e correm como nunca, voltando em direção ao quarto. Assim que entram no cômodo, rapidamente os meninos lhe encaram.

– Levantem essas bundas moles da cama porque vamos sair. – Kurt avisa, correndo para o guarda-roupa.

– Sair? – Eles questionam, simultaneamente.

– Sim, nós vamos. – Kurt veste uma camiseta e depois vai na direção de Blaine. – Que tal aquela baladinha?

– Acho ótimo. – O moreno sorri e depois olha para Sam. – Fez as pazes?

– Fiz.

– Fico feliz com isso. – Blaine sorri e logo agarra o celular. – Shaun, eu sei que você deve estar meio ocupado e que eu não lhe pago já faz um bom tempo, já que o dinheiro dos meus pais está preso na conta, mas... será que você poderia vir buscar uns amigos e eu aqui no orfanato? – O moreno pede ao motorista e todos os meninos lhe encaram atônitos. – Pode? Ótimo! Estamos esperando por você.

O moreno desliga e os meninos lhe encaram com sorrisos nos rostos.

– Motorista? – Finn pergunta, chocado.

– Claro. – Blaine se levanta. – Vamos.

Os meninos se entreolham e depois simplesmente correm para fora do quarto. Juntos, correm como se nada mais no mundo importasse. Eles gargalham e empurram um ao outro durante a corrida. É como se uma brisa de felicidade atacasse os seus corpos neste exato instante.

– Como vamos sair daqui? – Hudson pergunta, se juntando aos meninos no quintal.

– Pulando o muro, oras. – Blaine responde, como se fosse obvio.

Rapidamente, Puck faz um suporte com as mãos e o primeiro a pular é Blaine, seguido de Kurt e Finn.

– Você acha que realmente devo ir? – Sam pergunta, antes de pular.

– Sam, eu só tenho uma única coisa a falar. – Puck responde, o encarando nos olhos. – Vamos voltar aos velhos tempos enquanto ainda TEMOS tempo.

Evans o encara nos olhos e apenas faz um sinal positivo com a cabeça. O loiro pega impulso na mão de Puck e pula para o outro lado do muro. Puck, habilidosamente pula por último e dá de cara um carro preto e elegante se aproximando.

– Uau. – Finn fica boquiaberto.

– Sorte sua que eu estava nas redondezas, Sr. Blaine. – Shaun fala, saindo do carro.

 – Muito obrigado mesmo, Shaun. – Blaine sorri e corre para o carro. – Venham!

 Ele chama os meninos e, mesmo todos estando impressionados, correm na direção do moreno. Cada um deles entra no carro e Shaun rapidamente abre o teto solar do automóvel, fazendo todos os garotos gritarem em animação.

– Coloque uma música! – Blaine grita.

– Pode deixar! – Shaun grita de volta, gargalhando devido a animação dos meninos. Entre a risada, o motorista coloca a música Sprawl II da banda Arcade fire.

They heard me singing and they told me to stop

"Quit these pretentious things and just punch the clock'

These days my life I feel it has no purpose

But late at night the feelings swim towards the surface

(Eles me ouviram cantar e me disseram para parar

 "Pare com essas coisas pretensiosas e vá bater o ponto"

Esses dias parece que minha vida não tem sentido

Mas, tarde da noite, os sentimentos nadam para a superfície)

Os meninos gritam diante da música e jamais estiveram tão vivos como neste exato minuto. Finn fica de pé no banco do carro e atravessa o teto solar, levantando os braços para sentir o vento frio da noite. Puck, por sua vez, abre uma das janelas e fica com os seus olhos fixados nas luzes da cidade, como uma perfeita criança ao receber o seu primeiro brinquedo de presente de natal.

'Cause on the surface the city lights shine

They're calling at me, "Come and find your kind!"

Sometimes I wonder if the world's so small

That we can never get away from the sprawl

(Porque, na superfície, as luzes da cidade brilham

Eles estão me chamando, "Venha e encontre seu pessoal!"

Às vezes eu me pergunto se o mundo é tão pequeno

Que nós nunca conseguiremos escapar à expansão)

Sem pensar duas vezes, Finn rapidamente ergue Sam pelos braços e o faz ficar junto a ele. Ambos sentem o vento nos seus cabelos e os olhos do loiro começam a ficar marejados. É como se o caminho não tivesse fim e a estrada vazia desse aos seus sentimentos algo novo. Algo que agora o está fazendo chorar.

Living in the sprawl

Dead shopping malls rise

Like mountains beyond mountains

And there's no end in sight

I need the darkness, someone, please, cut the lights

(Vivendo na expansão

Shoppings mortos se erguem

Como montanhas e mais montanhas

E não há fim à vista

Eu preciso da escuridão, alguém, por favor, apague as luzes)

Kurt e Blaine, se entreolham e sorriem diante dos amigos hipnotizados. O moreno encara os meninos, mas logo desvia a sua atenção para o amor da sua vida. Kurt também abaixa a vista na direção dele e assim ambos ficam. Se olhando como se nada mais importasse.

Logo, Blaine se inclina na direção do castanho e alisa o rosto dele, sentindo cada centímetro de sua pele delicada. Kurt sorri e observa os lábios do moreno, com um desejo no qual nem ele sabe explicar. Por isso, Hummel se inclina mais e o beija. Suas línguas se entrelaçam e as luzes da cidade brilham sobre suas peles como se esse momento fosse o mais mágico de todo o mundo. O vento assopra os seus cabelos e as luzes piscam. Suas mãos tocam um ao outro e seus corações batem rápidos. Nada mais importa. Ninguém mais importa.

We rode our bikes to the nearest park

Sat under the swings and kissed in the dark

You shield my eyes from the police lights

We run away, but we don't know why

Black river, your city lights shine

They're screaming at us, "We don't need your kind"

(Nós fomos de bicicleta até o parque mais próximo

Nos sentamos sob os balanços e nos beijamos no escuro

Você protegeu meus olhos das luzes da polícia

Nós fugimos, mas não sabemos o porquê

No rio negro, as luzes da cidade brilham

Eles estão gritando para nós, "Nós não precisamos de vocês")

Pelo retrovisor, Shaun observa tudo o que está acontecendo dentro do carro, principalmente o beijo de Blaine e Kurt. Um sorriso se abre nos lábios do motorista e ele parece respirar fundo em alívio, como se de alguma forma já soubesse quem Blaine realmente sempre foi.

– Chegamos. – Shaun avisa e os meninos se despertam dos seus transes e se entreolham animados.

– Vamos nessa. – Blaine abre a porta do carro.

– Temos hora para voltar? – Puck pergunta, saindo do carro.

– Aproveitem o quanto puderem. – Shaun avisa, sorrindo e parando Blaine assim que ele se aproxima. – Sr. Blaine...

– Sim? – O moreno para ao lado dele.

– Não tem ninguém que queira me apresentar? – Shaun sorri para ele.

– Com certeza tenho. – O moreno também sorri e em seguida puxa Kurt, que desajeitadamente para ao lado deles. – Shaun, esse é o Kurt. Meu namorado.

– Acho que já nos conhecíamos. – Shaun estende a mão. – É um prazer revê-lo, Kurt.

– O prazer é meu. – O castanho responde, acanhado.

– Bom... – Blaine segura na mão do castanho. – Vamos?

– Vamos. – Hummel sorri.

Os meninos correm em direção ao segurança e como de costume, Blaine conversa com ele e logo todos entram. Os olhos de cada um deles brilham em direção as luzes e sorrisos aparecem em suas bocas. A música está alta e muitas pessoas dançam a música “Want to Want Me” do cantor Jason Derulo.

– Quantas pessoas. – Puck comenta, chocado.

– Verdade. – Finn comenta, observando tudo.

– Vamos beber. – Blaine avisa.

Os meninos se entreolham e dão de ombros, seguindo o moreno rapidamente. Todos eles vão até o bar e pedem bebidas, cada qual de uma cor diferente.

– Que gosto estranho. – Sam tosse.

– Pode pedir quantas quiserem. – Blaine avisa. – Eu coloco na conta da empresa dos meus pais.

– Posso pedir aquela verde? – Finn aponta.

– A vontade. – Anderson gargalha, virando-se para Kurt. – Quer dançar?

– Quero. – O castanho responde, sorrindo.

Os dois caminham até o meio da pista e a música não poderia estar mais alta. O moreno puxa Kurt pela cintura e começa a se mover com ele no ritmo da canção, lentamente e depois de uma forma agitada. Hummel arrodeia os seus braços no pescoço dele e deixa com que o moreno faça todo o movimento com seus corpos. Blaine leva seus lábios até as orelhas de Kurt e morde devagar, deslizando sua língua em seguida. Ele desliza pelo pescoço do castanho e o faz arrepiar. Logo, leva sua língua em direção a boca dele, beijando-o de uma só vez e com vontade. Suas línguas se entrelaçam e os meninos, de longe, ficam boquiabertos.

– Melhor irmos dançar com eles antes que façam o que não deveriam no meio de todos. – Puck sugere e todos concordam, caminhando em direção aos dois em seguida. – Hey!

Blaine e Kurt param de se beijar e gargalham. Os meninos se aproximam mais deles e se entreolham, um pouco envergonhados já que todos ao seu redor dançam como se esse fosse o último momento de suas vidas.

– Eu vou pegar mais bebidas! – Blaine grita e em seguida de afasta.

– Como ele está reagindo a sua saída do orfanato? – Puck se aproxima de Kurt.

– Não sei. – Hummel suspira. – Acho que ele está com medo.

– Mas você é o Kurt Hummel. Sempre sabe o que fazer.

– Com certeza eu não sei o que fazer agora. – O castanho gargalha e ao longe encara Blaine. – Na verdade, estou com mais medo do que pode acontecer quando ele sair do orfanato. Como vamos ficar? O que vamos fazer?

– Morarão juntos, assim como Finn e a Rachel. – Puck também encara Blaine.

– Mas para morarmos juntos precisamos de dinheiro. – Kurt encara Puck de volta. – O que o Blaine não vai ter, se depender daquela Ashley.

– Então vocês darão um jeito. – Puck apoia a mão no ombro dele e sorri. – Vocês sempre dão um jeito.

Kurt sorri e respira fundo, tentando disfarçar a sua preocupação com o futuro dele e de Blaine. O moreno por sua vez, ainda no bar, vira algumas dozes de tequila e traz consigo mais algumas. Ele vem em direção aos meninos e assim que para ao lado deles, todos encaram, abismados, as bebidas.

– Isso tudo é nosso? – Finn pergunta.

– Claro! – Blaine estende a bandeja.

Sam, sem sequer hesitar, dá de ombros e pega uma das tequilas. Puck e Finn se entreolham, mas em seguida também seguram as bebidas.

– Quando eu disser já. – Blaine pega as suas e os encara. – Já!

Ao som da música, todos os cinco viram as bebidas e fazem caretas. Seus pelos se arrepiam e o liquido corta as suas gargantas.

– Que horror. – Finn resmunga.

– Melhor do que aquele suco de fruta podre do orfanato. – Sam responde, virando o outro copinho.

– Só tenho a concordar. – Puck também vira.

Depois de alguns longos minutos, todos os cinco dançam já um pouco embriagados ao som da música “Right Round” do cantor Flo Rida. As pessoas da balada encaram eles com as expressões dos rostos em choque e, com certeza, o barman está se arrependendo de ter oferecido bebida a eles.

Finn tirou a camiseta e, aos pulos, começou a girar ela por toda boate. Puck está fazendo passinhos no meio de todos, como se fosse um dançarino de Hip Hop. Sam está em cima de um sofá e, aos berros, canta a música. Blaine está sobre uma mesa e dança como se fosse um striper. E, por fim, Kurt está ao lado dele, lhe lançando vários guardanapos, como se fossem notas de dinheiro.

– O HOMEM MAIS LINDO DESSE MUNDO! – Kurt grita.

Blaine gargalha e em seguida tira a camiseta, fazendo o namorado enlouquecer. Todos os outros rapidamente correm na direção deles dois e começam a jogar guardanapos em Blaine. Eles gargalham e parecem incomodar bastante as pessoas ao seu redor.

– Alguém tire eles daqui. – Uma mulher diz. – Eles nem sequer têm idade para estarem nessa balada.

– Segurança! – Um homem grita. Rapidamente dois seguranças aparecem e logo andam na direção deles.

– Hey! – Um deles grita.

As atenções dos meninos saem de Blaine e vão agora para os seguranças. Eles se entreolham e sem pensar duas vezes correm, driblando os dois grandes homens. Eles correm e gargalham entre a correria. Assim que saem da balada, se deparam com Shaun, os esperando logo na entrada.

– O que houve? – O motorista pergunta, devido ao alvoroço deles.

– Vamos vazar daqui. – Blaine comenta, correndo até o carro.

O motorista dá de ombros e também vai até o carro. Os meninos entram na parte de trás e se entreolham as gargalhadas.

– Para o orfanato? – Shaun pergunta, ligando o carro.

– Não. – Blaine responde.

– Não? – Os meninos o encaram.

– Vamos para o píer de Santa Monica. – Blaine ordena.

Os meninos sorriem e Shaun apenas mexe a cabeça em positivo, dando partida em seguida. Novamente as luzes da cidade invadem os olhos dos garotos e o vento balança os seus cabelos bagunçados. Após alguns minutos, eles chegam ao píer de Santa Monica. O famoso parque com a famosa roda gigante da cidade.

– Tenham cuidado! – Shaun grita, assim que eles saem.

Os cinco correm pelo píer vazio, andando ligeiramente até o final da grande plataforma que segura a roda gigante e os demais brinquedos e barraquinhas.

– Uau. – Finn comenta, impressionado.

– Aqui é lindo. – Sam também fala.

– Nunca tinha vindo aqui. – Kurt comenta, deslumbrando com o céu e o oceano escuro a sua frente.

– Gostou? – Blaine envolve a sua mão na cintura dele.

– Amei. – Kurt diz, boquiaberto.

– Poderíamos morar aqui. – Blaine sorri, puxando Kurt para mais perto dele. – Quem sabe comprar uma daquelas casinhas ali.

O moreno aponta para algumas casas que ficam a alguns metros do píer. O jardim das casas são, literalmente, a praia de Santa Monica.

– Blaine... – Kurt diz, acanhado. – Você sabe que essas casas são caras e sabe muito bem que não temos dinheiro.

– Ainda. – Blaine sorri.

– Blaine, você nem sabe se conseguirá o dinheiro de seus pais. – Kurt encara o moreno. – Prefiro não criar esperanças. Prefiro ficar no simples. Alugar um apartamento no centro está de bom tamanho. Eu posso trabalhar em um mercadinho e nós...

– Kurt. – Blaine o interrompe. – Apenas me responda se você iria gostar de morar aqui.

– Seria um sonho. – Kurt sorri.

O moreno encara o sorriso dele com um sorriso nos lábios. Blaine daria o mundo a Kurt. Daria inclusive a sua própria vida para salvar a dele.

– Hey! – Puck chama os dois. – Vão ficar de namoro aí ou vão apreciar essa belezinha de oceano?

Blaine e Kurt sorriem e em seguida se juntam aos meninos no chão. Os cinco estão sentados no final da plataforma e os seus pés estão balançando no ar. Abaixo deles, pequenas ondas se formam na água da praia e atrás deles, piscam as luzes da velha e famosa roda gigante.

– Sabem que esse é o último dia em que vou estar junto de vocês, certo? – Kurt comenta.

– Oras, não é para tanto. – Puck responde. – Quando saímos, nos encontraremos.

– Ele está certo, Kurt. – Finn também fala. – Vai ser o melhor momento de nossas vidas e estaremos juntos para apreciarmos isso.

– O futuro é um novo recomeço, Kurt. – Sam comenta e todos lhe encaram. – O seu recomeço.

Kurt observa Sam e, de fato, ele tem razão. O futuro não poderia estar chegando na melhor hora.

[...]

A noite se passa e todos os meninos voltam para o orfanato. Kurt e Blaine dormem juntos e se abraçam como se fossem o porto seguro um do outro. A manhã rapidamente aparece nos seus e traz com ela brisas bastante frescas para um verão na Califórnia.

– HUMMEL! – A irmã Maria bate na porta.

Assustados, todos os meninos se acordam e encaram a porta. A freira parece ter pressa.

– Acho que chegou a hora. – Kurt avisa.

– Não. – Blaine segura a mão dele.

– Um mês, meu amor. – Hummel o encara nos olhos. – Apenas um mês.

– HUMMEL! – A freira grita, novamente.

O castanho dá um sorriso triste e solta a mão do moreno. Puck se levanta da cama e segura a mochila com as coisas do castanho. Finn e Sam também se levantam e, entristecidos, lhe acompanham até a porta.

– Está na hora. – Maria avisa, assim que ele abre a porta.

– Eu sei. – Kurt sai do quarto.

– Não dormiu? – Ela questiona enquanto os meninos também saem do quarto. – Está com a mesma roupa de ontem.

– Apenas vamos acabar logo com isso, ok? – Kurt rebate.

– Tudo bem. – Ela dá de ombros e anda em frente.

A freira segue em frente e todos lhe acompanham atrás. Eles caminham de olhos marejados enquanto o castanho se mantém firme.

– Tome cuidado lá fora. – Finn avisa, aproximando-se dele para abraçá-lo. – Qualquer coisa só é gritar que eu vou correndo lhe ajudar.

– Pode deixar. – Kurt gargalha.

– Hey. – Puck se aproxima dele. – Vou sentir sua falta.

– Também vou sentir a sua. – Kurt sorri. – Se cuide, ok?

– Só se você prometer que vai se cuidar também. – Puck começa a ter os olhos mais marejados ainda.

– Eu vou. – Kurt sorri e o abraça forte.

– Me desculpe. – Sam se aproxima dele. – Me desculpe por tudo, Kurt.

– Não precisa pedir desculpas, somos humanos e cometemos erros. – Kurt o abraça. – Você ainda é o meu melhor amigo.

– Obrigado por isso. – Sam o aperta forte. – Obrigado por tudo.

– VAMOS! – Maria grita. – Já está passando da hora. Tenho mais o que fazer.

– Você vai esperar porque eu vou me despedir do meu namorado. – Kurt rebate, se aproximando agora de Blaine. – Amor, eu...

Sem sequer conseguir terminar a frase, Kurt é interrompido por um beijo. No mesmo instante a freira fica boquiaberta e os meninos sorriem.

– Eu te amo. – Blaine comenta entre o beijo. O moreno chora como nunca e jamais pareceu estar tão preocupado. – Por favor se cuide. Não fique na rua. Tente achar um lugar para se abrigar e...

– Eu vou. – Kurt o interrompe. – E eu também te amo.

– Apenas um mês. – O moreno segura o rosto dele. – Em um mês os nossos sonhos vão se realizar.

– Em um mês. – Kurt sorri, limpando as lágrimas do moreno. – Nos vemos, meu amor.

Hummel se afasta dele e Blaine se põe a chorar mais ainda. Todos os meninos acenam em despedida e a freira, sem a menor piedade, simplesmente bate com força a porta assim que o castanho deixa o local.

Agora Kurt está só e sozinho respira fundo, pois esse é o primeiro passo para o futuro dele. O primeiro passo de muitos.


Notas Finais


Que venha o último capítulo =\

Dicas? Opiniões? Seja lá o que estiver pensando, comenta aí ;)


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