História Santeria - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
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Palavras 875
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Festa, Ficção Adolescente, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Com referência musical e cavaleiros do zodiaco.

Capítulo 2 - Menino Bode



Bom, agora vocês sabem como conheci minha melhor amiga. Talvez esteja se perguntando se essa é uma história sobre duas amigas, mas não, não é. Graças a Jael Jesebel consegui mais amigos do que esperava, e não, não eram as garotas da gangue Cavalaria das Bruxas, Jesebel nunca deixou me aproximar delas. Dizia que não queria que eu me envolvesse com nenhum tipo de marginalidade; ela não é um anjo?
Eu e Jesebel fomos da mesma turma até o final do ensino médio, e, ao longo desses anos muita coisa aconteceu. conhecemos muitas pessoas e nos envolvemos em muitas situações normais da vida adolescente. Como por exemplo: o caso de Caio, o menino bode.


Na nossa turma do primeiro ano, tinha um garoto um tanto quanto peculiar. Caio era um dos únicos meninos da sala, talvez de todo o colégio, que tinha um par de chifres. Não um daqueles pares de chifres espirituais dados de presente pelos cônjuges infiéis, mas um par de chifres de verdade, nascendo de sua cabeça.


Talvez esteja pensando que ele fosse zoado por causa de sua singularidade, porém, era justamente ao contrário; era ele quem zoava os alunos que não tinham chifre como ele. Quando indagado sobre a origem de seus cornios, ele sempre dizia a mesma coisa:


Caio: Sou fruto de zoofilia, meu pai teve relações com uma cabritinha.


Por mais que sua história não faça nenhum sentido biológico, era a única explicação plausível. Alguns professores sussurravam pelos corredores que ele era a encarnação do diabo ou que seus pais haviam feito pacto com demônios. Particularmente, os chifres dele não me incomodavam nem um pouco, mas não posso dizer o mesmo sobre seu comportamento.


Ele realmente se achava especial por causa dos chifres, chegando muitas vezes a ser egocêntrico e arrogante. Sua peculiaridade além de lhe conceder certa vantagem em brigas masculinas, também servia de assunto para conversas femininas.
Dizia ele batendo no peito que era a encarnação na constelação de Aries, o que não fazia nenhum sentindo astrobiológico, partindo do pressuposto de que ele tinha chifres de bode, não de carneiro. Porém, as virginianas e escorpianas ficavam caidinhas na dele. Certa vez, bêbado numa festa, ele disse que seu signo na verdade era libra.
Aonde quero chegar com essa história de menino bode? Bom, nas férias de julho uma garota da nossa turma teve a grande ideia de fazer uma "social". Para quem não está por dentro do vocabulário juvenil contemporâneo; social, é quando adolescentes se reúnem para ouvir música alta, consumir bebidas alcoólicas e outas drogas, além de claro, socializarem.


Jesebel, que era muito popular por ser a lendária Unicórnio Negro. Foi convidada não apenas para se divertir, mas também para ser homenageada, pois, desde que havia desafiado a leoa Joana, Jael Jesebel era a heroína das calouras. E por falar em heroína, também havia outro tipo na festa. Enfim, Jesebel não queria ir sozinha, por mais que fosse durona era também muito na dela e não gostava de chegar sozinha nos lugares.


Bem que eu gostaria de ficar em casa naquele sábado a noite, estava maratonando One Piece pela segunda vez, mas Jesebel me convenceu a ir para social. Eu nem imaginava o que testemunharia naquele lugar. Caio podia ser o menino bode, mas bebia como se fosse o menino gambá. Antes das dez horas na noite, ele já estava "na mão do palhaço", expressão que dá nome a um album do PrimeiraMente, foi Caio mesmo quem me pediu para ouvi-lo alguns meses depois. Quando Jesebel estava sendo homenageada, Caio decidiu roubar a cena subindo em cima da mesa.


Caio: Ai Unicórnio! Você tem um chifre só! Eu tenho DOIS!
Jael: Já é.


A resposta fria de Jesebel congelou a alma de Caio profundamente. Bom, sua alma permaneceu congelada até o momento em ele se lembrou de que era a encarnação de um signo de fogo, então elevou o cosmo do seu coração e neutralizou a magia de gelo do Unicórnio com o muro de cristal de Aries.

Caio: Jael Jesebel! Eu te desafio pra uma briga! Vamos decidir aqui e agora quem é o mais forte da turma!
Garota feminista: Ei garoto! Existe lei Maria da Penha, sabia!?
Caio: As leis dos homens se aplicam somente aos homens! Como pode ver, sou uma constelação em carne e osso!
Jael: Hmm... então é assim?


Se tinha uma coisa de Jesebel odiava mais do que sociologia, era gente que se achava melhor que os outros. Naquele momento, reparei que se formavam nuvens negras em seus olhos. qualquer meteorologista diria que choveria socos em cima do menino bode.
Porém, não foi uma chuva de socos, mas sim uma tempestade de chutes. Um autêntico galope de unicórnio em sua cabeça, nem sua muralha de cristal teve chances de defende-lo. Seus chifres foram quebrados em pedacinhos o transformando em apenas mais um garoto normal.
Todos aplaudiram Jesebel, agora além de ter domado o leão, ela acabava de retirar os chifres demoníacos do bode, acabando com os dias de glória da suposta constelação humana. Caio no outro dia acordaria com dupla dor de cabeça: a da ressaca e a dos chifres, que por sinal estava sangrando muito. Jesebel se sentindo responsável fez os curativos, o que me deixou um pouco enciumada.
 


Notas Finais


Até quarta! Valeu


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