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História São Paulo 1991 - Vmin - Capítulo 5


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Notas do Autor


gente só pra avisar, o capítulo 2 foi um sábado, o 3 foi um domingo, e o 4 foi uma segunda feira. o Tae não tá faltando aula, é o feriado de carnaval. o dia mesmo de carnaval é na terça, que vai ser narrado nesse capítulo (depois da quebra de tempo, pq no início do capítulo ainda vai ser segunda feira).

obs: não faço ideia se tinha feriado de carnaval naquela época como tem agora, mas vamos fingir que sim só pra ter mais coisa interessante jkkkkk pqp não suporto narrar personagem em sala de aula.

Capítulo 5 - 5- carnaval


Fanfic / Fanfiction São Paulo 1991 - Vmin - Capítulo 5 - 5- carnaval

▪︎Taehyung POV▪︎


Chego em casa e logo sou recebido pela minha bolinha de pelo, Yeontan.



Me agacho e faço carinho em seu pelo preto e bronzeado, sempre ganhando lambidas do spitz alemão.



Depois de muito carinho, tiro o Tannie do meu colo e vejo minha mãe na sala me olhando séria, e meu pai com a cara no jornal.



—ONDE VOCÊ ESTAVA ESSE TEMPO TODO MOCINHO? – pergunta minha mãe brava.



Lá vamos nós.



—Primeiro eu dormi na casa do Jungkook...



—Disso eu sei – ela me interrompe – a mãe dele me ligou. Mas e depois? Foi encher a cara? E é bom você me explicar esse olho vermelho, parece um maconheiro hippie vagabundo.



—O quê? Nada disso mãe, não bebi nem fumei nada – minto – Depois eu fui numa festinha com o Jungkook. Foi só os meninos, eu, ele, Hoseok, Seokjin, Namjoon e Jimin. Aí eu dormi na casa do Hoseok.



Não quis mencionar o Yoongi porque ela não gosta dele, já que ele fuma muito e bebe muito. E também é mrio que a má influência do Jungkook.



—QUE MENTIRA, O TAE FOI COM O JIMIN PRA ALGUM LUGAR DEPOIS DA "FESTINHA" – escuto Seokjin gritando lá de cima.



Meu primo é um porre. Não posso mencionar seu nome na conversa que ele já quer me ferrar.



Além disso, ele é um mulherengo escroto. Ele vive indo em festas escondido, mas mamãe e papai sempre passam o pano no que ele faz.



Seokjin também nunca respeitou nossa tradição vegetariana, nunca fez questão de provar algo da nossa dieta. Eu até me lembro de uma vez de quando éramos crianças que ele botou carne de porco escondido na minha comida, a sorte que eu vi e não comi. Não tem quem me faça comer porco.



Ele sim é um mal exemplo e uma causa perdida e um puta desgraçado do caralho.



Mas é sempre eu que me ferro, mamãe sempre fica brava comigo. Eu, que sou um bom aluno e bom filho. Na verdade, acho que ela é assim comigo justamente por ser filho dela, mas já que o Seokjin é seu sobrinho, a tendência é de mimá-lo. Grande bosta.



—QUEM É JIMIN? – pergunta minha mãe irada.



—Ele é um dos amigos do Jungkook, eu disse pra você – respondo procurando um pouco de paciência dentro de mim.



—E pra onde você foi com ele, mocinho? – pergunta preparando a chinela.



—A gente ia pra casa do Hoseok, m-mas preferimos ir pra casa do Jimin. Mas só dormimos.



—EU OUVI DIZER QUE O JIMIN TEM UMA PRIMA GA-TO-NA – Seokjin se intromete novamente.


Puta que pariu esse garoto não para de falar. Cala essa matraca, tagarela.



—Ah... então já entendi. Meu filho é um galinha. E posso saber o nome da moça?



—Roseanne Park. Uma das amigas da Jisoo e Jennie. Mas ela nem tava na casa, ela mora com os pais dela. Eu já disse mãe, nós só fomos pra casa do Jimin pra dormir. Só.



E fumar e ganhar um boquete, mas tudo normal. E ela não precisa saber disso.



—Tá certo... Prefiro acreditar em você – diz voltando a calçar o chinelo – mas na próxima, você não escapa.



—Oh mãe, amanhã é carnaval. Eu já combinei com as meninas de ir pra um bloquinho.



—Que meninas, Kim Taehyung?



Odeio quando ela me chama assim, principalmente achando que eu sou um mulherengo galinha. Porra, nem de buceta eu gosto.



—A Moonbyul, a Yongsun, a Hyejin e a Wheein. Poxa mãe, você sabe que elas são minhas amigas e só isso. E a Yongsun vai tar lá, ela é minha prima. Sua sobrinha.



—Deixa o menino ir – papai se intromete ainda com a cara no jornal.



Obrigado anjo.



Faço uma carinha de cachorro pidão, querendo convencê-la de me deixar ir pro bloquinho.



—Tá bom. Você vai.



Comemoro sorrindo e dando um abraço nela.



—Ei mãe, tem outra coisa que eu queria falar. Er... Sabe o time de basquete que o Jungkook e o Seokjin jogam?



—Que que tem? – pergunta impaciente.



—Eu quero participar. Eu fiz um teste e o Jimin, o capitão, disse que eu tô dentro, só depende de mim agora.



—Tem certeza disso, meu filho? Essas coisas de atleta são muito complicadas.



—Vai mãe, por favor – faço novamente minha cara de cachorro pidão.



—Tudo bem, Taehyung – diz meu pai – a gente vai resolver a papelada nessa semana.



—Obrigado pai.



[...]


Hoje é carnaval, finalmente.



Eu estou indo pra casa da Hwasa, que é onde eu e as meninas vamos nos trocar pra ir pro bloquinho, já que o bloquinho é no bairro que ela mora.



Chego lá e todas já estão com as fantasias. Como combinado, a Solar, Hwasa e Wheein estão de diabo. A Moon falta colocar uma parte da sua fantasia, que é de Mickey, e eu vou ser a Minnie.



As três diabinhas faltam se maquiar ainda, e elas demoram demais pra isso, principalmente quando o assunto é carnaval, então eu não me preocupei em ter pressa pra por a fantasia de Minnie.



Na verdade nem de fantasia eu ia, só vai ser a tiara das orelhas lacinho da Minnie e uma roupa leve (São Paulo no verão já é calor, imagina em bloquinho cheio de gente? Puta que pariu, o inferno). Já a Moon está com uma blusa preta com uma gravata borboleta amarela e uma saia justa vermelha com dois círculos brancos, totalmente caracterizada.



Moonbyul tava com dúvida no adereço, se iria botar um que cobria a cabeça toda ou se botava só a tiara. Eu insisti na tiara, mas a corna queria usar o outro porque ia ficar mais no personagem e blá blá blá.



Resolvi parar de insistir e deixar que ela que lute com o calor que vai ficar na cabeça dela debaixo daquele sol, e fui me trocar. Coloquei uma blusa branca e um colete preto por cima, e uma bermuda jeans.



—Ah não, Taehyung. Você não vai assim de jeito nenhum – implica Wheein – Porra, é carnaval, e você vai de Minnie Mouse. Usa uma roupa vermelha pelo menos.



—E por que você só avisou isso agora? – pergunto puto – A minha casa é lá na puta que pariu do Ipiranga, daqui que eu chegue lá pra pegar uma simples roupa vermelha vai demorar o cacete.



—Tô nem aí, a gente arruma algo pra você – Hwasa se intromete.



—Ah não, nem a pau vou usar uma roupa de vocês – faço birra.



—E qual o problema? – pergunta a Wheein.



—Talvez porque o problema é que vai ficar muito curto ou muito justo em mim???



—Ai garoto, para de ser chato – Solar se intromete também – Sua fantasia é a Minnie Mouse, uma personagem feminina, lide com isso.



—A Byul vai de Mickey e tá de saia.



—Não me meta nisso.



—Gente calma – diz Hwasa tranquilizando a discursão – A sorte de vocês que eu moro perto de uma lojinha que vende roupa barata (N/A: basicamente brechó, só que não sei se era chamado assim na época então não vou arriscar jkkkk). Eu vou ali com o Taehyung comprar alguma coisa aceitável, e vocês fiquem aí e continuem se arrumando, tá bom?



—Tá – todos respondem.



Eu e a Hwasa damos uma pequena caminhada pra ir pra tal lojinha. Chegando lá, vejo que se trata de uma loja que vende produtos de segunda mão. E é aqui que minha alma de burguês morre.



—Deixe de frescura, seu riquinho mimado – diz Hwasa notando meu semblante – A gente vai na loja e vai achar algo pra você e você vai usar ouviu?



—Tá bom...



Nós pegamos toda roupa vermelha masculina que estava ao alcance de nossa visão, e levamos tudo pro provador. Depois de provar muita coisa e ficar com desgosto de muita roupa, eu acabo decidindo em uma blusa vermelha de algodão e um short de uma marca pirata da Adidas.



—Tá ótimo, Tae. Muito melhor do que aquele troço que você ia usar – diz Hwasa me vendo usando a minha decisão final.



—A fantasia combina bem com você, ein? – falo sarcástico me referindo a sua atitude rude, dígna de um diabo.



—Ah, vai tomar no cu – responde simples.



Pagamos pela roupa, e o preço foi bem baratinho. Realmente era uma lojinha que vende roupa barata.



Voltamos pra casa da Hwasa e eu coloquei a roupa vermelha e a tiara, e as garotas comemoraram por eu "finalmente estar no personagem". Grande bosta.



Passei um pouco de glitter na cara também, assim como as meninas. É carnaval mano, tudo pode.



A Byul se decidiu no acessório e colocou a tiara mesmo (amém???) e também fez uma bolinha preta no nariz pra ser tipo o nariz do Mickey. Certeza que, com esse calor, o trocinho vai derreter e vai manchar a cara dela, certeza.



Fomos pro bloquinho sem fazermos ideia de que horas eram agora, e levamos algumas notas de cruzeiros (as meninas colocaram no sutiã, eu botei no bolso da bermuda da marca falsificada da Adidas) pra poder comprarmos bebidas e, sei lá, por segurança mesmo.



Sim, as meninas já sabem que eu bebi e foi um escândalo. Eu disse que ia contar tudo com detalhes na nossa próxima festa do pijama, e a Wheein, que é a anfitriã das nossas festas do pijama, já fez questão de planejar uma pra esse fim de semana inteiro, duas noites (começa na sexta aí no domingo o povo volta pra casa).



Chegamos no bloquinho e já sentimos o samba irradiando as pessoas presentes alí, e fomos contagiados pelo ritmo animado e brasileiro.



Achamos um carinha que tava vendendo cerveja e fomos lá comprar. E quem estava perto desse moço? Isso mesmo, Park Jimin.



Eu estava um tanto confuso com o que aconteceu na madrugada de ontem. A gente parecia dois namorados totalmente apaixonados quando estávamos naquele parque, e também pareceu tão íntimo aquele oral. E depois ele cuidando de mim, quando vomitei e depois que acordei...



Não, nós não parecíamos namorados, parecíamos casados.



Mas não era nada oficial, nós nunca nos aproximamos tanto assim. Sabemos da existência do outro há tanto tempo, e nunca criamos uma relação entre a gente, nem de amigos e nem de algo a mais. Sempre fomos apenas conhecidos, até o dia dessa festa.



Eu não queria ser grudento, mas também não queria ser rude. Eu não conseguia olhá-lo direito, pois eu estava incerto do que fazer.



Também não sei se foi algo de só uma madrugada, só uma história interessante para contar aos filhos e netos. Não sei se somos apenas um capítulo ou um livro inteiro.



—CARALHO CADÊ A SOLAR? – escuto a wheein gritar desesperada, me tirando do transe.



As meninas foram procurar a Yongsun, me deixando sozinho com o Jimin. Quando eu pensei em acompanhá-las, eu já havia as perdido de vista.



—Quer um gole? – diz Jimin segurando uma garrafa de cerveja.



Dou de ombros e pego a garrafa e dou um gole.



—Você e aquela menina do cabelo roxo namoram? – ele me pergunta e eu quase engasgo.



—O quê? Nada a vê. Ela é minha melhor amiga, apenas isso.



—Pensei que seu melhor amigo era o Jungkook – diz confuso.



—E é, só que a Moon é minha melhor amiga menina.



—Ah... Enfim, é porque vocês estão de Mickey e Minnie, aí eu achei que...



—Ah, isso foi só uma ideia zuada de fantasia. Porque seria irônico o menino ir de Minnie e a menina de Mickey sendo que poderia muito bem ser o contrário, sabe?



—Ah, sim. Nossa ainda bem – ele sorri com um semblante aliviado.



—Por que esse sorriso? – pergunto mesmo já sabendo a resposta, mas queria confirmação.



—Você quer mesmo saber? – diz entrando no clima provocativo e se aproximando de mim.



—Sim, eu quero – me aproximo dele também.



Ele aproximou seu rosto lentamente do meu, mas logo se afasta, me encara e sai de perto.



Filho da puta.



Eu vim pra esse carnaval pra passar o rodo nos macho, e não pra boiolar o menino que eu gosto. Jimin que lute, eu vou caçar gente pra pegar.



Olhei pra trás e lá estava Namjoon dando mole. Ele tava com mais cara de carioca do que já tinha, estava com uma regata, óculos de sol, boné, corrente e bermuda. Um verdadeiro carioca funkeiro.



Bebi mais da garrafa que o Jimin me deu e fui onde ele estava. Não sei porque eu queria fazer isso, mas eu vou fazer sim.



Cheguei perto dele, ignorando todo tipo de espaço pessoal existente, estando bem próximo dele. E devido a nossa distância de poucos centímetros, noto que ele é mais alto do que eu.



Não precisamos dizer muito, meu olhar encontrou o dele, e mesmo ele estando um tanto tímido e tentando se controlar pra demonstrar nenhum tipo de sentimento, sua mente captou minha mensagem, e ele me puxou pra um beijo.



Ele tinha pegada assim como o Jimin, eu gostava disso. E a boca dele era grossa, talvez mais que a do Jimin, eu também gostava disso. Ele é mais selvagem, diferente do Jimin que é todo delicado, e eu gostava disso.



—Vamos sair daqui – interrompe os beijos para sussurrar em meu ouvido com sua voz grave, me fazendo arrepiar.



Fomos em direção à um beco, e sem perder tempo ele já me colocou contra a parede e voltou a me beijar.



Ele desceu os beijos pro meu maxilar, e depois pro meu pescoço, e logo depois parou de me beijar e me deu chupões, e eu gemi baixinho com sua boca marcando minha pele.



Eu sou muito passivinho pra esse aí.



Mas eu não queria ficar muito tempo com ele, hoje eu quero passar o rodo. Então na primeira oportunidade que tive, dei um último beijo e voltei pro bloquinho.



Compro mais cervejas, e bebo as garrafas e já deixei um vidro seco. Eu ia precisar de muita bebida pra esquecer que eu me perdi das minhas amigas e também pra ter coragem em pegar gente.



Procuro por alguém que estivesse dando mole por aí. Achei um moço que eu acho que conheço só que não me lembro de quem é... Ai, nem ligo. Roubei um beijo dele. Mas foi só isso, durou nem 1 minuto direito, o cara tava fraco. Ai que merda.



Antes de procurar outro desconhecido pra beijar, Hoseok passa por minha frente e, assim que nota minha presença, pisca e sorri pra mim, e eu o sigo.



Ele fez alguma coisa com seu cabelo, estava cacheado, sei lá. Não sei, mas gostei.



Nós fomos pro mesmo beco que eu e o Namjoon estávamos antes, mas diferente do Namjoon, não foi só beijos entre a gente.



Hoseok é rápido, já tirou a camisa e ele chupava meu pescoço enquanto masturbava meu pau num ritmo acelerado.



Eu tava gostando muito daquilo, eu gemia alto e pouco me fudendo se tinha alguém passando por perto.



Pro Hoseok eu me faço de passivinho, mas o que eu quero é comer o cu dele.



Me agarrei em suas costas e apoiei minha cabeça em seu ombro, e ele continuava com os chupões e a punheta.



Eu senti que algo ia acontecer, algo ia sair do meu corpo, e não era só gozo. Em questão de segundos, melei seu abdômen de gozo e as costas com vômito.



—Meu deus, Taehyung, cê tá bem? – pergunta me colocando contra a parede pra me ver de frente, e se apressou em botar minha cobra na gaiola.



Eu apenas o olhava com uma carinha de quem queria mais luxúria, uma carinha de safado. Mas logo em seguida vomitei mais, sujando minhas roupas novas (não tão novas já que é de uma loja de roupas de segunda mão) e o chão.



Logo Hoseok me colocou sentado no chão, e ele estava com uma cara de quem não sabia o que fazer. Ai cara, pra que esse desespero todo? Fica de quatro pra mim que é melhor.



—Fica aí e não saia daí, ouviu? – falou firme enquanto vestia sua blusa pra esconder a sujeira que fiz no corpo dele (e não me arrependo do que fiz na parte da frente, ele ficou um puta gostoso com o abdômen melado de porra).



—Tá... mamãe – falo debochado, mas aquela desgraça nem escuta porque já tinha ido pro bloquinho.



Minutos depois, ele volta com o Jimin, e o baixinho já se agacha fazendo mil perguntas do tipo "você tá bem?"



—Hobi, pode sair, eu cuido dele – escuto Jimin dizer.



—Certeza? – questiona o "Hobi".



—Sim, pode ir.



Hoseok sai do beco, ficando apenas eu e Jimin.



—Já vomitou tudo? – pergunta.



—Acho que s... – sou interrompido por mais uma vez estar vomitando, sujando meu colo.



—Bota tudo pra fora, tá? – diz carinhoso enquanto segurava meus fios grandes, mas logo os soltou quando avistou um balde e o trouxe pra perto de mim – vomita aí – diz se referindo ao balde.



Eu vomitei mais, bem mais do que naquela madrugada. Quando me dei conta de que o vômito parou, relaxei minhas costas contra a parede, e algumas lágrimas desciam sobre meu rosto.



—Não chora, Taetae. Vai ficar tudo bem – diz limpando uma das lágrimas com seu dedo.



Ele estava com um casaco amarrado na cintura, e o usou como pano pra limpar o máximo que conseguia do meu vômito.



—Vai sujar seu casaco – digo.



—É só lavar depois – dá de ombros.



—Você poderia ter pego guardanapos em alguma lanchonete aqui perto.



Ele para o que estava fazendo, e olha pra um ponto aleatório, refletindo e analisando o que eu disse.



—Incrível que você não deixa de ser inteligente mesmo bêbado – comenta – Mas eu já sujei mesmo, então nem adianta. E eu também não quero lhe deixar sozinho aqui, nesse estado – continua a me limpar com seu casaco.



Jimin cuidava de mim tão despreocupado, e não se importava que há uma semana atrás nós nem nos falávamos direito. Ele é uma pessoa tão carinhosa e amável.



—Acho que é isso – diz me tirando do transe – Ainda está um pouco sujo, mas foi o que consegui fazer – faz uma pausa – Vem comigo, vamos sair daqui. Eu quero te levar para lugares mais interessantes do que essa merda de beco – diz se levantando e estendendo a mão pra mim.



Eu seguro sua mãozinha com minha mãozona, e ele me ajuda a me levantar. Eu pensava que nós iriamos andar de mãos dadas, mas ele tinha seu braço em meus ombros, como uma tentativa de prevenção pra eu não cair, já que eu estava andando todo manco. E mesmo com a diferença de altura, ele conseguiu colocar o braço em meus ombros, já que eu estava meio curvado.



Andamos um pouco em São Paulo, e passamos em frente à um estabelecimento, que estava fechado no momento.



—Ah não, tá fechado – Jimin resmunga com uma cara de bebê puto fazendo biquinho.



—Ownnn, o nenênzinho tá puto – debocho rindo.



—"Nenênzinho" meu pau. Eu só queria comer na melhor lanconhete daqui com você, que saco.



Ele é fofo. Não só sua carinha brava, mas também seu jeito de querer me mostrar tudo que ele gosta.



—Não ligo, vamo sentar aqui – Jimin diz.



Como eu disse, o estabelecimento estava fechado, e tinha um troço (de metal ou sei lá) preto que cobria tudo, assim como muitas lojas do centro ficam quando estão fechadas. Por incrível que pareça, esse troço não estava pichado, já que a maioria sempre tem umas tintinha de spray. Inclusive, eu pichei um negócio desses com o Namjoon naquela noite da festa...



Enfim, nós nos sentamos lado a lado no batente, com o coiso preto atrás de nós numa distância de pouquíssimos centímetros.



—Você tá bem? – pergunta Jimin – O que está sentindo?



—Dor de cabeça – resmungo baixo.



—Vai passar, relaxa – diz com uma voz calma e acolhedora.



Ele tira minha tiara e apoia minha cabeça em seu ombro. Deu um beijinho na minha cabeça enquanto fazia um cafuné carinhoso e sutil em meu cabelo.



Ficamos assim por um tempo, não falávamos nada, Park Jimin apenas me dava carinho, e eu recebia seu amor.



—Sabe, meu nome parece com o da Minnie – Jimin diz.



—Por que esse assunto aleatório tão de repente? – questiono tentando olhar pra seu rosto, mas logo desisto e olho pro chão e aproveito o cafuné que ele ainda fazia em mim.



—Sabe, se você tirar o "ji" de "jimin", fica apenas "min". E colocando no diminutivo fica...



—Minho?



—Não, seu bobo. Fica Minnie. Eu nem sei se é diminutivo mesmo, mas é uma maneira fofa de falar o nome de alguém lá na Coreia.



—Vou te chamar de Minnie Mouse agora – digo rindo e expondo meu sorriso quadrado.



—Vai nada, você que é a Minnie Mouse, olha sua fantasia.



A gente simplesmente sorri, sem muito o que dizer.



—Tae – ele chama minha atenção – você tem certeza que isso tá fazendo bem pra você?



—O quê?



—Sabe, beber demais. Há alguns dias atrás você nunca tinha bebido, e agora você dá PT.



—Relaxa, Minnie. Eu vou ficar bem.



—Tá, se você diz... – fala incerto.



Nós ficamos por lá por um tempão, só eu recebendo carinho dele e conversando às vezes.



Eu não sei porque o Hoseok chamou o Jimin naquela hora, ele deveria ter chamado uma das minhas amigas, certo? Pelo menos a irmã dele, a Wheein, que ele já sabia que estaria lá também. Ou o Seokjin ou a Solar, que são meus primos que estavam lá. Mas por que o Jimin?


Notas Finais


gente eu SEI que o taehyung bêbado e falando putaria 24/7 tá insuportável, mas eu vou continuar um pouco com ele assim porque vai ter um sentido na fanfic, juro

não botei isso pra hitar nem nada, é só que realmente vai ter contexto depois

é isso, att BEM atrasada mas tá aí 🙌🙌

não vou mais postar regulado porque não dá mano jkkkk

não se esqueçam da hastag da fanfic no twitter #SP1991Vmin

não saiam de casa e lavem as mãos


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