1. Spirit Fanfics >
  2. Sarah Holmes, De Volta Ao Lar >
  3. Controversia Est Genios

História Sarah Holmes, De Volta Ao Lar - Capítulo 3


Escrita por:


Capítulo 3 - Controversia Est Genios


Não tardou muito até toda a Scotland Yard aparecer na casa do falecido. E por causa disso, Sarah e a viúva tiveram de sair do local, por serem civis estrangeiras, e deixar os "profissionais" trabalharem. Isso irritou um pouco a morena, mas não o suficiente para demonstrar. Levara muito tempo treinando para o dia que conhecesse o detetive, não ia deixar tudo à mostra naquele momento. Pelo menos, pôde observar algumas coisas por dentro da casa.

Depois de alguns minutos, vendo a mulher se acalmar, Sarah resolver saber se a viúva sabia de algo.

 - Então...

 - Abgail... - a mulher ainda soluçava - Abgail Tetrov...

 - Rússia? Vejamos... Vladivostok? - a ruiva olhou com um pouco de surpresa para a jovem.

 - Conhece até de onde vem meu sotaque...

- Sim... Aprendi muito durante minha estadia lá, quando estava procurando minha mãe pelo leste europeu... Na verdade, essa busca que trouxe àqueles homens e a mim até aqui...

 - Sua mãe? Qual seu nome, criança? 

 - Sarah E. Adler. - a mulher arregalou os olhos para a jovem, pegando seu pulso e a empurrando para um canto mais afastado.

 - Sua mãe é Irene Adler?! - a morena espreitou os olhos para a outra, e então entendeu tudo.

 - Ela ligou para você... Você comprou o número no nome do seu marido, para contatá-la, o que significa... - Sarah colocou a mão no queixo - Que tem alguém que ou não quer que eu descubra o que aconteceu com ela, ou talvez esteja tentando matá - la. 

Enquanto isso, dentro da casa...

Os peritos havia chego ao escritório, tirando fotos e recolhendo provas, enquanto John se afastava do corpo e Sherlock olhava toda aquela gente com desprezo. O loiro se aproximou de Lestrade, que só observava tudo aquilo acontecer, esperando o detetive se afastar também.

 - Aquela garota, a que vocês trouxeram... É alguma parente dele?... - o grisalho sussurrou e olhou para John curioso.

 - Ainda não é confirmado... Mas talvez ela seja filha dele... - o doutor sussurrou de volta e Lestrade demonstrou surpresa - Ou talvez não...

 - Já fizeram um exame de DNA?...

 - Ainda não, é muito cedo... E além do mais, como eu coletaria o DNA dela sem que ela percebesse?...

 - Onde ela está dormindo?...

 - Provavelmente chegou hoje, Greg. - o detetive os assustou, entrando na conversa.

 - Então a convidem para dormir na casa de vocês... Quando ela sair, um dos dois coleta enquanto o outro a distrai... 

 - Ora essa... Quem diria que Gregore Lestrade armaria algo assim? - John olhou com os olhos cerrados para o moreno, que sorria sarcástico para o inspetor - Vamos ver se ela aceita dormir na casa de "estranhos"...

John e Lestrade se entreolharam, enquanto Sherlock andava na direção da porta, logo seguido pelos outros dois. Ao chegar ao lado de fora da casa, o moreno notou que Sarah e Abigail estavam em um canto escondido, e logo concluiu que a ruiva estava contando algo à morena. Se aproximou, o que fez as duas se afastarem um pouco, a jovem com a mão ainda no queixo. 

 - Útil? - o detetive perguntou à ela, que se virou para ele.

 - Pode se dizer que sim. - ela se virou de novo para a viúva - Sobre o que vocês conversaram? Sabe se ela está aqui em Londres?

 - Tudo o que sei é que ela me pediu uma série de favores, mas foram coisas que ela nunca pediu antes...

 - Que tipo de coisas? - o doutor se pronunciou.

 - Marcar exames e consultas... Ela nunca foi do tipo de mulher que faz exames preventivos...

 - Preventivos?... - Sarah começou a deixar de lado o fato do detetive, que só escutava e observava tudo com atenção, estar bem ao seu lado, e começou a demonstrar preocupação.

 - Sim. Mamografia, Ultrassonografia de mama, exame de sangue. - a morena respirou fundo e desviou o olhar da mulher à sua frente, se afastando um pouco do grupo, esfregando a mão no rosto, tentando digerir a informação.

"Câncer de mama" ela pensou. "Não é possível... Será que ela está com isso, ou é alguém que ela conheceu nesses cinco meses que está doente? Por que ela não me fala nada, ou manda uma mensagem?". Seus pensamentos foram interrompidos por uma mão em seu ombro, ela olhou pra trás e descobriu que a mão era a de John, com pena nos olhos.

 - Pode ser que ela esteja tentando ajudar alguém que ela conheceu nesses cinco meses desde que desapareceu... - Sherlock quebrou o silêncio, atraindo os olhares dos outros quatro, sendo que três deles demonstraram que aquilo poderia ser verdade, que ainda havia alguma esperança. Mas Sarah manteve sua expressão séria, assim como o moreno, pois os dois também não descartariam a probabilidade de Irene estar doente.

Não demoraram muito na mansão, voltando para a Baker Street. Assim que entraram pela porta da casa, Rose apareceu, desta vez com roupas descentes, uma saia rodada salmão claro e uma blusa solta branca, trazendo em sua mão uma bandeja com xícaras de chá.

 - O que aconteceu? - a jovem loira perguntou a John, que se jogava em sua poltrona.

 - Fomos os primeiros a encontrar o corpo de um homem... - relatou Sherlock enquanto se afastava na direção do quarto, e logo voltando com roupas diferentes, e Sarah se sentava no sofá do outro lado da sala - ...A esposa é russa, e... É só... - olhou para a morena, que olhou de volta, quase agradecendo por não ter dito sobre os exames.

 - E o cara que o matou provavelmente era maior que ele, mais forte, canhoto, gosta de vodca, e deixou um bilhete à dois metros do corpo... - Sarah completou, e depois parou por um instante se endireitando no sofá.

"Um bilhete?" Seu cérebro havia guardado essa informação sem ela saber. Enquanto ela entrava em seu palácio mental, os outros três a encaravam, Rose e John se perguntando como ela sabia de tudo isso, e Sherlock se perguntando sobre o bilhete. Ele não havia notado o bilhete antes. Se sentou na poltrona e também entrou em seu palácio mental.

Palácio Mental de Sarah:

"Um bilhete. Tive de reconstituir o cenário daquele instante em que entrei no escritório, deixar em câmera lenta, para que pudesse analisar com mais calma e conferir os fatos. Tudo bem. Era um homem, maior e mais forte que o Tetrov, o armário da direita estava caído, mas dava de ver que as preteleiras caíram antes do móvel inteiro. Logo, o assassino o jogou na estante, as prateleiras quebraram e se soltaram, o armário foi derrubado depois para despistar a polícia, fazer parecer que estava procurando um objeto. No armário de bebidas, notei que Tetrov gosta de deixar tudo na mais perfeita ordem e simetria, mas havia um pequeno espaço vazio, o que indica que o homem o levou. Mas e o bilhete? Onde eu vi o bilhete? Nem nos armários, nem na mesa, e havia papel em toda parte. Mas havia uma mensagem em algum lugar. Olhei ao redor, até parar na parede logo atrás do corpo. Haviam pedaços de papel, minúsculos, espalhados pelo papel de parede estampado em preto e branco, estratégicamente posicionados para que olhos comuns não os vissem. Mas meus olhos não eram comuns."

No momento que Sarah abriu os olhos, Sherock fechava os olhos dele para entrar em seu palácio mental. Sem dizer uma palavra, se levantou com calma, andou na direção de Rose pegando uma das xícaras e tomando o chá num só gole, se virou e andou de volta para o sofá, onde deixara a bolsa, pegou um papel e caneta e começou a tentar rabiscar o que o bilhete queria dizer.

".|...|_|._

._ _.|._.|_ _ _|_.|_|._

._ _.|._|._._.|._

._ _ _|_ _ _|_ _.|._|._.

?"

"Código morse". Enquanto a morena traduzia os pontos e linhas, o detetive abria os olhos, e ambos disseram em coro.

 - "Está pronta para jogar?" - se entreolharam. Para Sherlock, só havia uma pessoa que poderia fazer algo parecido, mas felizmente Jim Moriart estava morto. No entanto, Sarah também conhecia alguém capaz de tentar chamar sua atenção. Alguém obsessivo com ela, que arruinou passado dela e agora provavelmente iria tentar estragar o futuro. Ela olhou para Rose, que ainda olhava para os dois confusa e curiosa, pensando que agora mais que nunca iria ter de se afastar de alguém por quem pudesse sentir algo. Balançou a cabeça, tentando afastar a menina de seus pensamentos, voltando seu olhar para o moreno, que a encarava como se estivesse penetrando a sua alma.

 - Onde vai ficar esta noite? - Sherlock soltou a pergunta como se não tivessem presenciado uma cena de assassinato, ou como se não houvesse alguém tentando brincar com a mente da morena.

 - Ainda não sei. Não tive tempo nem paciência para perder com o assunto...

 - Você poderia ficar aqui... Pelo menos até encontrarmos sua mãe, ou a próxima pista que a levará a outro lugar... - Sarah notava certo receio vindo do loiro, que engolia seco. Ela não acreditava que sua mãe fosse a mais algum lugar, pois sabia que Londres era a parada final, provavelmente encontraria a mãe já debilitada, ou num cemitério. Mas decidiu não falar isso em voz alta, pelo menos não tão proxima dos Watson.

 - Tudo bem. Mas onde irei dormir? Vocês dois provavelmente usam o quarto do apartamento, e Rosamund o de cima.

 - Pode dormir comigo, não tem problema... - Rose finalmente disse algo, com sua voz doce, chamando a atenção da outra jovem novamente, que engoliu seco o mais disfarçadamente possível e assentiu que sim.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...