História Sarcasm - Capítulo 3


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Katsuki Bakugou, Uraraka Ochako (Uravity)
Tags Kacchako
Visualizações 45
Palavras 1.320
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Linguagem Imprópria, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Three.


Já passava da meia-noite e toda a turma ainda estava no pub velho e empoeirado. Bakugou como sempre estava longe de qualquer diversão, se manteve sentado e às vezes bebendo algum energético.

Uraraka dançava com as amigas e quando se cansava ia até a mesa de Iida e Midoriya.

A noite estava um verdadeiro loop e Bakugou não via a hora de ir embora.

– Para de ficar aí com essa cara de idiota Bakugou, vem se divertir. De repente ficar com alguém sei lá. Olha tem um monte de garota bonita. – Um Kirishima animado e abraçado com sua alien insistia com Bakugou mesmo sabendo que seria mais fácil o garoto ir embora do que ficar com alguém.

– Eu não tô afim porra, você já me obrigou a vir aqui então me deixa em paz caralho.– Disparou ao amigo de forma grosseira e foi correspondido com o ruivo de cabelos arrepiados saindo dali com a garota rosa que não saía da boca dele pelo último mês.

– Malditos. – Murmurou e deu um gole na latinha de energético em suas mãos dando fim a ele.

Bakugou não tinha nada pra fazer ali então resolveu sair um pouco daquele lugar mal acabado, que não sabe como foi descoberto pela turma, já que a maioria ali tinha uma condição financeira bem alta.

Checou se seus capacetes ainda continuavam no mesmo lugar e depois se escorou em sua moto. Era incrível como aquele nerd o perseguia.

Midoriya saiu do pub logo depois de Bakugou e foi até ele.

– Está tudo bem Kacchan ? – Perguntou receoso ao amigo de infância.

– E se não estivesse você acha que eu te falaria seu inútil ? Vaza daqui. – Bakugou disse rápido sem ao menos se preocupar em olhar ao garoto de cabelos esverdeados.

– Deku-kun o que houve ? – Ouviu a voz de Uraraka se aproximando.

– Pronto Deku maldito, sua namorada já veio te buscar agora me deixe em paz. – Disse e finalmente olhou para Midoriya que agora tinha uma garota baixinha do seu lado.

Midoriya se limitou a olhar pra baixo e murmurar um simples "ela não é minha namorada" indo pra dentro do pub novamente.

Uraraka se manteve com Bakugou o que fez o mesmo estranhar.

– Vai embora daqui logo, seu namoradinho parece irritado nasa. – Sorriu de lado e continuou a encarando.

– Você deveria parar de tratar as pessoas que se importam com você assim. Vai acabar sozinho. – Uraraka disse baixo, não tinha nenhuma intenção de arrumar briga com Bakugou e nem sabia porque estava tentando "ajudá-lo".

– Você acha que eu me importo com isso? Sai daqui logo e vai se divertir com aqueles seus amigos idiotas. – Revirou os olhos e apontou para o pub com a cabeça.

– Meus amigos não são idiotas, você que está sendo um a todo momento e sabe muito bem disso. – A garota disse pronta pra sair dali mas sentiu seu braço ser agarrado pelo garoto de olhos vermelhos e engoliu em seco instantaneamente. Pra que ela foi fazer isso?

– Então você me acha idiota cara redonda? Que interessante vou fazer questão de piorar sua visão sobre mim. E nunca mais, nunca mais, aumente o seu tom comigo a não ser que esteja tentando se matar. – Kacchan disse a segurando cada vez mais forte e deixando o contato visual mais intenso ainda.

– Eu não vou pedir desculpas pra você. E eu com certeza só quero distância de você depois disso. – Se soltou do garoto e foi pra dentro do pub, deixando um Bakugou surpreso.

Bakugou sabia que Uraraka era forte, mas não o suficiente pra encara-lo depois de tanto tempo.

Se lembrou que a garota só estava defendendo o nerd inútil e se esqueceu totalmente que Uraraka só queria ser igual o garoto que gostava.

Revirou os olhos, bufou e seguiu pra dentro do pub novamente. Apenas pra avisar pra Kirishima que iria embora.

– Eu vou embora dessa merda, já tô de saco cheio. – Disse alto para o garoto que dançava horrivelmente ao lado da Alien.

– Mas está tão divertido Bakugou, fique mais um pouco. – Mina disse sorridente para ele e assim que viu sua feição desistiu de tentar ser amigável.

– Tudo bem cara. Vai levar a Ochako? – Kirishima disse simples, sabia que Bakugou era teimoso o suficiente pra não tentar se divertir.

– Eu vou falar com ela mas não garanto que a cabeça daquela inútil não seja explodida. – Bufou e mordeu os lábios em sinônimo da raiva que estava sentindo no momento.

– O que aconteceu com vocês? – Kirishima perguntou mas apenas viu um Bakugou se virando e indo atrás da garota.

Bakugou se aproximou da mesa que o grupinho estava. Todoroki. Momo. Iida. Deku. Uraraka.

Revirou os olhos ao ver tantos idiotas juntos.

– Nasa eu já vou embora. Você vai comigo? – Perguntou de forma grossa e foi respondido por uma Uraraka afirmando com a cabeça.

– Não está se divertindo Bakugou? – Todoroki perguntou com seu tom habitual de seriedade.

– E isso lá te interessa meio a meio? – respondeu de forma rude e acabou sem resposta vendo apenas um Todoroki voltar sua atenção a namorada que havia chamado sua atenção. Casais inúteis.

– Acho que também deveríamos ir embora. Já está tarde e como um representante eu devo cuidar de vocês. – Iida disse e fez seus gestos estranhos.

Bakugou ignorou e Uraraka se apressou em se despedir dos amigos.

– Tchau Uraraka-san se cuide. – Midoriya disse docemente para a garota e Bakugou revirou os olhos saindo logo dali.

Uraraka agradeceu ao amigo e foi atrás de Bakugou que já estava em sua moto.

– Por que não veio junto do seu namorado inútil? – Perguntou enquanto pegava seus capacetes e dava um a Uraraka.

– Ele não é meu namorado Bakugou-Kun e além do mais ele estava de carona. – Disse da forma mais normal que conseguiu , Bakugou a deixava em um misto de medo e nervosismo.

– Entendi. Sobe. – Disse seco e ligou sua moto colocando o capacete em seguida.

A moto passava pelas ruas vazias de Tokyo em uma velocidade relativamente grande, o que causava frio em Uraraka que estava com uma fina jaqueta jeans. De forma inocente Uraraka se ajeitou segurando o tronco de Bakugou de forma mais precisa e aumentando o contato físico dos dois.

– Se você queria sentir meus músculos era só pedir que eu tirava a camisa. – Bakugou disse alto para a garota e supôs que ela estivesse vermelha.

– Eu só estou com frio Bakugou-Kun. – Murmurou sentindo seu rosto ganhar mais cor ainda.

– Para de me chamar de Bakugou-Kun cacete. Você é irritante falando essas coisas nasa. – Respirou fundo. – Já estamos quase chegando. – Disse e diminuiu um pouco a velocidade.

– Tudo bem Bakugou, então você pode por favor me chamar de Uraraka e não de nasa ou cara redonda? – Respondeu em um tom de voz audível.

– Tudo bem Nasa. Digo. Uraraka. – Respondeu se atralhando e bufando em seguida. – Seu nome é estranho. Enfim. Chegamos. – Estacionou sua moto e quando Uraraka desceu seguiu para seu quarto.

– Bakugou? – Uraraka o chamou ainda do mesmo lugar.

– Fala. – Se virou a encarando.

– Obrigada pela carona e por ter sido minimamente gentil agora. – Disse se aproximando do garoto e indo pro seu quarto.

– Que seja. Tchau. – Passou uma das mãos no cabelo e a deixou no bolso em seguida. Mais um costume.

– Boa noite. – Uraraka sorriu e seguiu para seu quarto.

Por que ela ainda achava o garoto rude bonito mesmo sendo grosso e idiota consigo e seus amigos?

Uraraka tentou manter seus pensamentos alinhados em Deku como sempre mas não conseguiu. Ela havia conhecido um lado pequeno de gentileza de Bakugou. Não era muito, mas só por ele ter cedido a chamá-la pelo nome parecia ser um avanço.

Bakugou somente pensava no sorriso bonito da garota e se amaldiçoou por isso se jogando na cama pra dormir.

Uraraka continuava com uma imensa vontade de ignorar a existência do garoto com que lutou pelo resto do ano e da vida. Mas queria mesmo ajudá-lo a trabalhar o seu lado gentil. 



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