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História SASUNARU - Sunflower - NARUSASU - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


Olá, td bom? como prometido, aqui está o cp de hoje :)
Decidi que vou postar entre um á três dias, dependendo se vou estar muito atarefada ou não (*/ω\*)

(Neste capítulo contém automutilação e depressão explícita, não recomendada para menores de 18 anos ou para pessoas que possam se sentir encomodadas com os temas retratados aqui.)

Boa leitura!

Capítulo 3 - Capítulo 3


Fanfic / Fanfiction SASUNARU - Sunflower - NARUSASU - Capítulo 3 - Capítulo 3

 

Tudo poderia ser bem mais fácil, mas eu estava complicando. Naruto me explicou como poderia me livrar dos idiotas do colégio, e aos poucos está dando certo. Ele tem sido muito bom, eu até começei a chama-lo de Naru... é diferente, nunca tive um amigo assim. Que se sumisse, ele me ligava perguntando se eu estava bem. É como se já nos conhecemos a muito tempo, nossa coneção é forte. Não sei como, mas até temos coisas em comum. Ele começou a ser como um refúgio. E essa semana se tornou, sem duvidas, a melhor que tive em vários meses.

Itachi e eu, começamos a nos entender também. A diferença de idade é muito grande, e passei a maior parte da minha vida com meu tio, Obito, depois que meus pais falecerem. Explicou o por quê de ter me deixado sozinho, e se mudado para a cidade vizinha da nossa. Nós ficamos um tempão conversando. Foi tão natural, sem forçar nada. Ele contava coisas antigas, que ele havia vivido com nossos pais, e como ele cuidava de mim e brincava quando nós eramos pequenos. Como nossa familia era feliz. Itachi se tornou uma inspiração, ele é uma boa compania, engraçado, gentil e amoroso, lados que eu não conhecia direito. Ele é sensível, se abriu tanto que chegou chorou no meu colo por minutos, talvez até horas. Também não tem sido fácil para ele.

 No mesmo dia, teve que me deixar para ir á Faculdade,apresentar trabalho. Mas jurou que na volta, traria bolinhos de chocolate, que só fazem no campus, e que eu amo. 

Mas mesmo com todas essas coisas boas aontecendo, meu problema comigo mesmo não muda, continuo me odiando. Algo dentro de mim diz que sempre vai ser assim. A dor que quero esquecer parece estar presa no fundo da minha alma, e o único jeito que encontro para aliviar, é me machucando. Espero um dia  aprender a lidar de uma forma melhor, mas por enquanto é assim. É horrível, é muito difícil esconder dos outros. Itachi quer que eu começe a passar um creme para cicatrizes. Elas estão espalhadas pelo meu corpo, desde os braços as coxas. Me desanimei com a idea do meu irmão,as minhas não vão sair tão rápido como ele pensa. São fundas e largas, algumas ainda avermelhadas. E não adianta tentar tirar, para depois fazer mais vezes.

 

Hoje, estou triste. Fiquei o dia todo deitado. Meu corpo está muito fraco, nem ir até a cozinha consigo. E agora que estou sozinho, não consigo parar de pensar em coisas que me magoam.

Meu ser reage aos meus pensamentos do pior jeito possível. Começo a ficar inquieto na cama. Não consigo me concentrar em domir, começo a me desesperar ao chegar imagens da minha mãe no meu subconsciente. A voz dela ecoa dentro da minha cabeça, isso me deixa muito angustiado, tudo começa a se transbordam em forma de lagrímas. Me escuto pronunciar diversas palavras contra mim, como se eu estivesse vômitando tudo que sinto. Mas a dor continua. Estou sozinho, sem o amor e proteção dela...vai ser sempre assim? 

— Vai embora... — Digo entre soluços. Quero que a tristeza se vá, quero me sentir amado novamente. Pensar que ela nunca voltará, por minha culpa...

Não quero mais chorar pelas coisas sempre. 

Sento na cama, e enchugo os olhos, mas em vão, por quê continuo a chorar. 

Minha vista embaçada me direciona á gaveta, nela busco fervoramente lâminas que guardava se precisasse me aliviar.

 — Cadê?  — Me recordo que Itachi pegou elas á um tempo.

Reúno forças para levantar, e consigo ir até o banheiro.

O chão está tão frio quanto um cubo de gelo, mas continuo, até perto de onde ficava o armário. Me sento no chão e passo a mão por debaixo do móvel, até achar uma lâmina antiga grudada com fita adesiva. 

Me apoio na parede, que está tão gelada quando o chão, seguro firme o pequeno objeto rente á pele. 

Como posso ser tão idiota a ponto de fazer isso de novo? Eu jurei que nunca mais... Ah, que se foda! 

Passo a parte afiada rapído em meu antebraço. Todos meus movimentos estão sendo rapídos e sem padronização. A dor fraca foi sentida  logo depois que o corte foi feito, a pele esbranquiçada deu espaço ao sangue vermelho como vinho. A sensação de satisfação não havia chego ainda, então continuei fazendos aberturas na horizontal e diagonal. Eu perdi a noção de quantos tinha feito.

Repouso o corpo, assim como os braços.  Regulo minha respiração ofegante, e sinto finalmente, a tensão ir embora.

 Abaixei a cabeça e vi minhas roupas todas sujas. Tudo que senti agora, foi desgosto.

Me levanto segurando o machucado e vou até a pia. Deixo meu braço debaixo da água morna por um tempo, estava muito sujo. Me encaro no espelho e vejo meus olhos puxados enxados, por tanto chorar. Vou ao armário e busco por bandagens. Agora que está limpo, percebo a quantidade, e como estavam fundos, tentei contar, mas parei ao chegar no vinte. 

 

Coloco o curativo e limpo tudo. Voltei ao quarto e troquei de roupa, visto uma camiseta de manga comprida azul cobalto, e uma calça de moletom preta. 

Desço até a cozinha e preparo ramen. Começo a comer enquanto deslizava tela do celular, sem nada de interessante para ver.

 

— Alô? — Atendo a chamada sem ver quem era.

— Sasuke! Porque não me respondeu? Estou a um tempão aqui na frente.

— Na frente da onde? — Bufo. 

— Da sua casa né. — Ouço as risadas de fora.

Vou até a janela e o vejo no portão

— Vem aqui.  — Disse me encarando de lá.

Desligo a camada e vou ao seu encontro.

Abro os portões e sou comprimentado com um abraço quente.

— Senti que eu precisava vir aqui. — Se afastou e sorriu.

— Hoje não é um dia bom...

— Porque?  Hoje é sabado.— Entrou, sem que eu permitisse.— Ou você vai sair com alguém? 

— Não Naruto. — Digo fraco. 

— Vamos assistir algo...— Subiu até a porta.

— ...— Suspiro e fecho.

Entramos em casa, e deixo que ele feche a porta. Volto á cozinha e termino de comer.

 —Sua casa é muito bonita...esse é seu irmão? — Apontou para as fotos que ficavam na parede da sala. 

— Sim.

— Você era tão fofinho ! — Continuou encarando os retratos. — Sua mãe tem seus olhos. 

Ignoro e vou até perto dele.

— O que quer fazer? 

—Vamos assistir um filme.

E que escolha eu tenho? Melhor passar um tempo com ele, para esquecer das coisas que estou com vontade de fazer comigo mesmo.

Ele se joga no sofá e pega o controle, como se fosse de casa. Me sento um pouco afastado e pondero.

 

— Vamos ver esse? —Ele escolheu o romance mais triste e idiota do catálogo, eu já tinha assistido, mas ele pareceu tão entusiasmado que aceitei. 

Ele da play e presta atenção nas imagens.

Durante os minutos que se passavam, não consegui me concentrar nenunha vez, minha cabeça estava em outro lugar. De vez em quanto, eu escutava o loiro soluçar baixinho, e levar as mão nos olhos, não pude segurar ao ver aquelas cenas dele, na maioria das vezes, escapava sorrisos meus.

Ele estava muito concentrado para perceber que apertava minha mão, na parte em que o protagonista morre. Me senti desconfortavél com a ação, mas deixei que fizesse.

 

Esperei ansiosamnete pelo fim, não aguentava mais Naruto chorando com algo tão patético.

 

— Como?? Como ela deixou isso acontecer? — Disse choroso. Os créditos finais rolavam tela acima junto de uma melódia melancólica.

— Ela não queria se machucar mais. — Respondo seco. 

— Ele morreu! Você entende isso? Morrer não pode ser uma escolha!

— Mas para ele foi. 

— Isso está errado. — Meus olhos param em seu rosto. Naruto está com as bochechas avermelhadas, talvez de tanto esfregar. 

Ele se acalma, controla a respiração e suspira logo depois. 

Continuo parado, e desvio o olhar quando ele percebo que eu estava o encarando, descanso os braços em cima das coxas e assisto o desenho que acabará de começar.

— Sasuke? Mas que porra...- 

Naruto se levanta tão assustado que cambaleia para trás. Encarou meu rosto e corpo com seus olhos azulados arregalados. Fico sem reação com o comportamento estranho do loiro. Sigo seu olhar e abaixo a visão. Vejo que meus cortes recém abertos, estavam sangrando novamente e pior, haviam manchado toda minha manga.

Colo o braço no abdômem e me levanto, sem saber o que fazer.

— Vai embora! —  Grito alto e aponto em direção da porta. Ando para trás, e esbarro com as pernas na mesa de centro, e que por pouco, não me faz cair.

— O que aconteceu com você? — Referiu-se ao sangramento. Sua voz sai tremula e apreensiva.— Pare de fugir Sasuke! — Meu coração voltou a palpitar forte, sinti como se fosse morrer. — Sasuke! Acorda! O que aconteceu?!

Deixo o rapaz para trás e subo correndo até o banheiro, bato a porta com força e a tranco.

 

— Mas que merda! — Berro rritado.


Notas Finais


O que acharam? Se curtirem adicionem na sua lista de leitura! Até a proxima.


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