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História SASUNARU - Sunflower - NARUSASU - Capítulo 4


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Notas do Autor


Olá, como estão hoje? Me desculpem por postar as 3 da manhã! Só tive tempo agora (❁´◡`❁)

+18
(Esse capítulo contém insinuações de automutilação, se você for sensível a esse tipo de conteúdo, se sinta a vontade de ler ou não.)
Meu chat está aberto para quem queira conversar (●'◡'●)
Boa leitura!

Capítulo 4 - Capítulo 4


Fanfic / Fanfiction SASUNARU - Sunflower - NARUSASU - Capítulo 4 - Capítulo 4

 

 

— O que...— Recupero o ar e observo o Uchiha subir correndo e tropeçando nos degraus.

 

Antes de pensar em qualquer coisa, vou atrás dele, no mesmo ritmo.

Chego á porta fechada e colo o ouvido para escutar algo.

— Sasuke...— Digo ofegante. — Se acalme...

— Vai embora!!!!! 

O que eu fiz? Será que apertei forte de mais? Mas não seria capaz machucar, ou de fazer sangrar...tanto.

— Se acalma Sasuke. — Repito, na mesma calma de antes. — Não vou fazer nada... Por favor... Me deixa entrar.

Escuto o choro baixinho do outro lado.

— Hey... Vem aqui...— Suavizo a voz. — Vou esperar você sair, nem que demore horas. Vou continuar aqui.— Me sento no chão e sinto meu bolso vibrar. Era uma mensagem dele.

Me deixa, por favor. Não quero que você me veja assim.—

 

— Você sabe que vou ficar aqui. 

 Você não entende. —

— Não mesmo, mas...Quero te entender.

Parou de me responder as mensagens do nada. Me sinto mais preocupado ainda, estou com medo de que acontecer alguma coisa com ele.

Então, depois de poucos minutos, abriu a porta.

— Sasuke! — Me levanto rápido e o abraço. Ele colocou o rosto em meu peito e estremeceu  por inteiro. Seu choro estava desesperado. Rodeou os braços em meu corpo e apertou tão forte que perco o ar. — Vem...

O levo para o primeiro quarto que encontro, ligo as luzes e vejo o ambiente, parece ser dele. O deixo na cama, e o cubro.

— Fica aqui comigo...— Disse manhoso, entre soluços.

— Eu já venho. — Tentei sorrir.

Volto para o banheiro e procuro por curativos. 

— Merda. — Vejo a lâmina com partes vermelhas jogada em cima da pia. E não exito em jogar na privada.

Encontro o que procurava e volto para ele.

O Uchiha havia pego no sono. Seu rosto estava sem expressão, parecia calmo. Afasto o cabelo dos olhos dele para observar tudo.

Ele é muito bonito.

Me sento na beira e afasto o cobertor um pouco.

— Sasuke...vou ter que tirar sua camiseta, ok? — Fico sem resposta, mas faço do mesmo jeito.— Meu Rikudou...— Murmuro baixinho, ao expor o toráx.

Pude ver detalhadamente seus ossos, que saltavam na pele pálida. Sinti uma angustia e aperto no coração jamais vividos por mim, e tudo que passava na minha cabeça era cuidar dele, para sempre. Volto a concentração no seu braço, e me assusto mais ao ver a fundura de seus machucados.

Estavam todos inchados e avermelhados. Notei varíos récem feitos, e outros mais antigos. 

Passo algodão com rémedio em cima, e escuto gemidos de dor silenciosos.

— Já vou terminar...— Volto o olhar ao que estava fazendo. Após limpar tudo, enrrolo bandagens brancas em volta de seu braço. Agora que tudo estava limpo, vou ao guarda-roupa  e pego um moletom para vestir no Uchiha.

 

— Obrigado...— Abriu seus olhos onix e sorriu sem mostrar os dentes.

Me segurei para não chorar. Ele não pode passar por tudo isso..Sasuke é uma pessoa tão boa.

— Sasuke...— Sorri e acariciei sua maça do rosto.

Ele voltou a descansar.

Procuro o horário no celular e encotro-o. Já se passava da meia noite.

Pensava se deixaria Sasuke e voltaria de manhã, ou se passaria a noite aqui.

— Fica...— Respondeu meus pensamentos.

— Tudo bem.— Tiro a jaqueta e os tênis e deixo encima de uma cadeira. Sasuke foi para o lado e me deu espaço para deitar. Jurei para mim mesmo que ficaria acordado a noite toda cuidando dele, mas só de ficar olhando para sua expressão relaxada me deixou sonolento, e então, em questão de minutos, acabo pegando no sono também.

 

[...]

 

Acordo por conta da luz em excesso que refletia em parte do meu rosto.

Um peso encima dos meus ombros me incomodava.

—...— Me desencosto e vejo Naruto dormindo...nós estavamos de conchinha??? 

O que aconteceu? 

Ainda deitado, tento me recordar dos acontecimentos de ontem, até vir as imagens na minha mente.

Que merda.

Ele deve ter visto muita coisa. 

O perfume dele enche meus pulmões e me derrete inteiro, como em todas as vezes.

— Está acordado? — Murmurou. Congelei ao ouvir a voz rouca. Ele acaricia os cabelos da minha nuca, algo que me fez arrepiar no mesmo instante.

 Tomo controle da situação e me viro em sua direção, desmanchando o abraço.

— Como se sente? — Disse  ainda rouco com os olhos fechados. Seu rosto é ainda mais lindo de perto. O formato é perfeito, e tudo combina tão bem.

— estou tonto...— Respondo. Afasto o cabelo e continuo o olhando.

— Precisamos conversar...— Abriu lentamente as pálpebras. —...Mais tarde...Agora quero dormir...

— Naruto...— Falo arrastando uma risada.

Ele me puxa e me abraça. 

 

[...]

 

— Vamos comer alguma coisa? — Acordo e dou de cara com Naruto enrrolado em toalhas.

— Vamos...— Tapo os olhos. Minhas bochechas queimavam de vergonha.

— Desculpe! — Gargalhou. — Tive que tomar banho!

— Tudo bem...— Ele sai do quarto.

 

— Que canseira...— Digo para mim mesmo.

Me levanto e vou me trocar. 

Tiro o moletom e vejo as bandagens no meu braço. Bem feitas e arrumadas. 

Visto uma calça jeans preta rasgada nos joelhos, e uma camiseta amermelhada. Estava muito quente, não vou cobrir os curativos.

Ao sair do cômodo, vejo Naruto com as mesma roupas de ontem. O cabelo molhado estava sem volume, e jogado para o lado de qualquer jeito.

— Você está lindo. — Sussurou. — Vou te esperar lá em baixo.

Vou para o banheiro e faço minha higiene matinal o mais rápido que pude.

Assim que termino, desço as escada e o encontra no sofá.

— Vamos? — Se levantou. 

O sigo até a porta e saimos. 

Caminhamos devagar, em procura de algum lugar para almoçar.

Meu celular vibra, e no mesmo instante, pego e atendo a ligação.

— PORQUE NÃO ME ATENDEU ANTES?! — Disse bravo. — Eu estava preocupado.

— Calma onii-chan...Estou bem — Esqueço que Naruto está do meu lado.

— Você já comeu? — Escuto vozes femininas na chamada.

— Acabei de sair para comer onii... — Respondo. — Quem está ai com você?

— Ninguém. — Escuto a voz chegar mais perto. — Olá Sasuke!

— Oi? — Eles falam entre si, e me deixam sozinho.

— Olá Sasuke, sou a Izumi, como você está? Itachi vive falando de você!!!!-

— Oi Izumi! como vai?

— Irmãozinho, eu queria ter te falado antes dela...

— Vocês são tão fofos. — Gargalho. — Traga ela com você quando voltar, e não esquece dos meus bolinhos.

— Pode deixar  — Ouço a risada dela antes dele desligar.

 

— O que quer comer? — Disse.

— Ah...—  Guardo o aparelho no bolso e volto atenção ao loiro. — Fast food?

— Tem certeza? — Fez cara de nojo mas sorriu.

— Sim!

Andamos poucos minutos até chegar em uma lanchote. Lá, escolhemos o lugar mais afastado, e pedimos combos iguais, com hamburger e batata frita.

O tempo de espera nos deixou em silêncio. Naruto mexia nos guardanapos sem animação nenhuma, e isso começava a me pertubar.

— Então...— Puxo sua atenção — Me desculpe por ontem... Eu não queria que você visse aquilo...

— Relaxa Sasuke...— Respondeu no mesmo tom envergonhado. —... Mas, eu quero te conhecer, saber porque você sofre tanto, e desse jeito.

 

— É muito complicado...— Solto o ar. — Mas se você tiver tempo, posso contar tudo.

—Ótimo então, tenho todo tempo do mundo.

— Não sei por onde começar...— Apoio o rosto no punho.

— Conte do inicio. — O loiro cruza os braços e se inclina para frente.

— Hmm ok... Bom, eu nasci no dia 23 de Julho, minha mãe teve complicações no parto, mas ela sobreviveu. Por ela ter quase morrido, meu pai nunca demonstrou nenhum amor por mim, ele me culpava pela quase morte, as vezes até me ignorava...Que idota né?— Levanto o olhar e vejo Naruto me encarando, ele estava prestando mesmo atenção. — Ela foi a pessoa mais bondosa que já conheci, ela me amava muito...pensa em uma pessoa gentil e carinhosa. O nome dela era Mikoto, e meu pai Fugaku...Sinto muita falta deles...

— Como eles morreram? — Seu tom de voz sai baixo.

— Foram assassinados. No dia do meu aniversario de cinco anos. Imagina, como foi saber que isso tinha contecido. — Tento me acalmar. — Eu amava muito eles, foi um choque. Eles tinham saido de casa para buscar meu bolo de aniversário, por muito tempo me culpei por tudo...— Recupero o folego.—...E foi com quatorze anos que tentei me matar pela primeira vez. Eu sentia muita dor, muita culpa. Então, tomei muitos remédios de uma vez, e fiquei desacordado por uma semana, na UTI. Quase que me fui...eu só queria me juntar á eles...sentir o amor dela de novo...

— Sasuke...— Segurou minha mão. Percebo seus olhos se encherem de lágrimas, mas ignoro.— Ainda bem que não deu certo...

— Depois disso, entrei para o ensino médio, e parecia que as coisas estavam se ajeitando. Conheci gente nova, e fiz um grupo pequeno de amigos. Nós viviamos juntos, era tudo de bom, eu estava começando a seguir em frente... — Não me contive em dar risadas ao lembrar deles.—...Então no meu primeiro ano, conheci um gar-

Não contei a Naruto que sou gay...E se ele? Será que eu devo?

— Conheceu quem Sasuke? — Franziu as sobrancelhas.— Uma garota?

— Um garoto. — Continuo sem olhar para ele. — Ele era do quarto ano, o mais conhecido no colégio. Eu só tinha quinze anos, era tanta coisa nova. Ele era o presidente do grêmio, foi assim que o conheci. Nós sempre nos esbarrávamos nos corredores. Ele era muito atraente, e sabia conversar muito bem. Com isso, começamos a namorar um mês depois que nos conhecemos, foi muito rápido. Me entregei fácil, muito fácil. Eu não sabia o que eu queria, foi come ele que descobri que sou gay...

— O Sai, né? — Disse sem emoção.

— Sim, esse mesmo. Estava tudo certo, nós não expomos nosso relacionamento para nenhum amigo nem ninguém, Sai dizia que era nosso ''segredinho''. Faltava um mês para acabar as aulas. Nós já haviamos passado de ano, não precisariamos fazer provas nem trabalhos. Então, decidimos que na sexta feira, subiriamos até o terraço, e foi o que fizemos. Nós não certificamos que não tinha ninguém lá conosco...nisso, um colega do grêmio, que sentia uma inveja enorme do Sai, estava o seguindo á um tempo, procurando algo ''sujo'' para poder tirar ele da presidência...e ele achou o que queria, nos gravou...— Afundo as unhas na minha pele, para conter a raiva que sentia.— Então, ele postou no site do colégio, somente a parte em que eu o beijo, no vídeo não mostrava se Sai retribuiu ou não...

— Que filha da puta! 

—  Eu, nem havia me tocado que isso tinha acontecido. Sai não respondia minhas mensagens, e meus amigos também não. Quando fui para a escola segunda, fui recebido com xingamentos de todos os lados, eu era o alvo de todo mundo, a chacota, o bixinha, o pior, é que Sai presenciou tudo e nunca disse nada. Na carta de retratação do grêmio, eles explicam que eu gostava dele e bla bla bla, e que o beijei a força...Aquilo partiu meu coração. 

— Filhas da put-

— Então, só foi piorando, começei a apanhar muito, a receber muito ódio, tanto pessoalmente quanto na internet. As pessoas faziam montagens com minha foto, me colocavam em animais e coisas do tipo. Acho que foi ai que comecei a controlar as coisas que eu comia. Eles me chamava de porco, mamute, elefante... Eu sempre estive no ''peso ideal'', mas sei la, perdi o controle...

— Você foi forte de mais...— Enchugou as lagrímas e voltou a segurar minha mão.

— No meio do ano seguinte, eu não aguentava mais, não conseguia suportar, eu vivia dolorido e com lesões espalhadas pelo corpo. Estava me sentindo solitário, eu não tinha ninguém para conversar. A unica saida que tinha era tentei de novo, só que dessa vez, foi mais dolorido. Foi numa quarta a noite. Meu tio Obito, tinha saido, e Itachi nem morava com a gente... Então depois de uma longa crise, fui no banheiro do quarto, peguei a lâmina mais afiada que tinha e rasguei meu braço de cima bara baixo. Perdi a consciência muito rápido. Mas, meu tio tinha chego no mesmo minuto que me escutou cair no chão. Fiquei internado um tempão...

— Seu tio... Ele está onde? 

— Ele se mudou para fora do país... A trabalho, mas ele sempre me liga.

— Ele deve ter sido muito bom para você.

 — Sim.. Ele foi...Minha familía. Mas voltando ao assunto, não sei como, mas o pessoal do colégio ficou sabendo de tudo. As vezes no meio da noite, eu recebia mensagens me incentivando a me matar, era muito foda, me deixava abalado.

— Com licença. — Uma jovem moça nos trouxe os alimentos. 

— Obrigado.

Pego minha parte e começo a devorar, meu estômago roncava de tanta fome.

— Não vai comer? — Naruto se segurava para não cair aos prantos na minha frente.

— Como você conseguiu passar por tudo isso sozinho? — Caiu em desespero. — Não consigo acreditar que alguém possa fazer mau á você! Sasuke, me prometa uma coisa... — Segurou minhas duas mão e me olhou no fundo dos olhos. — Se você se sentir mal, ou quiser se machucar,você me avisa na hora, eu vou ir atrás de você, em qualquer lugar que esteja! 

— Muito obrigado...de verdade. — Fazia tempo que não me sentia protegido.

 

[...]

 

Nós passamos a tarde toda juntos. Passeamos em diversos lugares. Foi muito legal, depois de um dia pesado, era tudo que eu precisava. Caminhavamos pela rua mais linda de Konoha. O vento que batia nas flores rosas das Sakuras, voavam junto da brisa. O cêu escurecia-se aos poucos, e a claridade da cidade tomava conta. O Uzumaki começara a fica mais perto de mim, e não reclamei, eu queria que ficasse perto. 

— Até amanhã...— Paramos na frente do meu portão. 

— Até...— Respondo tão triste quanto ele.

Ele segura minha mão, e chega mais perto, faço como ele e me aproximo também. Ficamos nos olhando por segundos até ele pronunciar algo.

— Não vai me beijar? — Disse rouco. Senti a palpitação do meu coração aumentar, a cada centimetro que nos aproximavamos. Há muito tempo que eu não sentia esse desejo, estava quase implorando para que Naruto fizesse algo.

Inclino a cabeça em sua direção, e esfrego meus lábios semiabertos nos dele. Nosso beijo acontece lento e delicado, como se tudo estivesse em câmera lenta. A textura da boca dele é macia, e doce, seu gosto de hortelã logo apareceu em meu paladar. Seguro a nuca dele o trazendo para mais perto de mim, assim ele fez, segurou firme minha cintura. Nossa altura batia certo, eu não era nem muito baixo nem muito alto, estava perfeito. Tudo que senti, foi mágico, e o que eu mais queria agora, era estar entre quatro paredes com esse Uzumaki.

Finalizamos o beijo dando varíos selinhos carinhosos. 

Naruto me abraça forte. O perfume dele novamente me atentava, e me faz colar mais o rosto perto de seu pescoço. Ali, eu não conseguia pensar em nada. Só existia nós dois, nada mais me importava. O soltei lentamente e sorri ao ver suas covinhas apareceram.

— Boa noite. — Disse entre sorrisos. Afastou minha franja e beijou minha bochecha.

— Boa noite...— Respondo no mesmo tom. Recupero o ar perdido e sem saber o que fazer com a situação, busco as chaves no bolso. Eu queria que Naruto entrasse, para que terminássemos o que acabamos de começar. Mas algo dentro de mim diz que eu estava me apressando, então, segui meu instindo e entrei, sem olhar para trás. 


Notas Finais


O que acharam?
Até a proxima, xoxo(●'◡'●)


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