História Satiromaníaco - Capítulo 13


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bottom!jungkook, Hoch, Jikook, Jimin, Jungkook, Manicómio, Satiríase, Satiromaníaco, Top!jimin, Transtorno, Transtorno Mental, Uke!queen
Visualizações 926
Palavras 2.410
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Hentai, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Peço que me perdoem... estou no terceiro ano e terminei hoje minhas provas finais, também estou me preparando para os vestibulares... É muita pressão, queria já estar na faculdade.

Não consegui deixar de pensar em Satiromaníaco nem por um segundo, pois não queria decepcionar vocês e fazê-los esperar. Hoje decidi que meu tempo de "folga" tinha acabado e que eu precisava cumprir com minhas metas: att para os meus leitores transtornados <3.

Leiam escutando: Worst In Me - Julia Michaels

Capítulo 13 - Metas e Esperança


Fanfic / Fanfiction Satiromaníaco - Capítulo 13 - Metas e Esperança

*Duas semanas depois, 23:40 da noite*

Jeongguk percebia as olheiras fundas nos olhos de Park todas as vezes que este lhe visitava. Estava preocupado que as frequentes visitas, escondidas e muito tarde da noite, estivessem cansando o mais velho, o desgastando além do que podia aguentar. Naquela noite estava decidido a pedir para que não viesse mais.

O loiro vinha com machucados pelo corpo cada vez mais frequentes. Sejam mordidas por seus antebraços, arranhões em suas mãos, vermelhidão ou roxos em algumas partes do quadril. Conseguia ver tudo ao que o beijava — enquanto beijava seu abdômen. O enfermeiro parecia achar que o moleque não veria nada naquele breu que era seu quarto, porém muito tempo no escuro fez o garoto se acostumar à baixa luminosidade.

Jeon se importava demais com ele para que o deixasse continuar o que estava fazendo, naquele estado. Não conseguia continuar fingindo que não via nada, beijando-o como se estivesse realizado em vê-lo — não que não estivesse —, seguindo animado como se nada estivesse acontecendo. Se seu trabalho já o deixava com todas aquelas marcas, não queria ser ele a pessoa que o deixaria pior. Por mais que Jeongguk amasse dar uns amassos com o homem, fantasiar as melhores transas com ele ali, também prezava por sua saúde, isso acima de todos os seus problemas mentais. Naquele momento, contato físico não era tudo para ele.

Naquela noite Jimin tinha cortes em seu lábio e costas da mão, rosto abatido e corpo cansado. Chegara no quarto do menino e se deitara em sua cama, sem querer fazer nada, só dormir um pouco com o moreno ao seu lado. Acabou que mal lhe deu atenção, derrotado demais para beijá-lo, para apertá-lo, ou para lhe dar qualquer carinho.

Deitado com a cabeça em seu peito, o escutando respirar pesado, Jeongguk se sentou. Era como se o jogo tivesse virado e agora quem estivesse sofrendo fosse o rapaz. Tocou em seu ombro e viu Park lhe sorrir fraco.

— Não consegue dormir? — escutou a voz rouca do loiro, que o deixava com os pelos todos arrepiados, excitado demais.

— Hyung… — sua voz manhosa fez com que o homem se sentasse e o olhasse com mais atenção, um tanto cuidadoso, um tanto preocupado. — Eu não quero te ver assim. — mantinha os olhos no peitoral do mais velho enquanto dedilhava seu jaleco.

— Assim como, Jeongguk? — Jimin segurou seu pulso e o puxou perto, equilibrando o corpo na estreita cama para que coubessem os dois.

— Eu não quero mais que fique vindo aqui. — admitiu.

O rosto de Park se contorceu em confusão, o homem o olhava atento, seu coração batendo rápido só de pensar na simples hipótese de não vê-lo mais nenhuma vez, em nenhuma semana. No tempo que passou, os dois mal se viram, então escutá-lo pedir para não ir visitá-lo era algo dolorido demais. Queria passar o máximo de tempo que pudesse ali, mesmo que preferisse quando Jeon dormia um pouco, sem muitos toques, só estarem juntos.

— Aconteceu alguma coisa? É o seu enfermeiro…? — passou as mãos pelas costas do moreno.

— Não é isso… você não me dá mais atenção, você só dorme. — o moleque falava como uma criança emburrada, tentando esconder toda sua preocupação.

Jeongguk não era bom com palavras, muito menos era bom em discutir algo com alguém. Pedir ao ex-enfermeiro para que não voltasse a vir em seu quarto, principalmente com os problemas que tinha, era difícil, quase impossível. Necessitava de seus toques, pois eram estes que o aliviavam de todo o sufoco que era estar preso ali.

Às vezes o loiro esquecia que estava cuidando de um adolescente. Para ele, por mais que sentisse algo além de desejo vindo de Jeongguk, o menino não gostava de si como gostava dele. A verdade era que achava que estava apegado demais a alguém que não conseguia sentir por ele, tudo que sentia por Jeon. Ele era problemático, estava cansado de lembrar disso, de lembrar que não era muito estável aquele relacionamento que tinham. Se é que posso chamar de relacionamento.

— Desculpa, eu ando cansado… eu vou te dar mais atenção. — o enfermeiro se sentou.

— Não é isso, cacete. — o garoto passou a língua por dentro da bochecha. — Eu não quero que você continue vindo aqui, sendo que sua vida tá extremamente fodida por minha causa. Porra, eu não sei se você notou, mas você tá inteiro machucado! — deixou que os ombros caíssem em um suspiro, tentando não gritar para que não ouvissem que estava acordado. — Eu não gosto do seu corpo desse jeito. Se for para você ficar cansado e cheio de roxos, vai ser por me foder, não por essa merda de emprego,

Foi um tanto supreendente para Jimin ver o quão Jeon estava irritadiço. Foi um choque também ver como ele se importava consigo. O rapaz achava que o que tinha com o garoto fosse, em grande parte, carnal. E naquele pequena parte que restava, deveria haver algo sentimental.

Era como se Jeongguk fizesse consigo tudo o que amantes faziam, exceto amar.

Quis abraçá-lo e pedir desculpas por não tomar cuidado de si mesmo, por se machucar, por não conseguir dar toda a atenção que ele precisava. Contudo, mal sabia o mais novo, que Park estava daquela forma pois estava fazendo de tudo para que conseguisse tirar o menino daquele instituto, longe de todos aqueles maus tratos. Já não podia mais suportar nenhum roxo em sua pele branquinha, nem nenhuma veia estourada pelas malditas injeções de um remédio que acreditava ser totalmente desnecessário.

Por mais que fosse transtornado, que tivesse seus momentos de crise e surtos, Jeongguk não era necessitado de nenhum remédio para manter sua sanidade, pois estava ciente de suas ações. Já não era mais o garoto com episódios, surtos que o faziam perder a noção de seus próprios atos. Já não era o garoto que cometeu aquele crime hediondo, por mais que fosse difícil de acreditar.

Estar trancado, sem ninguém e sem nada para se distrair de sua mente conturbada, fez com que percebesse tudo que fez, refletisse sobre seu problema e o quanto ele havia destruído sua vida. E estar gostando de alguém, pensando em outra pessoa além de si e seu próprio prazer, também fez com que nunca pudesse se perdoar, deixando que tudo pesasse em suas costas, dia após dia, num peso absurdo.

— Você bravo fica tão lindinho… — riu nasalado. — Fique tranquilo, não é sua culpa. Eu que não estou me cuidando… — Jimin chegou perto de seu rosto e beijou seu maxilar devagar, sentindo o cheiro da pele macia.

— Não acredito em você. — falou baixo em um suspiro, sentindo o mais velho beijar seu pescoço.

— Não me importo. — o loiro lhe agarrou pela cintura e lhe puxou, fazendo com que deitasse em seu corpo, rindo baixinho do gemido que saiu dos lábios do moreno. — Você geme por qualquer coisa mesmo.

— É, se não notou, eu estou constantemente excitado por sua causa… seu merda.

[...]

°°°

O loiro estava mais do que decidido a fazer algo. Não aguentava mais ficar parado, vendo seu menino preso ali, nem aguentava mais saber que este estava em um lugar desumano e cruel como aquele. Mesmo que Jeongguk parecesse um garoto forte, ou mesmo que fosse, Park percebia o quanto ele já não suportava mais seus dias dentro daquele quarto. Poderia ter sido declarado culpado de um crime realmente hediondo, mas ninguém merecia aquelas viver naquelas condições. Muito menos sob o pretexto de “tratamento”, como se com todos aqueles abusos fossem fazê-lo melhorar de alguma forma.

Havia decidido que tiraria o mais novo de lá já faziam duas semanas, quando declarou que o amava. O motivo para suas olheiras, seu corpo cansado e suas dores, era exatamente este: sua busca por informações, e sua meta, seu objetivo em fazer o garoto feliz.

Acabou por descobrir, durante sua briga com Taehyung, que este tinha o contato de um amigo que trabalha na área de advocacia. E Tae, mesmo que nunca fosse entender o sentimento maluco que seu melhor amigo tinha pelo “satiromaníaco”, o ajudou, e os dois contataram o advogado; rapaz alto, magro, e com um rosto doce, confiável. Kim Namjoon era a única pessoa que restava para salvar o moleque.

O homem, ao ouvir toda a história, os instruiu sobre tudo o que precisavam fazer. Primeiro de tudo, eram preciso provas. Park, por mais nobres que fossem suas intenções, não poderia alegar nada sem ao menos uma prova, algo que demonstrasse os maus tratos daquele instituto, no mínimo a falta de higiene naquele lugar sem manutenção.

Mas, para sua sorte e para a sorte de Jeongguk, durante tais noites em que mal dormia, vinha recolhendo algumas matérias sobre a clínica. Tirou também fotos dos banheiros, tirou fotos da cozinha e da sala de remédios — com frascos abertos e medicamentos vencidos. Jimin conseguiu fotos não só de onde o moreno ficava, mas aproveitou para cobrir áreas de outros pacientes — também em uma situação degradante. Como poderia se esquecer de seu caro Min Yoongi?

Assim, juntou tudo o que havia conseguido — fotos dos pacientes, das instalações e documentos — e levou para o advogado, que montou a peça para entregar ao Ministério Público. E a partir daí, o destino de Jeongguk e de todos na clínica estariam às mãos do promotor.

Todas as noites em claro estavam nas mãos daquele homem. Lhe doía confiar tudo à alguém que não viu tudo o que viu, nem passou pelo que passou, nem sofreu o que sofreu, ou viu alguém que amava sofrer. Era deixar tudo a mercê de alguém que não amava Jeon Jeongguk como amava, nem amava seu trabalho como amava — ou um dia já amou. Mesmo que Jimin tivesse tudo para provar seu caso, a política sempre seria diferente para aqueles que têm dinheiro.

O que era aquele enfermeiro, que já havia sido pego beijando um de seus pacientes, para o Manicômio? Seria fácil demiti-lo, como estalar os dedos, e assim nunca mais veria aquele menino magricelo, nem ouviria seus palavrões, nem cederia à suas safadezas. E aquele mesmo menino nunca mais pararia de chorar para as paredes brancas.

Jimin contava com seu bom trabalho e com seu empenho. Segundo o advogado, tudo o que Park havia juntado era mais do que suficiente para começarem um processo logo após a denúncia do promotor. A partir daí, dependendo da visão do juiz, poderiam até mesmo chegar a tirar os pacientes de lá antecipadamente, sem que o processo precisasse terminar para que isso acontecesse.

E era ali que o enfermeiro guardava sua esperança, como uma pequena luz que não havia no quarto de jeongguk. Ele só esperava que tudo desse certo, pelo menos dessa vez. Pelo menos uma vez.

[...]

*Dez dias depois, 9:45 da manhã*

Alguns dias se passaram — longas e lentas 24 horas, e mais 24 horas, e mais algumas 24 horas. Para o aumento de toda a ansiedade guardada em Jimin, ele não teve nenhuma notícia sobre o caso de Jeongguk e da clínica. Mas apenas bastou aguardar mais alguns dias para que a espera finalmente acabasse.

O promotor havia feito a denúncia por maus tratos contra a clínica, e seus funcionários de cargo superiores, e administrativos, e até mesmo os enfermeiros que constavam nos documentos que Park havia dado ao advogado.

Por fim, o Juiz que pegou o caso e atendeu o pedido do promotor, de realocar os pacientes da clínica de maneira antecipada. Ou seja, antes do processo terminar, antes que o juiz decidisse sobre condenação ou absolvição dos envolvidos, os pacientes seriam levados para outras clínicas de procedência comprovada, para que não precisassem passar mais um minuto sequer naquela instituição.

E Jimin, quando soube disso, teve seus pensamentos imediatamente direcionados para Jeongguk. Para onde ele seria realocado? Park seria capaz de pedir uma transferência e ir trabalhar onde o moreno fosse ficar internado? E mais importante: como seria a clínica para qual seria mandado? Tudo isso rondava sua cabeça como se nenhum lugar fosse bom o bastante para o moleque. Sabia que ele tinha sua pena a cumprir, que não podia voltar à convivência com as outras pessoas no mundo do lado de fora, mas tinha medo que, para onde quer que fosse, fosse tratado como um detento — inferior e desprezível.

[...]

*11:30 da manhã*

O moreno estava sentado no chão branco, encostado na parede branca, fitando a porta cinza — todo aquele “arco-íris” do dia a dia. Seus pés descalços no chão frio, suas calças nos joelhos, sua cueca úmida e suas mãos sujas. Não achava que estaria fazendo aquilo pela manhã, de novo, para passar o tempo. Estava orgulhoso de sua uma semana se masturbando somente três vezes ao dia. Talvez aquilo indicasse que estava pior. Todas as vezes que o fazia, acima do bel-prazer, lembrava de seu ex-enfermeiro, decepcionado. Lhe doía como se Jimin pudesse ver que estava desandando.

Não importa quantas vezes eu te diga isso, nunca será o bastante: aquele menino problemático não queria fazer o que fazia, não tinha autocontrole suficiente para negar qualquer tipo de prazer, pois ia além do que conseguia conter. Afinal, ele não era normal, ele era o satiromaníaco.

O barulho do rangido da porta fez com que Jeon despertasse em um susto, arriando as calças rapidamente, se levantando e apoiando sua mão suja na parede. Fitou a porta, nervoso, e sentiu que poderia cair ao chão novamente. Estava ficando maluco. Seu corpo começou a tremer, sem que pudesse fazer algo para manter o foco, com medo do que aconteceria quando aqueles dois enfermeiros entraram em seu quarto. Tão sequelado que dava pena vê-lo encolhido contra o piso, soluçando sem entender o que estava havendo. Era aflitivo assisti-lo ali e ouvir sua respiração engasgada.

Os olhos do garoto, fitando os pés se aproximarem de seu corpo, lutavam para ficarem abertos quando sentiu que apagaria. Só pensava nas amarras apertando os pulsos, naquela maca dura em suas costas, naquela luz em seu rosto e os choques. Ele tinha certeza de onde acordaria se desmaiasse.

— Jeon Jeongguk! — aquela voz desesperada de Jimin não estava em sua cabeça, pois pôde ver o loiro na porta quando direcionou o olhar à voz que ouviu, e então cobriu o rosto para chorar.

Park não deixaria que aqueles homens tocassem no garoto.

 


Notas Finais


Percebi que devo estar errando em algo, pois vocês não parecem estar gostando da fic...

Mas... Espero que tenham gostado do capítulo, prometo não demorar tanto da próxima vez.

Gente, consegui escrever tudo graças à @Yukimac e a @Mochiboi , as minhas advogadas que me salvaram nessa porra de tira do instituto e tals, por que, né? Olha minha cara de menina da lei '-'

***VOU POSTAR UMA FIC MUITO LINDINHA/BAD DAQUI A POUCO!***

Vão ler minha história favorita, pleeease! Não está recebendo o amor que deveria...
https://spiritfanfics.com/historia/rastros-de-um-beija-flor-10433334

Minha fic de depressão/pensamentos suicidas...

Ele não é aquele menino:
https://spiritfanfics.com/historia/ele-nao-e-aquele-menino-10696410


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