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História Satisfied - Capítulo 1


Escrita por: HeyUkiyo

Notas do Autor


Hey, hey! Emay aqui =]
Para quem leu o comunicado na fanfic principal sabe que ela será deletada em breve e suas atualizações vão prosseguir aqui, então, bem-vindo(a) novamente, imenso prazer lhe ter aqui <<3

Nenhuma mudança ocorreu nos capítulos, sendo assim não precisam ler os que já conhecem; o único capítulo fresco é o último postado --- que escrevi para passar a mensagem nas notas do autor sobre a fanfic ser deletada na minha conta principal ---, não sei exatamente quando haverá mais, estou passando por coisas complicadas no momento e tudo anda instável, impossibilitando que eu ofereça uma resposta mais precisa aaa

De qualquer forma, espero que continuem acompanhando a fanfic e dando todo carinho que ela recebia no perfil principal 💘

Ps: Apenas para evitar confusão, em negrito e sublinhado no começo é flashback!

Capítulo 1 - Indefeso



— Um brinde ao noivo e à noiva do seu irmão que está sempre ao seu lado.

Com o brilho no seu olhar brilhando mais que os lustres do salão pelos motivos errados, ele podia dizer a si mesmo que seus olhos estavam marejados de alegria, enquanto brindava pela sua irmã.



Aether e Lumine eram muito próximos desde sempre. Não só por serem gêmeos, mas porque possuíam um laço de amizade muito profundo e sólido, laço este que foi tudo no que Aether se agarrou após perder seus pais em um acidente e ser adotado por seu pai Dainsleif, um empresário muito rico que era bem próximo de seus pais biológicos.

Por sempre, o significado de família foi muito forte em sua vida. Família era um lar concedido pelo coração, e ter esse espaço no coração de Lumine e de seu pai era tudo que ele conhecia e preservava, então ele nunca daria motivos para perder esse espaço.

Talvez fosse por isso que ele sempre cumpria os caprichos de sua irmã, um deles era fingir ser ela para ir em eventos sociais que ela não desejava estar. Ser cortejada e dançar com estranhos era demais, segundo ela.

E foi esse o motivo de Aether estar nessa festa fingindo ser Lumine.

Ele observava o lugar com sua fachada educada, mantendo seu desinteresse escondido, mas foi quando seus olhos pousaram em Xiao. O jovem antissocial de sua faculdade estava parado em um canto da festa mexendo em seu celular com fones no seu ouvido. O loiro viu nisso uma oportunidade de matar seu tédio, indo até o lugar onde ele estava. 

— Olá! Oh… Desculpe te assustar — disse rindo baixinho pela reação do outro que deixou até o fone cair de seu ouvido pelo susto.

— Não me desrespeite sobre suas conclusões em relação às minhas reações, eu não me assusto — reclamou Xiao em um tom irritadiço, fazendo Aether fantasiado de Lumine rir. 

— Essa banda é muito boa, gosto das músicas — comentou com um sorrisinho ao ouvir o som saindo do fone, enquanto se encostava contra a parede.

Ele observou com os cantos dos olhos Xiao ficar surpreso antes de se recompor. 

— Pensei que só eu gostasse disso.

— Só pode estar brincando! A trilha sonora de todo esse álbum foi inspirada no meu livro preferido!

Os olhos de Xiao brilharam em satisfação com o que escutou, parecendo até relaxar a tensão nos ombros, se encostando na parede ao lado de Aether. 

— Eu estou ansioso pelo lançamento do próximo livro.

— Eu também! Ainda mais que vai focar no meu personagem preferido! 

— O Yaksha é seu preferido também?  — perguntou Xiao, virando a cabeça, surpreso, para o loiro.

Os olhos de Aether brilharam na mesma empolgação de Xiao, virando o rosto para ele também. 

— Oh, é o seu também

— Sim. 

O rosto do loiro se iluminou mais. Sempre disseram que ele falava pelos cotovelos sem parar quando se empolgava, mas Xiao estava ali o ouvindo com a mesma atenção de quem assiste seu filme preferido, sempre acenando com a cabeça e às vezes dizendo algo para ele prosseguir falando.

Xiao não era muito de jogar conversa fora, porém a forma como a outra falava como uma criança animada o deixou incapaz de não querer prestar atenção. Ele não se sentia pressionado em manter o diálogo ou estava tenso, seus lábios estavam curvados em um sorriso discreto. De repente a loira parou de falar o olhando de um jeito esquisito.

— O que foi? 

Aether não tinha notado o outro sorrindo. Encontrava-se ocupado, imerso em sua narração das teorias do próximo livro, mas ao perceber como os olhos de Xiao brilhavam e o sorriso discreto em seus lábios, foi quase um descrença para o loiro que nunca havia visto nada além da expressão séria. Xiao era tão bonito assim que ele desejou poder ver aquele sorriso enfeitando seu rosto novamente.

Estava indefeso, e sentindo suas bochechas começarem a esquentar com o pensamento, ele coçou a nuca falando a primeira desculpa que pensou para disfarçar:

— Acabei de notar que a festa está acabando e eu não dancei nenhuma vez.

O outro ficou em silêncio o encarando por breves segundos e Aether desejou cavar uma cova para si ao se dar conta do que disse.

Estúpido, estúpido, estúpido! — ele esbravejou mentalmente com o silêncio constrangedor, pensando no que dizer até Xiao o tirar de seus devaneios quando curvou-se para frente estendendo uma das mãos para o loiro, enquanto a outra mão ficava atrás de suas costas e ele mantinha seu olhar fixo nele.

— Me concede a honra dessa dança?

— Oh, eu peguei a referência! A honra é toda minha, meu senhor! — Aether disse pegando na mão dele enquanto acenava se curvando brevemente, o acompanhando até a pista de dança.

Seu coração pulsava freneticamente. Aether não deveria ter deixado se levar pela emoção quando pisou no pé de Xiao pela décima vez, esquecendo-se que não sabia dançar.

— Eu sinto muito! Eu sou um — Aether travou por um momento, esquecendo-se de que estava fantasiado de Lumine —, quero dizer, uma desastrada nisso.

— Não se preocupe com isso, apenas me imite. Um, dois, três e quatro.

Xiao conduziu a dança com tanta elegância que Aether invejou e admirou, seguindo a ordem dos números com seu passos olhando pro chão, enquanto uma de suas mãos segurava o ombro de Xiao e a outra seu ombro.

Ele pegou o jeito e sentiu-se feliz por isso, mas não teve coragem de olhar pro rosto de outro rapaz. Porém, como se adivinhasse isso, Xiao suavemente colocou um dos fios de seu cabelo para trás, esses que deslizam por estar olhando para o chão. E com a mesma suavidade que Xiao pôs os fios de cabelo de Aether para trás, sua mão deslizou para seu queixo, levantando seu rosto para o encarar, fazendo as bochechas de Aether ganharem cor em diferentes tons de vermelho pela proximidade de ambos os rostos durante a dança.

Talvez ele estivesse mentindo quando disse a si mesmo não saber dançar, sentindo a outra mão de Xiao apertando levemente sua mão enquanto a outra mão que levantou seu rosto voltou para sua cintura.

— Agora parece que quem está sendo assustado é você. 

Ele disse em um tom provocativo, mas Aether não era bom em se sentir desafiado sem encarar de volta.

Superando a timidez, ele sorriu inocente antes de aproximar o rosto da orelha dele para sussurrar:

— Você também ficaria se assistisse a si mesmo de perto, tão bonito Xiao.

Ele não precisava olhar para saber que o outro estava corado. Ele sabia, enquanto deitava a cabeça no ombro dele, sentindo-o se arrepiar com a sua respiração em seu pescoço, rindo baixinho com isso, não podendo evitar de provocar de volta:

— Agora você parece assustado com o coração tão acelerado, não pensei que você fosse do tipo tímido! 

O loiro bufou e Xiao só sorri. Confortável com o toque de Xiao, com agora suas duas mãos em sua cintura, ele mantinha suas mãos em seus ombros. Eles mal viram quando a música acabou e a festa chegou ao fim com eles trocando números e se despedindo com Aether corajoso o suficiente para beijar sua bochecha e sair correndo pro carro do motorista de seu pai.



Alegria para sua irmã, mas para si uma grande tristeza, porque Aether era um mentiroso. Um mentiroso que não estava sentindo o tom de alegria que manifestava conforme falava:

— Para sua união.



 União. Ele e Lumine sempre foram unidos e nada, nem ninguém, tinha o direito ou o poder de mudar isso. Ele repetiu isso centenas de vezes desde que ele e Xiao ficaram mais próximos. Não, não ele e Xiao, mas Lumine e ele.

E Aether começou a repetir isso quando em um dia seu pai tinha reunião com os sócios da sua empresa, esta que era parceira da empresa do pai de Xiao. Quando chegou o intervalo da reunião, Aether havia saído para pegar dois cafés, um para sua irmã e um para si, a deixando esperando sozinha em uma das salas da empresa. Ele foi na cafeteria do andar de baixo da empresa e quando ele voltou com os pedidos que buscou após longos minutos, voltou para a onde ela esperava e foi quando viu Xiao conversando com Lumine.

Não sabia a quanto tempo eles estavam ali, só que seu olhar estava focado em Xiao e em como ele sorria para ela, finalmente tendo coragem de encarar o rosto de sua irmã. Ela estava indefesa e seus olhos estavam desamparados, fazendo Aether perceber que ela gostou dele, de Xiao. E Aether se encontrou tão desamparado que acabou deixando os cafés caírem de suas mãos.

— Aether, tome cuidado! Você queimou suas mãos? — Lumine perguntou, indo apressada até o irmão para segurar suas mãos para  vermelhidão se formando em suas mãos.

Olhos gentis. Xiao nunca encontraria alguém tão bom para si, talvez tenha sido por isso. 

— Estou bem, não se preocupe! 

— Você tem que cuidar disso logo — constatou Xiao ao se levantar também para conferir a situação.

— Sim, tem razão! Por isso vou indo. 

— Eu vou com você, Ae.

— Não é necessário! — ele disse, aproveitando que Xiao foi pegar guardanapos na mesa para sussurrar no ouvido da irmã: — Aproveite a chance, ele é um cara legal!

Aether saiu antes de Xiao lhe entregar os guardanapos, antes de desabar ali mesmo, pensando no dia que se arrependeria pelo resto de seus dias.



— Para a revolução. E a esperança que você sempre seja provida — Aether disse com seu melhor sorriso.

Ele tentava se desprender das memórias, estas que percorriam cada vez mais em sua mente.

Esperança. Essa era uma palavra que soava engraçada agora.



Era mais um daqueles dias em que Lumine queria que ele fosse em outro evento social chato promovido pela empresa de seu pai. Porém, dessa vez não era uma festa e  sim um jantar na casa de um dos sócios. Lumine, como a que nasceu primeiro e seria a sucessora de seu pai, precisava ir junto. Mas a coitada detestava tudo que envolvia a empresa, preferindo muito mais que Aether assumisse seu lugar

— Ae, eu sinto muito te pedir tanto isso.

Ela colocou sua mão em cima da de Aether. Estavam sentados na cama dele enquanto conversavam, mas o mesmo achava errado enganar seu pai, esse que vivia dizendo o quão orgulhoso estava dos dois.

Como se antecipasse isso, Lumine disse:

— Eu tenho o mesmo sonho de nossa mãe — sorriu triste. — Eu sei que isso é errado, mas eu não consigo desapontar nosso pai ainda sem poder mostrar que posso orgulhar ele seguindo isso também. Esse sonho é a única coisa que amo e me faz sentir mais perto da nossa mãe… Você entende, certo? 

Não, Aether não entendia, mas pela culpa que sentia por sentir que estava traindo sua irmã nutrindo sentimentos por Xiao, ele acenou em concordância. Além de como sempre ele não queria perder seu lugar no coração de sua irmã, ele sempre faria o possível para que ela estivesse satisfeita. 

E agora ele estava ali. O que ele não esperava era que o sócio que o seu pai tinha o jantar fosse Zhongli, pai de Xiao, logo ele.

O jantar ocorreu bem, ao menos para seu pai e suas negociações, mas o loiro estava sufocando com o olhar caloroso de Xiao. Ele queria, queria tanto esse olhar dirigido para ele, ele de fato. No final, os adultos ficaram conversando a sós, enquanto Aether saiu para a varanda da casa, olhando as estrelas tão brilhantes no céu.

— É uma linda vista daqui. 

Ele não precisava se virar para saber quem era. Apenas concordando, enquanto sentia a presença dele ao seu lado. O vento frio soprou, fazendo Aether estremecer pelo frio. Logo sentindo um peso em seus ombros, Xiao havia tirado o seu casaco e colocado em seus ombros. O coração do loiro pesou, e ele tentou distrair sua atenção para outra coisa, caindo com seu olhar no braço de Xiao. Havia uma tatuagem igual a do Yaksha do livro, isso fez ele abrir ao menos um pequeno sorriso.

— Você foi realmente honesto quando disse gostar do livro — Aether comentou, passando a ponta dos dedos na tatuagem.

— E porque não teria sido? 

— Achei que só estivesse interessado em mim.

Aether riu baixinho, se sentindo bobo. Não era como se tivessem se conhecido pela primeira vez sendo da mesma universidade, mas ele foi presunçoso em pensar isso só porque eles conversaram em total concordância sobre tudo. Aether lembrava-se como sempre manteve sua paixonite guardada para si, certa vez ele até tentou se declarar.

Era dia dos namorados, mas o loiro mesmo sendo extrovertido não era corajoso quando se tratava de Xiao. Então ele decidiu escrever uma cartinha de amor para ele e colocar no seu armário, assinando só com seu sobrenome.

Que tolice a dele.

Xiao pensou que a cartinha era de Lumine pela letra parecer feminina. Quando Xiao falou isso na frente dele quando estavam na sala de aula, Aether corou até as orelhas, sem saber o que dizer. Não poderia falar que a carta era de Lumine e arrastar sua irmã para sua bagunça, ele deveria só ser honesto. 

— Xiao, eu... eu…  — Aether tentou, mas Xiao só conseguiu olhá-lo cada vez mais intrigado e fazer o pavor dele só aumentar mais.

Encontrava-se parado, rígido como uma pedra no mesmo lugar, tanto que só ouviu o outro alertar:

— Cuidado! 

Isso antes de receber uma bolada na cabeça. Aether bateu com a mesma no chão e apagou. Ele só se lembrava de acordar na enfermaria com enxaqueca e ver Xiao dormindo apoiado na maca cama que o loiro estava.

Aether observou a expressão serena em seu rosto, imaginando o quão cansado ele deveria estar.

— Você está se esforçando tanto…  — Aether disse para si mesmo, enquanto tirava um fio de cabelo do rosto de Xiao e se permitia enterrar suavemente os dedos no meio dos fios de cabelo dele, fazendo um breve carinho. Ele se inclinou para beijar o topo de sua cabeça, dizendo docemente: — Você é admirável, Xiao.

Aether sabia que ele sempre foi muito dedicado no seu dever com a empresa de seu pai, mas sabia que mesmo que Zhongli nunca exercesse nenhuma pressão sobre, sendo um pai amoroso e atencioso, mesmo assim seu filho se cobrava por si só, sempre não se achando digno de nada bom. Aether não conhecia a fundo seu passado, pois Xiao sempre foi bem reservado, mas eles se aproximaram facilmente quando o loiro o conheceu por uma sensação em comum, medo da perda. Assim como ele, Xiao era adotado e perdeu seus pais quase na mesma idade dele e de Lumine. 

— E se estivesse…? — Xiao perguntou, despertando Aether de suas lembranças.

Seu coração traidor bateu tão forte quanto o calor de suas bochechas, como se aquilo não estivesse sendo dito para o quem ele achava que era, mas sim para o próprio Aether. E a única coisa que ele conseguia pensar era: então era essa a sensação de estar apaixonado e ter um coração quebrado na mesma intensidade?

— Eu digo que estou interessado em você e sua reação é chorar..? — Xiao franziu a testa.

Aether nem havia notado quando ele havia se aproximado. Apenas sorriu com o toque gentil e cheio de cuidado limpando suas lágrimas com o polegar, enquanto segurava seu rosto, ele só sorriu como se não fosse nada. Seu coração apenas sangrou mais ouvindo dizer o equivalente a fazer seu coração ter mais motivos ainda para doer.

— Então me mostre esse interesse.

Seu olhar desceu de seus olhos para seus lábios, engolindo em seco quando o olhar de Xiao seguiu o seu indo para baixo também, para seus lábios.

Aquilo seria só mais um motivos de vários em suas memórias para seu coração doer, então ele pensou: dane-se

Xiao ainda estava hesitante, mas era nítido que era um desejo conjunto, pelo jeito que ele acariciava sua bochecha e Lumine — Aether — lentamente movia suas mãos para as laterais de seu pescoço e o puxava fraco para apoiar sua testa na dele.

— Lumine, está aí? 

Seu pai perguntou antes de abrir a porta para entrar na varanda, tempo o suficiente para eles se afastarem com os rostos corados. Seu pai veio a buscá-la, pois estavam indo embora.



Atualmente, só lhe restava fantasiar com os olhos de Xiao, enquanto romantizava o que poderia ter sido se ele não tivesse o sentenciado tão rápido. Pelo menos sua querida Lumine é sua esposa. Pelo menos ele manteve aqueles olhos em sua vida.

— Que possas sempre estar satisfeita! Um brinde ao noivo e à noiva! — Aether disse, levantando a sua taça novamente, encerrando seu discurso no casamento de sua irmã. 

A festa se desenrolou rapidamente, e logo chegaria ao momento mais esperado, a cerimônia de casamento em si. Mesmo não sendo tradicional festejar antes da cerimônia, hoje foi uma exceção por ser aniversário dos gêmeos que decidiram comemorar o aniversário antes da cerimônia.

O que Aether não esperava era ficar tão enjoado com as interações da irmã e de Xiao — sentindo ciúmes —, acabando por exagerar na bebida conforme o momento mais esperado se aproximava e seu coração se apertava mais em pura agonia: porque Aether era um mentiroso

Ele sempre apoiaria sua irmã, pois a felicidade da mesma era tudo o que mais importava para Aether. Não importava se isso significava ficar em sua sombra ou entregar a ela o grande amor de sua vida, porque Xiao nunca encontraria alguém tão confiável ou gentil. E se Aether dissesse isso para ela, ela renunciaria, mas isso arruinaria tudo, porque Aether a conhecia como conhecia sua própria mente. Ele nunca estaria satisfeito, mesmo com a felicidade da irmã sem a sua, ao menos ele cumpriu bem, tão bem seu papel de irmão. 

O sentimento de liberdade vinha antes do de perda e o gosto de bebida em sua boca era amargo como seu arrependimento seria após aquilo, porque foi um erro ele estar ali quando ele subiu em cima da mesa e gritou alto para todos escutarem com a taça na mão: 

— Atenção, atenção a dama de honra aqui! Tenho um anúncio importante a fazer — ele procurou os olhos felinos no meio da multidão. — Xiao… Oh Xiao, eu te amo! Eu sempre amei, e eu me arrependo profundamente de ter feito toda essa farsa e não ter percebido antes que doeria como o inferno te perder… Eu estou profundamente e perdidamente apaixonado por você!

Foi quando tudo deu errado e Lumine saiu do local da festa, chorando. 

— O que você pensa que está fazendo?! O quão mesquinho você pode ser, Aether?

Xiao nunca gritou com ele assim. O loiro sentiu seu coração quebrar os pedacinhos já quebrados, ouvindo-o falar assim consigo. Por que Xiao estava bravo? Ele não estava indignado também, querendo ficar com ele? Mas o mesmo sabia ser incapaz de ficar magoado com Xiao, ele mesmo fez sua irmã chorar. 

Lumine…

Ele quis sair correndo daquela mesa para ir atrás de sua irmã. Porém, a tontura pela bebida só o fez cair pelo desequilíbrio de cima da mesa, e por sorte Xiao foi rápido em o pegar no colo, mesmo chateado consigo. 

Xiao…

O citado o encarou por breves segundos antes de o pôr no chão, mas sem o soltar. Parecia que sua mente borbulhava com tudo que o loiro disse anteriormente, mas era tarde. Tarde demais para o "Eu te amo" entalado em ambas as gargantas. Aquela festa havia sido um escândalo para todos. 

Aether havia falhado com  Lumine e não estavam mais satisfeitos.


Notas Finais


Oh, eu nunca poderia me despedir sem dar os creditos mais que merecidos para @Shironwolfy pela capa que sempre acho linda, não importa quantas vezes vejo. Grata por me deixar mantê-la, tem valor afetivo para mim, uma eterna recordação do período de produção da fanfic. Para @Huinara meu obrigada também, pela betagem do capítulo 1 e 2 dessa fanfic, seu tempo de dedicação e esforço para fazê-lo foram apreciados. Agradecida também sou com @draging pelo auxílio atencioso e encorajador como helper no capítulo 1 e 2, sempre muito prestativo.

Meu mais singelo obrigada por terem feito parte da história dessa fanfic! Sou lisonjeada por ter sido vocês quem auxiliaram para essa fanfic ser possível ♡


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