História Satisfy - Capítulo 1


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Categorias La Casa de Papel
Personagens Professor, Raquel Murillo
Tags Lacasadepapel, Raquelmurillo, Sergiomarquina, Serquel
Visualizações 100
Palavras 3.547
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Universo Alternativo
Avisos: Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi lindonas.
Um projeto novo com um plot que podemos dizer até já bem famigerado. Nesse longo cap quero apenas dar o gostinho de como eu pretendo levar a historia. Vocês vão notar que algumas questões estão sem um pingo de verissimilhança, mas entendam que é algo fictício e tentem levar para o lado da fantasia, ok?!
Dependendo de como será o feedback dessa história eu vejo se posto ou não mais caps. Se flopar cês já sabem né?! A gente apaga e finge a boa e velha demência.
Espero muito que gostem, mas se não gostarem de algo, ou da fic toda (avemaria purissima) não hesitem em falar. Eu juro que vou compreender.
Ps: Eu estou sem uma beta reader então qualquer errinho por favor, me perdoem.

Enjoy!!!

Capítulo 1 - Apenas vá lá e faça.


Uma névoa fria e obscura estava sobre Madrid naquela manhã. Toda a Espanha acordara com a notícia de um assalto a grande casa onde se fabrica o dinheiro. Certamente seriam apenas alguns idiotas querendo levar uns tiros na cara, pensam algumas pessoas no metrô a caminho do trabalho. Já que tentar roubar a casa da moeda seria basicamente um suicídio.

A inspetora Murillo é acordada de seu sono pelo vibrar constante de seu celular sobre o criado mudo. Ela atende depressa ao perceber que se tratava de seu superior.

— Sim, pode falar. — Diz com a voz ainda sonolenta.

— Raquel, perdoe estar te incomodando assim tão cedo, sei que é o seu dia de folga, mas acontece que entraram na casa da moeda, e há muitos reféns. Eu preciso que você faça a negociação.

Ela pausa por um mísero instante, as engrenagens em sua mente parecem lentamente começarem a se mover na tentativa de formular um pensamento claro a tudo lhe fora dito no minuto anterior. Ela respira profundamente, solta o ar, então responde:

— Eu vou. Me mande um carro.

— Já tem um na porta.

...

Ao chegar à tenda de comando do assalto, a inspetora é bombardeada por informações nada agradáveis. Sessenta e sete reféns, aquilo era a mais completa e absurda loucura. A àquelas alturas, Raquel já sabia que as pessoas ali presentes não entrariam em um dos lugares mais protegidos da Espanha despreparados, não eram quaisquer ladrões de bancos, eram extremamente sabidos do que estavam fazendo. E tratavam a polícia como peças em um jogo de xadrez, um jogo que diga-se de passagem, ela odiava, e que estava perdendo. O professor a havia deixado mais confusa do que ela já estava, o cinismo com que ele se portava e como sempre tinha o controle da situação embrulhava o estomago de Raquel.

— Um misógino. — O pensamento soou mais alto do que ela gostaria que fosse.

A maneira fria e calculista como ele a galanteou durante toda a ligação na frente dos seus colegas de trabalho se aproveitando de ela ser uma mulher em um mundo de homens a deixou completamente desnorteada.

— Boa noite, inspetora.

A voz familiar a retirou de forma súbita de sua bolha, ela fechou os olhos ao reconhecer de quem se tratava.

— Marquina. — disse virando-se para olhar nos olhos do homem — Não me lembro de ter pedido a intervenção da inteligência nesse caso.

Sergio deu um meio sorriso ao ver a cara de descontentamento que ela demonstrou ao perceber a presença dele.

— Eu também não queria estar aqui já que esse é o ponto, mas a filha do embaixador está lá dentro dessa merda, e a ordem é que temos que invadir. Não há outra opção.

Sergio rodeou o pequeno espaço com as mãos nos bolsos enquanto observava atentamente todo o corpo policial paralisar-se ao vê-lo ali, na tenda de comando. A presença da inteligência já era de se esperar, porém todos sabiam das desavenças existentes entre a inspetora Murillo e o coronel Marquina, desde os tempos da academia.

— Escuta aqui, coronel, se quisessem uma carnificina igual a ópera de Moscou, com certeza teria chamado vocês. Mas acontece que chamaram a mim. E eu digo que não autorizo essa invasão. Essas pessoas sabem bem o que estão fazendo. Eles não são amadores. Estão altamente armados e os atos lá dentro estão milimetricamente calculados.

O rosto de Raquel agora a poucos centímetros do rosto de Sergio, fez com que ela conseguisse enxergar perfeitamente a íris castanha do homem a sua frente, se expandindo conforme ele a encarava. Sergio havia estado preso em uma conversa de mais de sete horas com ministro da segurança pública. A ordem deveria ser acatada. A filha do embaixador do reino unido estava entre os reféns, e inicialmente, ela deveria ser retirada dali, antes que um escândalo maior se instaurasse.

— Mas acontece, inspetora... — Sergio iniciou, subindo dois tons — que a ordem que me trouxe até aqui, é bem maior que as suas convicções. Eu vou invadir. Eu não estou pedindo a sua permissão. A CNI está no comando dessa operação a partir de agora.

A voz grave de Sergio se expandiu pelo pequeno espaço, como um eco sendo gravado na mente de Raquel. Ela sabia que aquilo seria um erro, o maior dos erros. E a postura autoritária do homem ali presente já estava começando a irritá-la profundamente. Raquel deu de ombros e optou por não interferir, não havia mais nada que poderia ser feito.

Sergio enfim sinalizou aos oficiais que entrassem no perímetro, a invasão estava confirmada. Raquel continuou observando tudo de longe. Quando a voz embargada de Alisson Parker é ouvida pedindo que não invadam, o rosto de Sergio se desconfigurou. Ela estava certa.

— Abortar! Abortar! Façam o que eles estão dizendo, porra. Não entrem!!! — O tom dele agora é alarmante e desesperado. Sergio passa as mãos sobre os cabelos negros sem entender o que diabos eram realmente aquelas pessoas que entraram na casa da moeda. Ele odiava admitir, mas a Murillo estava certa.

— Eu não fico aqui por mais nenhum segundo. Não quero ser responsável pelo sangue desses inocentes que vocês irão sacrificar aí dentro pela vida de uma adolescente inglesa.

Sergio agora estava com as duas mãos sobre a cabeça e os olhos perdidos frente as telas de controle do assalto.

— Raquel, espere. — Angel correu esbaforido até ela — Hei, espere. Aonde pensa que vai? — Ele disse puxando-a por um dos braços a girando em direção a ele.

— Aonde eu penso que vou? Eu vou embora, não fico aqui de braços cruzados como uma idiota vendo a carnificina que esse ordinário irá fazer. — As palavras saíram como balas ao alvo, mas ela não tinha certeza se acreditava no que acabara de dizer. E sabia que nem muito menos seu subinspetor.

— Como assim, Raquel? Esse caso é seu, ligaram exclusivamente para você. Cê sabe que o Marquina não vai ficar. A CNI não vai arcar com as consequências. Ele está aí somente por ordens de cima. É temporário e você está se precipitando.

— Angel, não adianta tentar me convencer, eu já tomei a minha deci-

As últimas letras da frase foram interrompidas por Angel ao notar Sergio Marquina se aproximando dos dois do outro lado do perímetro.

— Raquel, olha lá... é o Marquina. E ele está vindo pra cá.

— Urgh! — Raquel bufou no mesmo instante ao ver o coronel se aproximando.

 Sergio estava com a típica cara de derrota e os ombros caídos depois da operação falha que montara. E mesmo que Raquel nunca dissesse isso em voz alta, adorou vê-lo assim, cabisbaixo e desanimado. O risinho sarcástico no rosto dele agora tinha dado lugar a uma aparência pacífica e... um tanto desconcertada. — E céus! Ela estava amando cada segundo daquilo. — Mentiria se dissesse que o ver daquela forma não a estava até mesmo excitando.

— Inspetora. Subinspetor. — Ele cumprimentou os dois —

Angel acenou com a cabeça ao cumprimento. Mas Raquel apenas deu de ombros.

— Raquel, eu sei o que está pensando, mas não precisa ir embora. Eu- eu estou me retirando do caso, foi uma decisão falha, e eu assumo as consequências.

Ela revirou os olhos e entortou a boca achando aquele o pedido de desculpas mais miserável que já presenciara na vida. O poderoso Sergio Marquina estava mesmo se esforçando para que ela ficasse com o caso, aquilo era impagável.

— Ora, ora... Que bom que a inteligência assume seus erros a partir de agora, coronel Marquina. Eu devo admitir que é surpreendente, — Disse a inspetora, arqueando uma das sobrancelhas ao passo que cruzava os braços em falsa admiração.

Sergio imediatamente fez um esboço de sorriso nos lábios vendo-a se referir ao que ele acabara de dizer como a maior das piadas.

— Mas... sabe de uma coisa, coronel? As coisas nem sempre são como gostaríamos que fossem. E eu não vou ficar nessa operação por nem mais um segundo. Mesmo que isso signifique ir contra a sua vontade. — Ela continuou — A minha decisão já está tomada, não vou voltar atrás. Não se importaram em me desconsiderar na frente do meu pessoal, então não tenho que considerar o pedido de desculpas de vocês. — ela fez uma minúscula pausa de milissegundos para que ele apreciasse o sorriso de canto de boca que se formou aos lábios dela antes de pronunciar as últimas palavras — Bom, o seu pedido de desculpas. A final, foi você quem montou o operativo para que entrassem na casa da moeda. E é você quem está aqui agora me pedindo para ficar.

O humor ácido estampado no rosto de Raquel fizer aparecer uma carranca absurda em Sergio. Todavia, ele não iria deixar transparecer que ela estava conseguindo desconcertá-lo com o seu discurso. Ele então disse:

— Inspetora, escute bem. Eu não estou aqui te pedindo desculpas, ou quaisquer nomenclaturas sentimentalistas que você queira empregar a isto que estou fazendo aqui agora, vindo até você e o subinspetor. Estou aqui porque foi chamado para estar, esse é o meu trabalho. Nem muito menos vou me ajoelhar e te pedir encarecidamente que reconsideres da tua decisão. — Sergio falou calmamente como se estivesse cantarolando a mais doce das melodias para ela, e sabia muito bem que aquilo a irritava terrivelmente. E sim, ele estava certo.

— Raquel... Raquel... — Ele melodiou o nome dela nos lábios continuando a falar — não estou te entendendo, você costumava ser mais esperta nos tempos da academia. Você, como agente da lei, sabe que esse é o principal protocolo a ser executado em uma situação como essa; retirar os envolvidos do Estado do escândalo. Não te desconsiderei na frente do seu pessoal, e você sabe muito bem disso. Está saindo por vontade própria.

Com os olhos meio cerrados e uma expressão que mais dizia que a paciência de Raquel já havia atingido todo o seu limite, Raquel enfim respondeu a tudo que escutou:

— Sergio... você nunca mudou não é mesmo? Continua o mesmo de sempre; arrogante e sarcástico. Não vou discutir com você sobre algo que já está decidido. Essa operação agora está em suas mãos, eu não tenho mais nada a ver com isso. Passar bem, coronel. E tchau Angel! Boa sorte! Você vai precisar.

Raquel se retirou do local deixando um Angel com uma expressão perdida e um Sergio extremamente irritado. Ele odiava com todas as forças a postura mulher de ferro que a inspetora sempre carregara consigo. Uma armadura que era ativada sempre que ela se sentisse ameaçada. Mas o pior era que ele conhecia Raquel, conhecia melhor do que ninguém. Ela não iria voltar atrás, não assim tão fácil.

...

          A vida de Sergio Marquina não era basicamente um mar de rosas. Divorciado e morando sozinho há exatos cinco anos, o seu casamento não havia durado muitos anos. E os motivos que o levaram a separação não eram os mais justos.

          Após flagrar sua ex em seu próprio apartamento com seu colega de trabalho, ele jurou a si mesmo que nunca mais voltaria a confiar nas mulheres. E de alguma forma, ou talvez uma peça pregada pelo destino a ele como um castigo, todos os seus relacionamentos terminavam de forma trágica.

Traições, términos sem explicações ou apenas aura incompatível. Não adiantava o que ele tentasse, o amor havia se tornado algo fantasioso e dado por encerrado na vida de Sergio. A onda frequente de casos e encontros catastróficos ocasionaram um certo bloqueio e um julgamento geral as mulheres. Nenhuma era boa o suficiente e todas eram da mesma índole; sorrateiras e sem escrúpulos.

Prometeu a si mesmo que a partir da assinatura de seu divórcio, ele seria o mais egocêntrico possível em se tratando de mulheres, seus relacionamentos a partir daí, seriam rápidos e casuais, sem mais delongas. Nada de envolvimentos posteriores, números ou conversas particulares pelo celular, seria uma noite e nada mais.

E após alguns anos pondo em prática a teoria formulada, ele já havia se tornado um expert no próprio conceito: nada de sentimentalismo. E tudo estava indo muito bem desde então, as necessidades não eram deixadas e de lado e ele não poderia negar que se divertia bem mais dessa forma.

...

(Vinte e seis horas após o assalto)

          A campainha da casa de Sergio tocou incansavelmente o despertando de seus pensamentos. Ele então foi até o andar de baixo atender a porta. A figura de Andrés, seu irmão mais velho parado na porta de entrada de sua casa o fez relaxar os ombros. Ele abriu um sorriso cansado em recepção.

          — Não vai me convidar para entrar? — Questionou Andrés, com seu típico humor de sempre.

          — E por acaso eu tenho outra opção? Para de gracinha e entra logo, vai.

          Andrés adentrou a casa do irmão já buscando com os olhos o barzinho montado na grande e espaçosa sala de estar.

          — Eu posso saber o que o meu irmãozinho faz a essas horas de um sábado acordado e sóbrio? — Disse Andrés enquanto preparava um drink.

          Sergio apenas lançou um olhar revirado ao irmão e se jogou no pomposo sofá.

          — Diferentemente de você, eu tenho uma vida, uma reputação. Não posso me dar ao luxo de viver embriagado todas as noites. — Ele respirou profundamente — Se bem que- que não seria de todo uma má ideia estar bêbado essa noite, pelo menos me faria esquecer alguns problemas que tem me tirado o sono.

          Andrés se aproximou com dois copos na mão se sentando no sofá a frente de Sergio.

          — Mas o que houve com o príncipe Hamlet? Há tempos eu não te vejo assim, com essa cara de vida gasta.

          O assalto à casa da moeda já havia se tornado em poucas horas o maior acontecimento de todos os tempos. Porém Andrés continuava inserido em sua bolha particular alheio a tudo que não dissesse respeito a ele. Nada que surpreendesse a Sergio, ela sabia bem quem era seu irmão.

          — Em que mundo você vive? A casa da moeda foi assaltada você ainda quer algo maior?

          — Você está estressado por conta disso? Ah... Sergio, manda esse trabalho a merda e relaxa a cabeça, uma hora ou outro esse assalto vai acabar e todos irão voltar para suas vidas normais. E você vai acabar envelhecendo antes da hora por conta dessa preocupação toda. — Disse Andrés oferecendo um dos copos em sua mão para Sergio.

          — Eu bem que gostaria de ter toda essa despreocupação que você tem em relação a tudo que não te diz respeito. — Disse Sergio ironicamente, recebendo um dos copos e levando em direção a boca. — Mas essa não é a questão.

          — Então qual é a problema?

          Sergio pausou por um segundo pensando se seria ou não uma boa ideia contar tudo a Andrés.

          — O problema é que eu simplesmente adoraria mandar uma certa vadia que está na frente desse caso à merda. Resolveria todos os meus problemas. — Enfim disse.

          — Sergio... não me diga que ainda é a tal inspetora?

          Sergio bufou revirando os olhos.

          — A ordinária agora está a frente do caso na casa da moeda. Raquel Murillo. Ela é aquele tipinho que sempre acha que os seus direitos femininos estão sendo desrespeitados, uma grande puta todo mundo sabe. Aprontava todas na época de academia. Transou com metade da corporação e depois que se casou quis dar uma de madre Tereza sem máculas. A inteligência quer que eu resolva o caso mas essa mulher está no pé, o que me resta é supervisionar o trabalho dela.

          Após um risinho sarcástico, Andres fez a típica cara de quem está tendo uma ideia maligna. Ele se levantou do sofá e rodeou o móvel indo até o barzinho mais uma vez. Encheu o copo e suspirou alto. Olhando em direção a Sergio com um meio sorriso.

— Sergio, querido irmãozinho... Você cresceu, mas continua o mesmo Sergio nerd e sem o mínimo de sabedoria em relação ao sexo feminino. Quando é que você irá aprender que as mulheres precisam ser domadas? O problema dessa Raquel com certeza é falta de uma boa foda.

Andrés voltou até o sofá e ofereceu um copo de vodca que acabara de preparar para o irmão.

 — É falta de um homem que mostre para ela quem é que manda. — Andrés continuou — Mulheres assim, com cargos e vidas profissionais bem-sucedidas, tendem a achar que o mundo gira em torno do ovário delas; que são invencíveis uns mitos da raça. E ainda tem mais, se ela é casada; o marido certamente não a satisfaz, se é solteira então tudo está mais do que obvio; ela não transa. Então todo o estresse dos períodos menstruais está ali... cumulado... por meses e meses. Sabe o que é uma mulher com tesão acumulado? Uma bomba relógio.

Andrés bebeu o resto do líquido que ainda restava em seu copo e riu da expressão assustada do seu irmão. Sergio se surpreendia com a maneira como seu irmão conseguia ser um perfeito imbecil quando queria, mas muito mais quando ele usava o tom misógino narcisista que sempre tivera para com as mulheres. Sergio não era um perfeito Romeu, porém gostava de tratar os seus casinhos com um mínimo de respeito considerando que no dia seguinte ele nem lembraria seus nomes.

— Onde exatamente você deseja chegar com essa conversa altamente machista e insensível, eu posso saber?

Andrés gargalhou e se aproximou de Sergio.

— Não banca o idiota, você sabe a que eu estou me referindo.

Sergio sorriu desacreditado ao perceber sobre o que o irmão estava se referindo.

— Está insinuando que eu transe com a Raquel Murillo? Você bebeu alguma coisa antes de vir para cá? Sabe muito bem o quanto ela me detesta. E você sabe muito bem que eu nunca me envolveria com uma mulher da corporação.

Andrés agora está a poucos centímetros do rosto de Sergio, muito mais perto do que Sergio gostaria. Uma aproximação um tanto desconfortável e que fez muito mais efeito as palavras quase sussurradas por Andrés:

— Sergio, para e pensa, porra. Eu sei que você tem uma regra estupida de não se envolver afetivamente com nenhuma mulher nunca mais na sua vida. Mas você ainda transa com várias delas corriqueiramente, o que é saudável eu devo admitir. Mas você tem nas suas mãos a oportunidade de resolver esse assalto da maneira que você sabe que tem que ser feito. Se te chamaram para estar lá para supervisionar essa vadia então é porque confiam em você muito mais do que nela.

— Voce está delirando, Andrés isso é um delírio. — Disse Sergio, tentando acreditar nas próprias palavras.

— Você tem, escuta bem. Você tem, nas mãos, a chance de resolver esse assalto e ser reconhecido mundialmente pela porra do profissional que você sabe que é. Você só cumpre ordens de alguém que certamente transa com mais frequência que você em meses. Então a escolha é sua.

Sergio se deixou pensar em tudo que havia sido dito no minuto anterior. Todo o esforço que teve para chegar ao cargo onde estava. E mesmo assim sua vida era um incrível merda onde ele apenas cumpria ordens de outras pessoas. Talvez fosse egoísta da parte dele pensar em usar uma mulher como ponte para um salto na carreira. Mas no fundo, a simples ideia de levar para a cama não apenas qualquer mulher, mas sim Raquel Murillo. Aquilo estava chegando ao seu subconsciente como a mais sublime melodia, por mais que ele se negasse a admitir.

— Bom, mas tem um grande e vantajoso, porém. Raquel nunca, eu repito: nunca me deixaria tomar ao menos um misero café com ela. Andrés ela me odeia desde a época da academia, antes de deixar a corporação para me tornar um coronel. Quando- quando eu fiz um sex tape de nós dois transando em uma barraca de acampamento em um dos treinamentos. Eu era jovem e um completo idiota. O vídeo acabou parando nas mãos de outra pessoa na época e- bom, foi enviado para o e-mail de mais de setenta pessoas

Andrés teve que se controlar para não cuspir o líquido que acabara de ingerir no minuto anterior.

— Então isso explica muita coisa, eu diria. — Andrés conseguiu dizer entre risos. — Mas sempre tem uma maneira de se redimir. Nunca é tarde para o perdão. E se você se mostrar um novo homem, não o moleque da academia. Mas o homem que está disposta a agradá-la e ser o seu mais fiel amigo. Ela não vai resistir. Ela é uma mulher, não há nada que uma boa pitada de romantismo barato não derreta o coração de gelo dela.

— Você tem noção do grande filho da puta que é não tem?

— Meu caro príncipe Hamlet. Há dois tipos de homens nessa vida. Os que vivem pelas mulheres, e os que fazem da vida algo melhor com as mulheres. É o grande ciclo sem fim. E quando você estiver fodendo a Raquel com tanta força que ela gritar o seu nome em completo desespero, e começar a fazer exatamente tudo que você pedir, você vai me agradecer. Não precisa se envolver. Seja apenas seja o homem que a satisfaz e fim. Depois que terminar o assalto você volta para a sua vida como o herói de toda a Espanha. E a Raquel vai te agradecer pelos lindos momentos proporcionados a ela. Simples e fácil como tirar doce de uma criança.

Sergio apenas engoliu o resto do líquido no fundo do copo. Era uma ideia absurda e completamente fantasiosa. E o pior era que ele estava amando cada detalhe.  


Notas Finais


Me falem algo pelo amor de deeeeeus.


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