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História Saudações ao Amor - Capítulo 12


Escrita por:


Notas do Autor


Quem é vivo sempre aparece, não é mesmo? kkk

Espero que gostem do capítulo! 💜


Boa leitura!! 🌻💞

Capítulo 12 - Saudações a Fulga


Quinto e último dia do Diwali...

- Bom dia! – Ruby e Rebecca cumprimentam, Emma, Regina e Milah que já estavam sentadas a mesa fazendo o desjejum.

- Bom dia! – Elas respondem juntas rindo.

- Vocês que fizeram o café da manhã ou pediram na copa? – Ruby perguntou desconfiada.

- Meu marido que pediu na copa. – Milah responde. A mesa estava repleta com bolos, café, sucos, frutas e pães.

- Falando no Killian, cadê ele? – Rebecca questiona ao se servir do suco de laranja.

- Ele teve que sair. Não me disse para onde. – A indiana ergue os ombros. – Mas logo ele está se volta. – Completa.

- Ele não te diz para onde vai? E você não pergunta? – Emma olha para Milah.

- Pode parecer clichê, mas eu confio em meu marido de olhos fechados. Desde antes de nos casarmos. – Responde rindo. – Se não fosse por ele, hoje eu estaria nos Gates de Varanasi. – Ao terminar de falar, Regina acaricia as costas da cunhada.

- O que é Gates de Varanasi? – Ruby pergunta erguendo uma das sobrancelhas.

- São degraus que levam às margens do rio Ganges. Muitas pessoas que estão desabrigadas, principalmente mulheres que são expulsas de casa e não tem para onde ir, vagam por lá até encontrarem abrigo. – Regia explica.

- E por que você seria expulsa de casa? – Rebecca para de mastigar e olha atenta para Milah.

- Milah, se você não quiser falar, não precisa. – Emma fala ao perceber o desconforto da outra.

- Não tenho problema em falar, não para vocês. – Olha para as meninas. – Eu não posso ter filhos. Descobri quando fui fazer um dos muitos exames de rotina e a minha maior sorte era que minha médica não era aqui da índia, então ela não contou para os meus pais. – Diz de uma vez abaixando a cabeça envergonhada. – Quando eu soube que iria me casar, entrei em desespero. – Ergue a cabeça. – E se meu marido descobrisse, me devolvesse e dissesse o motivo? Meus pais iriam me expulsar de casa sem dó nem piedade. Então, quando meu marido aceitou se casar comigo eu tomei coragem para ir atrás dele e pedir para que ele não fizesse um escândalo.

- Quando ela tentou ligar a primeira vez, fui eu quem atendi. – Regina lembra.

- Eu estava louca em ir atrás do meu futuro marido. Mas eu tinha que fazer isso. Então, pedi para Regina deixar recado e à noite ele me ligou, falei que precisava falar urgentemente e ele aceitou. Pediu permissão aos meus pais para me levar para jantar e eles permitiram. – As meninas estavam atentas a cada palavra da indiana de modo que nem se alimentavam mais.

- Quando um noivo pede para se encontrar com sua futura esposa é sinal de que ele realmente se interessou por ela ou quer procurar defeitos para desistir do matrimônio. – Regina diz.

- No dia do jantar, meu irmão mais velho foi conosco, mas ficou sentado em outra mesa. Meu marido esperou que eu falasse e eu nem sabia por onde começar, comecei a chorar e me desesperar, eu estavam com tanto medo. – Os olhos de Milah já estavam marejados ao lembrar desse dia. – Até que tomei coragem e falei, por um momento ele não disse nada e foi aí que eu tive certeza de que minha vida tinha acabado, mas para o meu engano ele sorriu e disse que estava tudo bem, que não iria desistir do nosso casamento e que poderíamos adotar uma criança “SE EU QUISESSE”. – Ela da ênfase na última frase. – Qual homem que faria isso aqui na Índia? Ter filhos significa que as portas do Sol se abririam para meu marido e que ele seria ainda mais abençoado. Nenhum homem faria isso.

- Quando eles completaram dois anos de casados, as famílias começaram a perguntar o por que de não terem filhos e meu irmão disse que ele não era fértil e não poderia dar um filho à Milah e foi por isso que ele a convidou para jantar. – Completou Regina.

- Ninguém contestou e até pediu desculpas por ter perguntado. – Milah lembra.

- Se fosse ao contrário seria um alvoroço. – Regina nega com a cabeça.

- Bom, é por esse motivo que eu confio em meu marido, ele é um homem muito bom, digo isso pelo o que ele fez por mim e vem fazendo pela Regina e tenho certeza que se alguém precisar dele, ele não vai medir esforços para ajudar. – Milah diz orgulhosa do marido.

- Eu vou me separar da Becca e vou roubar o Killian de vocês. – Ruby diz rindo.

- Não, não. Eu fico com ele e você que lute! – Rebecca empurra de leva a namorada.

- Ele é mesmo um homem incrível, vocês e nós temos sorte! – Emma diz por fim quando a porta se abre denunciando o indiano que tinha um grande sorriso no rosto.

- Falando nele, olha ele aí! – Rebecca avisa.

- Espero que estejam falando bem de mim! Bom dia, moças! – Ele as cumprimenta beijando o topo da cabeça de Regina e de sua esposa.

- Quem veio com você? – Emma pergunta ao ver uma movimentação na varanda.

- Bom, hoje é o último dia do Diwali, um dia especial para os irmãos. – Olha para Regina que acena para o irmão. - Fui no mercado comprar um presente para a melhor irmã de todo esse mundo e pedi na recepção que preparassem uma bandeja. – Ele dá a volta na mesa, chamando-as para a varanda.

Quando chegaram no local, tinha uma mesinha de centro e sobre ela uma bandeja com um potinho de água, uma vela pequena no centro e um corante vermelho numa tigelinha, além de docinhos próximos à Regina e outros próximos à Killian. Ao lado, tinha uma caixinha de veludo que deixou Regina curiosa.

Regina olhou para o irmão e correu para o quarto, deixando todos confusos, o mais velho iria atrás, mas logo a morena apareceu escondendo algo atrás de si.

- Você me assustou! – Ele colocou a mão no peito.

- E você não me disse nada! – Regina se sentou em uma das almofadas que estavam no chão e seu irmão fez o mesmo.

- Esse ano não vai ser como os outros, com toda aquelas regras. – Killian disse rindo. – Esse ano, foi tudo improvisado, mas não muda o significado. – Ele diz olhando para a irmã. As outras meninas estavam atentas a tudo o que eles faziam.

Regina acariciou o rosto de seu e começou uma oração em hindi, as meninas não entendiam, mas ao olharem para Milah e ver ela com as mãos juntas e de cabeça baixa fizeram o mesmo. A irmã mais nova passa o dedo polegar no pó vermelho e passa de baixo para cima na testa do irmão e começou a falar:

- Se existe uma palavra que pode definir você na minha vida, essa palavra é: gratidão! Eu sou a mulher mais abençoada de todo o Rajastão por ter você como meu irmão. Você me ajuda sempre e me defende, abre meus olhos e sabe como me corrigir quando estou errada. Com você eu posso compartilhar muitas coisas, boas e ruins. Você nunca me julga, apenas me ajuda. Eu sou grata por ter você ao meu lado sempre e por ser tão bom para mim, saiba que você sempre poderá contar comigo. Eu não poderia ser mais feliz do que sou hoje, tendo você comigo. Main tumse pyaar karti hoon, bhai! – Regina termina de falar entre lágrimas, assim como todos que estavam ali.

A Khan mais nova pegou atrás de si uma sacolinha e tirou de dentro uma pulseira vermelha e dourada com um pingente dourado no meio. Killian ergueu o braço direito onde tinha mais duas pulseiras diferentes, mas feitas por Regina que amarrou a nova em seu braço e retirou a velha.

- Você sempre me faz chorar quando fala essas coisas, didi. – O indiano limpa as lágrimas. - Mas sou eu que tenho a sorte de ter você como a minha irmã mais nova, eu sou o homem mais abençoado desse mundo! – Ele pega um doce na bandeja e leva até a boca da irmã. – Eu sempre estarei com você, afinal, você é a minha caçula. – Diz enquanto Regina mastiga o doce. – E tudo o que quero é te proteger, não quero ninguém lhe causando mal algum e quero que você saiba que além de seu irmão mais velho eu sou também o seu amigo. – Regina acena com a cabeça. - Didi, em qualquer momento da sua vida, conte comigo. O meu instinto de irmão mais velhos sempre vai querer te ajudar e proteger e eu não vou medir esforços para isso. Main tumse pyaar marta hoon, didi! – Ele termina dobrando as mãos sobre a face de Regina as tocando na sua em seguida. – Como foi tudo muito rápido, eu comprei essa joia para você, nada mais é valioso que você, mas... – Ele abre a caixinha onde tinha uma pulseira de ouro com algumas pedrinhas de diamantes. – Foi a mais linda que encontrei. – Regina estendeu o braço direito para o irmão colocar a pulseira e um beijo logo em seguida. – Eu estarei sempre com você! - Conclui fazendo Regina sair de seu lugar e o abraçar.

- Meu Deus, vocês são tão lindos! – Rebecca que observava tudo com as outras se joga sobre eles os abraçando, Ruby e Emma fizeram o mesmo.

- Eu quero vocês como meus filhos. – Ruby disse em meio as lágrimas, arrancando o riso dos outros.

- E para onde vamos hoje? – Emma que tinha acabado de almoçar juntamente com os outros questiona.

- Eu vou levá-las ao palácio da Cidade e depois vamos ao Hawa Mahal, o palácio dos ventos. – Killian a responde.

- Então, vamos agora ou mais tarde? – Ruby que estava sentada no colo de Rebecca pergunta.

- Vamos no melhor horário para vocês. – O indiano responde.

- Toda hora é hora, meu amor! – Rebecca diz tirando Ruby de seu colo. – Vamos nos arrumar!

E assim eles fizeram, Emma se arrumou no quarto com as amigas deixando Regina no quarto com mais privacidade. Todos se encontraram na sala já prontos. As amigas vestiam calças e blusas de manga longa, já os indianos, vestiam suas roupas típicas, Milah optou por um sari azul-marinho, Regina um Kurta lilás e Killian uma calça jeans com uma camisa social.

Após pegaram o necessário eles partiram para o passeio no carro de Killian. As mulheres conversaram alegremente fazendo um cronograma de onde iriam durante a semana.

- Para sábado e domingo não marquem nada, vamos fazer um passeio! – Killian avisa.

- Para onde vamos? – Emma o olha.

- Surpresa! – O indiano pisca para a loira.

- Só não vou insistir por que confio em você. – Ruby diz voltando a atenção para as outras.

Todas voltaram a atenção para a rua quando Killian parou o carro. As brasileiras logo saíram e se depararam com o grande Palácio dos ventos. Um muro alto construído para que as mulheres da família real pudessem observar os festivais de rua sem serem vistas. Feito de arenito vermelho e rosa, o palácio fica perto do palácio da cidade, onde eles irão em seguida.

- Caralho, que lindo! – Ruby expressa sua reação ao olhar.

- Temos que tirar uma foto, vem! – Rebecca chama-os, enquanto Killian pedia para alguém bater a foto deles. E como é de se esperar a foto saiu mais linda com todos sorrindo alegremente.

Após comprarem as entradas, um guia os acompanhou por todo o local. O monumento consiste em uma série de pequenos quadros que enfatizam suas 953 janelas. O palácio em forma de pirâmide possui cinco andares e tem 15 metros de altura. Os primeiros três andares da estrutura tem o tamanho de uma grande sala e apenas o primeiro e segundo andar possuem pátios em frente a entrada.

O guia explicava cada detalhe para eles, deixando as brasileiras ainda mais impressionadas com o lugar, enquanto tiravam fotos de tudo. Ruby fotografou o momento exato em que Regina imitava uma das grandes fotografias que tinha na parede e Emma a admirava rindo.

O passeio durou menos de três horas, o suficiente para as meninas já estarem cansadas e famintas. Sendo assim, após saírem do palácio, cheias de fotos e vídeos, Killian as levou para uma lanchonete que ficava em frente ao monumento. Ele pediu uma pizza com sabores escolhidos por cada uma e logo eles se puseram a comer com vontade. Após descansarem eles rumaram para o Palácio da Cidade, que não ficava muito longe, mas pelo horário logo, logo iria fechar.

O Palácio da Cidade, assim como o Palácio dos ventos era simplesmente enorme e majestoso. Com sua fachada vermelha e amarela, além de belos gramados, abre caminho para salas de jantar ornamentadas, paredes pintadas com pó de ouro, esculturas e um museu dedicado a coleção da família e carpetes costurados à mão. Assim como no Palácio anterior, esse também rendeu muitas fotos e vídeos das meninas.

- Olha só o tamanho desse pátio! – Emma observava o local bastante amplo. – Dá para brincar de Pique-Pega! – Ela diz simples até que Ruby sorri de canto.

- E por que não? – Ela vai até Rebecca que conversava com Milah, tocando em seu ombro. – Tá com você, amor! – E sai correndo.

- O que? Pique-Pega, Ruby? – Ela pergunta alto ao ver a morena correndo sem nenhum vergonha.

- A Emma que deu a ideia. – Regina entrega rindo.

- Eu? Eu só dei uma sugestão! – Emma se defende.

- Então, tá! – Becca se aproxima da amiga como se não fosse brincar. – Tá com você patinho!

- Assim não vale! – Emma tenta pegar Regina que, assim como as outras, saiu correndo de perto dela. O lugar tinha bastante espaço para que elas corressem e assim fizeram. Killian e Milah apenas observava até que Regina se aproximou deles, especificamente de Killian, fingindo dor.

- Didi, você está bem? O que você está sentindo? – Segura na irmã que toca em seu braço.

- Agora esta com você, bhai! – E corre para longe do irmão que estava no mesmo lugar indignado.

- Sua traíra! – Corre para tentar pegar a irmã, mas a outra corria ainda mais rápido, eles brincaram até Ruby esbarrar em um dos monumentos, fazendo-o cair no chão. Os Killian e Emma levaram as mãos à boca, pois sabiam que aquilo iria dar problema. Regina e Rebecca se se aproximaram de Milah e ficaram quietas.

Logo, alguns seguranças apareceram gritando e falando coisas que Ruby não entedia, Killian e Emma se aproximaram para tentar resolver e inventar alguma coisa, mas de nada adiantou. A estátua estava quebrada e alguém tinha que arcar com o prejuízo.

- Killian, não podemos pagar? – Emma, questionou ao ver que o segurança estava chamando a polícia.

- Não, mas eu tenho um plano. – O indiano com um gesto com a cabeça chamou Regina que logo veio. – Didi, você ainda sabe a saída que dá para o pátio do palácio dos ventos? – Regina segura o riso e acena com a cabeça. – Ótimo! Leve Rebecca e Milah para lá e me esperem dentro do carro. A Rebecca sabe dirigir? – Pergunta a Emma que estava olhando para eles besta. – Emma? – A chama.

- Sim, ela sabe. – Responde ainda viajando.

- Ótimo, dê a chaves a ela, e peça para ela deixar o carro ligado.

- Mas e vocês? – A Indiana pergunta preocupada.

- Só faça o que te pedi, Tick? – Regina afirma. – Tchalo, vá!

- Killian, o que vamos fazer? – Ruby questiona. O indiano olha para onde sua irmã e esposa estavam e responde. – Vamos sair de fininho, ele vai começar a gritar e nessa hora vamos correr muito. Já dei as coordenadas para Regina. Estão prontas? – Após o aceno positivo das mulheres eles começaram a andar em direção a saída oposta.

Logo eles ouvem o segurança gritar e pedir para que parassem de andar, mas não o fizeram continuaram a andar e quando ouviram o barulho do apito Killian correu fazendo as meninas correrem atrás dele.

- Não parem! – Ele fala alto correndo. As pessoas que observavam não sabiam o motivo, mas também não fizeram nada.

O Palácio dos Ventos estava mais movimentado pelo fluxo de pessoas saindo do local. Killian reduziu o andar e as meninas fizeram o mesmo. Quando conseguiram sair, ele avistou o carro e foram depressa para lá.

- Mete o pé nesse acelerador, pelo amor de Deus! – Emma disse assim que entrou no banco de trás com Killian e Ruby e assim Rebecca fez. Todos estavam nervosos e com medo de algum policial ainda estar atrás deles. Rebecca tinha a direção rápida e conseguia desviar, mesmo com o trânsito louco do local.

Os segundos passaram e uma gargalhada preencheu o local, Regina que ria pelo acontecido, contagiando todos dentro do automóvel que riam e batiam palmas.

- Que adrenalina! – A khan mais nova falou ainda rindo.

- Que os deuses não me façam queimar no fogo do inferno por isso! – Killian fecha os olhos como suplica.

- Não se preocupe, se você for todas nós vamos! – Emma respondeu rindo ainda mais.

Assim que deixaram o carro no estacionamento eles passaram pela recepção e receberam um folheto, mas não ligaram até chegarem ao apartamento que dividiam.

- Olha, hoje vai ter balada! – Rebecca diz entusiasmada. – Vai ser no salão de festas. Vamos? – Pergunta para todos.

- Eu estou dentro, com certeza! – Ruby respondeu após se jogar no sofá.

- Você que ir? – Killian perguntas Milah que nega com a cabeça.

- Emma, Regina? – Ruby pergunta. – Vamos, né? – Ela se levanta.

- Eu posso ir, bhai? – Ela olha para o irmão.

- Você está responsável por você, didi. Se você quiser ir, vá! – Killian lhe sorri.

- Eu só vou se a Regina for. – Emma fala.

- Se for assim eu também só vou se a Regina for! – Becca diz rindo.

- Eu vou! – A Indiana responde tímida.

- É assim que se fala, Khan! – Ruby a braça. – Você vai gostar.

- Vai mesmo, mas a festa começa às 21hrs. Dá tempo de tomarmos um banho e descansamos. – Emma diz após olhar no folheto.

- Vamos tomar banho e descansar então. Antes de ir comemos alguma coisa. – Becca diz. – Vejo vocês às 19hrs!

- 19hrs? – Regina pergunta confusa.

- Sim, coisa linda. Para nos arrumarmos. – Emma a responde.

De banho tomado cada um deitou em sua cama para descansar, estavam exaustos dos passeios e principalmente da fuga.

Milah e Killian foram os primeiros a acordar e, assim como fizeram no café da manhã, pediram para que trouxessem o jantar no quarto. Já estava perto das sete horas e as meninas iriam acordar. Quando o casal terminou de arrumar a mesa do jantar, as meninas acordaram. Todas com o rosto amassado de sono, elas sentaram à mesa e se puseram a comer, sabiam que a noite seria longa , então tinham que estar muito dispostas. Regina ainda estava receosa com a ida para a balada, mas ao mesmo tempo estava eufórica também e louca para curtir uma noite diferente.

As meninas tiveram um jantar e tanto antes de irem tomar banho. Como previsto, o relógio marcava sete e meia e elas teriam tempo suficiente para se arrumarem. Emma foi para o quarto das amigas, deixando Regina no outro quarto para que ela não ficasse acanhada. A loira optou por usar um shortinho preto com lantejoulas, uma blusa regata branca que mostrava seu sutiã preto e por cima um blazer vermelho, nos pés salto na cor preta. Ruby escolheu um cropped bege com uma calça pantalona vermelha deixando a mostra sua barriga e nos pés uma rasteirinha. Rebecca, por sua vez, vestiu uma calça de couro preta com uma blusinha regata na mesma cor e nos pés uma rasteirinha. As três fizeram suas maquiagens, deixando seus rostos ainda mais destacados, seja com os tons fortes ou fracos.

- Tenho que admitir, nós somos três gostosas do caralho! Eu pegava vocês. – Rebecca elogia.

- Se isso for proposta para um ménage, eu estou dentro! – Ruby alisa o corpo de Emma.

- Deus me defenda de vocês! – A loira se desvencilha da amiga rindo. – Será que a Regina está pronta?

- Deve estar, vamos lá! – Elas recolhem suas coisas e saem do quarto, na sala estavam Killian e Milah.

- E aí, Kill! Como estamos? – Ruby dá uma rodadinha fazendo o casal rir.

- Vocês estão lindas, moças! – Ele responde sincero.

- A Regina ainda está se arrumando? – Emma questiona.

- Sim, ela está. – Milah responde. – Acho melhor vocês irem lá!

- Ué, por que? – Rebecca toma a frente sem esperar resposta indo em direção ao quarto de Regina e Emma. – Rê, está tudo bem aí? – A ruiva pergunta batendo na porta.

- Acho melhor eu ficar aqui mesmo, meninas. Vocês podem ir! – Ela responde do outro lado.

- Nada disso, porque você não vai mais? – Runy perguntou.

- Eu não estou me sentindo muito bem, me desculpem! – Regina diz.

- Ela está mentindo. – Killian diz atraindo a atenção das meninas. – Olha, didi não é como vocês. Dakho! Vejam como vocês estão vestidas, Regina perto de vocês vai se achar um nada. Antes de vocês saírem do quarto ela apareceu aqui vestida tipicamente. Não tem essas roupas, ela nunca nem saiu para uma festa sozinha. – Ele explica.

- Vamos dar um jeito nisso agora! – Emma diz. – Regina não é menos que nós, só temos costumes diferentes, mas isso não a torna inferior a nós.

- A Emma tem razão. Vamos invadir aquele quarto e arrumar a Regina. – Ruby diz.

- Arrumar ela de modo que ela se sinta bem e confortável. – Emma a adverte. A loira toma a frente e bate na porta antes de entrar no quarto. Regina estava sentada na beira da cama com a cabeça baixa e um bico.

- Olha o biquinho dela, gente! – Emma faz uma vozinha fazendo as outras rirem e chamando aa atenção da morena que ergue a cabeça.

- Vocês estão lindas! – Regina as admira.

- Obrigada, agora só falta você ficar ainda mais linda. – Emma se senta a frente dela.

- Meninas, eu não tenho essas roupas e vocês vão passar vergonha andando comigo. – Ela suspira frustrada.

- Bate nessa sua boca antes que eu bata! – Rebecca olha para ela. – Você não vai nos fazer passar vergonha e se for falta de roupa para ir, nós temos várias e podemos te emprestar é só você escolher. – A ruiva sugere.

- Mas vocês não acham feio eu usar uma roupa de vocês?

- Feio é deixar você aqui, triste e se achando feia. – Emma se levanta pegando sua mão. – Vamos no quarto delas que lá temos mais opções de roupas.

Elas saíram do quarto com Regina e foram para o quarto de Ruby e Rebecca. O casal retirou várias roupas e saltos deixando tudo à vista da indiana para que ela escolhesse.

- Shortinhos não. – Regina os tira de perto. – Essas saias também não. – Ela tira de perto.

- Vestidos? – Rebecca ergue uma mas a mesma descarta. – Não, muito vulgar. – Ela joga pra longe rindo.

- Olha essa calça! – Regina ergue uma calça pantalona branca.

- Essa calça é conjunto com esse cropped, Rê. – Ruby mostra a blusinha. – Quer experimentar?

- Quero! – Ela sorri pegando o cropped e a calça indo em direção ao banheiro.

- Morreu aí dentro? – Emma fala alto pela demora da outra.

- Estou com dificuldade com o cropped. – Regina avisa.

- Abre a porta que eu te ajudo. – Emma pede e assim Regina faz. A morena estava de costas para Emma, mas as duas se olhavam pelo espelho. – Licença! – Emma pede antes de tocar na mulher a sua frente.

- E aí, como ficou? – Ruby pergunta após Emma se afastar de Regina. A indiana ficou de frente para elas deixando as meninas admiradas.

- Você é linda! – Rebecca disse se aproximando. O cropped tinha a mesma cor da calça, ambos brancos a diferença era que a parte de cima tinha vários brilhos na cor prata, dando todo um destaque.

- Acho que vou trocar a Rebecca por você. – Ruby diz rindo.

- Não, não! Não quero acabar com relacionamento de ninguém. – Regina ri tímida. – Mas está bom mesmo? - Pergunta insegura.

- A grande prova de que você está linda é a Emma ainda estar te admirando.

- O quê? Nada disso! – Emma desperta.

- Então quer dizer que estou feia?

- Claro que não, Regina! Você está muito linda mesmo! – A loira responde se recuperando.

- Agora vamos só fazer uma make leve nesse seu rostinho e você estará pronta. – Ruby sentou Regina em frente ao espelho e começou a maquiá-la. Rebecca e Emma apenas observava Regina dizendo como queria já que ela já sabia se maquiar.

- Uau! – Foi o que Killian conseguiu dizer ao ver sua irmã.

- Pode dizer, ela está linda, não é? – Rebcca diz batendo palmas.

- Sim, está mais linda que a própria deusa Lakshmi.

- Bhai, não é para tanto! – Diz acanhada.

- Só estamos falando a verdade, Regina. – Milah diz. – Você está mesmo muito linda.

- Shukriya! – Agradece tímida.

- Okay, okay! A sessão de elogios está boa, mas temos que ir. – Ruby avisa. – Antes, temos que registrar esse momento. – Ela fala e pega o celular. - Olha a selfie! – Avisa fazendo as meninas sorrirem para a câmera. – Só tem mulherão nessa foto!

- Pegava todas né, Emma? – Rebecca provoca fazendo Emma negar com a cabeça.

- Vamos logo! – Elas se despedem do casal e saem.

- Disseram que tem um carro para levar quem vai para a festa. – Ruby disse já dentro do elevador.

- Que bom! Minhas pernas precisam de descanso agora, pois vou gastá-las dançando muito. – Rebecca abraça a namorada.

- Vamos dançar muito meu amor. – morena responde dando um selinho na namorada.

- Vocês não estão sozinhas aqui, hein! – Emma adverte.

- Até parece que a Regina não sabe o que é um selinho. – Rebecca Revira os olhos.

- Se não sabe, vai saber agora. – Ruby se afasta da namorada e vai até Regina que se esconde atrás de Emma rindo.

- Vocês são doidas mesmo! – A indiana fala abraçada a Emma. A porta do elevador se abriu e as quatro mulheres saíram dele. Ruby segurava a mão de Rebecca e Emma andava lado a lado com Regina. Uma van esperava por elas e assim que entraram, eles deram partida. Dentro do automóvel havia mais algumas pessoas também entusiasmadas com a festa.

O caminho até o salão onde a festa iria acontecer não era longe e o barulho da música já podia ser ouvida de onde estavam.

- Eu só saio dessa festa carregada. – Ruby disse assim que saíram do carro.

- Becca, prepara os braços! – Regina diz rindo enquanto esperava na fila.

- Eu não, você vai ficar aí! – Diz brincando, mas acaba levando um tapa na namorada.

- Você não é louca!

- Paga pra ver, senhorita Luccas!

Elas entraram na festa que estava mais agitada do que elas imaginavam. O salão estava colorido pelo efeito das luzes. O bar era enorme e tinha muitoa homens atendendo o pessoal.

- Que a festa comece! – Ruby fala e some dentre as pessoas voltando logo depois com um garçom com bandeja com alguma bebida de cor roxa. Ela pegou os copinhos e entregou para as amigas que esperaram por ela.

- Regina, se você não quiser, não beba. – Emma avisa. – Mas se quiser também eu estou aqui.

- Você não vai me deixar sozinha se eu ficar bêbada com isso?

- Jamais!

- Então, eu vou tomar!

- Gosto assim! – Rebecca ergue o copinho. - À nossa primeira balada! – Elas brindam virando de uma vez o líquido que desceu queimando a garganta delas.

- Isso aqui é forte pra cacete! – Ruby fala.

- Eu gostei! – Regina disse rindo deixando as meninas surpresas.

- Se a Regina disse que gostou, quem somos nós para dizer que era ruim? Desce outra! – Rebecca as puxou para o bar.

Por mais que tivesse gostado da primeira bebida, Regina tinha consciência que de não aguentava beber como as outras, então preferiu se limitar apenas nas margaritas sem álcool que Emma pediu para ela.

- Vamos dançar! – Rebecca puxou a namorada quando ouviu qualquer música eletrônica tocando.

- Elas já estão bêbadas?

- Não. Ainda não! – Emma se levanta e estende a mão para Regina. – Vamos dançar também! – E sem hesitar Regina a seguiu.

A música que tocava era alegre, o pessoal pulava e dançava, cada um do seu jeito. Regina mesmo tímida começou a dançar junto com Emma.

- Você está gostando? – Emma falava alto para que ela pudesse ouvir.

- Estou! – A indiana respondeu rindo.

- Vira, vira, vira! – Ruby apareceu com uma garrafa de tequila virando na boca de Emma e em seguida na de Regina que sentiu o efeito da bebida na hora.

- Essa é pior que a outra. – Ela disse em meio a careta.

- Emma descobri um jeito de ganhar dinheiro aqui, vem! – Ela puxa Emma e segura Regina.

Em outro canto do salão algumas pessoas dançavam em cima de uma mesa enquanto os que assistiam jogavam dinheiro. Depois que a mulher que estava dançando desceu, Ruby subiu na mesa arrancando gritos dos outros inclusive de suas amigas e namorada. A morena dançava e rebolava no ritmo da música até que Emma e Rebecca também subiram na mesa e o público foi ao delírio.

Regina estava começando a sentir o efeito da tequila e no chão mesmo começou a dançar com a garrafa que Rebecca tinha lhe entregado e sem perceber se afastou de onde as meninas estavam dançando.

- Quer dividir essa tequila comigo, linda? – Regina ouve uma voz desconhecida atrás de si virando de uma vez. Dois caras a comiam com os olhos. – Podemos te oferecer outras bebidas também.

- Nahin! Eu estou acompanhada. – Regina responde nervosa.

- Acompanhada de quem? Não estou vendo ninguém aqui. – O outro se aproxima tocando em seus braços.

- Min... minhas amigas, estão ali. – Aponta. – Eu tenho que voltar pra lá, com licença! – Ela tenta se afastar, mas é impedida.

- Qual é princesa?! Vamos nos divertir!

- Eu não quero! – Ela tenta mais uma vez escapar, mas não consegue.

- Só vamos nos divertir! – O outro disse.

- Qual parte do “EU NÃO QUERO” que vocês não entenderam? – A voz de Emma preenche os ouvidos de Regina que respira aliviada.

- Quem você pensa que é loirinha? – Um dos caras questiona.

- Testa minha paciência para você ver quem eu sou, babaca! – Emma estende a mão para Regina. – Vem, Rê! – Ela pega a mão de Emma e sai dali deixando os dois para trás.

- O-obrigada, Emma! – Regina agradece ainda nervosa.

- Por que se afastou? Eu procurei você e fiquei desesperada quando não te encontrei. – Ela deu meio sorriso.

- Eu estava dançando e me afastei sem perceber. Desculpa!

- Tudo bem, já passou! – Emma pega a garrafa de tequila de suas mãos.

- Graças a Deus! – Ruby apareceu tropeçando. – Você está bem? – Analisa Regina.

- Onde você estava? – Rebecca pergunta ao ver que Regina estava assustada.

- Ela se afastou sem querer e uns babacas estavam em cima dela quando eu encontrei.

- O QUE? – Ruby grita assuntando as outras. – Me mostra quem foi que eu vou enfiar essa garrafa no cu dele!

- Para com isso, eu já resolvi! – Emma pega a garrafa da mão da amiga. – Você quer continuar aqui? – Regina nega com a cabeça. – Vamos para casa!

- Eu vou sozinha, Emma. Não quero acabar com a festa de vocês.

- Nada disso! Se uma vai embora, todas vão! – Rebecca abraça Regina de lado.

- Só peço que não contem nada ao meu irmão. Se ele souber vai ficar furioso e vai colocar esse lugar abaixo. – Ela pede.

- Não vamos contar. – Emma a responde.

- Eu vou pegar umas bebidas para a gente ir tomando no caminho, já que vamos a pé. – Rebcca avisa.

E assim fizeram, as três foram caminhando, rindo e bebendo. Regina já tinha se recuperado do susto e já ria e bebia um pouco com as meninas. Quando chegaram no hotel elas foram para piscina e se deitaram sobre as espreguiçadeiras, Regina estava deitada ao lado de Rebecca bebendo, enquanto Ruby estava jogada em cima de Emma.

- A Regina já está grogue. – Rebecca pegou a garrafa da mão dela.

- É melhor subirmos! – Emma se levanta e com cuidado retira Ruby de cima de si.

- Não tem uma vez nessa vida em que eu bebi pra cair, já a Ruby... – A ruiva olha para namorada largada na cadeira.

- Eu quero ver o que falaremos se o Killian estiver acordado e vir a Regina assim. – Emma a pega no colo.

- “Sabe Kill, ela confundiu tequila com água.” – Rebecca responde arrancando uma gargalhada da amiga enquanto tentava equilibrar a namorada.

- Vamos levar essas moças para casa. – Emma começa a andar até o elevador. 

   - E que nenhuma delas vomite, amém!


Notas Finais


E ai, me contem o que acharam do capítulo????

Nos encontramos nos comentários! ✊🌻

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Até a próxima!! 💜


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