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História Savage (MadaHina) - Capítulo 7


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Notas do Autor


Desfrutem <3

Capítulo 7 - Almas gêmeas


A muito tempo atrás, os Uchihas e Hyuugas, viviam em harmonia, até que o pior aconteceu...

Alguns Uchihas conspiraram contra a sua própria liderança, por estarem aliados aos Hyuugas.

Se eram tão puros, porque não viviam sozinhos?!–, era o que alguns diziam.

O ódio cresceu com a profecia que fora ouvida pelos quatro ventos.

"Uma criança com olhos de lua nasceria para espalhar bondade, uma aliança seria feita por que a escuridão que jaz nela adormecida, acordaria com tamanha intensidade que seria capaz de 'dizimar' o mais vil do homens."

Eles diziam dizimar, porém a palavra correta era redenção, a criança apenas levaria redenção as trevas.

O ódio cresceu, aqueles nascidos do próprio sangue, se rebelaram contra a aliança, levando morte a um ente querido e isso se repetiu por gerações. No entanto, chegará ao fim.

Ela abriu os olhos, colocou a mão no rosto e percebeu que aquele corpo não era o dela, ela estava em um jardim e pelo que parecia, numa época bem remota a sua, ela se aproximou de uma fonte e mirou seu flexo na água, e se sobressaltou levemente, ao constatar que aquela deveria ser sua encarnação passada –ou algo do tipo–, porque as suas feições ali naquele corpo, eram deveras semelhantes às suas.

Os olhos de lua, os cabelos índigo.

– Hime –, Uma voz grave e rouca soou.

Ela se virou e se assustou, ele estava ali, imponente mas tão... Calmo.

Ela quase caiu na fonte quando ele chegou mais perto, mas fora segurada por ele.

– Está tudo bem? –, ele tinha os olhos negros sobre ela, e era perceptível a preocupação e... O amor.

– Eu n-não... –, sua voz soou suave.

– Você precisa descansar, a gestação está lhe consumindo muito –, ele disse a pegando no colo.

– G-Gestação ?!–, só agora se deu conta da protuberância em seu ventre.

– É, acho que você realmente precisa des... –, ele disse sorrindo levemente para ela, quando um estrondo fora ouvido. – Fique aqui e me espere –, ele disse alarmado.

– M-Mas....–, ela balbuciou e ele tomou seu lábios com carinho em um beijo rápido.

– Eu te amo! –, ele disse acariciando seu rosto, e saiu sem espear que ela se pronunciasse.

Não se assuste, você apenas está temporariamente neste corpo, para que possa sentir e você própria ditará o que sua ancestral fez –, a voz ecoou em sua cabeça.

A mão dela, ainda estava atravessada no peito do homem, e mesmo paralisado, ele continuava imponente.

A aura negra que emanava dos dois era majestosa e arrepiante, e poderia ser sentida a uma distância absurda.

A frente do castelo – poucos mais que alguns quilómetros–, encontrava-se devastada – como se um tornado houvesse pasado pela terra e deixado rastros de destruição –.

O cubo de energia feito pra proteger aqueles mais indefesos da ruína de ambos, continuava intacto.

– O-O quê?! –, disse Fugaku se aproximando da barreira de energia.

– Ojisan?! O que ela fez com ele?! –, o mais novo perguntava analisando a situação.

– Ela está mergulhada no subconsciente dele –, disse Shisui se aproximando.

– O que você quer dizer com isso? –, Fugaku perguntou perplexo, como aquela mulher de corpo frágil e pequeno, tinha poder para criar uma esfera da verdade, ele ousou perguntar mesmo já deduzindo a resposta para a própria pergunta.

– Como Madara pôde sair e deixar sua querida e bela esposa desprotegida? –, disse um homem de olhos negros, adentrando o jardim.

– Não se atreva –, ela disse altiva, e se colocou em posição de luta.

– Eu realmente não quero machucar uma mulher –, disse outro homem se aproximando.

– O que vocês querem? Porque não estão junto com Madara? –, ela disse temendo o pior, sabia que aqueles também eram Uchihas.

– Aquilo?! Foi só uma distração –, ele disse se colocando em posição de luta e retirando uma kunai da pequena bolsa que estava presa em sua perna.

Ela ativou sua linhagem e então eles se aproximaram, ela percebia que estava mais lenta que o normal, foi então que a voz do homem lhe chamou atenção.

– Acho melhor não se esforçar muito –, ele disse com um sorriso de escárnio.

– Ou esse bebê sofrerá, acho que ele está ti deixando lerda –, ele riu com desdém lançando uma shuriken na direção dela.

Ela poderia até estar mais lenta, mas ainda assim, conseguia se defender, eles estavam dentro do campo de visão dela, e ela sentiu uma tontura, não sabia mas, quando se está grávida, ela teria que controlar seu chakra, –com o bebê em seu ventre–, pois o chakra fica um tanto estável.

Ela conseguiu nocautear um deles, e se sentiu aliviada, mas então a voz dele lhe fez ficar dispersa por míseros segundos,

Foram apenas meros segundos,

Ela sentiu a kunai atravessar seu corpo.

Hinata –, ele gritou possesso.

Ela fechou os olhos com força, então sentiu uma energia fluir por seu corpo com uma força surpreendente, o homem ainda continuava a forçar a kunai contra seu corpo, ela segurou a mão dele e quebrou seus ossos, ele urrou caindo ao chão.

Ela não conseguiu se manter em pé, e quando estava pra sentir o chão, os braços dele a amparam.

Ela fechou os olhos e foi como se tudo que ela –ali naquele lugar–, estivesse vivido com ele, passassem como um filme.

O amor deles, o fruto que agora se esvaía, por uma rixa idiota.

Ela colocou uma mão no rosto dele, e sorriu fraco ao ver as lágrimas densas que molhavam o rosto daquele homem, outrora tão frio.

– Eu te encontrarei outra vez, não chore e por favor não se esqueça de mim –, ela disse aquelas palavras e sentiu a sua vida se esvaindo daquele corpo.

Onde eu estou?–, ele olhava o vazio e gritava.

"Madara você é um homem, não haja como um frangote, eu não tenho filho fraco entendeu?!"

"Madara postura, ataque com mais força...–Otou-san eu não quero te machucar–"

"Tente"

"Você foi fraco, ela morreu por sua causa "

A voz dele –Seu pai – ecoou pelo lugar, acompanhada de um eco.

Pare –, ele gritou.

Está tudo bem? Não tenha medo... Eu sou Madara, qual é o seu nome?

Aquela voz...

Era ele mesmo quando criança

Ele seguiu a voz e ele está ali com sua mãe e uma menina... De olhos perolados.

Vamos querida, fale com ele! –, disse a mulher, ao lado da menina de forma gentil.

O-Ohayo, E-Eu me chamo Hinata –, a menina disse e o rubor era notório na face da pequena.

– Hinata ?! –, ele disse em um sussurro.

Olá querido –, ela disse se aproximando.

Em um momento, as crianças não estavam mais lá e quando se virou ela, era quem o chamava.

Era ela, mais porque?

Ele notou a protuberância em seu ventre e ela estava tão radiante.

Eu só quero que segure na minha mão... Pode fazer isso? –, ela pediu de forma calma, estendendo a mão para ele.

E ele enlaçou seus dedos entres os dela de forma suave, sentindo a maciez da pele dela, a mão dela era tão pequena – comparada a dele–.

Seu coração se aqueceu e ele percebeu que a conhecia a muitas vidas e em todas, eles estavam tão próximos, mas a cada encarnação ele se distanciava mais e mais, e não se lembrava mais dela.

Eu te encontrarei outra vez, não chore e por favor não se esqueça de mim –, a voz dela ecoou pelos seus ouvidos e ela desapareceu.

Um feixe de luz cresceu e atravessou os céus ao emanar do copo de Hinata e Madara. E uma explosão de energia branca se fez.

A lua antes sangrenta, agora brilhava reluzindo seu tom prateado por toda a floresta, a natureza outrora furiosa, se acalmou e o céu outrora escuro se dissipou, esbanjando as poucas estrelas que prestigiavam a majestade da lua.

A quanto tempo anciamos por esse encontro, a mais tempo que se possa contar.

Madara sempre voltava diferente, mais negro, mais sombrio, o ódio continuava com ele a cada reencarnação, e o levava ao desencontro certo. Algo cresceu dentro dele, e não foi o desejo da sua busca por ela, mas o ódio por aqueles que o fizeram sofrer com todas a palavras.

No entanto, essa luta por poder, por território, por autoridade, chegaria ao fim.




Notas Finais


Até o próximo <33


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