História Save Me - Jikook (Edição 2) - Capítulo 3


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Beyond The Scene, Bottom! Jungkook, Jikook, Jimin Ativo, Jungkook Passivo, Kookmin, Lemon, Romance, Smut, Taeseok, Top! Jimin, Vhope, Yaoi
Visualizações 184
Palavras 1.218
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, LGBT, Luta, Mistério, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Cross-dresser, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


I'm back, bitches! <3
Aqui está mais um capítulo cheio de drama para alimentar o coração masoquista de vocês. Kkkkkk Estou brincando... Ou será que não?
Descubram por si mesmos!
Boa leitura :) Amo vocês.

Capítulo 3 - Bonnie!


(JUNGKOOK)

Ao contrário de minhas prévias expectativas, Bonnie não estava bem. Minhas esperanças foram esmagadas como uma uva ao ver que não era somente apetite que lhe faltava, seus níveis de energia estavam tão baixos que não encontrava forças para latir. Por consequência, retornar a Guryong durante a tarde já não era mais uma opção, pois a caminhada seria demasiadamente longa e Bonnie não teria condições de fazer tamanho esforço físico. Foi assim que acabamos "acampando" na rua por mais uma noite.

Dormimos exatamente no mesmo lugar que da última vez, parecia uma boa ideia desde que o local não encontrava-se tão próximo ao movimento da cidade e era um tanto quanto escondido, portanto dava-me maior sensação de segurança. Algum momento, enquanto minha mente vagava submersa em meus recorrentes pesadelos, uma voz familiar despertou-me para o dia ensolarado que chegava com aquela manhã.  

Woah. Déjà vu.

­— Você aqui de novo, garoto? ­ ­— falou o homem bonito, pouco fazendo para esconder o estresse contido em suas palavras ­— Devo não ter sido claro o suficiente ontem.

Pisquei algumas vezes, encarando confuso a face angelical alheia ­— que devolvia-me o olhar com desaprovação ­— e não disse nada ao homem, este claramente incomodado com a minha falta de reação. Sinto muito, mas eu estava ocupado demais tentando botar meus neurônios para funcionar. As sinapses no meu cérebro não estavam ocorrendo da maneira que certamente deveriam, confusão provavelmente causada pelo meu estado de surpresa combinado com uma leve desorientação pós sono.

­— Hum…

­O homem suspirou, olhos mirados no céu como se pedisse ajuda aos deuses, quando suas orbes escuras  para mim novamente, engoli em seco. Aquele ser humano estava ­— sem dúvida alguma ­— mais bonito que da primeira vez que o vi.

Natureza... por que tão injusta?

­— Acorda. ­— estalou os dedos de repente, alertando-me com sucesso  ­— Aigoo. Quantos anos você tem?

A pergunta foi retórica e mesmo um pouco ofensiva, contudo, o homem de cabelos negros demonstrou-se genuinamente preocupado ao estender sua mão para mim. Com timidez, aceitei seu apoio e pus-me de pé. Bonnie e Clyde permaneciam completamente adormecidos no chão ao meu lado, sono pesado como o de costume.

­— Desculpe. ­

­— Pedir desculpas não faz a menor diferença se amanhã, nesse mesmo horário e nesse mesmo lugar, eu encontrar você dormindo nesse mesmo chão de novo. ­

­Ele tinha um bom ponto, mas não sabia a história toda, por isso houve falhas em seu argumento.

­— Não fiz de propósito. ­— respondi com um bico nos lábios.

­— Entendo.­ ­— assentiu com a cabeça, e após um longo suspiro, entregou-me uma sacola com suprimentos, era a segunda vez que fazia isso por mim.

­— Obrigado. ­— fiz uma breve reverência, sinceramente agradecido pela gentileza.

­— Hum. ­­— dito isso, virou-se para ir embora.

­— Ah! Espere! ­— chamei, fazendo-o parar e voltar-se para mim. ­— P-por que você é gentil comigo? Digo, a gente nem se conhece.

­— Eu não deveria ser gentil com você? ­— disse em resposta, arqueando uma sobrancelha e franzindo o cenho.

­— Não é isso que eu quis dizer. ­— corei, o que pareceu entreter o moreno bem vestido à minha frente, pois abriu um sorriso radiante capaz de cegar seres humildes e mortais como eu. No entanto, aquela pessoa não era tão angelical quanto o personagem que eu havia criado na minha cabeça ingênua, ainda que naquele momento eu não soubesse disso.

Respirei fundo.

­— Até. ­— ele despediu-se acenando.

Até?



Apesar da promessa de um próximo encontro, o homem não apareceu nos três dias que se seguiram. Durante esse relativamente curto período de tempo, os estado de Bonnie piorou. Sobrevivendo com um mínimo de comida e água, sem poder retornar a Guryong, a situação estava longe de melhorar para nós.   

Estava frio, mais do que o normal.  A noite veio acompanhada de nuvens carregadas e estas davam ao céu escuro um tom acinzentado. Passei a caminhar mais rápido, fazendo meu caminho de volta ao beco onde Bonnie e Clyde esperavam por mim. Arrependido de ter ido em busca de comida quando uma tempestade obviamente estava para cair, preocupação atingiu-me como uma avalanche, consequentemente acelerando o ritmo dos meus passos até começar a correr.

O céu desabou antes que eu pudesse chegar em segurança ao meu destino, a chuva forte e gelada começou a cair como se o mundo estivesse prestes a acabar. Mesmo fraco e cansado, não parei um segundo para retomar o fôlego.

Minhas pernas não estavam colaborando muito para sustentar o meu corpo, a cada dez segundos ou menos meus pés esbarravam-se um no outro e eu caía de joelhos no chão. Quase desmaiei de exaustão, porém consegui chegar até o beco.

— Clyde. — avistei o cão magrinho e o chamei ­— Você está chorando?

Segurei a barra do meu moletom preto e despi-me dele, então estiquei seu tecido em minhas mãos e corri para proteger Bonnie e Clyde da chuva. Não percebi que havia algo errado até chegar perto o suficiente para ver que Bonnie não estava se mexendo.

— Bonnie! —  gritei, mas ela permaneceu deitada e imóvel.  

Joguei o moletom no chão e caí ao lado de Clyde, ambos inutilmente tentando conseguir alguma reação da cadelinha inconsciente, porém... Bonnie tinha seus olhos abertos. Primeiro senti raiva, depois culpa, e quando resistir tornou-se insuportável, veio a dor ­— um vazio enorme no meio do peito, que superou de forma épica o vazio em meu estômago.

Chorei. Chorei mesmo. Pela perda do agora e pela perda do futuro. Chorei porque naquele momento senti que o pouco que eu tinha não era mais o bastante. As lágrimas carregaram consigo o resto de força que restava em mim, logo o cansaço físico e emocional juntaram-se como uma bomba e me destruíram de dentro para fora sem piedade.

De repente, tudo ficou preto.

A última coisa que senti foi meu corpo tombando no chão gelado.





(  — )

Jimin passou dois dias em Busan a trabalho. De volta a Seul, estava exausto e estressado, não que isso tivesse lhe impedido de trancar-se em seu escritório a tarde inteira, corrigindo as burradas de outras pessoas e cuspindo xingamentos para a papelada em sua mesa. Como todo ser humano, uma hora Jimin chegou ao seu limite e foi embora, ansioso por um banho e uma longa noite de sono. Imagine sua surpresa ao olhar pela janela do carro e ver Jungkook, correndo e tropeçando debaixo da chuva intensa. Preocupado, Park esqueceu imediatamente de seu próprio cansaço e seguiu o rapaz até o beco onde normalmente encontrava-o dormindo.

Jimin estacionou ao lado da calçada,  pegou seu guarda-chuva e foi atrás de Jungkook, só então percebeu o quanto estava frio, nem mesmo seu casaco era suficiente para impedir que sentisse arrepios causados pelo vento gélido que batia em seu rosto. Ao avistar o garoto de costas para si, Jimin pensou em chamá-lo, mas ficou sem reação ao ver que Jungkook chorava desesperadamente sobre o corpo morto de uma cadelinha branca. Por um segundo, observou a cena em silêncio.

Foi quando aquele corpo fraco e cansado despencou sobre o chão que Jimin correu até ele. Não hesitou em segurá-lo nos braços, recolhendo-o do chão imundo, e segurou-o com mais firmeza ao senti-lo tremer ­— frágil como uma folha. Apressou-se até o carro, deitou o garoto no banco traseiro com cuidado e o cobriu com seu casaco para esquentá-lo.

­— Vai ficar tudo bem.

­


­



Notas Finais


Guys, eu sei que demorei um pouquinho mais pra postar esse capítulo, mas isso é pq eu não tenho condições de postar todos os dias. Sou uma pessoa meio ocupada, (in)felizmente. Esse fim de semana eu tive uma prova super importante, e pra nossa sorte, agora que eu não tenho mais que me estressar com ela terei mais cabeça pra escrever. Eu queria ter postado mais cedo hj, mas meu dia foi super cheio kkkk então eu escrevi durante os meus intervalos, comendo e digitando ao mesmo tempo. POR ISSO, se encontrarem qualquer erro no texto, corrijam-me pfv ^-^ Ah, pretendo postar pelo menos umas três vezes por semana, sem dia definido, mas essa é a meta. Podem cobrar de mim.
Bjos na busanfa, saranghaeyooo <3


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