História Save Me - Jikook (Em correção) - Capítulo 41


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Beyond The Scene, Bottom! Jungkook, Jikook, Jimin Ativo, Jungkook Passivo, Kookmin, Lemon, Romance, Smut, Taeseok, Top! Jimin, Vhope, Yaoi
Visualizações 430
Palavras 2.227
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, LGBT, Luta, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Então, esse aqui era pra ser o especial de 2000 mil favs de Save Me, mas eu terminei de escrever essa bagaça muito rápido e fiquei me torturando mentalmente para não postar antes da hora. No entanto... FODA-SE! Eu quero postar e vocês querem ler, então pra que a lenga-lenga, né? Depois posso fazer outra coisa pro especial, andei tendo umas ideias tops envolvendo lua de mel e lemon. Muahahaha!
Boa leitura, anyways ^^

Capítulo 41 - O Pedido


O INÍCIO

Se o verdadeiro amor não fosse algo tão imensamente raro, difícil de ser encontrado e mais complicado ainda de ser mantido, certamente perderia seu valor, assim como perderia seu sentido. Amar não é para os fracos. O amor te transforma de forma brutal, ele não se importa se você é apenas um ser humano burro que comete erros e ainda está aprendendo sobre o significado da vida nesse gigantesco universo. O amor te sacode, te vira de cabeça para baixo, te confunde, te confronta e faz com que você questione sua própria existência por completo. O amor assusta e machuca, ensina e cura. Isso é o que nos faz ir em frente, as loucuras que fazemos por aqueles que dividimos um laço profundo, aqueles que amamos, porque não há o que pare um coração enfeitiçado.

Jungkook e Jimin não tiveram apenas sorte quando encontraram-se sob circunstâncias tão incomuns, os sentimentos que eles cultivaram um pelo outro não foram apenas obra de um destino benevolente, porém resultado da persistência que tiveram. Juntos construíram seu próprio amor, sobre pilares constituídos por paciência, respeito, empatia, carinho e outras pequenas coisas que nunca deixaram de ser importantes. No entanto, nada nunca foi perfeito, nada os preveniu cem por cento de enfrentar problemas ou evitou que tivessem eventuais discussões bobas, mas nada foi capaz de derrotar os tais pilares que construíram. Amar não é para os fracos, portanto o amor dos fortes não é brincadeira alguma.



O PEDIDO

Jimin passou mais de um mês queimando neurônios e mais neurônios ao passar por mais de mil ideias de como poderia pedir a mão de Jungkook em casamento, porém nenhum cenário parecia especial o suficiente em sua mente. Nada era bom o bastante. Jungkook merecia tudo, merecia o mundo, merecia mais do que qualquer coisa que Jimin tinha o poder de lhe dar. O que fazer em uma situação dessas? É o fim do mundo. Repito, é o fim do mundo! Park estava chegando ao seu limite, iria enlouquecer de vez se não tivesse uma boa ideia logo.

Park Jimin enlouquecido? Isso é perigoso. O universo deve ter previsto o desastre se aproximando, porque teve misericórdia do homem e lhe abençoou com um pouco de razão. Jungkook de fato merecia o mundo, contudo, ele não era o tipo de pessoa que se importava com isso, mesmo que lhe dessem tudo do chique e do caro, ainda encontraria mais prazer em ter a simples companhia daqueles que ama com tanta sinceridade. De todas as vezes que Jimin e sua extravagância tentaram lhe agradar através do dinheiro, nenhuma fez Jungkook abrir um sorriso mais bonito do que aqueles que naturalmente sorria por simples e pequeninos motivos, como quando Jimin fez uma ridícula tentativa de assar biscoitos caseiros porque o ouviu dizer que era romântico ao assistir um dorama. Park criou os piores biscoitos já vistos no planeta Terra, Kookie ainda assim comeu todos (que eram mastigáveis) e disse que tinham “o equilíbrio perfeito entre a medida de amor e esforço”.

O garoto era uma bolinha de fofura. Park Jimin às vezes se via obrigado a parar, respirar e se acalmar para não atacar Jungkook. Sim, Jimin estava trabalhando bastante em melhorar sua atitude perante Jungkook, talvez assim o rapaz parasse de o chamar de “velho pervertido” e começasse a chamá-lo de “Minnie oppa” com mais frequência.

- Kookie. - Sussurrou suavemente no ouvido do garoto adormecido, fazendo-o murmurar alguma coisa e se remexer na cama preguiçosamente, porém nem se deu ao trabalho de abrir os olhos. - Kookie, acorda.

- Mais cinco minutos… ou dez… meia hora está bom. - Falou com sono, tentando enrolar-se no lençol como se fosse um casulo.

Jimin o impediu, rindo ao erguê-lo da cama em seus braços, carregando o garoto como um bebê grande. Kookie passou os braços ao redor do pescoço de Jimin e continuou dormindo, ganhando um beijo na testa que o fez sorrir com sonolência.

- Aish. Pirralho mimado.

Park levou quinze minutos para convencer Jungkook a acordar. O rapaz, que tinha seu rosto prensado contra mesa da cozinha, levantou a cabeça e se ajeitou na cadeira, piscando várias vezes para se acostumar com a claridade.

- Jiminie. - Kookie o chamou formando um bico com os lábios. - Que horas são?

- Oito da manhã. - Ele respondeu, entregando um copo de suco de maçã para Jungkook, que aceitou com um sorriso engraçado.

O garoto estava mesmo morrendo de sono.

- Eu não tenho aula hoje, por que me acordou tão cedo? - O mais novo perguntou, então tomando um gole do seu suco.

Havia algum tempo que Jungkook deixou de trabalhar para Jimin e decidiu concluir seus estudos. No início foi difícil para os dois se acostumarem a não ter o outro por perto vinte e quatro horas por dia, para dizer a verdade, ainda não tinham se acostumado e talvez nunca fossem realmente se acostumar, porém sabiam que era um sacrifício temporário.

- Kookie, vamos passar o dia juntos. - Jimin sorriu maravilhosamente, apertando seus olhinhos estreitos e jogando seu charme para Jungkook.

- A gente não pode dormir e depois passar o dia juntos?

Só pelo jeito que Jungkook piscava lentamente, Park conseguia ver que o garoto estava praticamente com um pé no mundo dos sonhos novamente.

- Jungkookie! - Jimin levantou a voz, assustando o rapaz e consequentemente espantando o resto de sono que lhe restava.

- Isso foi desnecessário. - O moreno disse cruzando os braços e virando o rosto para o lado.

- Porque você tem sido um garoto tão bom e estudioso ultimamente, eu estava planejando te recompensar hoje, mas já que você não está interessado, pode voltar a dormir. Fique à vontade. - Jimin disse casualmente, como se não estivesse nem aí, logo chamando a atenção de Jungkook de volta para si.

- Eu ouvi “recompensa”? - O rapaz sorriu largamente, debruçando-se sobre a mesa para chegar mais perto do satisfeito Park à sua frente.

-  Retiro o que eu disse, você é muito mimado. - Jimin riu e bufou.

- Mimado e cansado. Se não vamos falar de negócios, vou fazer meu caminho de volta para a cama. - Dito isso, levantou-se pronto para deixar o local e voltar para o quarto.

- Espera! Você pode escolher tudo o que formos comer hoje! - Jimin exclamou, fazendo Kookie parar e sentar-se novamente.

- Agora estamos falando. - O rapaz apoiou os cotovelos na mesa, juntou as mãos e repousou o queixo sobre elas.

Esse lado de Jungkook fazia com que Park Jimin quisesse amarrar seus pulsos atrás das costas, botá-lo de joelhos na cama e castigá-lo do jeito mais pecaminoso que possa imaginar. Mas hoje não. Hoje era um dia especial, portanto teria que acalmar seus nervos e lidar com a atitude abusada do mais novo.

- O que você quer pro café da manhã? - Perguntou com um suspiro.

- Hum. - Kook olhou para cima como se estivesse concentrando-se para pensar, de repente saltou da cadeira jogando as mãos para o alto como uma criança animada demais. - Sorvete!

Jimin riu, já esperava uma resposta assim vinda do rapaz.

- E o que vai querer almoçar depois? - Foi aproximando-se do garoto para que pudesse puxá-lo para perto e envolvê-lo em seus braços.

- Sorvete? - Jungkook respondeu com hesitação ao abraçar Jimin de volta.

- Você que sabe. - O mais velho disse rindo. - E o que vai querer jantar?

Por um momento, só houve silêncio entre os dois, até que Kookie deixou uma pequena risadinha escapar, o que fez cócegas no pescoço de Jimin.

- Sorvete. - O garoto disse por fim.

- Aish… Se nós passarmos mal por comer tanto sorvete, você é quem vai tomar conta de mim. E nem adianta reclamar se estiver com dor de barriga.

- Fechado.

Depois que os dois tomaram banho e se arrumaram, deixaram o apartamento com a expectativa de que aquele seria um ótimo dia. As coisas não saíram bem como o planejado, tudo foi quase um desastre. Bem, quase. Kook insistiu que fossem conhecer uma sorveteria incrível que tinha sido recém aberta em uma cidade próxima, no entanto, o GPS de Jimin não reconheceu o local e os levou para um lugar completamente diferente. Após muito tempo procurando a tal sorveteria, tiveram que fazer uma pausa para reabastecer o carro, e ambos estavam tão famintos que acabaram comprando picolés no posto de gasolina. Depois de mais um tempo na estrada, finalmente encontraram a sorveteria, uma pena que estava fechada. Decepcionados, resolveram caminhar pela cidade, que não tinha nada de interessante além de um parque. Teria sido divertido passear pelo parque se o céu não tivesse repentinamente sido coberto por nuvens escuras. Jimin e Jungkook apressaram-se, mas não chegaram ao carro a tempo, a chuva começou a cair furiosamente e por isso foram obrigados a dividir o espaço apertado de um ponto de ônibus.

Kookie deve ter percebido a frustração de Jimin, pois sentou-se um pouquinho mais perto dele e depositou um beijo em sua bochecha gordinha.

- Jimin oppa. - O rapaz chamou, fazendo Park voltar-se para ele de imediato. - Eu te amo.

Essas palavras fizeram Jimin suspirar, não sabia se era um suspiro de alívio ou frustração, quem sabe fosse as duas coisas.

- Eu queria que esse dia fosse perfeito para você. - Falou ao recostar sua cabeça sobre o ombro de Jungkook.

- Qualquer dia é perfeito para mim se você estiver comigo. - Sussurrou, e o barulho da chuva por pouco não encobriu completamente o som da sua voz.

- Você sempre sabe o que dizer? - Jimin riu baixinho.

- Eu sempre digo o que penso.

- Mesmo quando não deveria. - Brincou, escondendo um sorriso contra a pele exposta do pescoço de Jungkook.

- Também sempre falo a verdade.

- E eu te admiro por isso. - Park admitiu.

- É raro te ouvir dizer algo assim. - Kookie levou uma de suas mãos aos cabelos macios de Jimin, brincando delicadamente com as mechas entre seus dedos.

- Eu sei.

- Hum? - Jungkook mal havia escutado o que o outro disse, estava aproveitando a paz daquele momento quase que em um transe.

- Eu sei. - Jimin disse mais alto, lentamente se levantando do banco e tirando Jungkook de seu transe.

O rapaz acompanhou o movimento com os olhos, tentando entender o que estava havendo, mas não chegou a conclusão alguma ao encontrar o olhar nervoso de Park Jimin. O homem estava suando e mordia o próprio lábio como se sua vida dependesse disso.

- O que há de errado? - Kookie perguntou, notando que algo estava estranho.

- Eu sei que não te faço elogios com frequência, porque sou arrogante e idiota durante noventa e nove por cento do tempo… Apesar de toda a minha possessividade, não digo que te amo todos os dias e eu te amo. Jungkook, eu te amo mais do que tudo. Eu não sou bom com palavras, tem coisas que eu penso em te dizer, mas opto por não o fazer porque não sei como. Agora mesmo, eu não faço ideia do que estou fazendo… - Jimin precisou fazer uma pausa para respirar, suas bochechas estavam queimando e seu coração batendo tão forte quanto um tambor. A sensação não era exatamente familiar: medo, hesitação, timidez. Ele devia estar ficando louco, afinal estava prestes a fazer uma loucura e aquele não era nem o lugar mais ideal para isso. Porém, de novo, Jungkook não era o tipo de pessoa que se importava com essas coisas. Jimin procurou dentro do bolso de sua jaqueta e dali retirou uma caixinha vermelha, pequena e aveludada, então ajoelhou-se à frente de um Jungkook chocado, olhou em seus olhos e sorriu. - Você… quer se casar comigo?



A RESPOSTA

Nunca em um milhão de anos, Jungkook imaginaria que naquele dia chuvoso, em um ponto de ônibus sem espaço suficiente, com a escuridão da noite já tomando conta de tudo e os postes de luz piscando por falta de contato, no meio do silêncio, Park Jimin se ajoelharia para ele após uma declaração de amor, tiraria uma aliança do bolso e o pediria em casamento com um sorriso. Nunca em um milhão de anos, Jungkook desejaria algo mais perfeito.

Com lágrimas escorrendo de seus olhos descontroladamente e uma repentina (também irônica) perda de palavras, Jungkook balançou a cabeça para cima e para baixo com toda a vontade que tinha.

- I-isso é um sim? Kookie, isso é um sim? - Jimin perguntou, sua voz levemente falha.

- Sim, sim, sim, sim. - Confirmou, ainda assentindo com a cabeça sem parar.

Jimin segurou a mão trêmula de Jungkook e encaixou o anel brilhante em seu dedo anelar. Quando olhou novamente para o rapaz em êxtase, não teve nem tempo de processar o que estava acontecendo, no instante seguinte os dois já estavam caindo no chão, um por cima do outro, abraçados como se nada pudesse os separar, chuva gelada caindo sobre seus corpos quentes e o silêncio quebrado pela risada dos dois.

- Eu te amo, Jimin. - Kookie disse, em parte chorando e em parte rindo.

- Eu te amo, Jungkook.

Não preciso nem dizer que o resto da noite desses dois foi bem agitada, e que a cama quebrou, e que eles mal dormiram, e que na manhã seguinte ambos estavam resfriados, e que Jimin reclamou muito de dor na garganta, e que Jungkook reclamou muito de dor na garganta e dor em outros lugares, e que... ainda assim eram as pessoas mais felizes do mundo e nada podia mudar isso. Amr não é para os fracos.


Notas Finais


Era o que vocês estavam esperando? Melhor? Pior?
Deixem a opinião de vocês nos comentários e se quiserem dar sugestões para futuros especiais também, super aceito.
Beijinhos na busanfa <3
Até ;)


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