História Save Me - Luwoo - Capítulo 4


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Doyoung, Jungwoo, Kun, Lucas, Taeyong, Yuta
Tags Depressão, Jungwoo, Lucas, Luwoo, Menção Taeten, Menção Yuwin, Shortfic, Woocas, Xuxi, Yukhei
Visualizações 47
Palavras 1.194
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), LGBT, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hello ♡

Boa Leitura ♡

Capítulo 4 - Chapter 4


Fanfic / Fanfiction Save Me - Luwoo - Capítulo 4 - Chapter 4


Jungwoo’s Pov.


Ouvir aquele despertador tocar, era como se o som fosse vários socos sendo depositados na minha cabeça. Peguei meu celular com raiva e desativei aquele som irritante, sentei e respirei fundo.


Segunda-feira, o inicio de semana da maioria das pessoas e o início da minha tortura. Me levantei e seguir para o banheiro, eu não podia me atrasar novamente ou mandaria convocação para minha mãe e isso não teria um fim bom.


Parei um momento de me limpar e olhei para os meus braços, marcas antigas e recentes pareciam brilhar com o contato da água, dando uma aparência até bonita ao meu ver. No entanto, o motivo delas estarem ali era repugnante.


Depois de pronto, sai do quarto e logo sentir aquele maldito odor de álcool e cigarro, me fazendo querer vomitar só de pensar o que eu iria ver a seguir.

Minha mãe se encontrava jogada no carpete, com várias garrafas de várias bebidas alcoólicas baratas ao seu redor e restos de cigarros usados também por ali. Tudo estava completamente imundo e ela dormia sobre seu próprio vomito.

Olhei para cima e fechei meus olhos, na intenção de não deixar as lágrimas caírem e seguir para cozinha, preparando algo para comer rapidamente e sair daquela casa logo. Decidir não comer ali, pois certamente eu não iria conseguir engolir nada.


Sai pela porta da cozinha e fui em direção ao ponto de ônibus, que me levaria para o colégio.


O dia estava bonito, mas não era o suficiente para me fazer sorrir e apreciar aquilo tudo com vontade. Isso já havia se tornado rotina.

Logo, o ônibus chegou e eu me sentei no fundo, terminando de comer e jogando o guardanapo em uma lixeira próximo dali. Peguei meu celular, na intenção de ouvir música, e vi a notificação de mensagem do meu melhor amigo Doyoung.


“Minha mãe fez aquela torta que tanto gosta, estou levando para comermos no almoço :D “


Sorri pequeno e coloquei meus fones, começando a ouvir a batida de Piggyback, da Melanie Martinez.


Depois de passar quase toda a viagem olhando para a janela, olhei para a frente quando o motorista parou em um ponto. Subiram algumas pessoas sérias que nem ao menos olharam para o motorista, coisa que eu não deveria julgar, já que entrei no transporte da mesma forma.

No entanto, a última pessoa que entrou me chamou atenção.

Era um rapaz alto, com cabelos castanhos claro e um sorriso brilhante e bonito, ele parecia feliz e animado ao cumprimentar o motorista e, diferente de muitos que já vi fingindo simpatia, ele passou ainda sorrindo e provando sua sinceridade.

Já ouviram falar que a felicidade de uma pessoa incomoda as outras? Então, eu vi esse ditado ser comprovado naquele momento.

As pessoas pareciam ficar incomodada com o jeito do rapaz, mas ele não parecia notar isso e continuou sorrindo.

Naquele momento, eu o invejei mesmo sem o conhecer, o invejei por ser aparentemente feliz e não ter vergonha de demonstrar isso para todos e ser julgado por isso.

No meu caso, não era como se eu tivesse medo de demonstrar felicidade e sim por nunca ter uma felicidade para demonstrar.

Alguns pontos se passaram e ele desceu no ponto próximo o quartel do corpo de bombeiros, seguindo diretamente para lá. Legal, ele tinha uma profissão agitada e estava feliz.

Dois pontos depois, eu desci e seguir para dentro do colégio, encontrando Doyoung na porta. Sendo assim, entramos juntos na sala.


Até hoje me questiono o motivo de Doyoung ter ficado ao meu lado, digo eu não era uma pessoa fácil de lidar e mesmo assim, ele tinha toda a paciência do mundo comigo. E eu agradecia por isso, agradecia pela sua amizade e cuidados comigo, pois ele e sua mãe era os únicos no mundo inteiro que eu sabia que estavam comigo de verdade, independente de qualquer coisa.


O período de aula passou normal, algumas provocações e empurrões ali e uma tonelada de lições de casa aqui. Apenas um dia normal como qualquer outro.

Cheguei em casa e logo sentir um cheiro forte de várias drogas e ainda mais forte de bebidas alcoólica, sem contar das risadas escandalosas da minha mãe e a voz de um homem.

Passei na sala e vi uma das cenas mais nojentas que podia ver, minha mãe sentada em cima do homem, fumando, bebendo e rindo enquanto gemia.

Tentei passar reto e despercebido, mas ela notou e me chamou com sua voz embargada.


- Seu bastardo inútil, por que não bateu na porta? – Perguntou e eu me mantive quieto – Está vendo, Kynsoo, é isso que eu tenho que aguentar. – Desferiu um tapa em minha cabeça e me empurrou para o corredor. – Saia daqui, antes que eu te espanque de novo. – Corri para o meu quarto e joguei com raiva a minha mochila no chão, começando a chorar.


E assim foi minha tarde, até eu conseguir dormir.


Acordei assustado ao sentir alguém em cima de mim, aquele homem nojento que estava com a minha mãe tentava abusar de mim.

Eu me debatia, gritava por socorro e ninguém vinha me ajudar, mas eu estava com tanta raiva e com tanto nojo dos toques dele em meu corpo, que criei uma força anormal e o empurrei de cima de mim, fazendo ele cair no chão com tudo. Me levantei tremendo, chorando e me aproximei devagar do homem.

Ele não se mexia, não respirava e sua cabeça estava cheia de sangue próximo a nuca. Ele estava morto.

Eu comecei a chorar de medo e olhar ao redor, tentando encontrar algo para fazer, mas a porta foi aberta e minha mãe entrou por ela, olhando o corpo do homem e depois olhando para mim assustada.


- Você o matou, seu bastardo? – Perguntou furiosa. – Além de ser um merda doente é um psicopata assassino? – Eu negava colocando minhas mãos sobre minhas orelhas e chorando.

- E-ele ia me m-machucar, mãe…– Eu disse e ela me empurrou.

- Você merecia, não é isso que você gosta? Aberração nojenta! – Ela deu um tapa forte em meu rosto, fazendo eu cair no chão. – Eu tenho repulsa de você, por sua causa o seu pai nos abandonou! Eu deveria ter te matado enquanto te carregava na minha barriga. – Suas palavras machucavam muito mais do que qualquer corte que eu fiz em mim ou qualquer ofensa que os valentões já haviam falado. – Por que não se mata logo? Melhor, você já vai fazer isso, pois eu vou ligar para a polícia agora, você será preso e lá vai receber o que merece! – Ele saiu do meu quarto as presas e eu me levantei, fui até a janela e pulei.


Corri o mais rápido que eu pude até chegar na ponte.

A voz da minha mãe dizendo aquelas coisas horríveis não saiam da minha cabeça, me deixando ainda mais perturbado. Olhei para frente e o sinal tinha aberto para as pessoas passarem, sendo assim, eu corri para o outro lado e subi pela grade da ponte, chegando no topo.

Ela tinha razão, eu deveria me matar e todas essas vozes na minha cabeça também acham isso. Então, por que não me jogar daqui?



Notas Finais


Espero que estejam gostando e desculpem algum erro

Até logo, Bright Peoples ☆

Xoxo Sary ♡


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