História Save Me - Capítulo 7


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Categorias Bruno Mars
Visualizações 28
Palavras 3.234
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Mistério, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura, amores!

Capítulo 7 - Capítulo 7


Fanfic / Fanfiction Save Me - Capítulo 7 - Capítulo 7

 Assim que o Bruno saiu, terminei de me arrumar rapidamente e fui para casa do Ronny. Fazer o que? Eu explico. Ronny vem passando por momentos difíceis, principalmente com as drogas, além de estar se afundando ainda mais nessas merdas, ele agora está devendo para os traficantes. Não é lá muito dinheiro, mas ele não tem como pagar e não quer pedir mais dinheiro para sua vó. Então pediu minha ajuda, peguei todo o dinheiro que eu tinha juntado da mesada desse mês.

 

- Ok, pra onde estamos indo? ~ perguntei enquanto caminhávamos. Eu estava morrendo de medo, já estava escurecendo.

- Pra onde os traficantes ficam. ~ riu fraco. 

- Estou falando sério Ronny. ~ o encarei.

- CrazyHell. ~ disse sem jeito.

- Que? ~ parei de andar. ~ Esse bairro é perigoso demais, não posso. 

- Por favor Sol, ou você me ajuda ou eles me matam. ~ implorou. ~ Por favor.

- Tudo bem. ~ respirei fundo. 

 

 O bairro era mesmo assustador, casas abandonadas, postes com pouca luz, ruas desertas e assim vai. Aqui também tinha o maior índice de assaltos, pontos de vendas de drogas e muita gente morando na rua. Muita mesmo.

 

 Ronny tinha marcado com o traficante a duas quadras mais à frente de onde estávamos, minhas mãos suavam, minhas pernas bambas e a respiração começou a ficar pesada. Sim, estou morrendo de medo.

 

- Hora, hora, hora, se não é o Ronny doidão. ~ um cara alto diz quando nos aproximamos. ~ Olha, ainda trouxe um lanchinho... ~ passou a mão em meus cabelos.

- Não é nada disso cara, ela é minha amiga e vai pegar o que eu devo. ~ disse.

- Nossa, mas que amiga legal você tem. ~ me encara. ~ Mas vamos ao que interessa, cadê meus quatrocentos dólares? ~ estendeu a mão.

- Aqui. ~ lhe entreguei o envelope com o dinheiro.

 

 Ele abre, confere com atenção todas as notas e sorri.

 

- Muito bom, está tudo certo. Se precisar mais daquele parada, é só chamar... ~ falou para Ronny.

 

- SOL. ~ ouvi um grito do outro lado da rua e eu conhecia aquela voz.

- Droga, é o Bruno. ~ Ronny disse.

- Estou caindo fora. ~ o traficante colocou seu capuz e saiu correndo.

 

- Que merda você faz aqui? ~ Bruno estava visivelmente irritado.

- Bruno, calma. ~ pedi.

- Calma? Você não tinha que estudar? Está fazendo o que aqui? ~ me encarava. ~ Responde.

- Ela veio me ajudar. ~ Ronny se meteu. ~ Eu precisava de uma grana emprestada. 

- Ah, claro, deixa eu adivinhar, você veio até aqui pra pagar a dívida desse cara? 

- Ele precisava Bruno, os traficantes poderiam fazer algo com ele. ~ expliquei.

- Que fizessem, quem escolheu essa vida tem que arcar com as consequências. Você é um merda. ~ apontou para o Ronny. 

- Vai se fuder. 

 

 Quando Ronny terminou a frase Bruno o acertou com um murro no canto da boca, quando conseguimos tirá-lo de cima do Ronny, deu pra ver o sangue escorrendo.

 

- Você não deveria estar aqui, não deveria estar com esse cara e ainda mentiu pra mim. ~ me olhava com raiva. ~ Vamos Ryan. ~ cutucou o amigo.

- Vem Sol, a gente te deixa em casa. ~ Ryan me convida.

- Não, ela veio sozinha, ela volta sozinha. ~ Bruno respondeu.

- Está tudo bem, tenta acalmar ele. ~ falei os Ryan.

 

 Eles entraram no carro, e deram partida cando pneu. 

 

- É melhor a gente ir, parece que vai chover. ~ falei ouvindo os trovões.

 

 Ronny permaneceu calado durante o caminho, também, estávamos com frio, e tomando uma bela chuva, essa merda não poderia esperar eu chegar em cara pra cair? Mas ok. Ensopados entramos em sua casa, sua vó já estava dormindo, então subimos de pressa para o seu quarto. 

 

- Obrigada por tudo. ~ me abraça. ~ E me desculpe por te meter nessa. 

- Está tudo bem, mas foi a primeira e ultima vez. Você precisa se cuidar e parar com essas coisas. ~ falei.

- Eu sei. ~ falou de cabeça baixa. ~ Toma ~ pegava go no guarda-roupa. ~ Veste essa blusa. Vou pegar um guarda-chuva pra você voltar pra casa. ~ saiu do quarto deixando a porta com uma leve brecha.

 

 Tirei minha blusinha super molhada, tirei o sutiã e peguei a tal blusa que o Ronny me deu. Vesti as mangas, indo passar a cabeça pelo gola, quando senti uma rápida luz no quarto, olhei para os lados e não tinha ninguém, deve ter sido um relâmpago. Terminei de vestir a blusa e esperei o Ronny voltar...

 

- Pronto. ~ voltou com a guarda-chuva. ~ Quer comer algo?

- Não, obrigada, eu preciso ir pra casa, já são nove da noite. ~ falei. 

- Tudo bem, te levo até a porta.

 

 Segui Ronny pelo corredor até a porta, ele abriu, me deu passagem e me encarou. Quando vi, ele vinha em direção a mim, olhando a minha boca, fiquei sem reação e só pensei em afastá-lo.

 

- Ronny, somos só amigos. ~ falei tentando não ser grossa.

- Tudo bem, me desculpe. ~ ficou sem graça.

- Tchau. ~ beijei sua bochecha.

- Tchau Sol. ~ fechou a porta.

 

 

 Caminhei até em casa com um baita frio na barriga, nunca fiquei sozinha até a essa hora na rua. Quando chego em casa, me assusto ao ver tenta caixa pra fora e as luzes da sala ainda ligadas. Minha mãe está acordada e vai comer meu rim por eu estar chegando essa hora.

 

 Abri a porta já vendo que ela não estava na sala. 

 

- Sol, aqui na cozinha. ~ me chamou.

- Droga. ~ sussurrei.

 

 Minha mãe estava sentada, com uma garrafa de vinho sobre a mesa e uma taça. Bebendo a essa hora? 

 

- Oi mãe. ~ falei.

- Oi filha, senta. ~ pediu. ~ Como foram os estudos na casa do seu amigo? 

- Foi tranquilo. ~ respondi sem jeito, eu estava com medo e ela extremamente estranha.

- Eu venho tentando dizer isso a um tempo, na verdade já tem uns dois meses. ~ sorri fraco. ~ Mas eu tinha medo da sua reação, medo de que você não entendesse e me odiasse. ~ as lágrimas escorriam pela sua bochecha.

- O que aconteceu mãe? ~ me preocupei.

- Nós vamos pra Cuba. Amanhã à noite. ~ disse sem me encarar.

- Que? ~ eu acho que ouvi errado. ~ Cuba? Ah, não mesmo. ~ ri de nervoso.

- Não a motivos para risada Marisol. Seu pai está trabalhando com a seu tio e não tem planos para voltar. É um trabalho que esta o ajudando muito e vai nos ajudar, por isso, temos que voltar para o nossa casa.

- AQUI É A MINHA CASA. ~ gritei.

- Abaixe o tom mocinha, você não está falando com os seus amigos. ~ apontou o dedo em meu rosto. ~ Você não tem escolha, é menor de idade e minha filha, onde eu for você vai. Assunto encerrado. 

 

 Eu estava sem palavras e não conseguia acreditar que ia embora. Isso é um pesadelo, por favor, me acordem.

 

- Nossas malas já estão feitas, deixei pra fora apenas o seu pijama e a roupa de amanhã para a hora que embarcarmos. Você terá o dia para se despedir dos seus amigos. ~ secou as lágrimas.

- Nossa, obrigada pela generosidade. ~ falei irônica me levantando.

 

 Subi as escadas como se meus pés fossem capazes de fura os degraus, de tanta raiva que eu estava sentido. Bati a porta quando entrei no quarto, fechei meus olhos permitindo as lágrimas descerem. Minha situação era péssima nesse momento, briguei com meu melhor, menti pra ele e estou indo embora sem saber se ele ainda quer olhar na minha cara.  Pelo jeito que ele me tratou, é bem provável dele me mandar pra Cuba mesmo. 

 

 Peguei o telefone discando o número da sua casa, mas só chamou. Então me lembrei que ele deve estar com o Ryan. Procurei seu número em minha agenda e rapidamente liguei quando achei.

 

- Alô? ~ atendeu.

- Oi Ryan, é a Sol. O Bruno está aí? ~ óbvio que está.

- Sim, está, só um minuto... Sol, ele não quer fala. Faz o seguinte, vem pra cá amanhã e vocês conversam.

- Tudo bem, só diz que eu preciso falar com ele urgente.

- Eu digo gata, beijos.

- Beijos. ~ desliguei. 

 

 A merda do meu peito estava apertado. Eu tremia de nervoso, medo e estava triste comigo mesma. Eu sei que ajudei o Ronny, mas me ferrei, certamente o Bruno está puto comigo e mal sabe que estou indo embora. Droga. Já estou chorando novamente.

 

 Coloco meu pijama, me deito encarando as três malas do lado da poltrona. Isso não pode ser real...

 

 Nem me lembro por quanto tempo fiquei encarando o teto enquanto chorava, apenas senti meus olhos se fecharem lentamente me entregando ao sono.

 

      |Dia Seguinte|

 

 Acordei meu corpo estava pesado, eu estava quente e tremendo de frio. Passei minha mão pela testa e a senti quente. Era só o que me faltava... 

 

 Tomei meu banho sendo a água como agulhas, minha pele estava muito sensível, essa febre deve estar alta. 

 

 Vesti a tal roupa que minha mãe tinha separado, coloquei meu tênis, ajeitei o cabelo e sai do quarto. No relógio que ficava no corredor, vi que já se passavam do meio-dia e meio. Como dormi tanto? 

 

 Minha mãe estava na sala, falava em espanhol no telefone apenas me observando passar em direção à cozinha. Bebi um copo de leite, tentei comer uma panqueca, mas não descia. A garganta estava mais do que fechada. Culpa daquela maldita chuva. 

 

- Embarcamos as sete. ~ minha mãe disse entrando na cozinha. Permaneço quieta. ~ Olha filha, me desculpe por tudo isso. Está sendo difícil pra mim também, mas precisamos pensar positivo.

- Eu só quero me despedir do pessoal. ~ me levantei. 

 

 Minha mãe me abraçou antes da minha saída. 

 

 Andei pelas ruas olhando cada detalhe, queria guardar tudo em minha memória. Nem sei se irei voltar. 

 

 Não tenho muitos lugares para ir, apenas a casa da tia Bernie e a casa do Ryan porque o Bruno está lá. Peguei o ônibus, em quinze minutos parei em frente à casa da mãe do meu melhor amigo. Abri o porto olhando para todos os lados daquele jardim. Dei duas batidas na porta e esperei ser atendida.

 

- Oi Sol. ~ Iara me cumprimenta com um vejo no rosto. ~ Entra. ~ me deu passagem.

- Obrigada. ~ sorri. 

- Olá mocinha. ~ tia Bernie me abraça. ~ Nossa querida, você está quente. ~ me encarou. ~ Isso é febre, vou pegar um remédio. ~ foi até a cozinha.

- Vai a festa do Ryan hoje? ~ Tiara me pergunta. 

- Na verdade não, eu vim aqui pra me despedir. 

- Despedir? ~ tia Bernie me entrega um copo de água com remédio dentro, remédio horrível por sinal.

- Vou pra Cuba. ~ respondi fazendo careta. ~ Parece que meu pai arrumou algo por lá e não vai voltar. 

- Ah Sol. ~ Iara me abraça. ~ Não acredito. ~ pareceu triste.

- Vou sentir tanta a falta de vocês. ~ me emocionei e tia Bernie se junta ao nosso abraço.

- Não fique assim pequena, depois você volta, aqui sempre será sua casa.

 

 Tahiti e Presley apareceram também, contei a elas sobre a mina partida e as duas me abraçaram. 

 

 Tia Bernie foi um almoço maravilhoso e pra se despedir, fez o peixe que eu tanto amava. Ah, eu não posso me imaginar longe daqui. Longe dessas pessoas tão especiais em minha vida.

 

 Tomamos um delicioso açaí de sobremesa enquanto folheávamos os álbuns de fotografias onde eu estava, tinham vários minhas com o Bruno, éramos literalmente grudados. 

 

 Só de lembrar dele meu coração apertava novamente. Eu ainda precisava me despedir e não sabia se ele ainda queria olhar na minha cara.

 

- Tia Bernie, eu preciso ir, já são cinco horas. ~ lhe abracei.

- Minha querida, fique com Deus, aproveite sua nova casa e nova experiência. Não fique brava com seus pais, eles devem ter seus motivos. 

- Tchau Sol. ~ Tahiti me abraçou. 

 

 Todas vieram me abraçar. Eu estava me sentindo tão amada. Me acompanharam sete o ponto de ônibus e me esperaram entrar quando ele chegou. Da janela dei o último adeus, minhas lágrimas escorriam junto com o meu coração. Eu estava me sentido péssima.

 

 Distraída com os meus pensamentos, quase passei do ponto da casa do Ryan. Me levantei rapidamente e desci. 

 

 A casa do Ryan estava completamente decorada, estava linda por fora. Passei com cuidado entre os enfeites e bati na porta. 

 

- Eai Sol. ~ ele me atende.

- Oi Ryan, vim falar com o Bruno. ~ falei entrando. 

- Claro, ele tá lá em cima no quarto. Fique a vontade. 

- Obrigada. ~ forcei um sorriso.

 

 Subi as escadas com o coração na boca. Andei pelo pequeno corredor vendo a porta d rum dos quarto entreaberta. Empurrei a porta devagar vendo meu amigo encanado a janela. 

 

- Bruno. ~ chamei.

 

 Ele se virou parecendo surpreso.

 

- Oi Sol. ~ falou doce. Não parecia estar bravo.

 

 Ficamos parados nos encarando, eu não sabia o que dizer, por onde começar...

 

- Precisamos conversar. ~ falei sem jeito.

- Eu sei... ~ se aproximou de mim e me abraçou. ~ Me desculpa pela forma que falei com você, fui grosso e não quis te ouvir. Me perdoa. ~ eu estava sem reação. 

- Não tem problema, eu entendo você. ~ as lágrimas começaram a escorrer.

- Não chora Sol, por favor, isso não vai se repetir. Eu prometo. ~ voltou a me abraçar, só que mais forte dessa vez. 

- Bruno, me escuta. ~ o afastei. ~ Eu vou embora.

- Já? Mas você chegou agora. Não vai ficar pra festa? Cadê sua fantasia? ~ perguntou.

 

 Eu não conseguia falar, comecei a chorar novamente, dessa vez de soluçar. 

 

- Eu vou pra Cuba. ~ falei de vez. ~ Eu vou embora Bruno. ~ eu chorava desesperadamente.

- Que? Cuba? Por que? 

- Meu pai está lá a muito tempo, está fazendo sei lá o que com o meu tio e não pretende voltar. Então ele pediu para irmos pra lá. Morar lá. 

- Não, isso só pode ser loucura. Não Sol, você não vai. ~ me abraçou desesperado. ~ A gente dá um jeito, você pode ficar comigo ou na minha mãe com as meninas. ~ falava rápido.

- Não da, eu tenho que ir, minha mãe já determinou. Não tem jeito. 

 

 Bruno estava andando no quarto de uma lado para o outro, parecia pensar em algo e isso estava me assustando.

 

- Já sei. ~ falou confiante. ~ Nós podemos fugir, estou com o carro do meu pai, a gente vai para alguma ilha, se esconde, sei lá, sua mãe não vai querer ir sem você, vamos tentar mostra que você não querer ir e comover ela de alguma forma.

- Impossível, minha mãe está mais do que certa em irmos para Cuba, se não for hoje, vai ser amanhã ou outro dia, não importa. 

- Hoje? ~ ele arregala os olhos. ~ Você está indo embora hoje? 

- Sim. Minha mãe me contou ontem à noite quando voltei pra casa. Não tenho escolha.

 

 Novamente nos abraçamos, Bruno estava quieto, não falava mais nada. Apenas ouvia os meus sussurros de choro. 

 

- Eu te amo. ~ falou.

- Eu também te amo, Bruno. ~ encarei seu rosto. ~ Promete não se esquecer de mim?

- Impossível te esquecer. Você sem dúvidas é a mulher da minha vida. ~ me surpreendeu ao dizer isso. 

 

 Sem perde tempo, tomou minha boca em um beijo necessitado. Mas que logo se acalmou. Nos abraçamos como se fôssemos nos fundir. 

 

- Eu preciso ir, embarco as sete. ~ me soltei dele.

- Eu vou com você. ~ pegou as chaves do carro.

- Não, por favor, não vá. Não vou aguentar me despedir de você em um aeroporto. Vai ser demais pra mim. Fique aqui, curta a festa que vai começar.

- Mas Sol... ~ o cortei.

- É melhor assim, quando eu chegar em Cuba, te ligo. ~ o abracei novamente. ~ Se cuida. 

 

 Ele não disse nada. Me soltei, me virei e abri a porta. Sem olhar pra trás, segui meu caminho, me despedi do Ryan sem dizer o que estava acontecendo. Eu queria sair logo dali, antes que topasse o plano maluco do Bruno. 

 

...

 

 Cheguei em casa pronta para sair logo dali, eu não aguentava mais essa tortura.

 

 Entrei em casa, ouvindo minha mãe falar espanhol novamente, mas não por telefone, tinha mais alguém em casa.

 

- Olha, a rainha da casa chegou. ~ um homem alto de cabelos castanhos e alguns fios braços, falou quando entrei.

- Quem é você? ~ perguntei.

- Fale direto com o seu tio, Marisol. ~ minha mãe me repreende.

- O erro foi meu. ~ sorri. ~ Prazer em te conhece Marisol, sou seu tio, Miguel.

- O responsável por estarmos indo embora? ~ minha mãe me olha feio.

- Peço desculpas pela bagunça, mas meus negócios em Cuba precisam do meu irmão, seu pai. Garanto que você irá se sentir bem lá. Estará em casa. 

- Já ouvi isso. ~ revirei os olhos.

- Bom, as malas já estão no carro, podemos ir? ~ perguntou.

- Claro, vamos. ~ minha mãe respondeu.

 

  Entrei no tal carro que era bem diferente, digamos carro de rico. Será que esse meu tio é bem de vida? Mas como ser assim em Cuba? Esquece, não importa. Vai ser uma merda de qualquer jeito. Durante o caminho para o aeroporto, deixei algumas lágrimas caírem, minha mãe percebeu e alisou minha bochecha. Estou com raiva dela, mas me entrego quando sou puxada para um abraço.

 

- Você vai se acostumar meu bem. ~ beija o topo da minha cabeça. 

 

 Quando chegamos no aeroporto, minha mãe conversava com o meu tio sobre algo que eu não quis ouvir, eu fiquei sentada observando aquela multidão que ia e vinha, estava me sentindo perdida. Até que no meio do povo, vi o Bruno correndo, parecia desesperado, mas sorriu quando me viu.

 

- O que faz aqui? ~ me levantei lhe abraçando. 

- Vim te dar isso. ~ colocou uma pulseira em meu pulso. ~ Pra você se lembrar de mim.

- Obrigada. ~ sorri. 

 

- Vamos Sol. ~ minha mãe me chama e logo acena para o Bruno. 

 

- Tchau Marte. ~ lhe abraço forte. 

- Tchau Sol. ~ me dá um selinho demorado. ~ Não esqueça de ligar.

- Não vou, eu prometo. 

 

 Me observou parti com as mãos no bolso e os olhos vermelhos. Voltei minha visão para frente e respirei fundo. 

 

 Não pegamos nenhuma fila, nem nada, acho que nem tínhamos passagens de verdade. Um grande portão se abriu nos dando de com a pista de decolagem. Nela havia um avião pequeno, seria um jatinho? Meu tipo deu sinal para quem estava lá dentro e a porta se abriu. Subimos entrando no local que me deixou de boca aberta. Literalmente. Era puro luxo.

 

- Isso é seu? ~ perguntei para o Miguel.

- É nosso. ~ sorriu. 

 

 Isso está estranho demais.


Notas Finais


E aí?

Beijos, até o próximo capítulo!


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