História Save Me - Capítulo 8


Escrita por:

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Categorias Bruno Mars
Visualizações 33
Palavras 2.069
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Mistério, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olha quem voltou rapidinho, rs
Boa leitura!

Capítulo 8 - Capítulo 8


Fanfic / Fanfiction Save Me - Capítulo 8 - Capítulo 8

- Filha, acorda. ~ abri os olhos vendo minha mãe. ~ Já chegamos, vamos descer. ~ esticou a mão para que eu pegasse.

- Que horas são? ~ perguntei enquanto saímos do jatinho.

- São quatro da manhã. ~ Miguel respondeu. ~ Pronta para conhecer sua casa? ~ perguntou se fazendo de animado.

- Não. ~ falei seca. 

- Ela está chateada. ~ mina mãe explica.

- Eu entendo... ~ Miguel sorri.

 

 Entremos em um carro bem diferente do qual nos levou até o aeroporto no Havaí. Era antigo, parecido com os carros que o Bruno ama.

 

 Cuba era muito diferente de tudo que eu já tinha visto, era simples, o nosso carro não era o único antigo, os carros da cidade inteira de Havana era assim. A praia parecia ser linda, as ondas estava um pouco agitadas batendo nas grandes rochas.

 

 Entremos em uma estrada de terra, no meio do nada, estava tudo escuro, até que lá no fundo vi uma casa, parecia pequena, mas quando nos aproximamos, vi o quanto gigante ela era, tinha até uma piscina. Essa vai ser a minha casa?

 

- Bem vindas. ~ Miguel abre a porta e nos deixa passar.

 

 Assim que entrei, meu pai nos esperava com um sorriso largo no rosto.

 

- Papai. ~ corri para abraçá-lo. ~ Vamos pra casa por favor. ~ comecei a chorar.

- Oh minha flor... ~ amo quando ele me chama assim. ~ Aqui é a nossa casa agora, e te prometo que seremos felizes aqui. ~ alisou meu rosto. ~ Confia no papai? 

- Sim, mas... ~ minha mãe nos interrompe.

- Oi querido. ~ ela o abraça. ~ Senti saudades. ~ deram um selinho. Eca.

- Também senti amor. 

- Bom, estão entregues, vou para minha casa se não a Sónia me meta. ~ Miguel falou deixando as malas na sala. ~ Boa noite minha família. 

- Boa noite irmão. ~ meu pai respondeu enquanto meu tio fechava a porta. ~ Como foi a viagem? 

- Sei lá, dormi. ~ falei.

- Não está ansiosa para conhece seu quarto? ~ meu pai pergunta enquanto subimos as escadas.

- Sei lá. ~ dei os ombros.

 

 Meu quarto era enorme, imagine uma coisa enorme e multiplica por dez, era o tamanho do meu quarto. Uma cama também gigante, guarda-roupa enorme, tudo era grande. 

 

- Comprei umas roupas novas pra você. ~ disse pai abraçado com a minha mãe. ~ Espero que goste. 

- Eu gostei. ~ falei olhando tudo. ~ Posso descansar agora? 

- Claro minha filha, vamos nos deitar também. Boa noite querida. ~ minha mãe beija minha bochecha.

- Boa noite minha Flôr. ~ meu pai me abraça.

 

 Quando entrei no banheiro pra tomar um banho, vi que tinha uma banheira, meus olhos estalaram. Eu nunca tinha visto uma banheira. Nunca morei em uma casa que tivesse banheira. 

 

- Preciso contar isso ao Bruno. ~ falei para mim mesma quando a água caia em minhas costas.

 

 Depois de vesti uma roupa leve, me deitei encarando o teto. Terei que me acostumar com essa minha nova vida, mas antes preciso saber qual é esse trabalho do meu pai, preciso entender que valeu a pena estarmos aqui...

 

      |Dia Seguinte|

 

 O sol batia forte na janela, os passarinhos cantavam e por um estante me senti bem. Até sorri quando olhei a simples pulseira em meu pulso. Preciso ligar para o Bruno. 

 

 Fiz minha higiene matinal e quando voltei para o quarto encontrei mau pai sentado em minha cama. 

 

- Trouxe seu café. ~ me mostrou a bandeja com comidas deliciosas.

- Obrigada pai. Estou morrendo de fome. ~ ele ri. ~ Pai, posso fazer uma pergunta?

- Pode filha. ~ me olhou atento.

- Que tipo de trabalho é esse que o senhor está fazendo aqui? Por que essa casa tão grande e chique?

- É complicado queria...

- Explica, eu não sou mais um bebê. ~ tomei meu suco.

- Bom, digamos que eu cuido da parte financeira do esquema do seu tio, vejo quanto lucramos, quanto temos que economizar, quanto podemos gastar. Essas coisas.

- E que tipo de esquema é esse? 

- Chega de perguntas mocinha, tome seu café. Eu e sua mãe estamos te esperando lá em baixo, vamos a preia. Não demore. ~ beijou minha testa. 

 

 É claro que é algo sério, se não não precisaria esse suspense todo. Mas eu vou descobrir, ah se não vou. 

 

 Arrumei minha cama depois do café, coloquei um biquíni, vesti um vestido simplesmente e ajeitei o cabelo. 

 

 Deixei a bandeja na cozinha e encontrei meus pais na sala, mas não estavam sozinhos, meu tio Miguel estava junto, também uma mulher loira bem bonita e um menino simpático, parecia ter a minha idade.

 

- Sol, conheça seu primo, Rafael. ~ meu tio falou comigo. 

- Oi Rafael.

- Oi Marisol, prazer te conhecer. ~ me abraçou.

- Pode me chamar de Sol. ~ sorri pra ele. 

- E essa é minha esposa, Sônia. ~ a loira bonita.

- Olá Sônia.

- Olá Sol, você é uma graça. ~ sorriu pra mim.

- Obrigada. 

- Todos apresentados, vamos a praia? ~ meu pai pergunta animado. 

- Antes eu preciso fazer uma ligação. ~ falei e todos me olharam. ~ Preciso falar com o Bruno.

- Seu namorado? ~ meu tio perguntou rindo, meu pai o encarou sério.

- Não, meu melhor amigo.

- Infelizmente não temos telefone aqui aqui filha. ~ como assim?

- Por enquanto, estamos negociando com o governo. ~ meu tio diz bebendo seu uísque.

- E vai demorar muito? ~ perguntei.

- Talvez um mês. ~ merda.

- Chega Sol, hora de nos divertimos. ~ minha mãe falou cortando o assunto.

 

 Quando chegamos na praia, minha mãe esticou a canga e se sentou para papiar com a Sônia. Meu tio e meu pai ficaram em um quiosque bebendo. 

 

 Eu segui para o mar pra ver se eu me acalmava. Vi Rafael vindo logo atrás, sorri com sua aproximação.

 

- O mar do Havaí deve ser mais bonito, né? ~ perguntou.

- É diferente, não mais bonito. Aqui também é encantador. 

- Olha, aquele menino, gato, não acha? ~ sorri me fazendo olhar para o tão menino, e realmente era. Mas por que ele me falou isso? 

- É gato mesmo. ~ respondi enquanto ele ainda secava o menino. ~ Posso fazer uma pergunta?

- Já sei o que você vai perguntar e sim, sou gay. Mas meu pai não sabe, então por favor, não me entregue.

- Eu não ia perguntar isso. ~ ri fraco.

- Sei que não ia. ~ rimos.

- Mas você tem um bom gosto. ~ encarei o menino.

- Ele é da nossa escola. Da nosso sala. ~ disse.

- Eu javtenho escola? ~ perguntei.

- Sim, meu tio, seu pai, foi te matricular ontem, você começa na segunda. 

 

 Permaneço quieta, admirando o mar, o sol, sentindo a briza enquanto boiava.

 

- O menino que você falou que queria ligar, é só seu amigo? ~ perguntou.

- Não, melhor amigo. Ele ficou arrasado com a minha vinda.

- Eu imagino, mas acredite, você terá uma boa vida aqui. ~ mergulhou. ~ Mas precisa melhorar seu espanhol. ~ rimos.

- Vou me empenhar. 

 

 Rafael era um garoto muito engraçado, por um momento, me fez sentir bem, me fez rir. Disse que vai me ajudar no que eu precisar. Menos que questão de telefone, na casa dele também não tem, e ele não pode me levar na casa de alguém para usar, se não meu tio o mata. Então terei que esperar um mês pra falar com o Bruno, espero que ele entenda.

 

 Depois de horas de sol e mar, fomos em um belo restaurante almoçar. Mas parecia estar fechado. Tinha uma fita vermelha na frente, como se ainda fosse inaugurar. 

 

- Glória, eu preciso dizer o quanto você é especial pra mim... ~ meu pai começou a se declarar na frente do restaurante. ~ Eu amo você, amo a nossa filha e sou muito grato por ter vocês em minha vida.

- Fala logo Manoel. ~ meu tio o apressou.

- Enfim, esse é o meu presente pra você. ~ apontou para o estabelecimento.

- Que? ~ minha mãe sorriu boba.

- Esse é seu restaurante, você será a chefe aqui. ~ lhe entregou a chave.

- Obrigada meu amor. ~ minha mãe pula em seus braços.

- Ok casal, vamos conhecer o local, por favor. ~ dias meu tio.

 

 O restaurante era realmente lindo, grande, bem decora, parecia com o que minha mãe trabalhava lá no Havaí. Eu estava super feliz por ela, mas como meu pai comprou esse local? Com qual dinheiro? Já não bastava a casa de artista que estamos morando, agora minha mãe tem um restaurante.

 

 Alguém pode esclarecer as coisas, porque não estou entendendo nada. 

 

 Minha mãe correu para cozinha e se encantou com tudo que viu. Haviam já alguns alimentos em sua disposição, então a dona Glória tratou de por a mão na massa. Fez uma deliciosa lasanha. 

 

- Queria fazer um brinde com o meu querido irmão. ~ meu tio se levantou. ~ Que nossos caminhos sempre estejam abertos ao sucesso. ~ levantou a taça.

 

 Todos brindaram, e comemoraram, eu estava mega feliz, mas não conseguia sorrir muito. Não adianta, vou demorar de aceitar essa loucura de morar aqui.

 

 Voltamos pra casa quando a noite começou a cair, mas dessa vez só estavam eu e meus pais. Quando entramos, fui direto para o meu quarto, não tinha nada pra fazer mesmo. Vou curti minha solidão sozinha. Peguei meu discman e coloquei qualquer canção.

 

Looking out across the night-time

The city winks a sleepless eye

Hear her voice shake my window

Sweet seducing sighs

 

Get me out into the night-time

Four walls won't hold me tonight

If this town is just an apple

Then let me take a bite

 

If they say, why, why?

Tell them that it's human nature

Why, why does he do me that way?

 

If they say, why, why?

Tell them that it's human nature

Why, why does he do me that way?

 

 Michael cantava calmamente em meus ouvidos, fechei os olhos e me entreguei ao sono leve que chegava.

 

          |Bruno|

 

 Um mês. Hoje faz um mês de merda que a Sol foi embora. E sabem da melhor? Ela não me ligou, nem um dia, em nenhum minuto. 

 

 Não saio do lado do telefone a dias, nem para escola estou indo, tudo para poder ouvir sua voz novamente, sua voz doce me chamando de Marte ou rindo das coisas perversas que eu falo. Sempre que o telefone toca, eu corro como se tivesse na maratona, atendo e me decepciono, pois ou é alguma cobrança para o meu pai ou as namoradas do Eric.

 

 Eu estou puto demais com isso, puto por ela ter ido embora do dia pra noite, por não ligar pra mim e provavelmente já conheceu amigos novos, espero que seja só amigos, não consigo imaginar ela ficando com outro, já sinto o sangue ferve. Estou todo esse tempo sozinho, não da pra olhar para outra garota e tentar achar a Sol, impossível. Aquela garota é única, mas esta nem aí pra mim.

 

 Hoje, foi o dia que eu finalmente sai de casa. Quando cheguei na escola os caras disseram que eu tinha morrido e ressuscitado, porque eu literalmente tinha sumido. 

 

 As aulas foram chatas como sempre, recebi alguns trabalhos de recuperação por conta das faltas e provas extras. Me diverti apenas no basquete.

 

- Oi. ~ Kimberly me cumprimenta enquanto andávamos em direção à saída.

- Oi. ~ respondo sem olhá-la.

- É, amanhã é meu aniversário e eu adoraria que você fosse. ~ falou me entregando o convite.

- Vou ver. ~ sorri amarelo.

- Tchau. ~ me beijou no rosto.

 

 Guardo o tal convite na mochila e sigo meu caminho. 

 

 Em casa meu irmão estava no sofá se atracando com a namorada, se chama Cindia. Ela tem vindo bastante aqui, normalmente são uma por semana, essa já tá durando três semanas.

 

 Quando sai do banho, enrolei na toalha e fui me trocar. O telefone tocou, umas duas vezes enquanto eu me arrumava. Foda-se, não é pra mim.

 

- Atende aí telefonista. ~ esse foi o apelido que meu irmão inventou para mim.

- Cala boca. ~ mostrei o dedo indo pegar o aparelho.

 

- Alô? ~ falei.

- Marte... ~ era ela.

 


Notas Finais


Comentem kkk beijos, até o próximo!


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