História Save Me - Capítulo 9


Escrita por:

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Categorias Bruno Mars
Tags Ação, Aventura, Drama, Novela, Romance, Traição
Visualizações 86
Palavras 2.111
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Mistério, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura, amores!

Capítulo 9 - Capítulo 9


Fanfic / Fanfiction Save Me - Capítulo 9 - Capítulo 9

 Eu fiquei mudo, minhas mãos tremia e o coração parecia querer sair pela boca. 

 

- Bruno, está aí? ~ insistiu.

- Sim, estou. ~ respondi seco. 

 

 Sai da sala e segui para o quarto fechando a porta, eu tinha muito o que falar.

 

- Marte, estou com tanta saudade.

- Jura? E essa saudade bateu agora? Porquê você já está em Cuba a um mês. 

- Eu sei, mas não tinha telefone aqui e ... ~ acordei.

- Para de papo furado Marisol, você com certeza já fez novos amigos e quem sabe tem um namoradinho de bosta. ~ eu estava nervoso. ~ Fiquei todo esse tempo esperando por um sinal seu, eu mau dormia pensando em você, no que estava pensando e se estava pensando em mim.

- Pensar em você é o que eu mais faço aqui. Sinto falta de casa, da minha rotina e principalmente do seu abraço. E sim, já fiz novos amigos, mas não tem nenhum namoradinho. Eu realmente não tinha como me comunicar com você, acredite ou não. 

- Sabe o que eu acho? Que isso não vai dar certo, um mês já foi o suficiente pra provar que estamos longe demais um do outro para nos importar. 

- O que você quer dizer com isso? ~ sua voz ficou mais pesada. 

- Que a nossa amizade não será a mesma Marisol, eu não quero ficar aqui esperando por alguém que eu sei que não vem. ~ eu estava desabafando.

- O que houve com você? Acha mesmo que foi o único que ficou triste com toda a situação? Merda Bruno, fui eu quem foi embora. Como acha que me sinto? ~ ela já chorava.

- Eu não sei, não faço a mínima. Mas eu sei o que eu senti, e não quero mais. Melhor a gente viver a nossa vida sem à espera de nos encontrarmos. Não me ligue mais, por favor. ~ falei como se naquele momento uma faca atravesse o meu peito.

- Como quiser, seu egoísta. ~ desligou sem esperar minha resposta.

 

 Me chamem de louco, sem noção, egoísta, como quiserem. Doeu demais fazer isso, mas seria ingenuidade nossa pensar que essa maldita distância não irá interferir. Impossível.

 

 Fiz isso porque esse último mês foi horrível sem ela, principalmente pela esperança que eu tinha que ela ligasse. Agora cada um no seu canto, ninguém tem esperança de nada e logo não se decepciona. Eu sei que vou em arrepender disso amanhã, mas será passageiro. Me acostumarei sem ela, assim como ela se acostumou sem mim.

 

           |Sol|

 

- Idiota! ~ desliguei o telefone com raiva.

 

 Como pode ser tão grosso e egoísta? Poxa, passei todo esse tempo querendo falar com ele, contar as novidades, minha nova rotina, falar o quanto Cuba é bonita. Mas ele teve que agir como um babaca e ainda insinuar um namoro, não que isso fosse algo ruim, tem um cara bem gatinho da classe ao lado da mim que fica me olhando, mas isso não vem ao caso. 

 

 Eu já tinha ido à escola hoje, aqui também estudo de manhã, mas já entrei no final do segundo ano. Aqui em Cuba o calendário escolar é diferente. Ano que vem já irei para o terceiro ano, fiz apenas uma prova e me passaram. 

 

 Peguei minha mochila e fui em direção a escada, quando passei em frente ao escritório do papai, ouvi risadas e comentários entre ele e meu tio Miguel. 

 

- Irmão, vendemos toda a cocaína programado para esse mês. Nosso natal será farto. ~ meu pai diz. Me aproximo da porta para ouvir melhor.

- A Califórnia inteira está consumindo a nossa branquinha. A costa oeste é nossa. ~ meu tio disse. ~ Aqueles porto-riquenhos terão que se contentarem apenas com NY. 

- Isso se daqui um tempo não tomarmos a banca por lá. ~ era realmente o meu pai dizendo aquelas coisas? 

 

 Apertei os olhos na pequena brecha e sim, era meu pai e o meu tio, os dois bebiam seus uísque e riam para trás. 

 

 Subi as escadas correndo, entrei no meu quarto com um pouco de falta de ar. Eu não podia acreditar que meu pai estava fazendo parte dessa sujeira. Não posso acreditar que ele nos tirou de nossa casa para nos levar ao perigo, ao errado. No momento estou me sentindo super mau, pois enquanto pessoas como o meu pai comemora uma coisa dessas, pessoas como o Ronny se afundam. Isso é muito triste. É péssimo.

 

 Depois do banho foi difícil me concentrar na lição de casa. Na minha mente tinha o Bruno se despendo, meu pai comemorando o sucesso do tráfico. Eu estava me sentindo completamente perdida. Minha vida mudou da água pro vinho, eu era uma garota comum, de família comum, agora, vivo como uma patricinha, meus pais estão tendo dinheiro para tudo e o pior é saber o que o fruto de tudo isso é algo ilegal, sujo.

 

 Largo os livros e me jogo na cama. Minha cabeça lateja demais.

 

- Sol. ~ Rafael bate na porta.

- Entra Rafa. ~ falei me sentando na cama.

- Me conta, como foi a conversa com o seu " amigo " ~ fez aspas.

- Nada demais. ~ não queria fazer sobre. ~ Mas me conta, como foi o encontro com o boy magia? ~ rimos.

- Foi incrível, ele beija muito bem. ~ disse animado. ~ Mas é isso, estou pronto para o próximo. 

- Uau, que safado. ~ joguei o travesseiro nele. 

- Hum, o Daniel te procurou na hora da saída. ~ me cutucou. ~ Acho que ele está afim de você. 

- Será? 

- Certeza, ele é todo doce com você.

 

 Daniel é o cara que eu tinha comentado, da classe ao lado da minha. Nos conhecemos na aula de teatro. Ele é extremamente gentil, até me convidou para ir ao cinema com ele qualquer dia e eu prometi que iria marcar uma data legal. Mas no momento, quero entender tudo que está acontecendo ao meu redor.

 

- Você sabe com o que nossos pais trabalham? ~ perguntei.

- Tráfico. ~ Rafael respondeu óbvio.

- E você responde assim, como se fosse normal? 

- Vai me dizer que você não sabia? 

- Não, não sabia. 

- Ninguém fica rico do nada, ou está roubando ou traficando.

- Isso é péssimo. ~ eu estava muito indignada.

- Aí, relaxa prima, não temos nada com isso. ~ alisou seu topete.

- Como não? São os nossos pais. 

- E? Se algo acontecer nós assumimos o trampo. Até isso acontecer, relaxa. 

- Assumir o que? 

 

 Rafael ia me responder, mas o meu tio Miguel bateu na porta e o chamando para ir embora. Se despediu me deixando novamente sozinha com as minha paranoias. Eu sabia que Cuba não ia me trazer nada de bom. Eu definitivamente odeio esse lugar. 

 

 As horas se passaram me fazendo ver pela janela o céu escuro. Minha mãe já tinha vindo me chamar para jantar, mas eu não conseguia encarar o meu pai. Eu estou decepcionada sim.

 

 Me levantei ainda desanimada e segui pelas escadas até a sala de jantar. A mesa estava posta, meu país já se serviam. Eu apenas me sentei em silêncio e coloquei o menos de comida possível. 

 

- Está sem fome filha? ~ minha mãe perguntou.

- Sim. ~ respondi sem encara-lá.

- Como foi a conversa com o Bruno? ~ meu pai perguntou.

- Normal. ~ também não o encarei.

- Hum, quando você vai me contar o que aconteceu no Havaí enquanto eu estava fora? ~ puxou assunto.

- Quando o senhor vai me contar como ficamos tão bem de vida e logo em Cuba? ~ ele me encarou surpreso.

- Isso não é assunto para se tratar na mesa Marisol. ~ diz minha mãe.

- Eu tenho o direito de saber mãe. Eu ouvi uma conversa estranha, preciso saber se é verdade.

- O que você quer saber ? ~ meu pai perguntou limpando o canto da boca com o guardanapo.

- Com o que você trabalha! 

- Isso é fácil de responder, cuida da parte financeira do trabalho do seu tio.

- E esse trabalho se trata de tráfico? 

- Chaga Marisol, vá para o seu quarto, AGORA! ~ minha mãe ordenou.

 

 Sai furiosa em direção ao meu quarto. Bati a porta quando entrei me desmanchando em lágrimas. 

 

 Em que merda estou metida?

 

     |Um Tempo Depois|

 

- Rafael, abre logo esse refrigerante. ~ falei rindo enquanto ele se matava de tanto fazer força.

 

 Hoje é véspera de natal, estamos fazendo uma grande ceia aqui em casa. 

 

 Meu pai convidou muita gente da nossa família que eu não conhecia, e tem algumas mulheres se apresentando como minhas tias, apertam minhas bochechas e pergunta dos namoradinhos. Sou educada e apenas sorrio.

 

 Quase meia noite, esperamos os fogos para atacarmos os presentes. Tinha tanta caixa, que eu mal sabia por onde começar. 

 

 Enquanto abria os presentes, me lembrei da guitarra que eu mandei para o Bruno a três dias. Eu vi em uma loja perto de casa e pensei que ele iria gostar. Era vermelha, sua cor preferida. Junto com a guitarra, mandei o endereço da minha casa e o número do meu telefone. Não nos falamos a um bom tempo, eu tentei entrar em contato mais ele sempre está ocupado ou simplesmente não quer me atender. Até um dia eu ligar e a insuportável da Kimberly atender, aquilo já me descreveu tudo. Então parei de insistir. Ele não queria mais contato.

 

 Mas quando vi aquela guitarra, foi impossível não lembrar do sorriso cheio de covinhas enquanto ele toca. 

 

 Então mando como presente de natal. Agora estou à espera de seu retorno. Espero que ele me procure, mas se não, vou seguir em frente e guarda-lo no coração.

 

- Sol, tem mais uma caixa pra você. ~ minha mãe balançou a tal.

 

 Abri o presente como se meu coração fosse sair pela boca, a minha esperança gritava e me dizia sem dúvidas de que aquilo vinha do Havaí. Tirei os papéis de proteção que tinha por cima e sorri os ver aquilo.

 

- O que é? ~ meu primo pergunta.

- Uma calculadora cientifica. ~ falei animada. 

 

 Mas espera, isso é muito caro, como o Bruno consegui comprar? 

 

 Foi aí que me atentei melhor a caixa e vi que no fundo tinha um pequeno bilhete.

 

 " Espero que esteja tendo um incrível natal, com muito amor e alegria. Lhe dou esse presente para mostrar o quanto sua inteligência me encanta. 

 

 Quer sair comigo no sábado? 

 

 Daniel. "

 

 Ok, estou triste por não ser de quem eu esperava, mas ao mesmo tempo tem senti bem, Daniel parece ser muito legal e super atencioso, me presentiou com algo incrível. Como não gostar.

 

 Amanhã ligo para ele e confirmo o nosso encontro. Devo chamar assim? 

 

...

 

 De barriga cheia, me deitei um minha cama com muita preguiça de tirar o imenso vestido azul. Estava quase fechando os olhos quando meu pai bateu na porta.

 

- Marisol... ~ disse entrando. ~ Podemos conversar?

 

 Sentei na cama e acenei positivo.

 

- Espero que você esteja mais calma para me ouvir...~ se sentou em minha frente. ~ Eu não quero que você aprove meu trabalho ou que fica orgulhosa... ~ é a primeira vez que ele vem falar comigo sobre isso. Passamos todo esse tempo nos ignorando. Na verdade, eu estava ignorando. ~ Mas eu estava passando por uma situação complicada, fui demitido, fiquei extremamente preocupado em como iria ajudar em casa, só o salário da sua mãe no restaurante não ia ser o suficiente. Seu tio me ligou e me propôs um trabalho que daria muito dinheiro, eu não sabia do que se tratava até chegar aqui. Me assustei de início, mas depois me lembrei o quanto mudaria a nossa vida. O quanto seria importante lhe dar um bom futuro. Então, topei. Topei ser o financiamento, cuidar de todo o dinheiro e sempre controlar quanto vendemos e quanto perdemos. ~ eu apenas ouvia. ~ Minha flor, não fique chateada comigo, eu juro que só aceitei isso pensando no melhor. ~ segurou minha mão.

- Está tudo bem pai. Não vou julgar suas escolhas. ~ o abracei. ~ Mas ainda preciso de um tempo e aceitar que agora nossa vida é aqui. Eu sinto tenta falta de casa, do Havaí. ~ comecei a chorar.

- Eu sei filha, eu entendo você. Mas quem sabe um dia você possa voltar, nada é pra sempre. Não é?! ~ sorriu secando minhas lágrimas. ~ Boa noite meu amor, te amo. ~ me observou deitar e me cobriu com o edredom.

- Te amo pai. ~ o observei sair.


Notas Finais


Até o próximo ><


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