História Save me - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Bts, Jeon, Jeon Jungkook, Jikook, Jimin, Jungkook, Kookmin, Park, Park Jimin, Suspense, Yaoi
Visualizações 5
Palavras 3.519
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, LGBT, Romance e Novela, Slash, Suspense, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olar meus amores, já gostaria de pedir aquele comentário quentinho pra me ajudar a saber onde eu estou acertando e onde não. Por favor, ajudem com isso.

Capítulo 2 - Segundo


Fanfic / Fanfiction Save me - Capítulo 2 - Segundo

 Eu estava realmente muito animado com tudo o que estava acontecendo e ainda mais com o que estava para acontecer, mas infelizmente meu estômago já estava começando a se revirar devido à ansiedade que eu sentia por esperar Taehyung chegar.

Infelizmente, eu adquirí um péssimo modo de fazer minha ansiedade passar momentaneamente, ou se acalmar, o pior método possível. É, o cigarro. Eu fumava um para cada crise forte que tinha, afinal, era isso ou chamar alguém para falar sem parar enquanto ando de um lado para o outro e grito em agonia com o estômago nervoso.

Suspirei e passei no caixa, deixando pago o lanche que havia recém terminado de fazer, então fiquei parado em frente ao estabelecimento enquanto acendia um cigarro da carteira que tinha em meu bolso. Aproveitei para recolocar os fones de ouvido, precisava me acalmar, ainda que quisesse muito ver meu amigo.

Creio que não tenha demorado mais de dez minutos, afinal, tocaram apenas três músicas. Pois é, nada como contar o tempo com as músicas que gosto tanto de ouvir, então logo eu havia entrado novamente na lanchonete em que estava.

Enquanto ele não chegava, usei o tempo que tinha para tirar algumas fotos, tanto da lanchonete que eu havia achado linda e bem decorada, quanto da vista que tinha pelas janelas e algumas selfies. Sorri as observando e logo comecei a postá-las no Twitter, falando sobre como eu estava animado com tudo o que estava acontecendo.

Alguns minutos depois, quando ouvi o barulho do sininho da porta, logo senti meu estômago embrulhar novamente, poderia ser meu amigo finalmente chegando, então logo me encolhi devido ao pequeno surto de hiperatividade que tive. Comecei a morder o lábio com força enquanto sorria largo, pior escolha a minha ter ficado de costas.

— Park Jimin?

Ouvi sua voz grossa tão boa soar próxima a mim, que só faltou eu gemer com isso. Logo virei o rosto o fitando, era realmente Taehyung, e nossa, eu não lembrava de ele ser tão bonito assim. Apenas concordei com a cabeça e levantei o abraçando apertado.

— Eu estou tão feliz em te ver, poder te conhecer pessoalmente. — sorri largo enquanto dizia sem soltar o abraço, que estava sendo retribuído, é claro.

— Eu também estou, e nossa... — se afastou brevemente enquanto me analisava dos pés à cabeça. — Você é mais baixinho que eu esperava. — então começamos a gargalhar, com ele exibindo seu sorriso quadrado.

Bom, logo nos sentamos e começamos a conversar normalmente sobre a faculdade e a data que eu começaria a estudar, sobre as cadeiras do curso que escolherei antes e outras besteiras. Quando notamos, já haviam se passado duas horas, então ele me ofereceu carona, já que estava de carro e eu aceitei, é claro.

— Você mora em qual bairro? — perguntou levantando-se e colocando a cadeira arrumada sob a mesa.

— Ah, eu não moro longe, é por aqui mesmo sabe? Eu não decorei o nome da rua só, sinto muito. — ri baixinho enquanto íamos para a rua.

— Capaz, tudo bem, logo você se acostuma. — disse enquanto chegávamos em seu carro e ele abria a porta para mim.

— Eu espero me acostumar logo, e obrigado. — agradeci sorrindo enquanto me sentava e colocava o cinto. — Mas então, você mora por aqui?

— Eu moro no outro lado da cidade praticamente. — respondeu rindo. — Mas eu te levo pra conhecer minha casa, você vai gostar, podemos passear bastante juntos para que conheça a cidade.

— Claro! Mas eu prefiro que façamos isso em transporte público, afinal, é como eu preciso aprender a me locomover pela cidade de qualquer forma. — ri baixinho enquanto ele apenas concordou. — Minha casa é essa aqui, à esquerda.

— Okay, então... chegamos. — sorriu largo enquanto estacionava o carro.

— Muito obrigado pela carona e pela conversa. Amanhã nós poderíamos sair, não? — perguntei cheio de expectativas enquanto sorria virado para ele.

— Claro, nos falamos por mensagem e combinamos um horário. Até amanhã, Jimin. — disse simpático sorrindo.

— Até amanhã, Tae. — sorri de volta e logo desci do carro.

Não demorei a abrir a porta e logo entrar em minha casa, tirando os calçados e subindo as escadas. Ainda estava cedo, mas meu corpo pedia para que eu deitasse, enquanto meu cérebro queria apenas que eu navegasse na internet e pesquisasse mais sobre a cidade e tudo o que me desperta o interesse.

Abri as cortinas e me afastei ligando o computador, como estava com o corpo quente, já tirei boa parte da roupa e guardei, ficando apenas com a cueca, meias e um moletom leve. Suspirei sorrindo enquanto guardava as roupas e logo sentei na cama com o notebook em mãos, fazendo várias pesquisas sobre a cidade e encontrando lugares que eu gostaria de visitar.

Logo a ansiedade voltou a me incomodar, o que não me deixou sequer pensar, antes de direcionar o olhar para a carteira de cigarros e o isqueiro que estavam sobre minha mesinha. Para piorar, eu havia acabado fazendo outro lanche na lanchonete com Tae, e minha mente parecia me torturar, então infelizmente peguei outro maldito cigarro e acendi, sentando na cama com a janela aberta.

Eu realmente não gostava de ser a droga de um fumante, de ter esse vício desgraçado, mas é horrível quando mesmo assim, a sensação é ótima enquanto eu dou cada tragada. Fiquei observando a fumaça subir enquanto olhava para o céu, quando notei uma luz fraca vindo de algum lugar ao meu lado, na rua, mas quando olhei não havia nada.

Dei uma risada baixa comigo mesmo, me negava a acreditar estar em meio à um surto de alucinações, afinal, eu tive apenas algumas vezes e... Bem, eu não gosto de pensar à respeito, apenas decidi ignorar aquilo e logo que acabei meu cigarro, pus a bituca no cinzeiro e me deitei, colocando o notebook no chão, era melhor eu dormir um pouco já que havia relaxado o bastante para isso.

Logo peguei meu celular e liguei o despertador para as 19h então poderia dormir mais que uma horinha e isso já estava ótimo. Pretendia fazer um passeio à noite, afinal, assim eu poderia também conhecer algum bar ou boate legal. Não demorei para deitar e fechar os olhos, logo caindo no sono pouco tempo depois.

Acordei com o despertador tocando embaixo do meu travesseiro, abri os olhos com preguiça para desativar o mesmo. Estranhei que havia escurecido, então logo levantei e separei a roupa que iria usar, levando-a comigo até o banheiro.

Tomei o banho mais rápido que pude, logo me vestindo com a camiseta básica branca e o jeans preto, seguido do meu tênis. Suspirei e logo peguei meu celular, talvez eu não fosse à uma boate, só queria caminhar e fazer um passeio para conhecer melhor meu bairro.

Marquei no mapa, em meu celular, onde ficava exatamente minha casa, se eu me perdesse — e provavelmente iria —, ao menos teria um jeito de voltar em segurança. Logo após, desci as escadas colocando os fones de ouvido e dando play na música enquanto passava a outra mão em meu cabelo, então saí de casa trancando a porta.

Comecei a caminhar pela rua, na mesma direção de onde ficava a lanchonete. Ainda era cedo, tinha muito tempo para fazer meu passeio na paz.

Enquanto caminhava, tirava algumas fotos de locais que eu achava bonito, algumas selfies e até postava no Twitter. Em seguida, peguei minha carteira de cigarros e tirei um da mesma, o acendendo e tragando longamente, sorrindo enquanto jogava a fumaça fora.

Estava adorando a nova caminhada que fazia, mas queria entrar em algum estabelecimento, queria conhecer pessoas, fazer novos amigos, sei lá, ter algum novo contato social. Bufei irritado e peguei meu celular, sentando em um banco na rua para fazer uma busca rápida e simples: a boate mais próxima que havia. É, eu havia me rendido.

Tinha uma boate perto, mas eu tinha duas horas livres, então fui a um restaurante que havia ali perto, para poder comer algo antes de encher a cara e ficar loucão. Logo entrei no estabelecimento e sentei em alguma mesa aleatória, sempre foi horrível ter que tirar e "curtir" a vida por conta, então já estava acostumado, mesmo que quisesse muito compartilhar isso com alguém.

Assim que a garçonete veio perguntar qual seria meu pedido, apenas pedi por um prato de nakji bokkeum e suspirei sorrindo quando ela concordou e saiu de vista. Droga, meu humor já estava nulo, estava voltando a deprimir, só faltava eu deitar no chão e me encolher chorando, mas o que eu fiz? Xinguei muito no Twitter, como sempre.

Quando a garçonete voltou com meu prato, apenas consegui comer devagar. De super feliz, contente e animado, simplesmente voltei ao velho Jimin depressivo, triste, com péssimos pressentimentos e sem qualquer esperança ou motivação.

Estava quase indo embora, quando um garoto deixou cair a bolsa e vários acessórios acabaram escorregando no chão chegando até meus pés. Abri a boca e arregalei os olhos surpreso e um pouco assustado, então quando levantei a cabeça, o vi se abaixar e começar a catar todas as coisas resmungando.

— Ei, calma aí, eu ajudo você.

Disse me aproximando dele, logo juntando as coisas que haviam caído perto de mim, pareciam ser coisas importantes pela pressa que ele tinha em juntar tudo. Logo me levantei quando ele fez o mesmo, o alcançando seus itens.

— Muito obrigado...? — ele disse me fitando, usava um capuz e encarava meus olhos fixamente, de um jeito que fez até mesmo minhas pernas fraquejarem.

— Não precisa agradecer e eu me chamo Jimin. Park Jimin, e você?

— Prazer, sou Jeon Jungkook. — riu fraco exibindo os dentes de coelho, o que eu já achei uma gracinha.

E foi justamente aí que eu senti que tinha me fodido completamente. Por quê? Simples. Eu adorei seus dentes, logo eu o achei fofinho, e quando eu sinto algo por alguém, eu grudo completamente na pessoa, e agora já estou fazendo mil e um planos pro nosso futuro, morando na praia, cuidando de gatos e cachorros enquanto gritamos o nome dos nossos filhos.

— Então, o que você acha? — ele perguntou me fitando com as sobrancelhas juntas.

— M-me desculpa, eu não prestei atenção. Pode repetir? — ri de nervoso, o que apenas o fez rir e concordar com a cabeça.

— Eu apenas disse que me sinto mal por ter derrubado minhas coisas assim e acabaram indo até você. Por isso perguntei se posso fazer algo pra compensar esse terrível acidente. — riu com aquela mistura de tom entre "exagerei de propósito" e "tô nervoso".

— Não sei... — olhei para cima com a mão sobre o queixo, como se estivesse pensativo. — Talvez se me ajudar a conhecer a noite em Seul, ou...

— Ou?

— Não sei, podemos ir até alguma praça, encher a cara e desabafar nossos problemas pessoais.

Sorri até perceber que eu queria desabafar a minha vida com o garoto que eu acabei de ver, eu nem poderia dizer que havia acabado de conhecê-lo porque eu simplesmente não o conheço! Meu sorriso se desfez no mesmo instante, quando formei um pequeno bico e abaixei a cabeça desviando o olhar.

— Eu adorei a ideia. — ele respondeu rindo baixo, me fazendo arregalar os olhos e erguer o rosto o fitando.

— O que, sério? — sorri largo batendo palminhas mentalmente. — Okay, então eu vou pagar a conta e logo nós vamos comprar qualquer bebida que encontrarmos e ir pra qualquer praça, só um minuto.

E lá fui eu correndo até o caixa, onde efetuei o pagamento do meu jantar. Não pude evitar pressionar os dentes uns contra os outros, sentindo meu estômago embrulhar e revirar. Droga.

Logo que efetuei o pagamento, fui até Jungkook novamente, o encarei nos olhos por um longo tempo, não sabia o que dizer. Eu havia me encantado por ele em menos de cinco segundos, puta que pariu eu crushei o primeiro garoto desconhecido, mas ele poderia se afastar, meu deus do céu o que eu to fazendo da minha vida?

— Vamos? — obrigado por interromper meus pensamentos.

— Sim, agora você é o meu guia. — ri baixinho enquanto o seguia, logo acendendo um cigarro e tragando longamente.

— Você fuma? — ergueu uma sobrancelha me fitando com o cenho franzido, o que já me deixou triste, eu sempre afasto todos, eu sei, a culpa é sempre minha e... — Eu acho que é igual ao meu. — riu baixinho enquanto tirava a carteira do bolso e acendia um.

— É verdade. — ri junto à ele, meu deus isso é um presente por sair de casa? Se for, pode me presentear mais.

Não é todos os dias que a gente crusha a pessoa mais fofinha e linda que vê, ela retribui a atenção, topa fazer um passeio, ser seu guia e ainda fumar o mesmo cigarrinho. Isso só pode ser uma obra divina.

— Então, você quer beber até ficar loucão e não lembrar nada no outro dia, ou...

— Sim! — quase gritei enquanto o fitava, logo rindo pelo pequeno escândalo que fiz. — Desculpa. Mas sim, eu quero beber até não lembrar meu nome, por favor.

— Tudo bem então, mas é por minha conta. — respondeu rindo enquanto entrava em uma loja.

Bom, não demorou mais de 30 minutos e já estávamos chegando em uma praça vazia, e à noite então, ela ficava linda. Sentamos em um banco com nossas queridas duas garrafas de Soju, sendo uma para cada um.

Ele abriu uma e me entregou, fazendo o mesmo com a segunda, mas ficando pra si, pois era qual ele beberia. Suspirei sorrindo e logo dei o primeiro gole, respirando fundo e olhando na sua direção.

— Você começa. — ele disse sorrindo enquanto me fitava.

— Eu nem te conheço, mas já vou te contar minha história, eu to muito louco mesmo. — ri enquanto dava outros três goles, fazendo uma careta.

— É, pode começar. — riu baixinho e continuou me fitando.

— Okay. Bom, eu tenho vinte e um anos, por incrível que pareça. Vim de Busan e... — dei outros dois goles, com outra careta para acompanhar. — Eu sou um louco. Um lunático que só pensa em besteiras e só sabe sonhar, quando na verdade é um bostinha, um merda de um fracassado que só faz todo mundo se afastar, até mesmo os próprios pais. — disse sentindo meus olhos se encherem.

— Jimin... — ele ficou sério e tentou se aproximar.

— Não, agora eu vou contar. — teimei com a voz de choro, secando as lágrimas que haviam escorrido. — Ninguém gosta de mim. Na escola eu era a piadinha, de todo mundo, enquanto em casa era só o idiota que não faz nada que preste.

Ri fraco sem humor, já sentindo que estava ficando bêbado. Pois que assim seja, dei outros goles, não me importando com mais porra nenhuma.

— Isso cansa tanto, sabe? — olhei em seus olhos, vendo-o me encarar preocupado. — Parece que eu nunca sou o bastante pra ninguém, sou só o saco de pancadas que todo mundo desconta as frustrações. Tudo só piorou quando eu disse que queria cursar dança e me assumi homossexual. — ri baixinho olhando para baixo. — Se você me bater eu nem vou me importar, eu já passei por isso tantas vezes...

— Jimin? Ei. — ele me chamou tocando meu ombro, logo passando a mão pelo meu queixo e erguendo a minha cabeça. — Eu sou um viadão da porra, mas eu tenho meu dinheiro, minha casa e eu cuido da minha própria vida. Agora olha você. Tem seu dinheiro, sua casa e cuida da própria vida. — ri baixo logo que ouvi.

— Eu não tenho emprego, não comecei as aulas e o dinheiro é dos meus pais. Como disse meu pai, o último centavo que me dá. — logo comecei a rir alto, como se achasse engraçado minha desgraça.

— Para de falar esse tipo de coisa. Eu sei que você consegue um emprego, uh? Vou te ajudar a arrumar um, depois você me agradece por isso. — sorriu me puxando para um abraço.

— Você vai fazer isso por mim? — perguntei o fitando fixamente na mais pura admiração, com meus olhos brilhando, em lágrimas, mas brilhando.

— É claro que eu vou. Por que não faria?

— Porque você acabou de me conhecer. Isso que não sabe toda a história, a pior parte. — ri baixinho dando outros goles na bebida, acabando com a primeira garrafa.

— Então me conte. Eu estou aqui, pode contar que eu vou te ouvir.

— Eu tenho alguns probleminhas psicológicos. Meu pai dizia que era por isso que eu alucinava e achava que era alguém. — ri baixinho. — Eu tive alucinações já, mas foi por drogas. Juro que parei, mas estava tudo tão difícil e...

— Ei, tudo bem. Você parou, eu acredito em você. Pode continuar contando.

— Bem, eu tenho ansiedade, na verdade é síndrome do pânico pra ser mais preciso, é diferente, mas parece mais louco. — ri alto, na verdade dei gargalhadas. Maldito álcool. — E depressão, mas é pouquinho. Eu tomei remédios, fiz terapia e to bem melhor ó. — abri bem os braços e os ergui sorrindo. — Eu não tenho uma crise de pânico há um ano, isso é muito bom, Jungkookie!

— Jimin, você já tá bem bêbado. — riu me encarando, logo pegou a garrafa que estava em minhas mãos e jogou fora, junto com a sua que ainda estava com mais da metade.

— Não! Você jogou fora minha bebidinha. — o encarei após o grito que dei, começando a chorar. — Eu te conto toda minha vida e você faz isso comigo. Como você pôde? — solucei correndo na sua direção, logo começando a socar seu peito, mas parecia que eu tava só imaginando mesmo.

— Eu estou te ajudando, Jimin. — disse sério me encarando, logo me abraçou e beijou minha cabeça. Jesus, apaixonei.

— Para com isso! — gritei me afastando, logo sentei no chão e comecei a chorar. — Você fica sendo todo fofinho com um ser que tem déficit de atenção. Eu me apaixono fácil, você já é meu crush, sabia?

— Sério? — ele riu alto e longamente. — Que bom, porque você também é o meu, desde o primeiro segundo que coloquei os olhos em você. Que bom também que não vai lembrar disso amanhã.

— Eu me apaixonei pela pessoa errada... — solucei, mas não devido ao choro. — Ninguém sabe o quanto eu estou sofrendo. — e lá voltou ele a rir de mim.

— Vem, eu te levo pra casa. — se abaixou ao meu lado e me pegou no colo.

— Vai me levar no colo, é? — olhei pra ele e sorri com toda a safadeza que poderia expressar.

— Quando você estiver sóbrio nós podemos maliciar. Nossa você fica bêbado fácil né? — me fitou com o rosto proximo ao meu.

— A culpa é dos remédios pra depressão, não minha. — dei de ombros o abraçando.— Passei a minha vida a procurar, alguém que eu pudesse entregar a chave para abrir meu coração, tirar de vez do peito a solidão. — pausei para soluçar enquanto ele só fazia rir.

— Você é melhor do que tudo o que eu poderia esperar. — disse andando firmemente comigo no colo enquanto eu continuava a cantar, gostoso do caralho.

— A paixão me pegou, tentei escapar, não consegui, nas grades do meu coração, sem querer eu te prendi.

E assim eu continuei cantando até cansar e dormi com o rosto deitado em seu ombro. Não sei quanto tempo se passou, mas acordei com ele me balançando e chamando meu nome, mas não conseguia abrir os olhos.

— Me dá mais cinco minutinhos. — pedi completamente sem noção.

— Jimin, já chegamos na sua casa. Anda, onde está a chave? — perguntou erguendo a sobrancelha.

— Tá no meu bolso, na bunda e pode apalpar. — e eu continuei a pagar micos dando gargalhadas. Nunca mais eu vou beber.

— Você tá muito bêbado mesmo. — ele continuou rindo e puxou a chave sem que eu sequer conseguisse sentir.

Logo ele abriu a porta, entrou comigo no colo e a fechou, trancando tudo bonitinho. Subiu as escadas comigo ainda em seu colo com os olhos fechados e me deitou na cama, deixando um beijinho em minha testa.

— Bons sonhos. Vou deixar meu número pra você me ligar, okay? — disse acariciando meu rosto, quando segurei sua mão.

— Por favor, não vai. Fica aqui, dorme comigo. Tem espaço, só não me deixa sozinho. — pedi sentindo meus olhos cheios, quando ele suspirou e concordou com a cabeça sorrindo.

— Tudo bem, eu fico. Mas tenho uma condição pra você. — concordei com a cabeça o fitando esperando que falasse. — Você tem que levantar e tomar banho enquanto eu faço algum chá pra você ficar melhor. Uh?

— Tudo bem, eu aceito meu amorzinho. — sorri erguendo o corpo e dei um beijo em seus lábios, logo indo para o banheiro. Pois é, eu não posso beber nunca mais.


Notas Finais


Então, o que acharam? Compartilhem comigo com suas teoriasinhas. Obrigado por lerem, até o próximo. xoxo


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