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História Save Me - Capítulo 20


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Notas do Autor


Tenham uma boa leitura meus amores😙😙😙😙
E me desculpem por qualquer erro ortográfico.

Capítulo 20 - A Primeira Verdade


Fanfic / Fanfiction Save Me - Capítulo 20 - A Primeira Verdade

Coreia; 07:12AM

DT: 09/05/2032

Day: Dom



Sentada de frente ao grande vidro que há no meu quarto e do Jeon, tinha acordado cedo por um só motivo. Nesses dias eu não estava me sentindo muito bem, muitas tonturas, enjoos, fartis, desejos estranhos, coisas que eu nunca comi ou nunca gostei de comer o meu estômago gritava por esses tipos de coisas, então a única coisa que veio na minha cabeça foi mais uma gravidez. Ter uma filho de Jeon seria o melhor presente que eu poderia ganhar nesse momento abafado que estou vivendo. Desde que estou convivendo com mesmo, insistir pra ele voltasse a cantar e fazer shows como antes, e depois de tantos pedidos ele aceitou, foi défice mas...no final ele se deu por vencido.

Falando sobre o que aconteceu entre agente durante esses dois anos. Foi muito bom, ele me deu a atenção durante todo esse tempo, me disse que eu também precisava receber assistência psicológica porque eu me negava a sair de casa, ou...me conectar com as outras pessoas, mas acabei negando. Eu só queria fazer aquilo pelo meu bem e pelo dele, pessoas que um dia me conheceram não podem saber que estou viva. Como Jonh. Até rir e chorei ao mesmo tempo que me lembrei dele, ele foi como um pai, irmão, qualquer pessoas bem próximo de mim. A única coisa que eu desejo para ele é, saúde e muita felicidade junto aos seus filhos que eu imagino como devem está agora, crescidos, lindos rapazes de bom coração como o pai é. Uma vez eu conseguir vê-los de longe, e foi a experiência mais dolorosa que já tive em toda minha vida, chorei a noite toda relembrando de todas as lembranças que eu tive com eles.

Depois de uma grande convivência com o Jeon na sua casa que ele falava que também era minha, porque ele havia colocado não só em seu nome mais no meu também. Nos casamos no civil, não poderíamos fazer uma festa para comemorar o nosso matrimônio ou nos casar em uma igreja por motivos da nosso segurança, e porque eu não me sentia segura casar em uma igreja, depois de tudo que já aconteceu, não faço a mínima ideia como esteja o meu status no céu.

Me levantei da cama se aproximando mais do enorme vidro fitando a maravilhosa vista que aquele quarto tinha. Acho que ter um quarto de frete ao mar e poder acordar todos os dias escutando os sons da maré, é tudo que qualquer recém casada deseja em sua lua de mel. Mas minha lua de mel já tinha acabado, agora eu só era a mulher do Jungkook, Jeon S/N. Tive que rir quando ele me disse que aparte do momento que colocaria a aliança no meu dedo, seria a senhoria Jeon. Confesso que fiquei muito feliz por ganhar um sobre nome já que eu não sabia qual era o meu de nascença.

Com uma mão posicionada no enorme vidro, respirei fundo por necessidade, depois soltei lentamente sentindo os meus pulmões relaxar como se eu estivesse flutuando igual uma pluma da mais leve que existe. Olhei para o lado fitando um pequeno relógio que havia em cima da escrivaninha ao lado da cama, percebendo que já tinha passado os minutos para eu saber o resultado do teste de gravidez que eu fiz e deixei dentro do banheiro, para depois ir lá ver. Voltei a encarar o mar na tentativa de deixar a tensão de lado, mas estava sendo um pouco difícil, não é de hoje que eu e Jungkook tentamos ter um filho para formamos uma família, se isso não acontecer agora, não vou ter muitas chances lá para frente, já estou perto dos meus 30 anos e quando a mulher chega nessa idade e planeja ter um filha, acaba ficando tudo mais difícil, porque será uma gravidez de risco. Mas o problema não sou eu morrer, e sim o bebê.

Sair daquela posição marchando na direção do banheiro, adentrando o mesmo já conseguindo sentir o meu coração bombear a duzentos por segundos. Tentai acalmar os meus nervos evitando qualquer crise que possa vim. Eu sei que eu tenho àqueles tals anticorpos dentro de mim, mas eles não agem assim tão rapidamente, tem que ter calma, porque se acontecer alguma coisa comigo, tenho que esperar alguns minutos para o que eles fazer dentro de mim, começar a fazer efeito.

Antes de ver o resultado, dei de cara com o enorme espelho no formato de alguma figura geométrica que eu não consigo identificar naquele estante, conseguindo vê o desespero estampado no meu rosto. Fecho os olhos puxando o ar para dentro depois soltando calmamente, abro os olhos novamente fitando o meu rosto relaxar um pouco. Miro o meu olhar para o local que eu havia deixado o teste, pego e antes de vê qual resultado deu respiro fundo.

Como imaginei, eles não vão deixar um ser nascer dentro de mim. Joguei o teste dentro do sexto de lixo, saindo logo em seguida de dentro do banheiro com as duas mãos posicionadas no alto da minha cabeça.

- Eu nunca vou conseguir ser mãe - dizia para mim mesma andando no quarto de um lado para o outro, sentindo o ódio, a raiva crescer dentro de mim, lembrando das frases que Jackson tinha dito para mim.

- Eles vão destruir tudo que não pertence ao seu corpo, tudo que não nasça de origem a você, eles vão matar, vão esmagar como se não fosse nada.

Agora percebo que ele não estava brincando.

Sentei no chão com as costas virada para os pés da cama. Com as pernas esticadas sobre o chão coberto por um tapete macio cor de pele. Fiquei ali sentada tentando engolir aquele desgosto que a vida me deu. Não tinha outra opção a não ser aceitar, tentar me matar seria em vão, porque eu voltaria, só tocando fogo em mim mesma que daria certo. Mas não, essa não é uma opção, me tornaria uma sem coração a fazer isso com o Jungkook, estaria cavando a própria cova pro mesmo.

Se matar não é uma opção, não é!

Com um pouco de dificuldade me levantei do chão, voltando a ficar de pé suspirando algumas vezes. Antes mesmo de sair do quarto, tomo um banho vestindo uma roupa confortável despois. Já adentrando a cozinha, pego algumas coisa dentro da geladeira para fazer o meu café da manhã. Pode até chegar ser estranho para vocês não ter pelo menos uma empregada nessa enorme casa de três andares. Temos uma, mas ela só vem nos finais de semana para mim ajudar na faxina. Eu gosto de limpar casa, para mim é meio que uma distração, uma oportunidade para sair mais do seu mundo entrando em outro, não era atoa que eu tinha dois apartamentos.

Falando neles, pedir para o Jungkook vendê-los já que não vou poder mais usá-los, e do dinheiro que eu recebi com a venda, doei para um orfanato que eu as vezes visitava aqui na Coreia. Também pedi que ele trouxesse alguma coisas de importante que eu ainda usaria, como as identidades novas que eu tive que fazer, registro de nascimento, meu notebook, celular, coisas que importam a mim.

Fritei alguns ovos e bacon para comer junto há alguns pães que eu havia comprado ontem a noite. Levei tudo para cima de uma pequena mesa redonda que tinha dentro da cozinha, próximo ao balcão, sentando logo em seguida para comer.

Do porquê Jungkook não está presente comigo naquele café da manhã era simples. Em tempo de turnês, Jungkook e os outros meninos ficavam fora de suas casas por pelo menos uns quatro meses, eles iniciaram a turnê na metade do mês de janeiro, então eles devem chegar daqui a dois dias.

Termino o meu café, direcionando tudo que sujei para dentro da pia para em seguida lavar, secar e guardar. Meus dias dentro dessa casa praticamente são assim. Acordo não muito cedo todos os dias, preparo o meu café da manhã, depois lavu tudo e guardo, em seguida sigo para a sala ligando a TV colocando em qualquer canal que me distraia até dá a hora para eu ir fazer o meu almoço, ou pesso algo para comer pela internet.

Deitada no sofá, assistindo a um dorama que passava, minha atenção começou ir à procura do meu celular que tocava em algum lugar. Sair andando pela casa a procura do aparelho eletrônico, percebendo que ele não estava em nenhum lugar do andar de baixo. Corri até o meu quarto, avistando o mesmo em cima da cama, pegando rapidamente antes que a chamada emcerri.

- Alô - digo no máximo formal, porque não tinha dado tempo de ver quem ligava para mim.

Boa noiteaqui quem está falando é o Delegado Bruno do Brasil estado do Amazônia, cidade de Manaus. A pessoa com quem estou conectado nesse momento é a S/N Delacroix?

Tinha entrado em choque naquele mesmo estante, meu corpo estava sem responder a qualquer comando meu. Ainda de pé no meio do quarto olhando para algum ponto há minha frente, segurando o celular encostado a minha orelha, não sabia o que dizer se eu chegasse a conseguir abrir a boca. Delacroix? Aquele sobrenome não fazia sentido para mim, nunca havia ouvido ele em lugar nenhum, mesmo eu tentando lembrar do dia em que eu sair do hospital à anos atrás, nenhum enfermeiro, enfermeira, médico ou médica me chamaram com esse tal sobrenome, foi sempre S/N, não teve outro nome.

Então o que eu devo dizer? Digo que ele ligou para a pessoa errada? Ou pergunto mais sobre? Sim! É isso, eu tenho que perguntar!

- Hã... Ao que se refere? - perguntei sentando no colchão bem no canto da cama, me assegurando de qualquer queda.

- Solicitamos sua presença na delegacia de Manaus para falamos sobre o a acidente de carro que envolveu você e a morte dos seus pais.

Eu conseguia sentir o meu corpo amolecer por completo, junto ao meu peito que começou a descer e subir, e meus olhos lacrimejarem fazendo minha vista borra. Uma lágrima do olho esquerdo escorria pela minha bochecha, e a temperatura dela não estava igual como das outras vezes, essa era muito mais quente, quando tocou meus lábios fazendo-me saborear o gosto, não havia textura alguma.

Acidente de carro. Quando ouvir o mesmo citar tal assunto, me lembrei imediatamente dos sonhos que eu tinha, e neles as mesma pessoas apareciam dentro de uma carro pegando fogo. Será o certo, aquele sonhos que eu tinha foram reais? Aconteceu mesmo? E eu estava prestes a morrer junto aos meus pais? Ao mesmo tempo pensando em várias possibilidades, um sentimento de culpa se fez presente dentro de mim.

Se eu não estivesse sentada, tinha certeza que a queda iria ser grande. Depois de uns grandes segundos em silêncio, sem falar absolutamente nada, engolir a saliva que se acumulou dentro da minha boca, preparando algo na cabeça para dizer a ele.

- Eu... - antes de dizer qualquer coisa, o ser do outro lado foi mais rápido do que eu.

- Eu sei que deve ser difícil para você. Depois de tantos anos esse assunto vim assim do nada sem que você se prepare antes para recebê-lo como bomba, eu entendo. Mas se você precisar de um tempo para digerir tudo, eu posso esperar.

- Não! E-Eu quero continuar a falar sobre. Por onde podemos começar? - insistir. Não deixarei essa oportunidade passar por nada nessa vida. É uma chance e eu tenho que aproveitar. Quero saber na real o que aconteceu comigo e as pessoas quem eu amava no passado.

- Primeiro você vai ter que vim para o Brasil, assim vamos conseguir falar melhor sobre o assunto. O que acha?

- C-Claro, vou preparar tudo da viagem de ida para o Brasil, e quando eu chegar, pegarei um vôo que me levará para a cidade de Manaus o mais rápido possível - disse ficando de pé outra vez, caminhando até o grande vidro.

- Certo, vou está a sua espera Srta Delacroix. Tenha um bom dia.

Assim a ligação foi encerrada. Virei-me, ficante de frente para a cama, se aproximando com passos regulares, jogando o celular em cima dos lenços ainda desarrumados. Passando umas das mãos sobre o meu cabelo, introduzindo os dedos entre os fios, e com a outra mão livre, posicionei ela na minha cintura.

Comecei a pensar em várias coisas ao mesmo tempo, e o primeiro entre eles foi no Jungkook, se eu deveria contar para ele o que está acontecendo. Se eu ligasse e dissesse para ele que estou a caminho do Brasil para resolver alguns problemas pessoais, certeza que o mesmo irá insistir a ir comigo, e eu não quero preocupa-lo, ou atrapalhar o seu trabalho. Então o certo a se fazer é não contar, é só eu dizer que tive que sair e que não vou demorar.

- Me perdoa amor, mas eu tenho que fazer isso.

Senhores passageiros, pedimos que todos apertem os sintos de segurança para o desembarque ao aeroporto do estado e capital de São Paulo. Obrigado a todos pela a atenção, e um bom pouso para todos - tive um pequeno flash back aos tempos que fazia isso também.

Eu amava tanto o meu trabalho, que ainda não consigo me dar por vencida que não posso mais trabalhar.

Voltei a si quando uma aeromoça veio até mim pedindo que eu coloque os sintos de segurança. Isso sempre acontece, mesmo que eles ou elas peçam pelo o interfone do avião, é o deve deles vim revisar cada um dos passageiros para terem a certeza que está tudo ok.

Relaxei o corpo quando se passou cinco minutos e a pressão que dar no corpo quando o avião dá início ao pouso, é único, vai por mim, eu trabalhei por anos dentro de máquinas voadoras como essa, e nunca me acostumei a essa sensação que dar ao sentido que sua alma vai sair do seu corpo em segundos.

Mas àquilo só estava começando, ainda tinha mais outro vôo, era saindo daquele avião, e entrando em outro destino há Manaus. Minha ansiedade não para de crescer dentro de mim, tá tão grande que nem pesquisei sobre os hotéis de lá.

Comecei a lembrar sentada em uma ária de embarque, qual foi a última vez que estive no Brasil. Não lembrava, fazia tanto tempo, só conseguia lembrar que quando me formei como começaria de bordo, a primeira coisa que eu fiz foi sair do Brasil. Tinha aprendido o básico do inglês, mas eu queria saber mais sobre a língua. Então me mudei para os Estados Unidos, o bom foi que não precisei atualizar sempre o meu visto, tenho um laudo que já corresponde como se eu fosse uma moradora do país. Não entendi muito bem, e no tempo não queria entrar muito em detalhes. E como fui parar na Coreia do Sul? Essa foi um pouco complicado, de início o meu coração dizia que eu precisava de mais cor, alegria em si, e a Coreia do Sul era o lugar perfeito para uma pessoa parada e desanimada como eu, já que o lugar é repleto de cores, iluminações, brilho e o principal, amor. Mesmo os mais velhos sendo regidos, eles são pessoas boas, só precisamos entende-los e entrar no mundo deles. Mas foi lá que aprendi a se abrir um pouco mais, fazer amigos, interagir com pessoas que não precisava ser obrigatório confiar para debater sobre assuntos normais. Nisso o tempo foi se passando, e fui me conhecendo aos poucos.

Quando sair do Brasil, não havia deixado nada para trás. Casa, amigos, conhecidos, principalmente família, mais percebi que havia sim, deixado algo importante para trás, minhas lembras. Quem eu fui? Não tem como saber. Nunca tive uma faísca de lembranças para mim mostrar quem realmente eu fui um dia.

Se esse acidente que o Delegado Bruno disse para mim pelo telefone tem mesmo haver comigo e com os meus pais, como eu conseguir sobreviver? Alguma coisa está muito errado nessa história.

Mais uma vez dentro de um avião, dessa vez vai ser só mais algumas mínimas horas, quero chegar o quanto antes e saber tudo sobre o que aconteceu naquele assistente, que nem eu mesmo fiquei sabendo quando acordei numa cama de hospital com a minha memória completamente apagada. Tenha uma cicatriz um pouco perto da testa para mim lembrar por onde aquele apagão começou. Nesse momento a única solução é analisar sobre toda essa história, pensar de mais só vai me fazer sentir dor de cabeça, e eu odeio sentir dor de cabeça.

Ao chegar no aeroporto de Manaus, me dirijo até a saída/entrada do aeroporto, sendo surpreendida por um moço de calça jeans, camisa branca com uma jaqueta de couro marrom encostado em um carro. Não ia dar muito atenção de início, achei que ele só estava ali para receber alguém que desembarcava como eu.

- Com licença! - o meu braço foi tocado pelo mesmo, chamando minha atenção, fazendo-me virar em sua direção - S/N Delacroix? - franzi o cenho ainda de boca fechada - Sou o Delegado Bruno com quem você falou pelo telefone, prazer em conhecê-la - tinha me esquecido de como é bom falar com a outra pessoa na sua língua nativa. Segurei sua mão que mirava para mim em uma cumprimentação - Não precisa pegar um táxi. Pra onde eu vou você vai também, então...

- Certo - lancei um sorriso meio fechado, vendo ele pegar minha mala colocando-a no banco de trás.

- Por favor - o mesmo abriu a porta da frente, pedindo com sua mão direcionada para o assento na intenção da minha pessoa se acomodar ali. Agradeci com riso soprado um pouco sem jeito.

Sentei colocando o sinto de segurança, fitando pelo canto do olhar ele sentar no acento do motorista. O caminho foi seguido silenciosamente até a delegacia de Manaus, que ao chegarmos, o tal Bruno me pediu que o acompanhasse até sua sala.

- Sente por favor - fiz o que o mesmo pediu, vendo ele fazer o mesmo pegando uma pasta branca que estava dentro de uma gaveta, em um armário de ferro atrás de si - Antes de tudo. Você tem certeza disso?

- Mais que tudo nessa vida - digo. Ouvindo ele suspirar, entortando a cabeça para o lado com um gesto, abrindo a pasta em seguida, de início eu só vi algumas folhas com um monte de textos, números que eu não intendia nada, mas assim que finalizei para a última folha, veio quatro fotos, um atrás do outro de um carro capotado e amaçado que antes era preto, mas agora estava todo irreconhecível. Coloquei a mão na boca vendo a situação que aquele veículo havia ficado.

Ele era igual ao que vinha em todos os sonhos que eu tinha. Não mudava nada.

- Eu posso sentir que você está assustada com tal cena. Eu também fiquei de início, não vou mentir. Agora eu me pergunto, como você conseguiu sair de dentro do carro antes da explosão? - ainda com os olhos vidrados na foto, voltei a encarar o mesmo sem nenhuma reação - Eu tenho uma teoria não só como delegado, mas como detetive também - continuei fitando o mesmo, sem desviar minha atenção - Seu pai e sua mãe estavam nos bancos da frente usando sintos de segurança, por enquanto que você estava sentada atrás sem o sinto. Aconteceu alguma coisa para o seu pai perder o controle do carro, assim fazendo ele capotar várias vezes, e você por está sem o sinto, foi jogada para fora do carro - estava tentando lembrar desse dia do acidente, mas nada vinha - Quando a ambulância e a polícia foram acionadas, chegamos no lugar o mais rápido que conseguimos, você foi encontrada estável, mas com muita perca de sangue, seus pais... - desviei o meu olhar dele quando chegou nessa parte - Eu sinto muito, você deve ter passado por muita coisa.

- Não sinta, porque eu não tenho uma única mínima memória deles, e do que aconteceu daquele dia, ou em qualquer outro quando vivi ao lado deles, já que quando acordei no hospital havia perdido a memória - disse tudo friamente. Com os olhos fechados respirei fundo, soltando depois em um suspiro.

- Oh...imagino pelo que você tenha passado. Hã...mais uma coisa - voltei a fita-lo, dessa vez o mesmo estava mais sério - Por eu ter entrado numa teoria como aconteceu o acidente de carro, foi porque a morte de vocês já estava comprometida - franzi o cenho com tal fato - Quando o carro foi levado para o ferro velho, ele tinha cido examinado, e lá foi encontrado isso - um objeto não reconhecido por mim, foi colocado em cima da mesa ainda dentro de um saco plástico transparente.

- O que é isso? - pergunto estranhando tal objeto.

- Isso é o dispositivo acionado por tempo, minuto ou até segundo para causar uma explosão. Resumindo, é uma bomba - me assustei tirando o meu olhar daquele trosso, voltando a encarar o Delegado Bruno incrédula.

- Isso não pode ser verdade. Então quer dizer que já tinha pessoas querendo a gente? - pergunto meio receosa com aquele assunto. Minha respiração estava se descontrolando aos poucos.

- Se minha suspeita estiver certa, sim - saltei daquela cadeira, ficando de pé andando de um lado para o outro naquela sala. Com as mãos posicionadas no alto da minha cabeça, tentava controlar os meus neurônios que haviam se disparado.

Aquilo não poderia ser verdade, não podia. Aquela frase repetia várias e várias vezes na minha cabeça, eu me negava a acreditar que a morte dos meus pais tenha cido causado por mim, ou que de todas as maneiras eu poderia ter morrido junto a eles. Mas tem um propósito, tem eu sei que tem. Tem alguma coisa por trás disso tudo. Eles não morrem em vão, eu sinto que não.

- Por fim eu tenho que entregar algo que pertence há você - parei de dar voltas na sala, voltando a ficar de frente para ele novamente. O mesmo segurava uma chave, e ela estava sendo estendida na minha direção.

- O que é isso? - abaixo minhas mãos, deixados elas de cada lado do meu corpo. Dando alguns passos para frente, parando um pouco mais perto da mesa, encarando a chave que ele segurava ao mesmo tempo o seu rosto.

- É a chave da casa dos seus pais - pousei o meu olhar em cima daquele negócio, que parecia com qualquer coisa, menos com uma chave - Não parece muito com uma cehve de porta, chega a parecer com uma chave de fenda, é estranho - riu soprado, coçando a nuca sem jeito - Eu ainda não fui lá, quem me entregou a chave foi uma senhora, ela dizia ter trabalhado na casa por anos, só parou porque não havia ninguém mais morando lá. Toma, pode pegar - olhei uma última vez para ele, depois voltei a mirar para a chave, pegando ela em seguida, sentando novamente na cadeira, olhando fixamente para o objeto que segurava com os olhos querendo marejar - Se você aceitar, eu posso te levar. A senhora deixou o endereço também - segurei o choro, apertando forte a chave no meio na minha mão, trazendo até os meus lábios beijando em seguida.

- Se não for um incômodo, eu aceito sim - disse ainda com os olhos baixo.

- Então vamos lá - pegou a chave de seu carro que estava em cima da mesa, fazendo-me levantar da cadeira e segui-lo logo depois.

Mais uma vez o caminho foi silencioso, fiquei quieta no meu canto pensando em tudo que havia escutado, ainda estava tentando engolir aquela história. Foi nítido que a casa onde meus pais moravam ficava bem longe da cidade, se passou uns quarenta minutos até chegarmos ao local.

- Nossa, eles moravam bem longe. Comecei a achar que estava perdido - soltou um riso. Virando o volante do carro para a esquerda, entrado em uma pequena e curta entrada de terra - Waw, eles moram praticamente no meio do nada, será que tem sinal por aqui? - perguntou a si mesmo, retirando o celular do seu bolso - Chocado. Tem sim sinal - mais alguns segundos depois, o seu carro parou de frente há um portão enorme de madeira, olhai melhor e também percebi que o terreno era rodeado com um muro muito alto de pedras e concreto, não dava pra ver o outro lado - Consegue lembrar se você era rica? - argumenta me fazendo rir negando com a cabeça.

Saio do carro, fechando logo depois a porta do veículo caminhando até o portão. Vasculhei pelas paredes na tentativa de encontrar alguma entrada para aquela "cheve", mas não havia nada.

- Aqui! Achei! - virei o meu rosto para Bruno, vendo ele fitar alguma coisa. Me aproximo parando ao seu lado - Mais não tem nenhuma entrada para essa chave - deu ênfase na última palavra.

- E nem vai ter se continuarem olhando para as paredes há procura de algo como se fossem bandidos - levei um susto quando uma terceira voz foi ouvida atrás da gente. Uma senhora aparentava ter uns 75 anos, encarando a gente bem séria - Posso ajudar em algo?

- Nós estamos querendo procurar saber como se entra. Temos a chave mas não há nenhum buraco indicando uma entrada para uma chave - digo mostrando a chave. A senhora se aproxima olhando para o que segurava na mão, depois desviando o olhar para o Delegado Bruno.

- Oh...acho que entendi - disse a senhora abaixando a cabeça por uns segundos - Pode deixar, eu cuido do resto rapaz - a mesma lançou uma olhar um desafiador para o Delegado Bruno, fazendo o mesmo confirmar com a cabeça saindo de onde estava e antes de ir embora, deixou minha mala perto de mim, se despedido com o um tchau e é um sorriso meio torto depois. Não havia entendi nada, fiquei no mesmo lugar que estava com o cenho franzindo fitando a senhora. A mais velha caminho até a mesma parede que Bruno estava, virando para mim em seguida - Venha cá querida - fui meio receosa, me aproximando em passo lendo. Não estava sentindo medo dela, só estava confusa, muito confusa

🎶🎶 on...Where we

Olho para onde a mesma indicava com o rosto, me aproximo mais de uma aparelho grudado na parede, e assim que eu fico uns cinco centímetros de distância do aparelho, uma luz vermelha começa a escanear o meu rosto me dando um susto de primeira, mas assim que sinto a mão da senhora pousar nas minhas costas, incentivando que eu fique parada, continuo na mesma posição sem mexer um músculo, mas ainda com um pouco de medo. Aquele brilho parou de fazer o que estava fazer, anunciando em seguida uma luz verde e logo um som de algo desbloqueado. Ao olhar para o meu lado direito percebo que foi o portão destrancando, começando a se abrir sozinho.


When we? Where we? Why we?

Quando nós? Onde nós? Porque nós?

On some day, it's so gray

Em algum dia, é tão cinza

When to? Where to? Why to?

Quando? Para onde? Porque?

It's been gone, it's somewhere

Já se foi, está em algum lugar


Meus olhos não podiam acreditar no que eu estava vendo, paralisei ali naquele mesmo lugar sem conseguir piscar os olhos. Fitei a senhora entrar, começando com passos não tão rápido seguindo em um caminho de pedra. Seguir logo atrás de si, levando junto comigo minha mala. Ainda meio desatorduada, avistei uma casa de dois andares toda feita de madeira, com vidro de fumer não tão grande, e mais um pouco a frente ganhei avisto de um lago enorme que ficava frente a casa.


Every time when I see

Toda vez que eu vejo

It's so gray, it's okay

É tão cinza, está tudo bem

Feels like you're the one I know

Parece que você é o único que eu conheço

It's been gone, it's somewhere

Já se foi, está em algum lugar


Engolindo em seco, pisei no primeiro degrau da varanda que a cada possuía em torno, puxando comigo a mala, olhando a minha frente a senhora parada de frente à porta da casa, vi ela digitar alguma senha fazendo logo em seguida a porta muito grossa de vidro fumer se abrir. Um vente gostoso bem geladinho saio de dentro batendo contra o meu rosto, e a senhora antes de entrar, deu espaço para que eu entrasse primeiro, assim foi feito. Puxei junto comigo a mala, adentrando a casa dando de cara com uma sala maravilhosa que me deixou de boca aberta, mais o que me atingiu mais, foi o meu coração que acelerou, começou a bater tão rápido que mesmo a senhora um pouco metros de distância de mim, ela poderia muito bem ouvir o meu coração batendo descontroladamente.


Tell me where I'm falling back to

Diga-me para onde estou voltando

It's so gray, it's been gone

É tão cinza, se foi

Tell me why I'm longing to see

Diga-me por que estou desejando ver

It's okay, it's somewhere

Está tudo bem, está em algum lugar


- Pesso perdão por eu não ter lhe reconhecido de primeira. É que você está irreconhecível - fiquei de frente para ela, prestando atenção em cada palavra que ela dizia - Está igualzinha a sua mãe, S/N - podia ver seus olhos lacrimejarem, de primeiro me assustei, mas eu também sentia que conhecia ela, mas não me lembrava - Pequena...onde esteve? Te procurei por todo o Brasil, por anos, mas não havia um sinal seu - a mais velha se aproximou tocando meu rosto com sua duas mãos já meio irrugadas.

- Eu não vou poder lhe responder porque perdi a memória no acidente de carro - ao que disse. A mesma deu dois passos para trás um pouco atordoada, ela começou a mim olhar espantada, mas também já era de se esperar - Não lembro de nada. Não lembro quem eu fui, não lembro quem são os meus pais, não lembro absolutamente nada sobre a minha vida antiga antes do acidente.


I sing your song, you sing along for once

Eu canto sua música, você canta junto pela primeira vez

You sing my song, we sing along at once we did

Você canta minha música, cantamos juntos de uma vez


- Meu Deus... Não quero nem pensar pelo o que você passou minha pequena - suas lágrimas já escorriam pelo seu rosto - Me perdoa, perdoa-me por não ter procurado mais. Por favor perdoa-me - minha boca abria e fechava muitas vezes, mas não sabia nada. A senhora havia me colocado em uma situação desajeitada, e meu coração só aumentava o ritmo a cada segundo.

- Não! Não! Você não tem o que me pedir perdão, não tem culpa de nada, eu que agradeço por conhecer pelo menos alguém que pode falar para mim quem eu fui, como minha vida era - minha lágrimas também começaram a escorrer - Passei muito tempo sozinha, desejado que existisse pelo menos alguém nesse mundo que me conhecesse - limpo o meu rosto, em seguida o dela, reparando que a altura da mesma era bem mais baixa do que imaginei por ter ela perto demais - Quero conhecer essa casa maravilhosa! Mas preciso de alguém que conheça ela melhor que eu - sorriso meio desajeitada, conseguindo arrancar um sorriso desajustado da mais velha.

- Está com sorte então, porque acabo de ficar livre do meu expediente só para passar o resto desse dia e todos os outros com você pequena S/N - acho que aquele foram um dos primeiros sorrisos animados que eu já dei depois de tudo que já passei, mesmo estando do lado de um alguém que amo com todo meu coração, eu nunca me animei, e nunca sentir essa euforia que estou sentindo dentro de mim nesse exato momento.


When we? Where we? Why we?

Quando nós? Onde nós? Porque nós?

On some day, it's so gray

Em algum dia, é tão cinza

When to? Where to? Why to?

Quando? Para onde? Porque?

It's been gone, it's somewhere

Já se foi, está em algum lugar


Ela me estendeu seu braço, fazendo-me entrelaçar o meu no dela. O primeiro espaço mostrado a mim foi a sala, e ela era muito bonita, depois a cozinha que ao entrar eu pode sentir uma aura diferente, as paredes já não eram de madeira. No andar de baixo ela me mostrou cômodos iguais como de qualquer outra casa, já em cima, o primeiro foi o quarto dos meus pais, acabei ficando lá dentro por uns longos e compridos minutos, ele sim, era todo feito de madeira, o quarto era de se desejar, fiquei até com um pouco de inveja por ele ser muito bonito e aconchegante. O próximo foi o meu.

- E esse... - na medida que a senhora ia abrindo a porta do quarto, meu coração só disparava mais e mais - Era o seu quarto pequena S/N - por fim a porta foi toda aberta.


I don't know why I feel

Não sei porque me sinto

Wish I could tell you why

Gostaria de poder dizer por que

Maybe we'll be on our way

Talvez estejamos a caminho

On some day, it's so gray

Em algum dia, é tão cinza


Meus olhos não poderia crer no que estava diante de mim, dei dois passos mais a dentro do como ainda em estado de choque. Não estava sorrindo, não estava chorando, não estava expressando nenhum tipo de humor.

- Acho que você não vai se lembrar, mas você era louca por eles minha pequena - por enquanto que a mais velha falava, eu me aproximava mais das fotos coladas nas paredes do quarto, mas nas portas do guarda-roupa que não era nenhum pouquinho pequeno, tocando em cada uma serenamente como se fosse a coisa mais preciosa desse mundo - Você só se sentia triste porque não podia ir aos shows deles. Como é o nome dessa banda? Eu sempre me esqueço.


I sing your song, you sing along for once

Eu canto sua música, você canta junto pela primeira vez

You sing my song, we sing along at once we did

Você canta minha música, cantamos juntos de uma vez


- Não é uma banda, e sim um grupo - nem de longe minha resposta saio como um insulto. Cheguei mais perto do letreiro com as iniciais em letras maiúsculas - BTS - todo meu mundo estava chão naquele momento - Eu era uma Army? - sussurrei para mim mesma, com os olhos já marejando de lágrimas. Coloquei a mão na boca abafando o meu choro, as lágrimas começaram a escorrer rapidamente pelo o meu rosto quando parei frente há uma foto do Jungkook quando era mais novo. Me ajoelho no chão deixando toda minha dor sair naquele momento, sem se importar se tinha alguém comigo. Por último um grito de dor saio de rasgando minhas cordas vocais, e a senhora percebeu que eu estava sofrente e não era de agora, foi quando sentir ela sentar ao meu lado me abraçando pelo ombro, fazendo minha cabeça deitar em seu peito, e meus braços circularem a sua cintura.

- Isso minha pequena. Coloque tudo para fora.

Aquelas lágrimas duraram por muitas horas, mas não chegou nem perto dos anos que eu tive que segura-las para finalmente conseguir joga-las para fora, depois sentir o meu coração pela primeira vez descansar um pouco.


Notas Finais


É isso. Espero que vocês tenham gostado desse capítulo. Não se esqueçam de comentar, falar sobre o que acharam.



Até a próxima meus anjos😘😘😘😘😘😘


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