1. Spirit Fanfics >
  2. Save Me >
  3. Capítulo 2 - Peter Pan?!

História Save Me - Capítulo 2


Escrita por: WYutaL

Notas do Autor


Oi meus amores, como estão? Boa leitura!

Capítulo 2 - Capítulo 2 - Peter Pan?!


Fanfic / Fanfiction Save Me - Capítulo 2 - Capítulo 2 - Peter Pan?!

Meu coração batia loucamente no meu peito pelo medo, fazendo meu sangue esquentar pela adrenalina e nesse momento senti uma grande urgência de fugir o mais rápido possível mas não consegui ter forças para move-las pra longe do garoto bizarro. A única coisa que consegui fazer foi cair de bunda no chão totalmente estarrecida, longe dos cacos de vidros, enquanto encarava sua face igualmente assustada por ter sido pego no pulo.
  Além de que ele parecia um pouco confuso sobre o que fazer com aquela a situação, porque não parava de trocar olhares com os cacos de vidro e com o meu estado, então seu rosto mostrou uma expressão decidida ao se uma expressão decidida ao se aproximar de mim. Então nessa hora ouvimos alguns resmungos que saiam dos quartos, fazendo o garoto de cabelos bagunçados e com roupas estranhas de folhas passar por mim, voando pra dentro do meu quarto. E alguns minutos depois as luzes foram acesas

  - Que merda está acontecendo aqui? ouvi um barulho de vidro quebrando - resmungou John com os cabelos despenteados e sem camisa, mostrando sua barriga gordinha.

  Ele pareceria irritado por ter sido acordado e extremeci de vergonha por ser encontrada naquela situação humilhante. logo depois Miguel apareceu atrás de John com uma cara de assustado, ele estava com as roupas viradas do avesso isso significa que ele dormia pelado. Fiz cara feia com a nova informação.
 
   - Que porra está acontecendo aqui? Miguel chiou baixo como se tivesse com medo de algo, então seus olhos castanhos ficaram arregalados ao me olhar.- Ue, por que você está encolhida ai no chão? por que tem... vidro ai?

  Engoli em seco sem saber como responder e encarei os dois em uma certa confusão no rosto, estava completamente perdida completamente perdida. Eu sabia que não podia contar pra eles a verdade; que tinha acabado de ver um garoto que voa, vestido com folhas secas e sua mão reluzia algo brilhante.    Tinha que inventar algo rápido para que eles pudessem me deixar sozinha de novo e assim eu correria pro quarto para tentar pegá-lo.

  - Me desculpem por acordar vocês à essa hora..é que acabei de ver um rato enorme passar por aqui e ele subiu em cima da minha perna.- respondi com um falso nojo na voz.

  - Ratos? aqui não tem ratos, Mia! - murmurou Miguel com indignação na voz.- Nossa casa está sempre limpa e esterilizada por isso que pagamos uma grande quantia pra Dorothea!

  - Tem sim e você não tem direito a opinião, por que não foi em você, que ele se agarrou como se fosse uma torta. Como se fosse uma torta?

  - Como se fosse uma torta? sério?

 - Sim, ratos gostam de qualquer tipo de comida, então imagina o que aconteceria se ele encontrasse uma torta?! - continuei com o meu ponto de vista com confiança.- Ele a agarraria como se fosse a própria vida não é? Tive sorte por não ganhar uma dentada!

  Ele fez cara feia por causa das coisas sem sentido que saiam da minha boca e eu sabia que estava bancando uma idiota, mas agora que comecei com esse teatrinho iria até o fım. John não tinha falado nada desde que seu irmão chegou e isso me deixou um pouco nervosa porque ele não parava de me analisar, era como se estivesse tentando descobrir o que estava rolando.

  - Cala a boca vocês dois! – Disse John com a voz baixa mas havia uma certa irritação no tom.- Não importa o que aconteceu de verdade, estamos  apenas perdendo tempo com esse papo furado..então, Mia limpe essa sujeira antes que alguém acorde e ajude ela, Miguel.

  - Ah? como assim, John? - murmurou Miguel com uma risada.- Vou ajudar uma ova! eu vou é voltar a dormir.

  Ele foi pro quarto sem esperar que John pudesse falar alguma coisa, nos deixando sozinhos olhando um para o outro. Mordi os lábios com agonia, só queria acabar com aquilo depressa e agora iria demorar muito pra limpar tudo. Ele passou as mãos pelos cabelos negros e suspirou alto.

  - Deixa que eu limpo essa sujeira, você pode ir pra cama, Mia.

   - O quê? – balbuciei incrédula.- Por que você faria isso por mim? nossa..muito obrigada.

  Era muito estranho John se protificar a fazer algo bom por mim porque ele sempre ficou apenas na dele sem mostrar nenhum apreço por mim. Mas tudo bem, isso nunca me incomodou de verdade. Ele se aproximou de mim e deu um sorriso sorrateiro me fazendo fechar a cara.

   - Não precisa agradecer, vou colocar na sua conta.

John deu as costas pra mim antes que eu pudesse falar mais alguma coisa.

                       (...)

  Fechei porta assim que entrei no quarto, suspirei de alívio e encarei o quarto em busca do garoto voador mas a única coisa que notei foi que meu quarto estava um caos, as gavetas e as portas do guarda roupa da e penteadeira estavam abertas com as coisas pra fora; como se o autor disso estivesse procurando algo. O que ele estava procurando no meu quarto? Não havia nada nas minhas coisas que pudesse ser importante pra um..elfo demônio? Coloquei a mão dentro do bolso do pijama em busca de sal grosso, assim que ele aparecesse; eu iria tacar nas fuças dele. Andei pelo quarto com cuidado até que algo saiu do banheiro e se chocou contra mim me pegando de surpresa, era a sombra estranha! Ela se enrijeceu assim que parou na minha frente mas de repente começou a balançar as pernas de um lado pro outro como se estivesse dançando, me fazendo cair pra trás de medo, então quando ouvi um barulho da janela sendo aberta de novo; a sombra se escondeu na minha. Arregalei os olhos e abafei um grito assim que percebi quem era.

  - Você!!!! – chiei pra ele com irritação. Agora eu conseguia vê-lo melhor na luz do quarto, esse garoto tinha cabelos ruivos levemente arrepiados como se tivesse dormido no mato mas meio que combinava com ele. A cor dos seus olhos eram verdes musgo que faziam um bom contraste com sua vestimenta de esqueleto de folhas que cobria seu peitoral e barriga, deixando apenas seus braços de fora aonde havia uma pulseira em cada pulso feita de pedicelo de flores e vestia uma calça do mesmo material que sua blusa. E ele não parecia surpreso ao me ver e até havia um sorriso ladino brincando nos lábios.

  - Eu? eu sou o Peter Pan! - ele respondeu com animação ao pular pra dentro do quarto, totalmente alheio a minha irritação.

  Fez uma reverência pra minha surpresa, me fazendo esquecer que deveria tacar sal grosso nele. Ele estava se comportando de uma forma educada educada até demais pro meu gosto, tinha um jeito bastante antiquado mas senti um certo arrepio na corpo mesmo assim. E eu estava certa! ele era o Peter Pan daquele famoso desenho da Disney eu não .. lembro muita coisa sobre ele, apenas que Peter Pan era uma criança que cuidava de meninos perdidos e que eles moravam em um lugar mágico. Só que a descrição real dele não estava batendo com o desenho.. esse cara no meu quarto definitivamente não parecia uma criança e sim com um adolescente da minha idade.

  - Como é o seu nome? - perguntou Peter.

 -  Você invade meu quarto e não sabe meu nome?  - respondi ao me levantar do chão com um certo embaraço.

  Peter Pan soltou mais uma risada ao desviar seus olhos de mim, colocando sua atenção em procurar algo; esquecendo totalmente que tudo isso era inadequado.

  - Peço perdão pela minha falta | de modos nesse momento... senhorita?! estou atrás da minha sombra e assim que eu encontrá-la, as coisas vão ficar mais fáceis.

  Suas sobrancelhas ruivas ficaram franzidas em descontentamento após olhar debaixo da cama e essa não parecia ser a primeira vez que ele olhava ali.

  - Meu nome é Mia - disse eu, cedendo ao seu pedido por pena.- E sua sombra..meio que se fundiu na minha sombra.

  - Foi como imaginei! - ele  exclamou embevecido ao dar um passo e voar na minha direção.

  Dei um passo pro lado pra não ser atingida e nessa hora a sombra tentou fugir de novo mas foi pega com veemência por Peter Pan.  Ele parecia alegre ao contemplar sua sombra travessa e antes que eu pudesse dizer algo; o garoto saiu avoando pra dentro do banheiro e ao voltar trouxe consigo um sabonete que logo usou nos pés e na sombra afim de junta-los como um só.

   - Parecia ser uma grande idéia..então por que não está colando? - Peter murmurou consigo mesmo, parecendo abismado.

  - É claro que não daria certo! Isso é um sabonete, serve pra tomar banho  -  disse eu, mostrando como isso era óbvio.

  - Talvez se tentassemos passar Super Bonder?

  - Super Bonder? o que é isso? Peter perguntou em confusão.

 

 - Uma cola super potente. - respondi, um pouco indignada com sua confusão.- Assim que colarmos a sombra nos seus pés não há nada que possa tirá-la depois.

   Sabia que ele tinha revirado minha gaveta aonde aguardei uns trecos muito importantes, então não foi muito difícil encontrá-la jogada no chão. Assim que peguei a cola; passei com muito cuidado nos seus sapatos de folhas pra não grudar nos dedos e juntei os pés da sombra nos dele. Fiquei confusa e impressionada com aquela possibilidade estar dando certo, mas Peter não parecia chocado como eu. Assim que a cola secou o ruivo começou a saltitar infantilmente pelo quarto

  Parecia tão alegre apenas por recuperar sua sombra e podia sentir que ele achava que o problema tinha sido resolvido por ele mesmo, e não por mim. Mas resolvi ignorar por que o agradecimento dele não me importava.

  - Bem, de nada  - murmurei com sarcasmo, enquanto o analisava.- Eu duvido que você seja o Peter Pan de verdade. Seja sincero e me diga..você é um demônio?

Eu senti um certo medo assim que coloquei pra fora que estava pensando, Peter Pan não poderia ser real porque ele era apenas um personagem e também não poderia ser um humano fazendo cosplay de Peter Pan. Ele estava voando meu Deus!! Então só podia ser o demônio, fingindo ser o Peter Pan e isso estava me deixando zonza de tanto nervosismo. Minhas palavras chamaram a atenção de Peter, que pousou seus olhos verdes em cima de mim de modo desafiante, me fazendo franzir o cenho para a sua postura pomposa.    

  Ele voou pra cima da grade grossa da cama sem colocar seu peso nela.

  - Do que está falando? ele - exclamou.- É lógico que sou o Peter Pan de verdade! - E em seguida ficou mais agitado.- O que mais eu seria senão Peter? um pássaro?!

  Olhei para Peter com ar de choque, ele parecia realmente ofendido e de alguma forma isso me fez sentir culpa. Lógico que todas as provas que eu precisava estava bem ali na minha cara e continuei negando por achar uma coisa dessas impossível.

  Pelo amor de Deus! ele acabou de zanzar pelo meu quarto voando, e naquele momento entendi a razão do Peter Pan aparecer só pra crianças.

  - Okay, okay! me desculpe minha ignorância – respondi ao me aproximar dele com hesitação.- Então você é o Capitão que protege os meninos perdidos..naquele seu mundo mágico, certo? Olhei em seus olhos e continuei. – Só crianças podem te ver não é? e eu não sou uma criança..

   Eu estava muito confusa com isso porque só as crianças acreditavam no Peter Pan, então ele só aparecia pra elas, porque mesmo se aparecesse na frente de adultos eles não aceditariam e ainda achariam que ele era apenas uma criança comum..mas no caso dele agora, seria visto como apenas um adolescente não é? Peter parecia ter ficado faceiro quando mostrei reconhecimento por quem ele era, mas assim que terminei minha sentença seu sorriso foi sumindo as poucos. Seu olhar ficou desfocado como se tivesse finalmente percebido algo ruim.

  - Peter? O que foi? - murmurei em confusão.- Eu disse algo de errado?

  Ele saiu de cima da grade e voou em direção ao um grande espelho com moldura de prata no lado esquerdo do quarto e assim que Peter ficou na frente; seu rosto mostrou um certo desgosto pela imagem de si refletida.

  - Ah, eu tinha me esquecido disso.. ele murmurou consigo - mesmo, alisando seu maxilar. -  essa coisa..nunca quis que isso acontecesse comigo.
 
              - Peter? - Chamei.

  Em um momento ele era alegre e no Outro transformaya em uma completa confusão. Isso o deixou incapaz de voltar a atenção em mim e responder minhas perguntas. Só que o pior de tudo era expressão sua corporal, ele iria ənb e parecia desmoronar qualquer minuto a chorar. Então era por causa da sua aparência? Antes que eu pudesse dizer alguma coisa, ouvi um barulho baixo de tilintar de sino e a gaveta foi aberta de repente me fazendo dar um pulo de susto e finalmente chamando a atenção de Peter.

  Algo pequeno e brilhante minha direção voou na minha direção enquanto emitia sons de sino como se aquela bolinha estivesse muito irritada.

  - Você não devia dizer essas coisas, Sininho!  -  repreendeu Peter para a bolinha de brilho.- Não, eu não estava triste! e não, não é por causa da Mia..

  Continuei a encarar os dois muito surpresa pra poder falar alguma coisa e mesmo se eu tivesse algo pra dizer; eles não iriam me responder por estarem muito ocupados conversando sobre algo que eu não entendia nada. meus olhos ficaram mais arregalados quando percebi que ela era uma fadinha de verdade! Por Deus! ela era muito linda também, com um lindo vestido feito de um esqueleto de folha, cortado curto em linha reta, através do qual podia se ver nitidamente sua silhueta cheinha.

  - Uma fada..uma fada de verdade  -  murmurei surpresa, - encarando suas pequenas asinhas.

          - Claro que ela é de verdade! -  Peter retrucou como se fosse óbvio, seus olhos verdes brilhavam de alegria. - As fadas existem e há muitas delas, não sei porque está tão surpresa. Elas nasceram quando o primeiro bebê riu pela primeira vez, o riso dele se desfez em mil pedaços, que se espalharam pelo mundo inteiro e foi assim que surgiram as fadas.
  
    Senti uma grande vontade de rir, parecia ser uma coisa boba em acreditar, que as fadas nasceram por causa de um riso. Era a coisa mais idiota e inacreditável que tinha ouvido na vida e até parecia coisa dos filmes de fada da Barbie..o tipo de coisa que o meu "eu" criança amaria ouvir.  Se alguém tivesse me contado isso alguns dias atrás; eu não teria acreditado mas agora parecia impossível fechar os olhos pra realidade.

  - E as elas moram no mesmo lugar que você?

  - Elas moram no Jardins de Kensington mas não moro mais lá, faz tempo que não vou visitá-las. ele comentou com a testa franzida como se isso fosse incômodo e depois sorriu.- Agora fico a maior parte do tempo com os meninos perdidos na Terra do Nunca.

  - E quem são os meninos perdidos? - indaguei com curiosidade, lembrava vagamente que os meninos perdidos haviam ido embora com a tal Wendy e no final eles ganharam uma família, então quer dizer que havia outros meninos?

  - São as crianças que caem dos  carrinhos de bebê quando a babá se distrai e olha para o outro lado. Se não são recuperados em sete dias, são mandados para Terra do Nunca pra eliminar as despesas. Então eu que sou o comandante deles.

  - Você consegue dar conta de todos eles?  - perguntei um pouco  confusa, imaginando Peter trocando as fraldas de um bebê. - Até que sim, mas admito que a maioria das vezes é difícil e um pouco solitário Peter respondeu com um sorriso nos lábios. É que não temos a companhia de nenhuma mulher.

   Mordi os lábios com sua resposta e o olhei de canto um pouco pouco desconfiada, o que ele queria dizer com àquilo? as respostas pra essa análise não pareciam boas na minha cabeça mas resolvi esquecer. Peter Pan não tipo de pessoa que se era classificava como pervertido ou algo assim e ainda mais porque ele era completamente inocente..eu acho. O que você quer dizer com isso? Ele pegou minha piranha em formato de borboleta dourada de cima da penteadeira e em a encarou confusão, enquanto Sininho não parava de se agarrar na sua blusa; que parecia totalmente alheio ao seus chamados.

  - As vezes carecemos de alguém amoroso pra contar histórias e que cuide da gente como se fosse essa tal de "mãe" e que nos dê beijinhos na testa antes irmos dormir - Peter disse alegremente, brincando com a piranha entre as mãos calejadas.- Além do mais meninas sempre são mais espirituosas do que meninos e as vezes isso é fascinante.

  Fiz careta com as besteiras que saiu da boca dele e me contive pra não falar nenhuma merda. Aos meus olhos isso parecia uma coisa muito estranha de se ouvir de um adolescente na puberdade. Garotos dessa idade só querem saber de uma coisa e essa história bonitinha de mamãe e filhinho não fazia sentido mas eu não deveria ficar surpresa porque quem estava ali era o Peter Pan.

   - Então isso significa que não - existem garotas perdidas com vocês? - indaguei sem muita surpresa.

  - Ah, não; as meninas são espertas demais para cairem do carrinho de bebê.  -  ele murmurou entre risinhos.

Lembrava vagamente que apenas a filha da Wendy tinha sido a primeira menina perdida no segundo filme mas será que isso era verdade mesmo? talvez tenha sido só uma criação do diretor pra ter mais lucros.
    Fiquei o analisando com uma certa confusão no rosto, ele parecia tão infantil naquela aparência de adolescente. Seus olhos verdes brilhavam de uma certa excitação ao conseguir abrir a piranha como se fosse uma grande novidade.

  - Peter..por que você parece que tem 17 anos?

  Então de repente os dedos longos de Peter foram "mordidos" pela piranha de borboleta por perder a concentração com a minha pergunta e ele deixou ela cair no chão após soltar um guincho de surpresa e horror. Mordi os lábios um pouco irritada com sua reação e ao mesmo tempo senti vontade de rir daquela situação inusitada.

  - Borboleta monstruosa! - Peter resmungou com sobrancelhas juntas de desgosto.- As borboletas que vivem na Terra do Nunca jamais faria uma coisa dessas! aliás que tipo de borboleta monstruosa é essa?

   - Isso não é uma borboleta de verdade seu cabeça dura e sim um prendedor de cabelos - falei o óbvio ao pegar a piranha do chão, ainda sentindo seus olhos em cima de mim com curiosidade.

   Ajeitei meus cabelos loiros em um coque e coloquei o prendedor de borboleta no lugar certo, fazendo Peter Pan soltar exclamação de surpresa, Ele parecia realmente surpreso e encantado, com seus grandes olhos verdes brilhando de admiração ao me olharem por um momento e isso me deixou um pouco embaraçada.

  - Oh, isso é facinante..uma - borboleta que segura os cabelos – ele entouu facinado, inclinando na minha direção pra ver melhor. – Isso daria um belo presente para os meninos  perdidos, alguns deles tem cabelos compridos e muitas vezes fica difícil de encontrar algo pra segurar os cabelos.

Franzi a testa e tentei imaginar garotinhos sujos e com roupas de folhas com prendedores de borboletas, seria realmente uma cena engraçada de ver. Dei um sobressalto quando ele tentou tirar o prendedor dos meus cabelos e assim Sininho se meteu na frente dele com irritação e suas perninhas não paravam de balançar no ar em uma onda de ansiedade.
  Eu estava tão confusa que mal conseguia entender sobre que estavam discutindo, quer dizer.eu mal entendia o que a sininho falava por que ela só emetia sons de sino, mas parecia que Peter entendia. Como era possivel isso estar acontecendo comigo? Justo hoje? Se alguém descobrisse que eu estava confraternizando com o próprio Peter Pan e Tinker Bell iriam me fazer voltar a fazer terapia.

  - Não, Sininho! Não foi uma ideia ruim ter vindo aqui - Peter Pan  ralhou baixinho para a fada enfurecida. - Você sabe muito bem o porquê...
 
  Mordi os lábios confusa com aquela situação toda, Peter parecia igualmente enfurecido com Sininho, sua testa estava franzida e havia um certo desgosto nos olhos verdes como se não gostasse de admitir algo, enquanto a fadinha o rodiava como um vagalume barulhento.

  - Para de xingar, Sininho! Já falei que ela é importante..precisamos da ajuda dela ele murmurou - baixinho como se isso fosse um segredo.

       What fuck?

  Senti um certo arrepio percorrer meu corpo assim que ouvi "precisamos da ajuda dela" ajuda em que??

  - Do que está falando, Peter? -  exclamei confusa e irritada.- Como assim "precisa da minha ajuda"?!

  Ele passou as mãos entre os cabelos e fechou os olhos com força como se não esperasse que eu tivesse o ouvido e não me respondeu de imediato como gostaria. Havia muitas coisas que Peter não havia me explicado, agora isso estava me corroendo de curiosidade e irritação.

   - Não vai me responder?? resmunguei, batendo o pé no chão.- Vamos! Você tem muitas coisas pra me explicar e se não fizer isso agora..vou chutar sua bunda!

  Seus olhos verdes ficaram arregalados com a minha ameaça mas ele continuou em silêncio, enquanto Sininho resmungava sem parar. Não consegui entender porque ele estava se recusando a me explicar coisas tão importantes como: a razão da sua estranha aparência madura, invés da usual dos desenhos e que história era essa de que eu tinha que ajudar eles?


Notas Finais


Fiz algumas pequenas mudanças na minha escrita, enfim, se perceberem algum erro me avisem! E espero que os novos leitores gostem desse cap! apartir do capítulo 5 vou mudar o rumo da história de novo, pke eu tinha me arrependido do que escrevi antes. Espero que não fiquem bugados.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...