História Save Me - Capítulo 2


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Pansexualidade, Sexo, Spoilers, Suicídio, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura a todos.

Capítulo 2 - Mais rápido que eu.


Present

O caos preenchia tudo em volta dos carros que acabaram de colidir, em sons altos e desesperantes que vinham de gritos até o barulho que a intensa freada de um dos carros ainda produzia no ouvido dos envolvidos. Jonas não estava nem um pouco calmo, se via fora de seu corpo, impossibilitado de poder sair de onde estava, e nem sabia ao certo onde estava.

Parecia que haviam grãos de areia nos olhos do moreno de cabelos cacheados que estava envolvido ao acaso naquela situação horrível. Estava com frio ainda que conseguisse sentir parte do calor que o motor havia produzido de onde estava. O barulho de sirenes aumentava cada vez mais, estavam chegando e Jonas não sabia se elas chegariam a tempo. Mal conseguia sentir seu corpo e nada conseguia mexer além dos olhos, mas ainda assim evitava pois doía.

As cores azuis e vermelhas das sirenes da ambulância já brilhavam um pouco mais fortes por estar mais perto, identificar que aquelas luzes a piscar eram das ambulâncias para ter seu primeiro apagão após o acidente, e não seria o último deles.

O garoto tinha consciência, ouvia todos a volta, mas não conseguia sentir ou ver nada, estava totalmente impossibilitado. Não sabia se havia acordado depois de ter apagado ou se simplesmente nunca tivera desmaiado mesmo, talvez apenas tivesse fechado os olhos, certeza era algo que Jonas não tinha naquele momento, para nada que fosse além da dor que sentia. Gostaria de saber como ficara daquele jeito, mas não se lembrava de nada; sua memória fora afetada.

Sentiu de leve, alguém tocar seus braços, tentando fazer algum tipo de comunicação com o garoto, mas sabia que ele não estava apenas encostando nele como parecia, devia haver força ali, o que lhe mostrava que perdera grande parte da sensibilidade de seu corpo. Nada bom.

“No que isso vai acabar? ” Pensou Jonas, criando uma enorme vontade de chorar, mas não podendo fazê-lo.

Essa angustia era horrível para Jonas, que acabara de fazer 18 anos e mal pudera aproveitar essa idade; e também não sabia se poderia terminar de viver essa idade tão marcante para si ainda.

Ouviu alguém perguntar seu nome, pedir um telefone para contato de seus pais ou alguém especial e algumas coisas mais, todas parecidas. Tentou abrir a boca e pronunciar, tentou pronunciar o telefone de casa, mas não teve êxito. Tudo o que queria naquele momento, era poder dizer “Jonas Noah Vasquez”, como seu nome para quem perguntava, mesmo sem saber quem era, só para ter a certeza de que ainda estava bem em algum aspecto, na fala.

- Ligar. Isak. Valtersen. Namorado. - Foram as únicas quatro palavras que saíram da boca de Jonas, apenas. Fracas, bastante falhadas e em um tom muito baixo, mas saíram e ele torcia para que o paramédico pudesse ter ouvido e conseguido entender, que pudesse a vir checar seu celular, ou qualquer coisa parecida, mas que conseguisse chamar quem ele mais queria por perto naquele momento.

Seu coração parecia bater mais fraco que o normal, e perceber isso, não fazia Jonas nem um pouco mais feliz.

Jonas percebeu ter um apagão e se viu totalmente perdido novamente, mas em outro lugar, consegue se ver algum lugar comum e buscava explicações, reconhecer onde estava, e por fim, acabou conseguindo. Estava lá, no hospital, aquele típico prédio com pintura e detalhes em tons esverdeados claros, com um tom bem aproximado de turquesa. Um dos lugares que mais dispunha de traumas para Jonas, fora complicado ver Isak internado naqueles hospitais em todo o tempo que ficaram juntos, socorrer Isak aos surtos e acabar em lugares como aquele hospital onde estava agora. Sabia que não estava em boas condições.

Com os olhos já abertos, conseguiu notar algumas pessoas puxando a maca onde estava deitado para a ala de cirurgia. Como descobrira que estava indo para tal? Conseguira ver uma placa, que dizia “Sala de cirurgia ”, mas não foi daí que conseguiu identificar que fosse tal e sim pela aparelhagem na sala, já que estava quase que impossibilitado de ler algo. Suas vistas estavam levemente embaçadas, e pioraram na hora da leitura, as letras começavam a dançar em sua mente e ele não conseguia focar para ler nada em sua frente, e essa é, novamente, a última coisa que Jonas pode antes de apagar; de novo.

 

 

Jonas faz força para abrir seus olhos novamente, já era mais fácil desde a última vez que o fizera, mas ainda doía muito, ele ainda tinha a sensação de ter areia nos olhos. De instante, não conseguiu ver seu grupo de amigos à sua volta devido a mudança repentina de luz, mas – pouco a pouco – conseguiu formalizar a imagem de Mahdi, Magnus e Isak ao seu redor, cada um em uma poltrona, dormindo. Devia ser tarde, Jonas não achou nenhum instrumento da qual pudesse ver o horário atual.

Tentou levantar o braço, mexer os dedos dos pés e das mãos ou inclinar um pouco seu pescoço, mas acabou tendo mais dores do que esperava, tudo doía, e muito.

- I-Is..ak – sua voz falhava mais do que antes e parecia que algo arranhava fortemente em sua garganta. Como se não bastasse não conseguir se mexer, agora, achava difícil falar também, mas estava disposto a se esforçar mais. – Isak.

Sua voz saiu um pouco mais firme da segunda vez, não tão alta, mas o suficiente para Isak despertar de seu sono leve e poder ver que alguém o chamava, quem ele realmente esperava que chamasse, Jonas, que se encontrava disposto deitado na maca do quarto de hospital, impossibilitado de qualquer coisa que fosse, de falar a poder agir em diversos movimentos.

- Você está vivo! – Isak não se conteve de felicidade ao ver Jonas lhe chamando, mas sabia que sua felicidade acabaria a qualquer momento, assim que se lembrasse que, talvez estar vivo, fosse pior do que sofrer tudo o que Jonas parecia estar sofrendo naquele exato momento. – Você sabe o quanto eu te amo, certo? Sabe que não suportaria que nada acontecesse com você naquele dia? Nada poderia acontecer, não após termos aquela briga, não após ter saído nervoso de casa. Eu nunca deixaria de me culpar.

- Eu es-t-ou b-em. – Jonas tentou mentir para Isak, mesmo já imaginando que aquilo poderia não dar certo.

- Olhe para sua situação, Jonas! Você não está nada bem, mas gastarei cada segundo da minha vida para lhe fazê-lo ficar melhor, eu prometo. – Isak comprovou a tese de Jonas que não daria certo mentir para ele e tentou, mais uma vez se desculpar. – Você se lembra de algo que aconteceu?

- Nã-ão. – respondeu Jonas. – Não muito bem; dói relembrar, dói pensar, dói até mesmo falar.

- Então você não tem que fazê-lo. Isso pode esperar. – Isak deixou claro que não queria forçá-lo a nada após o que havia passado nas noites anteriores, o acidente e as cirurgias seguidas de cirurgias. – Dói piscar? Acho que podemos conversar apenas através disso.

- Podemos tentar. – respondeu Jonas, com a voz apenas piorando e ficando cada vez mais fraca e arranhando mais sua garganta. Formando seu primeiro sorriso no rosto, extremamente fraco e sem conseguir formá-lo direito pensando em como seu namorado parecia engenhoso aos seus olhos, como em uma situação iria pensar em algo como aquilo?

- Ok. Pisque uma vez para dizer sim, duas para dizer não. – orientou Isak, formando um sorriso no rosto como Jonas fizera, mas seu motivo era por ficar feliz em conseguir entreter o namorado de cama. – Você ainda tem muitas dores no corpo?

Isak perguntou confiante de aquele jogo iria dar certo, e realmente deu. Uma piscada, foi sua reposta, lógico que ainda doía, era impossível não estar. Aos poucos, Isak foi conseguindo regular a frequência das piscadas com as respostas e aquilo realmente foi dando certo e eles ficaram assim, conversando por piscadas e perguntas até Isak perguntar se Jonas estava cansado e receber um sim como resposta.

Nesse momento, ignorou todas as orientações médicas e beijou Jonas, não ligava se fosse acabar adquirindo qualquer doença que fosse, estava junto ao seu namorado, e juntos, tornaram a tentar dormir, Jonas na maca e Isak em uma das poltronas que haviam no quarto.


Notas Finais


E aí, gostou do capítulo? Vale a pena deixar um favorito e um comentário?
Espero que tenham gostado até aqui e sugiro que adicionem a fanfic às suas bibliotecas para ficar sabendo assim que sair capítulos fresquinhos da fanfic!


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