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História Save me and Love me - MinSung - Capítulo 3


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Notas do Autor


Hey, hey, hey!

Capítulo 3 - Recomeço..


Fanfic / Fanfiction Save me and Love me - MinSung - Capítulo 3 - Recomeço..

>Jisung

Depois de todo aquele episódio horrível que eu passei, iria sair de Lorkvillage com a intenção de nunca mais voltar. Não olhei para trás, nem me despedi. Queria deixar ali todo o meu passado doloroso, então aceitei a ajuda do até então desconhecido e subi em seu cavalo que logo foi guiado a cavalgadas rápidas para longe dali. Como o cavalo ia rápido, não tive outra opção a não ser me agarrar em sua cintura para não cair.

Desde o nosso encontro no poço, notei que ele mantinha uma expressão séria no rosto, como se não sorrise. Ele não estava diferente agora, mas mesmo assim me aproximei um pouco e atrevidamente perguntei..

- Como é o seu nome?

- Por que quer saber?- me respondeu com outra pergunta ainda com sua expressão séria.

- Oras! Não posso querer saber ao menos o nome da pessoa que salvou minha vida?- perguntei indignado. Ele somente soltou um suspiro pesado.

- Me chame de Know.- respondeu finalmente.

- Know? Que nome diferente.. mas é legal como você!- eu disse sorrindo um pouco.

- Não sou legal.- me disse fechando ainda mais a cara.

- Claro que é. Você me salvou sem ao menos me conhecer e ainda aceitou me levar para um lugar onde, talvez, eu possa começar uma vida nova. Nunca vou poder agradecê-lo o suficiente. Obrigada, Know.- falei me agarrando ainda mais em seu corpo e descansando meu rosto em suas costas, estava cansado.

Não demorou muito para que eu pegasse no sono, mas antes de estar dormindo completamente pude ouvir a voz do Know mais uma vez..

- Me agradeça ficando bem Jisung.- É. Eu sabia que ele era legal.


>Minho

Pertinho do amanhecer, fiz uma pequena parada para descansar e procurar por água e frutas. Eu estava sentindo o peso do Jisung sobre mim, então não tive outra escolha se não acordá-lo.

- Jisung.. acorde, precisamos procurar mantimentos.- disse eu o chacoalhando.

- Hmm.. quanto falta para chegarmos?- perguntou coçando os olhinhos ainda com sono. Ele é.. adorável.

- Não muito, duas horas no máximo.- ele então desceu do cavalo com minha ajuda e se sentou em uma pedra que havia ali.

- De onde você é Know?- me perguntou, mas eu não queria revelar quem eu era. Não ainda.

- Do lado leste, é o máximo que pode saber.- falei já me afastando indo atrás de água.

- Por que é tão sério Know?- perguntou vindo atrás de mim.- Você não ri nunca?

- Não.

- Amass.. sorrir é tão bom! Pode despertar as melhores coisas nas pessoas.- nesse momento eu parei e me virei para ele o fazendo esbarrar em mim.

- As pessoas são mentirosas, enganam as outras e não se importam com o próximo.- disparei lembrando de meu passado.

Ele ficou me encarando com os olhos arregalados por uns instantes, mas logo depois sorriu largo e empurrou de leve meu ombro.

- Do que está falando? Se as pessoas não se importam com as outras o que lhe levou a me ajudar? Você é muito contraditório.- e então passou por mim e continuou caminhando, me deixando ali sem fala.

Os minutos seguintes se passaram com aquele serzinho pequeno me enchendo de perguntas. Ele era elétrico e não parava de falar nem um minuto o que me fazia soltar vários suspiros entediados.

Quando finalmente conseguimos a comida e a água, voltamos a cavalgar em direção a Bovaryland. Eu não via a hora de chegar e poder tomar um banho e descansar, então estava torcendo para que fosse rápido.

- Quantos anos tem Know??- e lá vamos nós... ele não cansa?


[...]

Depois de vários minutos de inúmeras perguntas finalmente pude ver os portões da entrada de Bovaryland chegando lá, como de costume houve a identificação dos viajantes que queriam entrar no reino.

- Quem são e o que desejam aqui em Bovaryland?- perguntou Nanjoom, amigo íntimo de meu pai e general do exército de Bovaryland.

Eu ainda não queria revelar minha identidade ao Jisung, por isso discretamente levantei um pouco de meu manto e fiz um sinal para ele não me revelar.

- Podem passar.

Então, os guardas abriram os portões e logo entramos. Pude notar que Jisung olhava admirado para tudo ao seu redor, eu não via nada de tão especial então decidi perguntar o porquê de todo o seu encantamento.

- O que vê de tão lindo aqui?- tínhamos decido do cavalo, e agora a pé eu o levava para o castelo.

- Know.. tudo aqui é lindo! Você pode ter crescido aqui que com certeza tem mais riqueza, mas eu.. vivi minha vida inteira em Lorkvillage, aquele lugar horrível cheio de pessoas más.- ele então abriu os braços e começou a rodopiar feito uma criança.- Eu tenho certeza que posso começar de novo e que serei muito feliz aqui.- disse por fim com um enorme sorriso.

Toda sua empolgação me fez soltar um mínimo sorriso, mas disfarcei e logo voltamos para o caminho. Eu estava ansioso para ver sua reação ao saber para onde eu o estava levando. Quando chegamos em frente ao palácio, Jisung olhou espantado para os enormes portões e se escondeu atrás de mim.

- A-Aqui é o palácio? O que estamos fazendo aqui?- perguntou agarrando meu braço.

- Logo você vai saber.- então entramos.

Deixei meu cavalo com Hyunjin o responsável e fui de encontro a sala de meu pai. Quando entramos lá, Jisung ficou parado mais atrás e apenas observou tudo.

- Filho! Que saudade eu estava de você!- disse minha mãe me abraçando.

- Mãe, não se passaram nem três dias.- disse eu revirando os olhos.

- O que é isso Minho. Sabe que nos preocupamos com você. Que bom que está de volta.- meu pai então também me abraçou.- Então, tudo preparado para assumir o trono e enfim se tornar Lee Minho, o rei de Bovaryland?

Quando meu pai terminou sua fala, não respondi antes de olhar para Jisung. Ele me olhava com os olhos arregalados e a boca entreaberta. Estava engraçado.

- Sim, tudo pronto pai.- respondi então ao meu pai.

- Oh, que descuido nosso. Quem é esse rapaz lindo filho?- perguntou minha mãe indo em direção a Jisung.

Quando viu que as atenções agora eram voltadas para si, Jisung logo abaixou a cabeça com as bochechas vermelhinhas.

- Sou Han Jisung alteza, é um prazer conhecê-la.- disse ele se curvando.

- Querido, se é amigo de meu filho já faz parte da nossa família.- disse minha mãe por fim fazendo carinho em uma de suas bochechas grandinhas.

- Minho, leve-o até um quarto dos quartos e acomode-o. Depois desçam para o almoço.- disse meu pai se retirando com minha mãe.

Eu então olhei Jisung mais uma vez e o chamei. Quando estávamos no corredor, ele então se pronunciou.

- Por que não me falou que era o príncipe?- perguntou de cabeça baixa e bem distante de mim.

- Faria alguma diferença?- ele ficou calado.- Olha Jisung, até alguns minutos atrás você não aparentava ter medo de mim mesmo não me conhecendo, não quero que isso mude ok?- perguntei tocando levemente seu rosto para que me olhasse nos olhos, ele assentiu.

- Ok.- então me deu um pequeno tapa no peito e me olhou emburrado.- Palhaço, como me traz para o palácio, na presença do rei e da rainha comigo nesse estado? Não lhe acho mais legal.

Um sorriso involuntário ameaçou surgir em meu rosto, na logo tratei de mandá-lo para longe.

- Vamos.. aqui vai ser seu quarto.- disse eu entrando em um cômodo que ficava ao lado do meu próprio quarto.

- Olha Know.. quer dizer Minho.. digo, alteza..- o cortei.

- Me chame do que quiser Jisung.. sem formalidades.

- Tá, Know.. muito obrigado por me salvar e por me dar uma oportunidade de construir uma nova vida.- disse me abraçando.

- Quem deu permissão para me tocar? Além do mais, não gosto de abraços.- disse relutante.

- Deixe de ser tão chato e sério Know.- enfim me soltou.

- Eu sou do jeito que eu quiser, não tenho que agradar você.- disse fingindo drama.

- Tem razão, pode me dar licença então? Quero tomar um banho, alteza.- disse se reverenciando escandalosamente.

- Claro que sim. Logo venho lhe chamar.- disse me retirando.

Antes de ir para meu quarto, fui até a cozinha procurar roupas que servissem no Han. Chegando lá, vi os dois garotos responsáveis pela cozinha abraçados, ao que parece um deles estava chorando.

- Humm..- quis chamar a atenção deles.

- Ah, alteza! Em que posso ajudar?- perguntou Yeonjun.

- Uh, eu.. trouxe um convidado que vai ficar conosco aqui no castelo mas ele não pôde trazer nenhuma vestimenta.. será que poderia conseguir algumas para mim até que eu providencie novas?- pedi a ele.

- Claro que sim, já volto.- então saiu me deixando sozinho com o outro garoto.

- Beomgyu, está tudo bem?

- Sim alteza, não há com o que se preocupar.- me respondeu limpando o restante de suas lágrimas.

- Aqui estão alteza.- alguns segundos depois, Yeonjun retornou com as roupas.

- Obrigado.. logo venho lhe devolver, e Yeonjun??- o puxei para mais perto de mim.

- Sim??- respondeu atento.

- Cuide muito bem dele.- disse me referindo ao Beomgyu. Ele então corou um pouco e me respondeu.

- Pode deixar senhor.- disse dando um enorme sorriso.

Voltei então até meu quarto e pedi para uma das moças da limpeza entregarem a roupa para o Han.

- Senhorita Irene, pode entregar estas roupas ao rapaz que está no outro quarto, por favor?

- Claro alteza, pode deixar.


[...]

Enquanto estávamos na mesa do almoço, meu pai resolveu fazer perguntas ao Jisung.

- Então Han, como conheceu nosso filho?- perguntou meu pai.

Jisung então olhou para mim como se pedisse permissão para contar tudo, então eu acenei com a cabeça.

- Bom, seu filho salvou minha vida ao impedir que eu fosse vendido como escravo. Meus pais adotivos resolveram me “ceder” ao mercador em troca de dinheiro.- explicou Han.

- Que coisa horrível! Então, não conhece seus verdadeiros pais?- perguntou minha mãe.

- Infelizmente não alteza.. isso é tudo que eu tenho deles.- falou nos mostrando um colar com um pingente azul.

- Eu.. posso vê-lo?- perguntou meu pai com um suspeito nervosismo.

Han então o retirou do pescoço e o entregou ao meu pai que ao tê-lo em mãos passou a encarar fixamente, até minha mãe tocar seu braço. Eles se encararam por alguns segundos e foi realmente estranho.

- Algum problema?- perguntei os tirando do transe.

- Não filho! Vamos voltar a comer.- então meu pai devolveu o colar ao dono, mas ele e minha mãe passaram o resto do almoço calados, pensativos.


Notas Finais


By!💙


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