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História Save-me Girl - Capítulo 39


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Capítulo 39 - CAPÍTULO 39-GIVER


Encararam o chefe de segurança do estado, que olhava atentamente a cada uma das provas e dos esquemas elaborados pelos mesmos. Admirado estava ao ver que os dois haviam (Finalmente) se juntado para resolver aquele maldito caso.

O olhar do homem se ergueu, e a detetive e o delegado se entreolharam, antes de se apoiarem nas cadeiras em uma pose que remetia Bad Boys—1990, ela com o braço apoiado no braço da cadeira, sentada de forma despojada com a perna jogada por cima do outro braço de cadeira. Já o Delegado sorria descarado enquanto passava a mão pelos fios rebeldes e encarava o homem.

Quem o via daquela forma não acreditava na crise que ele teve antes de entrar ali.

—Vocês...

—Sabemos.—Em uníssono falaram, sorrindo enquanto encaravam secretário que riu fraco, concordando com a cabeça.

O homem fechou a pasta amarela, a pondo em cima da mesa e tirou o telefone do gancho, discando alguns números e em seguida levando o aparelho a orelha.

—Olá, aqui é o chefe de segurança do Estado. Gostaria de informar que estamos a postos, quero toda a frota aqui no norte pois iremos resolver o caso pendente....sim sim, Sophia Pheobe.

O delegado encarou a detetive com o canto dos olhos, vendo ela sorrir enquanto encarava o chefe.

Jeon nunca fora do tipo que gostava das garotinhas indefesas e mimadinhas. Ele gostava daquilo, de segurança e confiança no olhar. Por um tempo se perdeu, e em sua mente passavam-se os momentos onde ele havia se perdido daquela forma ao encarar ela.

O corpo da mulher era bonito, mas por mais diferente que fosse, ele não conseguia prestar tanta atenção em suas curvas como em sua personalidade, o que é de se admirar pois ele é um homem sozinho.

Ele se encantou desde o primeiro dia com forma forte e destemida que ela tinha de mesmo quando tudo desse errado, ela levantar a cabeça sem reclamar. Ela não fingia os sorrisos, como as pessoas tristes igual a ele faziam, ela procurava algo para sorrir.

Quando voltou ao seu normal, notou o chefe o encarando e ergueu o queixo, o encarando de frente.

—Ajam de acordo com a ocasião. Não sejam discretos, esse de fato é o único momento que devemos ser totalmente triunfantes.

—Quero saber quando eu não sou—Por Deus, não seja tão confiante em um momento desses, Amanda.

Irá matar o Delegado.

Ele sentiu seu âmago ser acarinhado e concordou com a cabeça, se levantando. Com a detetive do seu lado, saiu do local marchando de forma confiante até pararem no final da escada.

Se entreolharam.
Tentaram se conter.
Começaram a rir baixo.
Gritaram em alegria.
Correram para se preparar.

NOITE‐PANDEMÔNIO.

A ex-prostituta terminava de se preparar para a sua última noite. Em seu quarto, sentada na frente da penteadeira, ela terminava de aplicar o pó sobre sua pele, agora, aveludada.

Quando terminou, ela parou respirando calmamente e sorriu para seu reflexo no espelho. Estava linda aquela noite, por mais que pensasse em agradar uma pessoa que provavelmente não estaria ali aquela noite, ela estava disposta de fazer o seu último dia ser inesquecível.

Se levantou, saíndo então em seu quarto e foi na direção do alojamento das garotas. Ao parar na porta, encarou as garotas que estavam quase prontas para se apresentarem.

Sorriu fraco, chamando a atenção de todas quando bateu as unhas pintadas vermelhas contra a madeira branca da batente da porta.

—Madame Evie.

—Sem cerimônias, garotas.—Pediu e as encarou por um tempo, sorrindo enquanto se aproximava devagar. Ao estar no meio de todas elas, começou a falar calmamente.Hoje será a nossa última noite...E com isso, eu acho que eu tenho algumas coisas a falar. Primeiramente, eu acho que eu devo um grande pedido de desculpas a todas vocês, apesar de saber muito bem que isso não vai mudar muita coisa.

Falou, encarando a todas as garotas que a encaravam pensativas, o que a fez continuar.

—Eu errei, eu admito e eu sei que não vai ser um pedido de desculpas assim que vai curar tudo que eu causei. Mas quero que saibam que isso acabou, após a reforma estarão convidadas a vir ao nosso Hotel e trabalhar comigo, ou podem ir embora viver as suas vidas. De qualquer forma, foi o prazer estar com vocês.—Falou, vendo todas quietas.

Sua consciência gritou em culpa, mas foi cortada quando a mais nova delas se levantou, batendo palmas e puxando todas a fazerem o mesmo.

{•••}

O Cabaré estava cheio, homens e mulheres de diferentes tipos se encontravam ali. Evie nunca esteve tão radiante como estava aquela noite, usando um belo vestido branco que valorizava suas curvas, ela se sentia maravilhosa.

Por mais que ela não admitisse abertamente, ela sabia que a vida dela era radiante quando o homem se aproximava dela.

Mesmo da forma insuportável, machista e imponente que ele vinha, ela o controlava na palma da mão.

Eles sabiam disso.
Todos sabiam.

Enquanto as luzes avermelhadas piscavam e a música alta tocava, a mulher dançava devagar, batendo os saltos contra o assoalho. Seu corpo se balançava ao som da música, seus olhos fechados e os fios se mexendo devagar a deixava ainda mais inerte ao som daquela música.

Sentiu uma mão fina deslizar por sua cintura e se virou, encarando a mulher de cabelos loiros e olhos esverdeados. Se ela não soubesse que aquela seria sua última noite, ela gritaria pela ousadia da mulher. Deu risada ao sentir o corpo da maior se chocar contra o seu, a fazendo se afastar até encostar contra a parede, onde sem permitir teve os lábios tomados pela mulher.

Mal sabia ela que quem a beijava seria quem a mataria no final daquela noite.

Quando se separaram, a mulher de fios loiros sorriu e encostou a mão próxima ao rosto de Evie. Ela usava uma roupa toda preta e com muito couro, botas, jaqueta e calça, tirando somente pela blusa do Nirvana que usava por baixo.

Respirou calmamente, sentindo a mulher suspirar contra sua orelha.

—Senhorita Brown...temos alguns assuntos pendentes a tratar...—Sussurrou antes de seu proximo passo.

Evie não notou, mas ela havia tirado um 38 da cintura, onde pressionou contra a pele exposta da dona do bordel, que puxou o ar pela boca rapidamente. Sentia todo o seu corpo gelar enquanto a mulher relaxava, respirando contra sua orelha.

Ela riu baixo.

—Não sejamos tão preciptadas. Acho que seria bem melhor termos uma reunião dentro do seu escritório, afastadas de toda a confusão certo?

A mulher continuava sorrindo e começava guiar a outra pelo salão, que andava fingindo que estava tudo bem, enquanto estava literalmente com uma arma na nuca. Quem pensasse que ela estaria desesperada, estava totalmente enganado.

Sempre observe os acessórios de uma mulher. Tem coisas que elas usam sempre, e acredite, tem um motivo muito bom.

Enquanto a mulher a puxava devagar, ela passou a mão sobre seus pulso esquerdo, abrindo a tela falsa de seu Apple Watch. Apertando o pequeno botão vermelho ali, ela abaixou a tela novamente e sorriu segurando o pulso da mulher, que a olhou com a feição fechada.

Giver—K.Flay

Evie sorriu, ouvindo a batida da música ficar mais forte. Puxou a mão da mulher para a sua cintura, e se moveu devagar ao ritmo do som que ecoava de forma profunda, se rebatendo com as batidas dos corações de todos presentes.

Sua mão desceu a cintura da loira e ela a guiou devagar de um lado para o outro, fazendo com que ambas dançassem coladas. A ex-prostituta sorriu contra a orelha da mulher, deixando a mão deslizar pelo braço até ela entrelaçar seus dedos, ficando com a faca no meio do enlace da mão.

—Oh querida...acha que é a primeira pessoa ruim com quem lido na vida?—Perguntou a loira e sorriu mordendo o lóbulo alheio, o deixando deslizar por seus dentes.

Sorriu ao notar que a guarda havia abaixado e a fez virar, fazendo seus quadris se chocarem e que ela fosse a dominada agora.

—Deveria ter escolhido fazer isso quando eu estava lá fora. Aqui dentro quem manda sou eu.

Ela riu quando ouviu as sirenes ecooando por todo local. E riu mais ainda ao ver que a mulher agora encarava uma sombra atrás da tela em tom avermelhado.

Tinha a silhueta de um homem sentado, com uma mulher sentada sob o braço da cadeira. As pessoas ao ser redor começavam a encarar a mulher, revelando que todos na verdade eram policiais vestidos a caráter.

A assassina entrava em choque ao ver os distintivos e as armas. Como ela havia sido tão idiota daquela forma?

Quando a tela branca subiu, ela ficou totalmente pasma ao ver o delegado sentado em uma poltrona chique de veludo vermelho e ornamentos dourados. Ele usava um terno clássico e estava muito bonito, e sentada no braço da poltrona estava a detetive, que usava um vestido preto que tinha uma fenda que ia até sua coxa. Ambos estavam a caráter.

E que surpresa, Sophia Pheobe finalmente havia sido pega.

O delegado encarou a detetive de canto de olho que devolveu o olhar. Ambos sorriram cúmplices antes de se levantar e andar até o final do palco, descendo devagar e indo na direção da criminosa que estava tão em choque que não conseguia sair dos braços da mulher.

O delegado tirou a arma do coldre, enquanto a detetive sorria com as algemas.

—Sophia Pheobe, está presa em nome da lei. Tem o direito de permanecer calada, tudo que disser será usado contra você no tribunal. Possui o direito de um telefonema e um advogado.



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