1. Spirit Fanfics >
  2. Save me until the party is over | Joesar Oneshot >
  3. A Festa - Oneshot

História Save me until the party is over | Joesar Oneshot - Capítulo 1


Escrita por: BATiMAiN

Capítulo 1 - A Festa - Oneshot


As luzes coloridas que piscavam pelo cômodo podiam incomodar a visão de quem prestasse muita atenção nelas, e a música alta fazia com que sentissem as batidas de seus próprios corações. 

O calor de todos os corpos dançando e se movendo pela grande casa podia ser sentido por qualquer um ali e o cheiro forte de álcool e nicotina embriagavam o local.

Mais uma das famosas festas de Tristan Monteiro, um dos veteranos mais conhecidos do campus pelas suas incríveis formas de festejar. Além de ser um galã de primeira, que só tomou juízo no último ano depois de ter se apaixonado por uma caloura de Jardinagem que conseguiu coloca-lo na coleira.

Cesar revirava os olhos pela milésima vez naquela noite. Estava jogado em um dos sofás no centro da grande sala desde que chegou, tinha visão de grande parte dos cômodos do primeiro andar e conseguia ver inúmeras pessoas se pegando ou bebendo naquele local como se não houvesse o amanhã.

Claro que seria uma boa ideia vir, quem ousaria dispensar uma das melhores festas que teriam oportunidade de irem em toda sua vida? Suspirava profundamente toda vez que pensava em como se deixou ser arrastado para o local por Thiago e Arthur que não paravam de implicar para o moreno ir.

Os mesmos que o abandonaram assim que passaram por aquela porta, o deixando sozinho sentado ao lado de um casal que pareciam não se importarem muito em não estarem num quarto ou local privado. 

O tatuado saiu em direção a cozinha dando um tchauzinho leve e se encontrando com um loiro perto das inúmeras garrafas acima do balcão. As coisas pareciam profundas demais para o mais velho simplesmente interromper e puxar Arthur de lá.

O futuro jornalista foi de encontro com a garota que conhecia como Webber, a fera do campus. Ela cursava Investigação Forense e sempre foi conhecida por ser sempre grossa e não se importar com a opinião das pessoas, o que surpreendeu Cesar quando, ao invés de um tapa ou empurrão, a morena recebeu seu amigo com um beijo feroz e o puxou pelas escadas para o andar de cima.

Ainda no sofá do local os olhos do Cohen encontraram algo de seu interesse, e se surpreenderam. Joui Jouki, mais conhecido como a estrela do campus e o garoto que mexia com os sentimentos do moreno — assim como de metade das pessoas daquele lugar  —, sendo também o ser mais inalcançável e puro que Cesar podia imaginar, agora estava na sua linha de visão trocando e virando copos de bebida com a caloura estrangeira ruiva.

O moreno aceitou que nunca teria chances com o japonês desde que seus olhos se encontraram em seu primeiro dia de aula, além de inalcançável o Jouki era a pessoa mais lerda do planeta. Sempre recebia dezenas de declarações por dia mas parecia que nunca tinha entendido isso.

Naquele momento a ruiva investia fundo em tentar se aproximar e mostrar interesse no mais alto, mas o outro parecia não ter mínima ideia disso.

Ouviu de Arthur e outras pessoas de como Joui sempre tratou o corpo como seu próprio templo particular e nunca havia colocado uma gota de álcool na boca, mas parecia ser difícil acreditar quando via aquela cena dele virando copos atrás de copos, sorrindo para qualquer ação que acontecia por perto.

Pensou em como queria tirar a cena do mais alto sorrindo pra garota que pareceu derreter a sua frente, e em como queria sumir daquela festa de merda. Tragou fundo, puxando toda a fumaça para seus pulmões sentindo todo o gosto amargo da nicotina invadir sua boca. 

Soltou o ar lentamente e quando abriu os olhos se engasgou na própria fumaça ao ver o japonês encarando-o sorridente e indo em sua direção em pequenos tropeços, seus joelhos pareciam fracos pela bebida.

— É Cesar, né? — perguntou após se jogar no sofá ao lado do mais velho — Já te vi no campus, acho que é informática? — parecia se questionar mentalmente.

O moreno havia congelado por segundos, abriu a boca algumas vezes antes de conseguir responder o outro.

— P-programação. — virou seu olhar para o chão, se amaldiçoou por ter gaguejado e pela voz soar baixa.

A risada descontraída do japonês ressoou pelos ouvidos do moreno e ele teve que se virar para confirmar que o Jouki estava realmente do seu lado, aquela interação parecia impossível para o mais velho.

Encontrou o sorriso perfeito acompanhado pelos olhos amendoados fechados pela ação, se sentiu contagiado a sorrir mas antes de conseguir fazer algo o viu abrir as orbes castanhas rapidamente e o encarar como um predador.

Em segundos o corpo do maior já se encontrava a centímetros do seu, o perfume amadeirado invadia suas narinas e o ar parecia mais pesado, o encarava surpreso e ao mesmo tempo sem reação. O olhar divertido do outro se dirigiu ao cigarro em suas mãos.

Joui levou os dedos ao tabaco e o tirou da mão de Cesar, levando lentamente aos lábios e se afastando do outro. 

Ao perceber a ação do mais novo Cohen acordou do transe, se levantando bruscamente para perto e tapeando a mão do mais novo, jogando o cigarro no chão. 

— Que porra é essa, Jouki?! Você já tá bêbado, não vou te deixar fumar. — encarava os olhos castanhos de perto, recebendo um riso divertido.

Cesar estava indignado, se perguntando em que momento o outro havia saído da fase do "Meu corpo é um templo" e ido para a de virar copos a noite inteira e cogitar ingerir nicotina nos pulmões saudáveis e atléticos. 

Seus pensamentos foram cortados quando percebeu que o Jouki não pareceu se importar nadinha com a ação anterior ou com o cigarro apagado no chão, o que o fez olhar desconfiado para o maior.

— Tá tudo bem, eu só queria a sua atenção. E você fica mais bonito bravo, Cohen. — a voz rouca provocativa pronunciou enquanto se dirigiu novamente pra cima do outro.

Uma das mãos de Jouki foi para o rosto pálido do moreno deitado abaixo de si, onde deixou um carinho no local enquanto apreciava a aparência do garoto que tanto gostava. A outra se encontrava ao lado da cabeça de Cesar, que parecia cansado de esconder seus próprios desejos, pousando as mãos sobre a nuca do japonês que descia lentamente para colar seus lábios.

— Joui! — a voz divertida e embriagada da ruiva que se dirigia aos dois fez com que Cesar voltasse a si.

Fechou os olhos fortemente, afastando todo o desejo que sentia pelo outro, pensando em todas as consequências que aquilo poderia trazer pra si e sem perceber foi tomado novamente pelo sentimento familiar da insegurança.

— Para, você tá bêbado nem quer realmente fazer isso. Pode ser só o calor do momento, e eu não quero ser o arrependimento de alguém. — o moreno soltou melancólico, largou os fios do japonês e o afastou rapidamente, se levantando e passando pela ruiva que segurava dois copos.

— Tava te procurando, trouxe mais bebida pra gente virar! — interrompeu o Jouki antes que ele pudesse ir atrás do mais baixo e ofereceu o copo.

Cesar se dirigiu pra uma das janelas grandes de um dos corredores, queria ir pra bem longe daquela festa. Odiava a maioria das pessoas dali. 

Olhou para trás uma última vez, encontrando os olhos confusos de Jouki, antes de pular desajeitado e cair no gramado do quintal dos Monteiro. Secretamente torcia para ele lhe seguir, mas sabia que não o faria.

A brisa da madrugada fria o fazia se envolver nos próprios braços e caminhar em passos lentos para a frente da casa, indo em direção a onde a maioria dos carros estavam estacionados, esperaria um dos amigos sair para irem embora.

Encostado no carro do Fritz conseguiu ver a figura japonesa que se aproximava. As sobrancelhas franzidas, os joelhos fraquejando a cada passo, o jeans rasgado e o copo que ele acabará de virar.

— Você não sabe de nada, ok?! — bravejou Joui, parando de frente ao mais baixo — Eu posso estar bêbado, mas quem disse que vou me arrepender?! E se eu só tiver tomado coragem pra fazer o que eu sempre quis?! — o tom saindo como um sussurro magoado, segurou o rosto de Cohen e encarou as orbes negras.

A cabeça que se pendeu na mão direita de Joui, os olhos fortemente fechados e o suspiro alto foram os sinais da guerra interna que Cesar lutava secretamente contra todas suas inseguranças e medos. 

— Então me salva dessa merda de festa, e me leva pra onde essa música não seja tão alta. — disse ao abrir os olhos depois de longos segundos.

O sorriso largo e alegre que o japonês abriu fez com que todo aquele sentimento ruim sumisse, sendo substituído pelo calor gostoso que se formou no peito do mais baixo.

— Só se você levar esse bêbado e meu carro em segurança pra casa. — brincou Joui e beijou a testa do mais baixo rapidamente, rindo da careta dele e o puxando em direção ao seu carro.

Os dois se encontravam no carro de Jouki. Relutantemente Cesar estava no volante, não gostava de dirigir mas amava sua vida ao ponto de não entregar a direção a um cara que ficou bêbado pela primeira vez naquele dia. 

O japonês cantarolava algumas músicas do rádio e até dedicava várias para o moreno no volante que dirigia calmamente e revirava os olhos quando via que estava sendo literalmente cantado, mas não podia esconder todos os sorrisos bobos que deu pelo caminho inteiro.

O carro parou no ponto final que o gps marcava, a casa grande e bonita formada por arquitetura moderna era o endereço do mais novo.

— Tá entregue. Querendo ou não você cumpriu sua parte enta- — Cesar começou mas foi cortado quando seus lábios foram roubados pelo maior, cedendo a passagem rapidamente. 

As mãos de Joui seguravam o rosto de Cesar que puxava os cabelos ralos do outro procurando mais contato. O gosto doce das bebidas que ambos tinham ingerido em alguma parte da noite se misturavam no meio do amargo da nicotina na boca de Cohen.

O japonês levou uma das mãos de encontro a cintura do mais novo e o ajudou a encaixar o corpo sobre si. O beijo lento se tornou desesperado e cheio de desejo, seus dedos apertavam firmemente a pele clara da cintura abaixo das vestes de Cesar, recebia alguns arfares e beijos pelo próprio pescoço em troca.

Puxou os cabelos negros levemente para trás deixando o pescoço claro amostra, levou sua boca de encontro e distribuiu vários beijos e chupões pelo mesmo, mordeu o nódulo de sua orelha e recebeu um gemido manhoso como resposta.

Cesar pegou o controle quando atacou novamente os lábios do japonês num beijo caloroso, rebolou lentamente quando sentiu sua cintura ser flexionada contra o colo do outro e ouviu um gemido gostoso sair do maior.

 [...]

O asiático abriu os olhos sonolento, sentindo a fisgada de dor de cabeça lhe atingir. Os raios de sol invadiam seu quarto já iluminado e sentiu seu coração se aquecer ao olhar para a figura deitada sobre seu peito.

Os fios negros caiam sobre a pele clara e estavam espalhados pelo lençol que cobria ambos. O rosto sereno e a respiração calma eram o sinônimo de paraíso para o japonês, que poderia observar aquela cena por dias sem se cansar.

Soltou um riso leve ao lembrar de toda a noite anterior e em como parecia impossível o moreno ter lhe correspondido na mesma intensidade, apesar da insegurança.

Sabia sobre ela, observou Cesar por tempo suficiente enquanto passava pelos grandes corredores do campus. Tentava não deixar claro, mas seus olhos estavam sempre na figura esguia e fechada que andava apressadamente pelas pessoas e fugia de multidões.

Talvez tenha sido no primeiro dia de aula do moreno, ou em uma das outras milhares de vezes que seus olhos pareceram destinados a se encontrarem entre tantos outros. Joui não sabia ao certo quando se apaixonou, mas a dias estava decidido a finalmente tentar uma aproximação com o Cohen.

Pensando melhor, o jeito que havia feito isso com certeza parecia patético. Não se orgulhava nadinha, e sabia que o moreno o mataria quando descobrisse, mas estava disposto a encarar todas as consequências de sua falsa embriaguez. Afinal, isso fez com que ambos descobrissem seus sentimentos recíprocos. 

Abraçou amorosamente o garoto acima de si, e beijou o topo de seus cabelos. Finalmente se sentiu em paz. 

Não se importava com toda a atenção ou declarações que recebia no campus, o único olhar que procurava e queria estava agora dormindo calmamente em seus braços.


Notas Finais


Migalhas de fanfics Joesar enquanto não atualizo as outras, juro que essa semana me esforço pra atualiza-las.

Escrevi isso num almoço em família, desculpa se estiver ruim.

Fiquei com muita vergonha de terminar a cena do carro enquanto os parentes me olhavam, foi mal.

Comentam o que acharam, gosto muito de saber a opinião de vocês e interagir. Beijão 🤍


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...