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História Savior angel - Capítulo 3


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Capítulo 3 - Enchanted to meet you


Os dedos de Luffy rabiscavam com certa velocidade a folha sob seus dedos. A figura adormecida já ganhava os traços da bela imagem que rondava sua mente desde que o observara curioso por todos aqueles dias que passara desacordado. 

– Seus desenhos tem realmente melhorado, que bom que você fez aquele curso. - Se assustou ao ouvir a voz de seu amigo rente ao seu ouvido. – Quem diria que aqueles garranchos se tornariam isso. Esse anjo está bonito. 

Sentiu suas bochechas esquentarem, não pelo elogio ou pela ofensa anterior, mas sim pelo conteúdo do desenho no papel. Rapidamente fechou o caderno se sentindo estranhamente envergonhado, algo que não era comum, porém estava sentindo ao ser pego no flagra desenhando o belo anjo que encontrara. 

– Eu não fazia garranchos, Usopp. - Por sorte seu amigo apenas sentou ao seu lado se concentrando no notebook à sua frente, o que o impossibilitou de ver a reação incomum do amigo. 

– Aham. Mas porque você estava desenhando um demônio? Ou foi pelo desenho a grafite? 

– Eu não estava desenhando um demônio, e as asas eram negras mesmo. - Disse confuso pela fala do amigo, Law não era um demônio, nem de longe, ele sentia isso e nunca falhou quando se tratava em confiar em alguém por sua intuição. 

– Anjos de asas negras são anjos corrompidos, e anjos caídos são demônios. - Se sentiu irritado com aquilo, Usopp só estava dizendo aquilo pela cor das asas, mas a cor não era capaz de definir quem ele era. 

– Não são, não. 

– São sim. 

– Não são! 

– Ah, que seja, Luffy. A Nami disse que você vai ter semana de provas, vai precisa de ajuda? Podemos montar um grupo de estudos com o pessoal. 

– Não, precisa, obrigado. Eu consigo de boa. - Negou guardando seus pertences e Usopp o encarou. 

– Tem certeza? - Perguntou desconfiado, Luffy tinha muito problema de concentração e toda ajuda era bem vinda, ainda mais nas condições em que estava. 

– Tenho sim, não se preocupe. - Se despediu do amigo e saiu. Usopp apenas suspirou, não gostava de vê-lo daquele jeito, não era o Luffy cheio de vida que costumavam ver. Esperava que, agora que ele estava melhor, pudesse realmente voltar a ser como antes.

Luffy havia voltado depois de muito tempo longe, já sabiam o que havia acontecido, ele confiava nos amigos e os amigos confiavam nele, mesmo sabendo o que ele havia feito ainda o amavam de toda forma, mas era inegável que ele estava mais afastado, mais retraído e sem o mesmo ânimo de sempre. De toda forma, dariam um jeito de animá-lo novamente. O fariam sair de casa e voltar a viver como antes, mesmo que aos poucos, o fariam lembrar como era sua vida antes de tudo desandar, porque eles jamais desistiriam dele, só precisavam encontrar um jeito de motivá-lo a isso.

O pequeno caminhou pelas ruas com a face do belo anjo ainda em sua mente. O observara num misto de curiosidade e interesse. Ele o salvara, mas não fora apenas por isso que decidiu levá-lo. Quando passou o choque inicial ele se viu encantado pela beleza dele, queria saber o que ele era, de onde veio e sentia que ele era uma pessoa boa, queria ajudá-lo.

Por essa razão o menor queria fazê-lo se sentir bem em casa. Law ainda estava muito retraído e desconfiado de tudo ao redor, mesmo que aos poucos estivesse se acostumando com a nova casa e com Luffy. 

Em meio ao caminho seus olhos se voltaram para a vitrine de algumas lojas, havia comprado algumas roupas para Law na semana passada, mas ele iria precisar de mais. Sua atenção foi para um chapéu branco e felpudo com algumas bolinhas. Luffy sorriu e por alguma razão achou que ele ficaria perfeito no moreno. Não pensou duas vezes em comprar e em seguida encaminhou-se para uma lanchonete próxima comendo tudo que seu estômago aguentasse, por sorte tinha Nami para ajudar a administrar o dinheiro que recebia de Shanks, ou já estaria falido com toda a impulsividade que tinha. 

No caminho de volta para casa viu um cartaz de busca de atendente, depois que estivesse mais livre de tantos estudos pretendia voltar a ter um trabalho de meio período.

– Luffy-kun? - Ouviu uma voz o chamar e se virou para trás.

– Jinbei. - O menor abriu um sorriso pulando nos braços do amigo que o apertou com força. – Você já terminou tudo para sua mudança?

– Ainda não, vai demorar alguns meses até eu conseguir resolver tudo, mas eu estava adiantando algumas coisas justamente para isso. - Luffy assentiu sorrindo. Ele queria muito que Jinbei morasse logo na mesma cidade que ele, gostava da presença dele e se sentiria definitivamente mais seguro. – Eu já estava indo lhe visitar, mas que bom eu te encontrei antes, não posso demorar. Como tem passado?

– Eu estou bem. - Abriu um sorriso, mas o mais velho o conhecia bem e logo estreitou os olhos para si. – Eu estou indo com calma, tá? O Rayleigh disse que isso é normal ir aos poucos, ele disse que eu tenho melhorado muito.

– Certo, fico feliz que suas seções de terapia tem funcionado bem. - Saber que Rayleigh tem acompanhado o menor o deixava consideravelmente mais tranquilo em não estar por perto naquele momento. Luffy estava melhor, mas ainda assim estava receoso e ele sabia disso. – Eu pretendo já estar morando aqui para o luau do fim de ano.

– Não vai ter esse ano, Jinbei. - O menor abaixou os olhos para o chão com uma expressão triste.

– Achei que era quase um ritual entre vocês, todo ano faziam.

– Quem preparava era o Ace. - Jinbei suspirou, sabia bem que não seria tão fácil assim tudo voltar a ser como antes, ele ainda estava muito receoso.

– Não precisa ter medo, Luffy-kun, você está bem para isso. E ainda falta muito tempo, de qualquer forma, não? Você pode pensar melhor e decidir se faz ou não. ‐ Luffy assentiu e logo Jinbei mudou de assunto perguntando sobre os outros amigos do menor.

Luffy voltou para seu caminho com as palavras de Jinbei em sua mente. Ele sabia que estava bem, mas não tinha confiança em si mesmo para deixar que as lembranças lhe tomassem novamente, não queria desmoronar mais uma vez e quase se destruir.

Balançou a cabeça para afastar aqueles pensamentos, não queria ficar com isso na cabeça, não agora.

– Tral. - Chamou assim que chegou na casa pequena, porém aconchegante. Achou graça quando o viu quase derrubar o abajur que observava, provavelmente afim de descobrir como funcionava. 

– Foi mal. - Disse com as bochechas vermelhas em constrangimento. Luffy sentiu seu corpo estremecer por dentro, assim como na primeira e toda as vezes que escutava a voz do outro, será que havia algo de diferente na voz dele por ele ser um anjo? De toda forma ele gostava da sensação gostosa de como seu corpo reagia. 

– Tá tudo bem, Tral. Pode mexer no que quiser, se sinta em casa. - Jogou a mochila sobre o sofá e empurrou a sacola animado para o outro. – Eu trouxe para você. 

– Luffy-ya, eu já sou grato por você ter me acolhido, não parecia fic- 

– Só abre, Tral. Eu acho que vai combinar muito com você. 

Law suspirou pegando a sacola e vendo o chapéu fofo, ele nunca havia pensado em usar um. Sorriu para o objeto gostando da sensação da pelugem macia sob seus dedos. 

– Isso me lembra aquele animal da televisão, você acha que combina comigo? - Perguntou com um sorriso brincalhão no rosto pela primeira vez, o que fez Luffy prender a respiração por alguns instantes esquecendo de responder a pergunta. – Obrigado. 

– Você ficou lindo. ‐ Luffy exclamou animado com um sorriso assim que Law experimentou o objeto, deixando o outro corado pelo elogio. – Sabia que combinaria com você. 

O Monkey saiu em direção à cozinha pegando um pote de sorvete e lembrou-se da sua conversa anterior com Usopp. Afundou a colher no sorvete com força se irritando novamente pelo que o amigo dissera. 

– Acredita que o Usopp disse que você era um demônio? ‐ A fala do Monkey assustou Law, ele caminhou com muita dificuldade até o cômodo em que o outro estava se apoiando nas paredes. Assim que conseguiu chegar, sentou-se à sua frente na mesa.

– Você falou de mim para os seus amigos? - Mal estava se acostumando com Luffy, não tinha interesse em conhecer outros humanos, não até estar acostumado com aquele mundo e saber como conviver com eles, se defender também, se precisasse, porém mal conseguia andar ainda. 

– O que? Não, Tral. Era um desenho. - O Monkey franziu o cenho sem entender de onde veio a pergunta. Claro que ele não falaria sobre Law se ele mesmo havia pedido para isso. 

– Você tem um desenho de mim? - Sentiu novamente as bochechas esquentarem quando o outro arqueou a sobrancelha. 

– Não é isso que importa, Tral. - Desviou o assunto devorando o sorvete ainda mais rápido. – Ele está errado. 

– Eu não sabia que vocês tinham conhecimento sobre os anjos. 

– Tem algumas lendas e livros que falam sobre, eu acho, eu só vi ilustrações. 

– Então como você pode ter tanta certeza? - Law estava genuinamente curioso sobre isso, queria saber por que Luffy acreditava que ele não era alguém ruim mesmo sendo corrompido. 

– O vovô falou uma vez que o Ace era um pequeno anjo caído. - A fala surpreendeu Law pelo fato de citar os parentes do garoto. Luffy havia contado sobre todos os seus amigos, um ato de confiança que Law achava muito imprudente para ele dizer à alguém que conheceu há apenas duas semanas, mas não havia citado quase nada sobre o tal do Ace e Sabo, mesmo que mantivesse um olhar carinhoso quando disse que eram irmãos. – Eu sei que ele disse isso porque o Ace aprontou. 

– Eu estou entendo sua linha de raciocínio, mas onde você está querendo chegar? - Era até surpreendente que ele tenha entendido que o avô havia chamado o irmão de anjo caído por um erro que cometera, a analogia que fizera ao associar os anjos caídos com um erro de certo modo estava certa. Era o que acontecia com um corrompido, mesmo que fosse possível se tornar um corrompido por conta de escolhas de outras pessoas também. 

– As pessoas que determinaram que anjos corrompidos são demônios, elas são umas malditas idiotas! - Law ficou surpreso pela fala e irritação do outro. – Ninguém é perfeito, só porque uma pessoa cometeu um erro ela é um demônio? 

Law olhou embasbacado para o garoto. Não sabia o que os humanos acreditavam que tornava um anjo um ser corrompido, porém mesmo um pequeno erro poderia causar uma enorme destruição, a fala do garoto o fez repensar sobre aquele ponto. Alguém deveria ser privado de ser quem era por erros, seus ou de outras pessoas? 

– Cada um lida com as consequências do que faz e se for um babaca tem que levar um chute na bunda mesmo, mas ninguém tem o direito de julgar e dizer que alguém é um demônio por algo, que talvez somente em sua concepção, é um erro. 

Law olhou encantado para o garoto. Ele realmente possuía uma pureza que transbordava por todo o seu ser, era linda a forma como ele confiava e estava tentando ver beleza até mesmo onde talvez só existisse trevas. Realmente não estava enganado sobre a aura dele, ele era uma boa pessoa.

Não pôde evitar que um sorriso surgisse em seus lábios enquanto encarava a bela face do garoto, ele estava gostando de conhecê-lo melhor, Luffy era encantador.


Notas Finais


Não sei o que dizer sobre esse capítulo, acho que só que eu amo demais esses dois 💕
Obrigada por ler ♡


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