História Savour - Capítulo 2


Escrita por:

Postado
Categorias Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Magnus Bane
Tags Malec
Visualizações 116
Palavras 2.119
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Famí­lia, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Aquela postagem corrida antes de ir trabalhar.

Capítulo 2 - Capítulo II


Os fones nos ouvidos com sua própria música tocando alto. Puxou com força exalando a respiração, seus músculos queimando diante do exercício repetido. Deixou os braços se esticarem lentamente enquanto enchia os pulmões com o oxigênio tão precioso. Sua série ainda tinha mais um exercício antes de ser encerrada, deixou os pesos descerem até o final e se levantou. A academia começava a encher então ele sabia que estava no horário, colocou um colchonete no chão antes de se abaixar colocando uma anilha do lado. Se deitou respirando fundo e assumiu a posição com as pernas flexionadas acima do solo e o tronco erguido para se equilibrar. Segurou a anilha e começou o exercício tocando a anilha no chão de cada lado do corpo. O suor descendo pelas têmporas e pelas suas costas, sua respiração tão controlada quanto os movimentos, o queimar do exercício lhe era gratificante.

*Savour*

O sino da porta alertou aos empregados que um cliente havia entrado, ele andou até a linha da frente. Era aquele breve instante antes da pequena cafeteria ficar abarrotada de gente tentando pegar um café para ir ao trabalho.

- O de sempre? – Um rapaz saído da adolescência perguntou cansado.

- Sim, por favor. – Ele respondeu já pegando a carteira no bolso de trás da calça e estendendo uma nota de vinte dólares. – Fique com o troco.

Ele se afastou para uma das mesas deixando a bolsa da academia cair no chão e se sentando, seu celular já estava em sua mão enquanto ele conferia os e-mails. Aquela era sua rotina todos os dias, academia antes do sol nascer, o mesmo café da manhã, ir ao seu apartamento deixar a bolsa da academia e ir trabalhar em seguida. Todos os dias da semana aquela era a sua rotina e por isso ele nem ergueu a cabeça quando o prato de ovos com bacon e abacate apareceu na sua frente e nem quanto o café apareceu perto da sua mão. Seus olhos azuis eram tão intensos e tão claros e naquele momento estavam presos na tela do celular enquanto lia o e-mail. Tomou um gole do café antes de abaixar o aparelho e começar a comer, em sua mente repassava a agenda do dia. Precisava conferir os livros de contabilidade antes do almoço. Uma reunião a tarde para a definição de um conceito de uma entrevista na revista Spice. Tomou mais um gole de café e se levantou pegando a bolsa. Ele era assim, sempre bem programado. Perfeitamente pontual. Ninguém nunca poderia dizer que Alexander Lightwood era nada menos do que perfeito.

*Savour*

Tomou um gole da xícara de café enquanto terminava de examinar os números, estava satisfeito com a receita dos últimos 15 dias. Sentiu a mão suave da irmã passar pelos seus ombros e ela se sentar ao seu lado. Isabelle lhe encarou com os olhos castanhos penetrantes, um sorriso malicioso nos lábios cheios.

- O que? - Perguntou desconfiado.

- Simon me contou do cliente do outro dia. - Isabelle viu o irmão revirar os olhos. - Disse que ele era bem bonito, por que não o encontrou?

- Eu não quis. - Alec respondeu tomando outro gole do café e fechando o livro caixa. - E o seu noivo é um belo fofoqueiro.

- Alec... - Isabelle o chamou com um tom de voz frustrado. - Pelo amor de Deus.

Ele segurou a risada que quase escapou pelos lábios e olhou para a irmã com uma sobrancelha arqueada, a viu apoiar a testa em seu ombro e o aperto que ela deu em sua nuca.

- Eu amo você e eu preciso te ver feliz. - Isabelle sussurrou para ele.

- Eu estou feliz.

- Você está com raiva. - Isabelle retrucou. - Você ainda está com raiva e desconta em você mesmo. Mergulha de cabeça no trabalho e vadia entre os homens.

Alec lambeu os lábios soltando um suspiro exasperado.

- Isabelle, entenda que não é porque você está feliz em seu relacionamento de colegial que eu também tenho que estar em um relacionamento. - Ele retrucou calmamente. - Estou bem sozinho, se acontecer de eu encontrar alguém fico feliz se não acontecer continuarei feliz.

Ele se levantou carregando o livro caixa e se afastando da irmã que prontamente colocou uma expressão irritada.

*Savour*

Magnus sorriu para a mulher ao seu lado, negou com a cabeça para a pergunta que ela lhe fez.

- Realmente está tudo bem, fiz alguns exames e não foi nada demais. - Ele respondeu ainda sorrindo. - Apenas vou tomar mais cuidado por onde andar tarde da noite. Não estava esperando ser assaltado ali, mas acontece. Tive sorte do rapaz ter me encontrado e socorrido.

- Fiquei preocupada quando seu assistente ligou pedindo para remarcarmos a reunião. - A mulher se inclinou para ele.

- Eu precisei de dois dias a cabeça estava estourando e naturalmente eu não deixaria qualquer um cuidar de um pedido seu, não é mesmo querida? - Ele sorriu abertamente.

A mulher soltou uma risada baixa, seus cabelos loiros caindo em cachos suaves pelos ombros pálidos. Os olhos verdes examinando atentamente o rosto do homem antes da língua rosada lamber os lábios.

- O rapaz que vamos entrevistar é o melhor amigo do meu filho. - Ela explicou com calma, a voz assumindo um ligeiro tom profissional. - Assumiu o restaurante da família, mesmo tendo um relacionamento complicado com os pais. Mas é um rapaz encantador, muito bonito e talentoso.

Magnus pegou um pequeno bloco de notas na pasta que estava encima da mesa.

- E como ele é? - Perguntou procurando uma caneta. - Algum tom que você quer que priorize?

- Bem... Alec tem cabelos escuros e olhos muito azuis. É um rapaz muito bonito, alto e esguio se quisesse poderia facilmente ser modelo ao invés de chef de cozinha.

Magnus tinha as sobrancelhas franzidas enquanto anotava o que ela estava falando.

- Alec? - Perguntou querendo confirmar. - Diminutivo de algo?

- Ah sim, Alexander... Alexander Lightwood.

Ele ergueu a cabeça de supetão a encarando sem esconder sua surpresa, ouviu a batida na porta.

- Senhora Herondale? - A assistente a chamou. - O senhor Lightwood chegou.

A mulher encarou Magnus por mais alguns segundos com curiosidade antes de fazer sinal para a assistente deixar Alec entrar. Se levantou aproximando-se do rapaz que estava distraído na porta.

- Querido. - Ela o abraçou. - Que saudade, como está sua irmã?

- Vai bem, fazendo os preparativos do casamento. - Alec respondeu sorrindo. - Imagino que a senhora esteja ansiosa com a chegada de Jace.

- Contando os segundos. - A mulher riu antes de puxa-lo pela mão. - Este é o estilista que eu quero que você use durante as fotos e um ótimo amigo meu, Magnus Bane.

Alec arqueou as sobrancelhas quando Magnus o olhou. O corte estava começando a descolorir, mas ainda parecia um pouco inchado.

- Magnus. - Ele sorriu. - É bom vê-lo de pé e consciente sem tantos analgésicos.

Magnus soltou uma risada baixa antes de se levantar, olhou para a mulher que olhava de um para outro.

- Céline lhe apresento o anjo que me salvou há algumas noites. - Magnus estendeu a mão para Alec. - Eu não tenho palavras para lhe agradecer.

- Apenas me deixe bonito nas fotos. - Alec brincou olhando para Céline. - Ele vai ter trabalho.

- Não se faça de engraçadinho. - Céline olhou desconfiada para os dois antes de se sentar. - Quero definir a entrevista com você. O conceito é claro e o que podemos abordar ou não.

- Bem… - Alec se sentou de frente para Magnus. - O que vocês pensaram?

- Você é tão jovem. - Céline bateu com a caneta contra o bloco de notas. - E já tem tanta responsabilidade… pensei em fazer algo mais divertido. Mais livre você cozinhando em casa, na fazenda talvez? Lidando com a terra eu acho que isso seria interessante.

- Podemos fazer. - Alec concordou com a cabeça. - As hortas estão lindas.

- Fazenda? - Magnus olhou para ele.

- Sim, eu comprei uma fazenda em Sullivan, meus legumes e ervas vem direto de lá. - Alec explicou sorrindo. - Pensando seriamente em expandir para animais, mas tenho comprado de um produtor vizinho que é ótimo.

Magnus concordou com a cabeça e anotou algumas coisas, percebeu Céline lhe olhando.

- Bem… para as fotos na fazenda talvez um jeans com uma lavagem mais escura, uma camisa simples, lisa com um ar bem casual mesmo se a sua ideia é mostra-lo mais descontraído… talvez descalço. - Ele ia anotando e escrevendo. - Imagino que vá querer fotos dele em uma cozinha profissional, não darei palpites porque estará de dólmã. - Sorriu sem erguer os olhos. - Eu diria para tirar fotos em um lugar mais leve... concordo o faça cozinhar na fazenda, uma refeição familiar para contrastar com a ideia sofisticada do restaurante.

Céline arqueou as sobrancelhas e concordou com a cabeça, olhou para Alec e o rapaz parecia bem tranquilo com as sugestões.

- Estou pensando em te contratar para ser um dos meus editores. - Céline anotou as ideias que ele havia sugerido ouvido a risada do homem. - Alguma ideia para figurino nesse "jantar casual"?

- Eu precisaria olhar o ambiente, ter ideia de iluminação. - Ele comentou franzindo as sobrancelhas.

Alec pegou o celular e acessou suas fotos procurou um pouco e estendeu para Magnus.

- Muita madeira. - Magnus brincou. - Bem masculino… eu iria sugerir uma camisa social branca, jeans escuro… e se eu puder aconselhar utilize esse tom escuro de madeira para fazê-lo sobressair.

- Você está sugerindo algo bem simples. - Ela o olhou com as sobrancelhas erguidas.

- Imagino que vá querer mostrar algo majestoso no restaurante. - Magnus riu.

- Bem, o que você acha? - Olhou para Alec.

- Eu gosto da abordagem. - Alec olhava para Magnus que ainda escrevia em seu bloco de notas. - Não me oponho a esse conceito.

- Bem, adoro quando me poupam trabalho. - Céline se levantou. - Deixarei vocês com as medidas enquanto vou falar com a jornalista que penso que irá se sair bem na sua entrevista para definirmos o caminho da entrevista.

Céline tentou esconder o tom divertido em sua voz enquanto saia, sentia algo no ar. Magnus puxou a pasta para perto e pegou uma fita métrica, virou a página do bloco de notas e olhou para ele.

- Posso? - Pediu erguendo a fita.

Alec se levantou dando a volta na cadeira.

- Preciso que tire. - Pediu se levantando.

Alec desabotoou a camisa, Magnus olhava para suas anotações até ouvir a camisa ser colocada na mesa. Precisou controlar os próprios olhos quando olhou para o tronco nu.

- Ergue os braços. - Pediu com calma.

Tirou a medida do tórax, sentindo seus dedos resvalarem na pele macia e quente do peito recoberto por pelos suaves. Anotou o número. Mediu do ombro ao pulso, percebeu a tatuagem que ele tinha no antebraço direito, tentou não se fixar na maneira como os braços tinham a musculatura definida. Anotou a medida.

- Abaixa os braços. - Pediu e inconscientemente lambeu os lábios.

Apoiou a fita no trapézio e a deixou cair para ver o comprimento adequado, indevidamente seus olhos percorreram o corpo do outro. O abdômen definido, a tatuagem nas costelas esquerdas... controlou a respiração e anotou o número.

- Vira preciso da medida dos ombros. - Pediu olhando o bloco de notas tentando ganhar algum tempo.

Ergueu os olhos para as costas largas, a linha da coluna perfeitamente visível, a musculatura definida fez com que Magnus fechasse os olhos por alguns instantes. Anotou outra vez a medida.

- Pode colocar a camisa. - Pediu se debatendo se deveria tomar as medidas da calça ou pedir o tamanho.

- Minha calça é tamanho 34*. - Alec começou a abotoar a camisa, comentou com um pequeno sorriso. - Mas se quiser tirar as medidas esteja à vontade.

Magnus sentiu a nuca esquentar, soltou uma risada baixa.

- Não vai ser agora que você vai me ver ajoelhar na sua frente. - Rebateu no mesmo tom provocativo, anotou mais algumas coisas.

- Mas então um dia vou ver? - Alec riu ajeitando a gola da camisa.

Magnus soltou outra risada balançando a cabeça, puxou a bolsa guardando seus pertences. Alec estava parado lhe olhando.

- Apare a barba para as fotos, fica melhor com ela por fazer. - Magnus sussurrou passando por ele. - E não seja tão convencido.

- Ser convencido é da minha natureza... sou um chef de cozinha. - Alec dobrava a manga da camisa ainda sorrindo.


Notas Finais


A numeração 34 é americana.
@just_someone13


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...