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História Say at dawn - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Essa primeira história que eu posto, então estou meio receosa, espero que gostem e me avisem se algo ficou meio blé.

Atenção: Os personagens dessas histórias possuem seus próprios defeitos e erros, com ações que podem ser egoístas ou tóxicas, não devem ser idolatrados ou seguidos de exemplo, são apenas usados como recurso artístico.

Capítulo 1 - Garotas boas só se apaixonam por garotos maus


As madrugadas eram feitas para fazerem garotas boas chorarem. As madrugadas eram a temporada de caça dos cafajestes. Onde corações se quebram. Onde se confessam todas as verdades para, logo então,  elas nunca mais existirem de manhã. Nas sombras da noite é onde se escondem os maiores romances.

      Hinata rodava, entre as luzes neon e fumaça de gelo seco. Seu vestido azul cheio de ondas pareciam querer engolir a pista de dança, assim como o mar avançava faminto sobre a praia, mas nunca concretizando a ameaça e sempre voltando do mesmo ponto, rodando e rodando a mesma ordem, igual Hinata girava em seus saltos muito altos e muito finos. Era isso que ela era, um mar, uma ameaça, principalmente contra ela mesma.

      Ela não combinava com aquela festa, não combinava com as bebidas e as drogas ali. Ela não combinava com Naruto. Doce demais para todos esse fatores, ela inspirava romance renascentista, ela parecia intacta demais para aquele lugar, molhando tudo com seu néctar doce pingando de sua alma cândida. Ela era uma ameaça para aquele lugar, onde todos os navios flutuavam sobre o raso, Hinata parecia a prévia de um tufão preste a virar o oceano de cabeça para baixo. Funda demais.

     Ela podia ver logo ali seu par no baile, dançando com uma garota de cabelos rosas. Naruto balançava os fios loiros enchardos de suor, nada parecia afeta-lo, nem a música, nem o tato das peles de outras pessoas, nem o cheiro de cigarro. Seus olhos pareciam existir apenas como um espelho para Sakura dançar sobre. Ele estava caindo.

    E Hinata também.

    Qual dos dois encontraria o chão primeiro?

     Ela não sabia, mas com certeza estava próxima, podia sentir seu coração desacelerando, preparando para o impacto. A colisão de Naruto sobre sua vida.

    Mas ela dançava, assim como as sua lágrimas dançavam sobre suas bochechas, umas indo rápido demais sobre o fim de sua face como suícidas, outras se recusavam a aceitar seu destino deixando seus olhos claros brilhando de dor.

    Hinata bebia e dançava, porque quando se está perto demais do fim, só se resta esperar, ela só estava esperando despedaçar.

    Naruto continuava com Sakura, e ela ali no canto. Naruto beijou Sakura e ela ali no canto.

     Esse deveria ser o terceiro ato, pensou Hinata, se isso fosse um livro. Seria o final feliz, o casal se reunindo, unindo-se no baile de formatura, ela era apenas um alicerce para o mocinho chegar na protagonista. Ela não tinha final feliz ou triste, coadjuvantes não tinham finais.

      Hinata cresceu com romances, grandes dramas. Ela queria algo que a fizesse queimar, que a faria ser vermelho intenso, seu coração sangrar até se afogar. Ela queria afundar no Titanic ou cantar sobre a chuva. No fim, havia constituído seu drama trágico.

     Porque, ela era puro drama, nem um pouco sólida para ser pega. Era líquida, emoção derretida, afogando tudo, matando, matando-se. Era funda, longe demais para se alcançar e penetrada demais para não se machucar. No final, sempre estava longe demais da superfície para respirar.

    Ou ela ficava sozinha nas cavernas extensas de seu intrínseco, ou caía como uma âncora nos outros.

      Então, entre o tempo distorcido da madrugada, ela foi deixando-se levar pelas estrelas, andando em algum lugar na rua, os pés descalços sobre o asfalto. Os saltos se perderam em algum lugar onde a luz da lua não alcançava juntos com todas às lágrimas que se jogam da retina. Tentava se apoiar no meio do fio calçada, bêbada naquela rua silenciosa, com a luz amarela do poste em seus cabelos pretos, uma garrafa vazia de vinho na mão, bebendo do gargalo vez ou outra, deixando seu interior roxo como hematomas em seus sentimentos.

       Seu coração estava quebrado, isso é o que acontece com boas garotas á noite. Isso acontece quando se apaixona por Naruto Uzumaki e ela era primeira da fila apaixonada, a mais ansiosa para ter o coração partido, porque apesar da consequência, ama-lo era o melhor. Ele te fazia queimar, ele te deixava viva, sensível aos toques da vidas. Era como ser uma flor na primavera, mas estações eram temporárias e Naruto imediatista demais, impulsivo.

     Ela devia saber que ama-lo exigia demais, mas quando se viu já estava nos olhos azuis claro dele, desejando viver sobre o céu claro que eles formavam.

     Naruto só vinha para ela quando precisa se curar e quando Hinata já estava se curando dele.

     E foi, exatamente esse o motivo daquele carro parar ao seu lado.

     - Ei, Hinata! - Aquela voz a chamou, como um chamado para morder a maçã proibida.

     Ela fechou os olhos, segurando as lágrimas, que pareciam uma goteira incansável de sua anatomia. Continuou, se equilibrando como uma jovem inocente sobre o meio fio. Uma representação literal de seu interior, equilibrando-se para não cair, mas nada para se apoiar.

      - Hinata, não é seguro andar por aí há essa hora. - Disse Naruto, tirando o cinto e saindo do carro.

    Segurou, um dos braços de Hinata, e naquela  hora ela soube, que havia chegado no fim da queda. O impacto do toque de Naruto; o impacto de sua queda. Ela estava no chão, quase enterrada, os ossos quebrados e joelhos ralados.

     - Não é seguro estar como você. - Disse encarando os olhos azuis, claros demais, belos demais.

     Ele lhe segurou mais firme, como se estivesse com medo de ela sair por aí como um furacão, quebrando tudo e se quebrando. Mas era tarde demais para preucações.

    - Eu não sei o que você esperava de mim, mas eu não sou uma boa pessoa, sou um filha da puta que não conhece romance. - Confessou o loiro passando as mãos ansioso pelos cabelos.

      - Esse o problema, eu nunca sei o que esperar de você - Disse Hinata, apertando a garrafa de vinho, conferindo se havia ainda algo sólido no mundo. - Nem sei quando vai me fazer chorar ou me beijar. Se está olhando pra mim ou cercando sua presa. Não sei se veio até aqui porque está preocupado ou porque Sakura te deu um fora!

     - Você sabe muito bem dos meus sentimentos por ela...

    - Eu não sei nem quem você é! - gritou ela e  jogou frustada a garrafa de vinho no chão.

     E naquele instante do tempo, o vidro da garrafa, antes intacto, se deformava em farelos, assemelheando em uma sincrônia triste com estado dê sua alma: rachado.

      - Também é difícil pra mim, porque você chega onde ninguém mais chega em mim, lugares apagados, você me deixa inteiro para você. - Naruto deu um murro frustado no carro e Hinata tremeu - Mas você é profunda demais, nunca sei se te tenho ou estou só vendo a ponta do Ice Berg.

      - Para de agir como se fosse a vítima, você estava beijando a Sakura! - Hinata começou a soluçar.

     Naruto segurou Hinata pelos pulsos e pos contra o carro. Hinata sabia que já estava afogada, completamente presa sobre o peitoral de Naruto, quente demais, derretendo suas dores e sua alma como morfina. Ela morreria de frio longe do calor dos braços dele.

      - Você tem razão - Disse ele se aproximando, seu rosto era desenhado sobre medida para atacar pobre garotas - Eu sou um egoísta que não tem certeza dos seus sentimentos - Ela podia sentir a vibração da voz bem próxima ao seu ouvido - Eu quero tudo, porque sou egoísta demais para não te procurar de novo, porque eu quero descobrir todas as coisas que você guarda. Eu sou um cafajeste.

      Sobre as escuridão da noite, onde ninguém veria, eles criaram mais um segredo: se beijaram. Havia algo doce demais em Hinata, como morango cultivado nas profundezas da alma de Hinata e ele queria chegar a fonte, mas quanto mais tentava perto chegava, mais longe ele via que estava. Ele queria morder aquele doce, comer o doce que era Hinata, come-lá por completo.

      Ele abriu a porta do carro e a empurrou no banco de trás. Cobriu-a com seu corpo, fazendo abrir levemente a perna, mas ele queria mais, entrar por completo e descobrir o quão profunda Hinata era.

       O cabelos negros de Hinata roçavam em sua pele, eles tão lisos e escuro que pareciam a ladeira do fim da noite. A pele cândida, feito porcelana, tão frágil que tinha medo de quebra-lá ao mesmo tempo que deseja ver até onde ela aguentava. Seus olhos insistiam em fugir do seu, tão claros que ele jurava poder ver seu reflexo. O rosto delicado e pequeno que insistia em corar e ele queria saber o que se esconde por debaixo do rosado.

     - Todas vez que você cora - Disse simulando uma penetração agressiva, fazendo o corpo pequeno ir para cima e voltar - Eu tenho vontade de descobrir até onde vai o vermelho. - Empurrou o pau pra frente de novo, fazendo derramar mais vermelho sobre as bochechas da garota.

     Desceu a língua até o meio dos seio no decote junto com as mãos grandes que o apertaram forte fazendo ela gemer assustada e excitada. Eles eram tão grandes e quando os balançou eles tremeram oferecidos em sua direção.

     - N-não o-os b-balance... - Disse envergonhada por estar excitada.

     - Mas eles são tão empinados, tão oferecidos, que dá vontade de chupa-los. - Naruto puxou o decote para baixo, fazendo os seios se jogarem para para fora ansiosos e duros.

     Hinata os tampou com as mãos, porque ela ainda era uma boa garota, envergonhada demais por estar derretida e suando no banco de trás do carro de um bad boy. Uma moça inocente sendo desvirginada por um já entregue aos prazeres da noite. Na calada da madrugada é onde são cometido os maiores pecados.

      Naruto colocou as mãos grandes e grossas por debaixo da vestido azul e quando a trouxe de volta estava com um calcinha junto. Esticou as pernas alheia, é se pôs de joelhos. Vendo entre as pernas brancas a pequena parte rosada e virgem entre o tecido do vestido do qual ele puxou querendo descobrir mais. Mas ele não estava preparado para tanto, ele não estava preparado a barriga lisa que fazia as mãos escorrer, as coxas que afundavam seus dedos como se quisesse prendê-los ali. Ele não estava preparado para se viciar na fonte doce de Hinata.

      Hinata cobriu-se com os braços, sentido o corpo o todo arrepiar, sentia frio sobre cada célula, ao mesmo tempo que sentia o quente no baixo da barriga, aquela sensação de estar errando e, pior, estar gostando. Mas era só o corpo de Naruto se aproximar para sentir todo calor de volta e suar.

      Ela sentia-se abraçando um raio de sol, orbitando envolta dele, girando e girando, indo do espaço sideral até o mundo que era Naruto.

       Naruto tirou a camiseta, os músculos antes escondidos pareciam ansiosos para serem mostrados, dilatados e intimidadores, definidos em vincos profundos. Hinata passou a mão em cada um, em cada linha.

     Queria provar mais, Naruto queria mais, ir mais fundo, encontrar a essência de Hinata e prova-lá na língua. Abriu o sinto e tirou o pênis para fora, fazendo Hinata mirá-lo ansiosa e exitante, esperando o algo há mais, o ponto alto da noite, o êxtase para se jogar de vez na pintura que os dois fizeram, na trama embaralhada e de fios infinitos.

     E Naruto mergulhou de vez, indo para dentro de Hinata, rompendo o hímem, ele foi tão fundo que pode tocar a alma dela, só para voltar e ir mais fundo ainda. Naruto sentia que havia alto teor de açúcar em Hinata, água doce e somente sua.

      Ele estocava tão forte que Hinata saia do lugar, os seios tremiam, se jogando para cima e para baixo. Era um looping viciante, aqueles minutos poderiam se repetir em círculo para todo sempre. Eram as engrenagens perfeitas, ela queria-o fundo e ele queria ir fundo.

   Naquela madrugada, escondidos sobre o véu negro da noite, os dois gozaram, se viciaram. Quando a noite se foi levando todos os amantes e segredos com ela, Hinata acordou no banco de trás de um rebelde deitada em seu peitoral.

     Vestiu o vestido, nem tentou achar a calcinha que devia estar perdida debaixo do banco como a de todas as outras. Um pequeno vestígio de sua presença.

      Saiu do carro, deixando as coisas que aconteceram na madrugada no pequeno carro junto com um garoto cafajeste. Mas a única coisa que não se pode jogar fora é um coração partido. Amantes, bebidas, lágrimas tudo se vai iluminado pelo sol, menos as dores, estas ficam escondidas na escuridão das almas.

     Porque as madrugadas não são feitas apenas de sexo e bebidas, mas também de corações partidos. E, claro, uma garota romântica e um cafajeste.

      O melhor que ela já teve.



Notas Finais


Obrigada se vc leu até aqui.


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