História Say Something - Capítulo 2


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Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Sasuke Uchiha
Tags Sasuhina
Visualizações 40
Palavras 1.008
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura ~

Capítulo 2 - Capítulo II


Diga alguma coisa. Eu estou desistindo de você.

 

Ela manteve os olhos baixos durante todo o jantar enquanto seu pai tagarelava sobre os negócios com meu irmão que sorria e correspondia o entusiasmo.

Nossas famílias eram similares em muitos aspectos; muito tradicionais e exigentes. Meus pais, no entanto, eram muito mais tolerantes que seu pai. Hinata estava fadada à um casamento arranjado com algum homem rico e poderoso enquanto eu era livre para escolher quem eu quisesse; meus pais confiavam muito no meu perfeccionismo.

- É uma pena que seus pais não puderam vir. – o S00,r. Hiashi lamentou – Havia algo que gostaria de conversar com eles.

Meus olhos foram do pai para a filha que baixou ainda mais a cabeça.

- Estarão de volta em alguns dias. – Itachi garantiu – Estão usando esta décima lua-de-mel para testar minhas habilidades de liderança. – brincou.

- Então talvez possa compartilhar minhas intenções com vocês. – O Sr. Hiashi sorriu.

- Intenções? – Itachi se fez de desentendido.

Eu parei de comer e fixei meus olhos sobre Hinata que parecia afundar cada vez mais em sua cadeira. Os olhos baixos movendo-se de um lado para o outro. O rosto pálido e os lábios comprimidos um no outro.

- Hinata já está na idade de se casar. – disse ele – Como minha única filha, pretendo fazer a melhor escolha possível para ela.

Ele olhou na minha direção e Itachi acompanhou o olhar dele, mas eu não desviei meu olhar dela. Ela suspirou, mas não corrigiu sua postura, tão pouco se esforçou para parecer animada.

- Sasuke? – Itachi me acotovelou.

Eu separei meus lábios para falar, mas nenhuma resposta me vinha a mente enquanto a observava cada vez mais deprimida.

Respirei uma vez e segurei meus hashis, baixando os olhos para a tigela de arroz.

- É uma honra que me considere. – admiti e ergui o rosto para encarar o Sr. Hiashi com firmeza – Mas o que Hinata pensa sobre isso? – meus olhos voltaram a recair sobre ela.

Ela finalmente ergueu o rosto lançando-me um olhar furtivo, as bochechas corando. Ela olhou para o seu pai, ansiosa.

O Sr. Hiashi sorriu agradavelmente.

- Ela está ansiosa para se casar, é claro. – mentiu.

Eu a fitei enquanto ela mordia os lábios e baixava os olhos, completamente submissa e vulnerável às vontades de seu pai.

Eu não disse mais nada e Itachi se apressou para mudar de assunto sugerindo que aquele era tema de interesse para os nossos pais, afinal, Hinata sempre foi como uma filha para eles e uma irmã para nós.

Uma irmã.

 

E eu estou me sentindo tão pequeno...

Isso era muito mais do que eu podia lidar.

Eu não sei de mais nada.

 

Foi o jantar mais longo de nossas vidas.

Quando meu irmão e o Sr. Hiashi finalmente se recolheram para tomar chá e conversar mais... quando Hinata e eu ficamos sozinhos na mesa... a tensão se tornou palpável.

Eu me levantei sem dizer nada e sai pelos fundos da casa.

A mansão Hyuuga era impressionante. Imensa. O ar da noite era frio. Eu tirei um cigarro do maço e o acendi enquanto caminhava pelo jardim olhando as estrelas, muito consciente de que ela me seguia de uma distância segura.

Estava frio lá fora.

Hinata estava usando uma blusa fina e uma calça larga que mais parecia uma saia na altura da cintura. Quando uma brisa corria, chacoalhando os tecidos leves de suas roupas, ela encolhia os ombros e abraçava o próprio corpo, esfregando os braços numa tentativa frágil de se aquecer.

Eu parei quando alcancei a árvore velha onde o balanço estava pendurado e terminei meu cigarro enquanto esperava que ela se rendesse e voltasse para dentro da casa. Mas ela continuou lá. Sem dizer nada. Suspirando de frio, esfregando as mãos.

Com um suspiro pesado, me virei para ela, tirei meu casaco e o joguei sobre os ombros dela. Ela ergueu o rosto para olhar nos meus olhos, nem um pouco surpresa com a atitude. Protegê-la era muito o meu feitio. Ela tinha se acostumado.

Sorriu.

E meu peito doeu.

- Diga alguma coisa. – sussurrei, a beira de um colapso.

Ela inclinou a cabeça um pouco confusa com o tom da minha voz. Desviou os olhos e baixou a cabeça.

- Por que não aceitou?

- Eu deveria?

Ela se irritou.

- Pare de me responder com perguntas.

- Não vou fazer parte dos planos do seu pai para você. – disse.

Eu não conseguia ler a emoção nos olhos dela enquanto ela me encarava nem um pouco incomodada com a proximidade dos nossos corpos.

Mas eu não estava confortável. Eu queria mais.

Ela baixou os olhos e o rosto como se pressentisse algo.

- Não é como se eu pudesse fazer o que eu quiser. – sussurrou.

- Então eu sou dos males o menor? – debochei.

Ela olhou para mim. Eu era.

- Você é meu melhor amigo.

Trinquei os dentes. Cerrei os punhos. Minhas pernas se moveram sozinhas, cortando toda a distância entre nós. Ela recuou e eu continuei investindo até ela bater as costas no tronco de uma árvore menor. Assustada.

Minhas mãos subiram dos meus bolsos na direção do rosto dela. As costas dos meus dedos correram pela sua bochecha, pelo seu pescoço, no seu cabelo. Nossas respirações se encontravam quentes entre nós, o rubor era óbvio em seu rosto. Eu me inclinei e nossos lábios roçaram em precipitação.

Uma energia súbita tomou meu corpo, atravessando-o todo em forma de eletricidade. Meus lábios formigaram quando os pressionei contra os dela.

Ela resistiu. As mãos no meu peito tentando me afastar. Fraca demais.

Ela gemeu como se implorasse e meu corpo esfriou.

Eu me afastei, evitando seus olhos.

- Eu não sou seu amigo. – disse enquanto me afastava mais e mais.

A respiração dela era audível, acelerada. Ela levou a mão ao rosto corado, tocando os lábios. Uma lágrima escorreu pelo lado do seu rosto.

Eu não conseguia ler as emoções nos seus olhos.

Ela cerrou o maxilar e saiu correndo. Assustada.

E eu me deixei cair de joelhos na grama. Acabado.


Notas Finais


Minhas histórias quase não recebem comentários .-.
Por que isso? Que triste.


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