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História Say Something - Capítulo 1


Escrita por: Suzu_Hika

Notas do Autor


Oi!!! Faz anos que não coloco nada aqui >.<

Recentemente eu me apaixonei pela escrita em segunda pessoa. Faz muito tempo que não escrevo, então tenham paciencia comigo.

Meio que escrevi baseando na minha amiga que tem um T GIGANTE pelo Albedo

Boa leitura

Capítulo 1 - Capítulo Único


Say Something 

 

Mondstadt era o país da liberdade, e ainda assim você precisava de uma autorização para poder tocar suas músicas na praça se elas te derem algum lucro. Não era como se você fosse pedir dinheiro depois de uma apresentação, já que tinha o cache da Cauda de Gato, mas ainda assim você se encontrava na sede dos cavaleiros de Favonius esperando para que a Grande Mestre Interina Jean te atendesse. 

Você estava de pé perto da porta da sala dela quando o Capitão de Investigação saiu da sala olhando para tudo e nada ao mesmo tempo. Você pulou no lugar devido ao susto da aparição repentina, mas ele nem pareceu te notar. 

Não que ele notasse muitas coisas das quais não despertava seu interesse. Você se encolheu com esse pensamento. 

Mas Albedo... 

Ele era simplesmente de tirar o folego. 

O seu folego. E de tantas outras pessoas na cidade também. 

Dizer que ele era deslumbrante ou lindo, era muito pouco. 

Albedo era sempre um colírio para os olhos doloridos. 

O problema era que o ver aliviava seus olhos, mas atacava seu pobre coração apaixonado. O que você não faria para que essa dor se acabasse. 

Você saiu de seu devaneio sobre o Capitão de Investigação quando ouviu Jean chamar seu nome de dentro da sala. Rapidamente você entrou na sala e olhou para a mulher.  

E por Barbatos. 

Ela parecia estar tão cansada que você começava a se sentir mal por trazer mais trabalho para ela. Respirando fundo você se aproximou da mesa. A documentação já estava toda redigida. Você o deixou curto e objetivo para dar mínimo de trabalho pra a mulher. 

— Boa tarde, Grande Mestre Interina Jean. 

— Você não precisa ser tão formal comigo. Apenas Jean está de bom tamanho. —Ela lhe deu um sorriso acolhedor e sincero. — O que traz você aqui hoje? 

Aquela mulher só poderia ser um anjo enviado por Barbatos. 

— Eu vim pedir uma autorização para me apresentar na praça durantes os próximos vinte dias. —Você responde entregando o papel para Jean ler e assinar. 

— Você não vai mais tocar na Cauda de Gato? — Ela franziu o cenho.  

— Não sei se essa música combina com o ambiente da Taverna. Acho que os clientes perderiam a vontade de beber. Diona certamente iria adorar isso, só não sei como a Margaret reagiria a essa façanha. — Você coçou a nuca sem jeito. 

— Oh! Você escreveu uma nova música? — Jean sorriu entusiasmada e então começa a ler o conteúdo de sua solicitação. 

A outra folha contém a letra da música que você compôs. O sorriso de Jean deixa seus lábios e você sabe exatamente o porquê. 

— Acho que entendo o porquê de você não querer se apresentar na taverna com essa música. Acredito que não seja um ambiente onde poderão apreciar essa canção. — Você a observa fazer uma pequena carranca antes de assinar o papel e te entregar. 

— Muito obrigada, Jean. — Você agradece com um leve sorriso. 

Com isso você se vira e começa a sair da sala de Jean. Parando na porta quando a ouve chamar seu nome novamente. 

— Você é bem vinda a minha sala a qualquer momento se quiser conversar sobre o que tem te atormentado tanto. — Ela oferece solidária e você acena lentamente e agradece mais uma vez antes de sair da sala e também da Sede dos cavaleiros. 

Você sempre foi apaixonada por Albedo.  

Desde a primeira vez que o viu quando o Mestre Varka o apresentou para toda Mondstadt como o novo Capitão de Investigação. Desde então suas músicas eram todas sobre ele e seus sentimentos por ele. 

Você escreveu coisas como “Lágrimas no Paraíso”, “Eu Serei”, “Você Pode Sentir O Amor Hoje A Noite?”, “Esperando Bem Aqui” “Olhos Como o Mar”¹, “Brilhodo Sol dos Meus sonhos”², entre tantas outras. 

E ele nunca ouviu nenhuma de suas músicas. 

 Você prometeu que pararia com isso. Essa iria ser a última música que você escreveria para o alquimista. Era por isso que ela saiu diferente de todas as outras que você escreveu antes.  

“Diga Alguma Coisa.” 

Você não lembra quantas vezes chorou enquanto escrevia essa letra.  

Na verdade, não se lembra quantas vezes você parou seu ensaio por estar chorando demais e sua garganta presa incapaz de emitir as palavras. 

De acordo com o que você especificou na autorização, você faria uma apresentação de apenas uma música no final de cada dia. 

Você se sentou na fonte perto do Bom Caçador. Seu violão em seu colo. Você deixou o estojo de seu violão aberto perto de seus pés e ajeitou o violão em seu colo novamente.  

Você podia ver Timaeus na tenda de Alquimia. Blanche estava na loja geral. Sara no Bom Caçador. Você soltou um longo suspiro.  

Respirando fundo e rezando para Barbatos permitir que sua voz saísse sem quaisquer problemas e pudesse conter suas lágrimas durante a apresentação. 

O primeiro conjunto de acordes foi tocado chamando a atenção de todos os transeuntes da praça. Era apenas um dedilhado, não era para chamar tanta atenção assim.  

E tocar para pessoas bebendo era completamente diferente que tocar para pessoas sóbrias. E por um segundo você não sabia o que fazer. 

Você avistou o Viajante e Paimon se aproximando com um grupo de pessoas que você não conhecia. Venti estava empoleirado em cima da tenda da loja de Alquimia. Timaeus estava olhando com interesse para você. Assim como todos que estavam desfrutando de uma refeição no Bom Caçador. O que incluía ele. 

Albedo. 

Aqueles olhos azuis e penetrantes te encaravam com um afinco impressionante. 

Você errou uma nota. Se embolou com sua própria língua quando foi cantar as palavras antes de parar abruptamente no meio da música com um acorde totalmente errado 

 — Me desculpem. — Você se ouviu gritar. 

— Acalme se. — Venti praticamente voou por cima das cabeças das pessoas que estavam reunidas tirando seu foco de Albedo. — É diferente tocar para pessoas sóbrias prestando tanta atenção. —Ele lhe ofereceu um sorriso gentil e você.  

— Venti... 

— Vamos lá. Eu sei que você pode fazer isso. Você é muito talentosa. Nem precisa da ajuda de Barbatos para que cante maravilhosamente bem. —Ele disse segurando suas mãos. 

Respirando fundo você deu um leve aperto na mão de seu amigo antes de soltar dele. Albedo já não prestava atenção em você. Apenas Klee estava olhando com olhos expectantes. Você tomou mais uma longa respiração antes de tocar os primeiros acordes. 

As palavras deslizaram de seus lábios e você viu Venti franzir o cenho.  

Sua voz estava ruim? 

Você gradativamente foi aumentando seu tom conforme a sua música pedia. E você podia ver mais e mais pessoas franzirem o cenho. Algumas até mesmo morderam o lábio inferior. 

Você olhou para Klee que tinha um semblante franzido e olhos brilhando em lágrimas. Albedo estava olhando para você com interesse e talvez um pouco chocado. Não dava para saber. 

Decidida a fazer essa apresentação valer a pena você decidiu não prestar mais atenção ao Albedo ou qualquer outra pessoa. Você era musico afinal. Tinha que mostrar para todos o seu talento de interpretar suas letras. 

Um soluço chegou aos seus ouvidos enquanto você mantinha a nota prolongada de seu canto. 

Você bateu nas cordas de seu violão com mais força arrancando um acorde e não notas dedilhadas. Cantando mais alto e se esforçando para não chorar nas ultimas linhas de sua música. 

Então dedilhando as notas em seu violão novamente a música foi se encerrando. Um último acorde e o silencio foi ouvido. Você olhou para todos. Bebendo a expressão de choro e dor de muito. Raiva de outros. Pena e tristeza também estavam ali. 

Os bardos de Mondstadt costumavam cantar coisas alegres. Barbara era o exemplo de sempre trazer um sorriso ao rosto de todos quando cantava. Mesmos as suas músicas apesar de serem baladas eram coisas alegres sobre primeiro amor. 

Você tinha certeza que sua música pegou todos de surpresa.  

Afinal... 

Era Mondstadt. 

A cidade da liberdade e da alegria.  

Você olhou para a mesa de Albedo para vê-lo com os lábios em uma linha reta. Os olhos estreitos em uma carranca de raiva. 

Por um momento você pensou que ele estava com raiva de ser exposto assim em sua música, mas então você lembrou que ele nem sequer sabia quem você era e relaxou. 

— Oh querida. — Você sentiu Venti te puxar para um abraço.  

Aplausos vindo logo em seguida enquanto pessoas jogavam mora em seu estojo. 

Mas você não se importava com nada disso. Você envolveu o corpo de Venti com um braço abrindo as barragens de seus sentimentos e chorando no peio do Bardo. 

Depois de um ou dois minutos vocês se separaram. 

— Obrigado a todos que ouviram. Estarei me apresentando aqui no mesmo horário com essa mesma música por vinte dias. E quando a noite chegar irei para a Cauda de Gato me apresentar com músicas mais alegres. — Você informou sua agenda para os que ficaram para ouvir suas palavras. 

Você olhou para a mesa que Albedo estava. Apenas para ver que eles não estava mais ali. Você suspirou. Desejando poder vê-lo mais uma vez antes do dia acabar. 

Bem... 

Não era como se ele tivesse interesse em você mesmo. 

Você tinha que parar de ser idiota e se iludir. 

— Você deveria ir para o Angel’s Share. — Venti apontou fazendo beicinho e você riu do garoto. — Poderíamos cantar algo juntos e eu te faria feliz.  

— Eu tenho um contrato com Margaret. — Você respondeu e Venti choramingou. — Talvez outro dia. Então podemos pedir autorização para se apresentar nessa fonte. 

— Isso seria ainda melhor. — O bardo comentou com um sorriso. 

— Venti. — Você limpou sua garganta. — Muito obrigada por hoje. Não sei o que teria feito sem o seu apoio lá atrás. 

— Não foi nada. Qualquer coisa por um amigo. — Ele sorriu e você assentiu com um leve sorriso. 

Você podia não ter Albedo, o homem por quem você está apaixonada ao seu lado. Mas você tinha o melhor amigo que alguém iria querer protegendo suas costas.  

Você deu um grande sorriso antes de puxar o bardo para seus braços em um abraço apertado. 

— Eu dou metade do que ganhei para você comprar o vinho de dente de leão da Vinícola  Alvorecer e beberemos para comemorar minha primeira apresentação fora da taverna. — Você sugeriu e Venti riu. 

— Faremos melhor. Vamos comemorar com um drink feito pela Diona. — Ele gritou feliz. Correndo em direção a Cauda de Gato. 

Você sorriu. 

Você tinha um melhor amigo. E já era o suficiente para você. 

— Espera! Sua alergia a gatos!


Notas Finais


Digam me o que acharam.

Angust logo de cara lol

¹ e ² eu inventei na hora, as demasi musicas são titulos traduzidos mesmo wwwww

Espero que tenham gostado

Até a próxima


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