História Say that you Love me - Capítulo 15


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Comedia, Lemon, Original, Romance, Shounen Ai, Yaoi
Visualizações 7
Palavras 2.187
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Lemon, Luta, Mistério, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


muito obrigado por comentar e favoritar s2s2s2
a partir de hj ;-; vou tentar fazer cap's mais curtos [como este]
então, espero que gostem assim como eu amei :3
enfim...boa leitura!

Capítulo 15 - Amor


Fanfic / Fanfiction Say that you Love me - Capítulo 15 - Amor

P.O.V Henry

Normalmente as pessoas vão a biblioteca por dois motivos: para ler ou estudar. Afinal, todos procuram por um lugar tranquilo e calmo para se concentrar. E talvez eu esteja mesmo precisando estar em um local sossegado para refletir sobre tudo o que aconteceu comigo nesses últimos dias. Como por exemplo, nesta manhã os meus pais ficaram impressionados com a minha repentina mudança de usar a gravata vermelha. "Eu percebi que vermelho combina comigo"  - foi o que respondi para ambos. O Sr. Joseph olhou-me como se tivesse entendido o por quê da minha mudança, enquanto minha mãe ficou alegre depois de tanta insistência.

E pensando melhor, realmente fico legal usando esta gravata, apesar de que é um pouco desconfortável. Pergunto-me como Lyan consegue usar este pedaço de pano todos os dias. Para ser sincero, ele fica incrivelmente atraente. Seus cabelos vermelhos e os seus olhos azuis, combinam perfeitamente com a gravata.

De repente, lembrei-me de tê-lo ajudado a dar nó na gravata. Senti minhas bochechas esquentarem, relembrando os momentos detalhadamente. Lyan fitava-me com um olhar tão ingênuo que me encantou de uma forma inexplicável. Ele realmente não tem ideia de como o seu olhar, o seu toque e o seu cheiro me faz delirar como louco.

Impressionei-me com a naturalidade que ele atuou depois de olhar-me daquela forma. Continuei sem acreditar que aquilo realmente havia acontecido. Meu corpo fraquejou só de pensar que ele desejou beijar-me. Sentir os seus lábios rosados encostando-se com os meus seria algo tão mágico e doce.

Pergunto-me o que ele estava pensando naquele momento. Tenho certeza que Lyan desejava o mesmo que eu, no entanto tinha vergonha em admitir ou agir. Mas não era a única coisa. Também estou entusiasmado com aquele lado mais íntimo e terno que descobri nele. De repente, senti minhas bochechas corarem e um sorriso bobo brotar em meus lábios.

- Você viu algum passarinho verde? - falou Hiro, ao mirar-me com um sorriso mínimo no rosto. - Ou será que lembrou de alguma piada?

Olhei entre as frestas dos livros nas estantes, e o vi retirando os seus preciosos fones de ouvido.

- Eu só estou feliz. - sorri minimamente, enquanto pegava um livro qualquer na estante. - Hoje o dia está tão bonito, você não acha? - abri o livro e comecei a folheá-lo, e subitamente ouvi Hiro suspirar pesadamente.

- Hoje não é um bom dia, Henry. Ultimamente está acontecendo apenas coisas ruins comigo. - diz ele, lamentando-se. - Ontem eu tive um pesadelo, em que amarravam a minha mochila na cadeira. E nesta manhã, fiquei sabendo que a série que eu adoro não vai ter outra temporada.

- Está tudo bem ter um dia ruim. - tentei consolá-lo, pois seu semblante parecia abatido. - Veja pelo lado bom, pelo menos você tem saúde. - ao dizer isso, Hiro repentinamente deu um espirro.

- Mau dia, mau dia, mau dia. - ele meneou a cabeça repetidamente, como se estivesse espantando algum espírito maligno.

- Ei Sr. Atchim, acalme-se. - falei, olhando-o. - O dia está apenas começando. Não é como se fosse o pior da sua vida.

- Pode se tornar o pior, se eu não encontrar a minha Branca de Neve. Me pergunto que tipo de sutiã ela está usando hoje. -  Hiro esboçou um sorriso no mínimo pervertido.

- Eu não acredito que você só quer vê-la por causa disso. - meneei a cabeça, enquanto virava a página do livro. - Você é mesmo um tarado.

- Não sou tarado, apenas sou fiel aos meus desejos, Henry. - disse ele, como se fosse a coisa mais normal do mundo. - Além do mais, eu não me importo apenas com isso. A Srta. Jade é uma mulher incrível. Ela é linda por dentro e por fora. - falou ele, com um ar todo apaixonado.

Realmente não sei que cupido foi esse que flechou o pequeno gafanhoto, mas ele fez um trabalho bem eficaz.

- Sabe Hiro, você... - antes que eu pudesse acabar de falar, ele interrompeu-me com um 'Shh', e fez sinal para que eu não falasse. Hiroshi já sabia perfeitamente o que eu iria dizer. Depois, retorquiu que não se importava com a diferença de idade, e continuou dizendo como a professora de artes era maravilhosa e especial para ele.

Dei um leve suspiro, e ele olhou-me e adicionou:

- Eu sou o Superman, e a professora Jade é a minha kryptonita. - ele abriu um sorriso largo, enquanto pegava um dos livros. Ele o folheou rapidamente e encarou-me com os olhos pequenos de desapontado. - Este livro não tem figuras. - afirmou, e depois, colocou-o no mesmo lugar.

Deixei o livro na estante de cima, e peguei outro. Abri em uma página aleatória com uma história qualquer de romance juvenil, como todos os livros, - desta seção - narrado nos mínimos detalhes.

- Este livro é realmente chato. - falei, após terminar de ler o primeiro parágrafo. - Na verdade, ficar nesta sala de leitura é entediante. - fechei o livro abruptamente, e o coloquei de volta no lugar.

- Não há uma penumbra sequer neste local. - disse Hiro, em um tom brincalhão.

Fitei ao redor e percebi que ele tinha razão. Estávamos a sós.

De repente, olhei melhor para cada canto do ambiente. Havia várias estantes repletas de livros, a maior parte deles com suas páginas devoradas, - provavelmente por traças - algumas capas rasgadas ou amassadas, e o odor era típico de lugares antigos. As estantes estavam organizadas em fileiras, no centro da sala havia várias mesas acompanhadas de cadeiras e alguns computadores para auxiliar os alunos. O local tinha também várias janelas, porém essas pareciam ficar sempre fechadas.

- Será que ele esqueceu-se que nós estamos esperando-o? - disse em voz baixa.

- De quem você está falando? - retorquiu Hiroshi, como se não soubesse o por quê de estarmos na biblioteca.

- Por acaso esqueceu-se que Miguel pediu para esperarmos por ele? - disse, e olhei para o relógio na parede, notando que nove minutos haviam se passado. - Talvez tenha acontecido algum imprevisto.

- Eu não creio que estamos esperando por aquele tremendo vacilão. - disse o asiático, condenando o pobre garoto. - Você não se lembra que ele nos negou? Ele é pior que Judas e Pedro.

- Você ainda está guardando mágoa?

- Não guardo rancor, apenas não esqueço o mal que as pessoas me fizeram. - rebateu Hiroshi.

Eu não estava querendo tirar a razão do pequeno gafanhoto, na verdade, não me importava muito com isso.

- Mas ele nos defendeu da baixinha. - afirmei, relembrando aquele momento.

- Porém, no final das contas, ele ficou ao lado daquela anã de jardim. Aquele safado é mesmo um traidor de quinta categoria. - os olhos de Hiro brilharam de raiva. - Ter que ajudar naquela limpeza foi horrível, mas ser traído foi dez vezes pior. Eu pensei que Miguel era um dos meus parceiros, mas ele mostrou a verdadeira face.

- Talvez ele tenha algum motivo. - eu disse.

- E o que poderia ser? - ele tombou a cabeça um pouco para o lado, com o cenho franzido.

- Eu não faço a mínima ideia. - respondo, e ele sorriu minimamente.

- Acho que ela está controlando-o. - retrucou, e eu tinha certeza que ele já estava viajando na maionese. - Ela é uma bruxa malvada que enfeitiçou Miguel. - concluiu o asiático, olhando-me.

- Você tem uma imaginação fértil, Hiro. - ri baixinho, e ele acaba sorrindo também.

 De repente, o recinto ficou em silêncio e ouvi a portar abrir-se e fechar-se. Quando estava prestes a me aproximar, para verificar quem era. O vice-representante da minha classe, parou na esquina das estantes e olhou para mim.

- Ora, ora, o traíra finalmente chegou. - falou Hiroshi, revelando-se atrás de Miguel.

- Obrigado por vir, Henry e Hiro. - ele sorriu gentilmente. - Você poderia parar de chamar-me assim? É um pouco desconfortável. - ele encarou o asiático, com certo constrangimento.

- Nós estávamos esperando por você. - falei, e Miguel virou-se para mim subitamente. - O que você quer falar? Quer pedir desculpas por ontem? - indaguei, e o sujeito olhou para Hiroshi e em seguida para mim. E deixou o silêncio se avolumar.

- Não queremos as suas desculpas. - rebateu o asiático, como se estivesse falando por nós dois. - Não temos culpa se aquela bruxa enfeitiçou você. - Hiro caminhou para fora do corredor, enquanto Miguel tratou de segui-lo rapidamente.

- Enfeitiçado por uma bruxa? - o vice-representante franziu o cenho, não entendo completamente nada. - O que ele está falando, Henry? - ele olhou diretamente para mim.

- Primeiramente você deveria contar o motivo de nos chamar assim tão de repente. - olhei-o, enquanto arrastava uma das cadeiras para sentar-me.

Realmente não estava me importando com o que aconteceu no dia anterior, mas quero saber o que ele tem para falar. Nunca vi Miguel desse jeito, então poderia ser algo importante e não um simples pedido de desculpas. Enquanto Hiro, não dava a mínima para o que ele iria dizer. Se pudesse, queria jogá-lo pela janela.

- Você está assim por causa de ontem? - inquiriu o vice-representante, olhando para o indivíduo.

Hiroshi virou-se de costas, e aposto que Miguel já sabia a resposta. Pensei que ele fosse continuar a falar. Como ele não retomou, disse:

- Ele está chateado com você. E sim, é por causa de ontem. - retorqui, e ele começou a olhá-lo de um jeito intenso, talvez até triste. - Você deveria ao menos esclarecer o que aconteceu, Miguel.

- Ontem eu...

- Você não precisa dizer nada. - Hiro o interrompeu, falando num tom solene. - Pensei que você fosse uma pessoa verdadeira, mas ontem eu percebi que és tão falso quanto uma flor de plástico. - ele afirmou, olhando para Miguel. - Pode ir embora, porque eu não quero mais ser o seu amig...

- Por favor, Hiro, não diga isso. - o vice-representante segurou o seu rosto entre as mãos e olhou para ele. - Eu ficaria tão triste se isso acontecesse, porque você é um dos meus amigos mais confiáveis. - ele parecia estar sendo sincero.

Que anormal. Ao ver os dois, notei que Miguel não era mais alto do que Hiro, como eu pensava. Eram realmente da mesma altura.

- Você me traiu, seu safado. Eu não quero ter mais nenhuma ligação com você. - retrucou Hiroshi, olhando-o nos olhos. - Portanto, corta aqui. - ele uniu as pontas dos indicadores e mostrou para Miguel.

Agora a situação estava ficando séria demais.

- Não seja tão cruel comigo, Hiro. - disse Miguel, e o garoto parecia ter ficado sem palavras, apenas encarava-o. O vice-representante afastou-se abruptamente e colocou as mãos nos bolsos. - Ontem você disse que um homem faz tudo em nome do amor, e foi o que eu fiz. - um sorriso mínimo brotou dos seus lábios, e o asiático não entendeu completamente nada, assim como eu.

Talvez Miguel estivesse dizendo coisa com coisa, ou talvez nós fossemos dois lerdos.

- O que você quer dizer com isso? - inquiriu Hiro olhando para ele com os olhos semicerrados. - Está realmente enfeitiçado?

Miguel assumiu uma expressão curiosa e rapidamente olhou-me, como se estivesse dizendo: "Do que ele está falando?" e eu apenas meneei a cabeça. "Depois eu te explico" - retorqui apenas movendo os lábios, sem emitir som, e ele captou a mensagem.

- Me desculpe se eu não fui claro o bastante. - começou a dizer cautelosamente. - Eu realmente não quis ser um traidor, mas aquilo que fiz foi por amor. E eu não arrependo-me de absolutamente nada.

Eu não estava compreendendo muito bem o que estava acontecendo. Era como se eu estivesse na aula do professor de química. Claramente, vi com os meus próprios olhos o que houve ontem, mas não entendo o que Miguel queria dizer com tudo isso.

- Por amor? - disse Hiroshi, e o garoto fitou-o. - O que você quer dizer com tudo isso?

Nós encaramos o vice-representante, que abaixou a cabeça de imediato. De repente, a biblioteca estava em um completo silêncio, quase conseguindo ouvir o tique-taque do relógio.

- Eu fiquei ao lado da Anne, porque eu a amo. - Miguel levantou a cabeça subitamente, com o rosto completamente corado, mas a pele avermelhada estendia-se também pelo pescoço. A inesperada revelação foi quase ensurdecedora. - Na verdade, eu não contei esse pequeno detalhe para vocês, mas Anne é a minha prima. Ela literalmente é a garota dos meus sonhos. - sorriu ao olhar para mim e em seguida para Hiro.

Olhei para o lado, e o asiático estranhamente não expressava emoção alguma, era como se a conversa não fosse com ele, como se estivessem a falar do tempo ou de qualquer outro assunto. Hiroshi não parecia estar chocado, muito menos surpreso.

- Então, esse é o plot twist? - indagou ele, e nós nos olhamos uns para os outros, como se a revelação não fosse algo tão inacreditável. Enquanto eu continuava sem entender nada.


Notas Finais


[sim, hiro...]
tentei ser irônica no final sobre a revelação ;-;
porque já estava bem na cara que o Miguel e a Anne eram primos né? [ou não?] não sei...
desta vez não teve interação do casal ;[ mas nos próximos cap's vai ter ^-^
espero que tenham gostado :3
e obrigado por ler
Até a próxima!


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