História Scandal - Capítulo 3


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Park Jimin (Jimin)
Tags Jeon Jungkook, Jikook, Jimin, Jungkook, Park Jimin
Visualizações 6
Palavras 1.309
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Festa, LGBT, Luta, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Jeon Jungkook


Meu cérebro não consegue raciocinar. Minha boca abre e fecha diversas vezes. Não esperava isso, eu imaginava que ele iria dizer "de nada" e que conversaríamos sobre o quanto esta festa está tediosa e depois cada um iria para casa, ai nunca mais cruzaríamos o caminho um do outro. Na verdade, "nunca mais" é muito tempo, pois se o Tae começar a ficar sério com o Hoseok, então, provavelmente o Park e eu acabaríamos nos encontrando.

-Eu não te devo nada! -Exclamo, conseguindo interromper meus próprios pensamentos e finalmente tendo uma reação ao que ele disse. -Você fez tudo aquilo porque quis. Ninguém colocou uma arma na sua cabeça e te obrigou a fazer aquilo!

-Pois é, mas prometo não te cobrar mais do que você consegue dar. -Diz, com uma calma na voz, que acaba me fazendo reconsiderar. Talvez ele só peça dinheiro, certo? Talvez não seja nada demais. -Então, prefere me dever pelo resto da vida e ficar com a consciência pesada, de que em algum momento eu possa aparecer exigindo alguma coisa pior do que você consegue oferecer, ou, prefere pagar de uma vez?

Volto minha atenção para a piscina, parando um momento para poder pensar sobre isso. Talvez seja mais fácil eu acabar com isso de uma vez, do que ficar adiando. Não que eu concorde com isso de dever algo para ele, porque sei que estou certo. Já que não pedi para ele fazer nada, fico muito agradecido pela ajuda, mas ainda assim, eu não pedi. Eu sequer sabia que tinha alguém tirando fotos minhas.

-Contando que não coloque em risco meu trabalho... -Digo ainda meio hesitante. Bem, por que não colocar minha vida nas mãos de um desconhecido? Posso acabar tirando uma boa experiência disso e transformar em música. -O que você quer? Dinheiro?

Olho em direção ao Park, não conseguindo decifrar o olhar que ele me dirige. Será que eu o ofendi por perguntar se ele quer dinheiro? Não sei negociar, nunca precisei fazer isso ou algo semelhante a isso antes. Então, posso apenas torcer para que eu não tenha o ofendido.

-Não, pode ficar tranquilo. -Responde finalmente e consigo perceber um indício de um sorriso malicioso. -Você apenas terá que me acompanhar quando eu precisar, por um mês.

-O quê? -As duas palavras saem sem eu pensar, e acabo tendo que colocar minha mente para trabalhar mais rápido. -Você está maluco, não está? Isso é algum plano para me sequestrar?

-Óbvio que não. -Ele revira os olhos e se deita ao meu lado, colocando os braços embaixo da cabeça. Folgado. -Preciso que alguém de confiança me acompanhe em um certo trabalho, e alguém que tenha motivos o suficiente para não me delatar para a Seok.

O Jimin tem um ponto; sou alguém de confiança e não conheço nenhuma Seok para delatá-lo, mas também, não sou nenhum dedo-duro; Só que, preciso exigir que, pelo menos, o Taehyung saiba para onde estou indo e tenha minha localização em tempo real. Precaução nunca é demais.

-Topo só se o Taehyung puder saber para onde estou indo e com quem estou. -Relato minhas exigências, fazendo questão de o encarar, para ver se consigo ver algum sinal de discordância.

-E como você me promete que o Kim não contará para a Seok? -Indaga, me olhando de uma forma como se tentasse entender meu raciocínio. Para então, parecer que tudo se esclareceu em sua mente. -Ah, ele não te contou, né?

Em questão de segundos, começo a vasculhar todas minhas memórias, tentando ver se deixei passar algo que o Tae possa ter me falado. Mas, não consigo encontrar nada, apenas uma lembrança um pouco recente, em que ele me diz que precisava me contar algo sério e acabou que ele nunca me contou. Há grandes chances de ser sobre isso que o Park está se referindo.

-Talvez não... -Ainda soou meio incerto.

O Jimin se senta e vira para mim, fazendo com que eu fique de frente para ele. Sinto como se ele estivesse querendo me preparar para algo que irá me deixar chocado, entretanto, simplesmente não consigo saber sobre o que é.

-Você sabe que a Seok, também é o Hoseok, certo? -Sua fala calma, contrasta completamente com a confusão em que estou.

Explodo em risadas, por não estar conseguindo decifrar o que estou sentindo. O Hoseok, o cara que meu amigo é apaixonado, é a dona dessa festa, a Seok. Meu deus, eu achei que ela era irmã dele! Ai que vergonha, como eu não o reconheci? Se eu tivesse prestado um pouco mais de atenção! E eu achando que o Taehyung ia trair o Hoseok, porque ele não parava de olhar para ela. Oh céus, ainda bem que eu não dei o sermão que eu ia dar no meu amigo.

-Jungkook? -O Jimin chama, me tirando dos meus pensamentos. -Você está bem?

-Tô, eu acho, por quê? -As palavras saem um pouco atropeladas, no entanto, dá para entender.

-Você começou a rir e parou do nada para ficar encarando suas mãos, ai seus olhos se arregalaram e você pareceu estar chocado. -Ele descreve, tentando me entender. -Mas, e aí, conseguiu chegar à alguma conclusão?

-Não muito. -Decido ser sincero em relação a isso. -Minha mente ainda tá tentando entender e sinto que estou falhando miseravelmente.

O Park acaba soltando uma risada gostosa, por conta da minha resposta. No começo achei que isso seria o inferno na terra, mas, até que está festa está sendo legalzinha. Estou com um pressentimento bom, em que talvez eu encontre amigos para o resto da vida nesta noite, ou quem sabe, amigos temporários, que marcaram uma parte da minha vida com boas risadas.

-Okay, vamos lá. -Vejo o Jimin se preparando para me explicar, ele até endireita a postura. -Você já ouviu falar em gênero fluído? -Nego com a cabeça e ele prossegue. -Gênero fluído, resumidamente, é quando uma pessoa fluí entre os gêneros. Ela pode se identificar como mulher em um dia, no seguinte como homem e no outro como neutro. -Afirmo devagar, demonstrando que estou entendendo aos poucos. -O Hoseok é gênero fluído, hoje ele se identifica como mulher, se sente mais confiante desta forma, então ele é a Seok. Amanhã ele pode se identificar como um homem, então será o Hoseok.

-Mas, como você sabe como chamar? -Questiono, tomando cuidado para não dizer algo ofensivo. Por mais que o Hoseok, quer dizer, a Seok não esteja participando da conversa. -Digo, qual pronome usar.

-Eu nunca sei. -Diz com um sorriso genuíno nos lábios. -Sempre espero ela se pronunciar primeiro, e as vezes, quando não acontece isso. A chamo de Seok mesmo, sem usar nenhum pronome antes.

Afirmo, demonstrando que entendi, e eu de fato entendi. E mais uma diversidade maravilhosa para eu admirar. Ah, se eu pudesse conhecer tudo e todos, incluindo suas diferenças obviamente. Acho tão incrível que por mais que todos façamos parte de uma única espécie, ainda assim, somos tão diferentes uns dos outros. E tá aí algo maravilhoso, algo que deveria inspirar.

-Há alguma pergunta mais que eu possa resolver? -Pergunta o Park, parecendo animado para responder qualquer questionamento meu sobre o tema.

-Acredito que não. -Digo me sentindo frustrado por não poder proporcionar mais perguntas para ele. -Eu gostaria de saber mais sobre como foi se "descobrir" e tudo o mais, mas creio que só poderei resolver isso com ela.

Ele assente veemente e se levanta, oferecendo sua ajuda para que eu consiga levantar também. E, usufruindo de toda educação que meus pais me deram, eu não recuso sua ajuda, mesmo sem saber o porquê de eu ter levantado, já que não pretendia voltar para dentro da casa. O simples fato de me imaginar em meio a uma multidão, me deixa agoniado. Por mais hipócrita que pareça ser.

-Enfim, temos um acordo, certo? -O loiro indaga e eu concordo, ainda sentindo que estou entrando em uma grande enrascada.



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