História Scapers - Capítulo 1


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Notas do Autor


Oie pessoal, esse é o primeiro capítulo da história! Espero que gostem :) vou tentar trazer uns 2 capítulos por semana enquanto estou de férias. E caso haja um bom engajamento tento aumentar esse número!
Críticas e sugestões são bem aceitas.

Capítulo 1 - Capítulo I


Betty Cooper POV

“Nunca pensei muito em como eu morreria, mas morrer no lugar de alguém que eu amo parece ser uma boa maneira de partir.”

A frase dita por Bella Swan ecoava na minha cabeça durante todo o restante de “Crepúsculo”, o qual Ronnie me fazia assistir quase todos os finais de semana em que passávamos juntas. Morrer no lugar de alguém que ela ama, parecia ser uma boa maneira de partir, e realmente era, pois nessas histórias, mesmo que seja por desavenças corriqueiras em praticamente cinco filmes, ela realmente morre e mesmo assim fica com quem ama. Talvez fosse isso que eu deveria fazer, morrer no lugar de quem amo, para achar o amor verdadeiro.

- Você sempre fica com essa cara quando assistimos Crepúsculo, Betty. O que acontece? – perguntou Verônica, minha melhor amiga enquanto eu olhava para a grande televisão fazendo questionamentos pra mim mesma.

- Nada Ronnie, são só pensamentos de como Bella passou por tudo isso e conseguiu o que ela queria, virar uma vampira e casar com o Edward, é até engraçado pensar que no começo de tudo ela pensava dessa forma. – Tentei desconversar.

- Eu sei no que você está pensando Bee, sério. Já faz quase um ano, daqui um mês e meio estaremos na faculdade, você precisa tirar Jug do seu organismo de uma vez. D-E-S-E-N-T-O-X-I-C-A-R! – ela disse pausadamente com o ponto de drama que só ela sabia fazer.

- Eu não estou pensando nele... Juro Vee. E sobre a faculdade, sei que não vão faltar novos ares e águas para eu mergulhar. – Mas no fundo eu sabia que estava mentindo para mim.

- Exatamente! Imagina a quantidade de veteranos gatíssimos que vamos encontrar??? – ela disse enquanto levantava as mãos para o ar como sinal de comemoração. – Eu acho até que poderíamos ir uma semana antes para o alojamento... Conhecer algumas fraternidades, ir em algumas festas...

- Não sei Ronnie, e se nos decepcionarmos logo na primeira semana e não for lá grande coisa? E além do mais eu prometi pra minha mãe que iria ficar.

- Betty, larga disso. Alice Cooper é a pessoa que mais quer no mundo que você abra as asas e voe pra bem longe de Riverdale e de tudo que aconteceu aqui. – minha amiga disse séria me fitando.

- É, você tem razão. – respondi em rendimento.

Passamos o restante da tarde entre risadas, os dramas de Isabella Swan e Edward Cullen, pipoca e diversos doces. Ronnie realmente conseguia me fazer esquecer por horas a fio o quão insignificante e insuficiente eu me sentia por tudo que havia acontecido, ela acompanhou tudo desde o começo, eu, ela, Jughead e Archie estudávamos juntos desde muito cedo, então ela foi logo a primeira a perceber que tanto eu quanto o moreno possuíamos algum sentimento pelo outro, ela que ficou sabendo quando começamos a namorar, viu os dias felizes, e viu a ruína se aproximando, e, quando ela chegou foi a primeira a se por de pé e me apoiar por todos os dias até agora.

Iriamos para faculdade em um mês e meu coração parecia saltitar da boca para fora de tanta ansiedade, cada dia que passava eu sabia que precisava fazer como Bella, que a melhor forma de morrer seria por alguém que amo, eu precisava me matar para nascer de novo, arrancar o band-aid que tinha nome e sobrenome na minha vida, crescer e me tornar uma nova Betty.

Cheguei em casa era por volta das dez da noite, minha mãe sentava no sofá tomando uma xícara de chá, enquanto estava enrolada numa coberta trabalhando no seu pequeno notebook cor de rosa. Ela notou minha entrada pela porta e logo se desvencilhou de seus afazeres em minha direção.

- Como foi com Ronnie? – ela indagou – Deixa eu adivinhar, assistiram um dos filmes dos vampiros, lobos e mulher que tem um bebê pra lá de estranho?

- Acertou em cheio mãe! – Vim me aconchegando do lado dela – Sabe, Vee me falou que seria interessante irmos para a faculdade uma semana antes... Pra conhecer o pessoal e o local. O que você acha?

- Eu acho que tem um toque de conhecer FESTAS e PAQUERAS. – ela disse enquanto encostava o dedo de leve no meu nariz. – E eu apoio, você precisa sair de casa, se divertir, beijar outras pessoas. Mas beijar Betty, não se apaixonar, acho que eu não aguentaria ver você passando por tudo que passou mais uma vez.

- E eu nem quero mãe, Forsythe já me ensinou que eu não devo fazer isso... me apaixonar, e eu acho que realmente aprendi. – disse em concordância com ela – Talvez daqui alguns vários anos, quando a senhora tiver idade para ser avó.

Minha mãe riu, e me abraçou, mesmo com tantas desavenças no passado por conta de assuntos de meu pai e minha irmã nós tínhamos construído uma amizade de fortaleza, que nada nem ninguém conseguiria jamais derrubar, e eu admirava isso, pois tudo que ela queria era minha felicidade.

 

Jughead Jones POV

Um mês. Daqui exatamente um mês, um pouco menos pois eu pretendia sair de Toronto com antecedência para iniciar uma nova fase da minha vida, ir para a faculdade, voltar para os Estados Unidos, fazia praticamente um ano que eu tinha deixado tudo e todos para trás, por conta de algumas merdas que não deveriam jamais ter sido trazidas à tona, se eu permanecesse no lugar em que estava, minha irmã sofreria riscos, junto a mim e as pessoas que eu amava, meus amigos... e Betty.

No intermeio de meus pensamentos me veio Betty. Como será que ela estava? Iria para a faculdade? E se estivéssemos na mesma faculdade? Ela me perdoaria? Infelizmente não tinha acesso a lista de alunos que iriam para a universidade que eu iria, senão poderia tirar as minhas dúvidas. Meu coração disparava em um ritmo descompassado somente em pensar em vê-la depois desse tempo. Eu sabia que havia quebrado seu coração de uma maneira que ninguém na face da terra conseguiria fazer com aquela garota loira e angelical, dona dos meus sorrisos desde que éramos crianças, Betty me perdoaria eventualmente, quando eu tivesse a oportunidade de a encontrar e contar toda a porra da história. Mas será que ela me amava ainda, como meu coração amava ela mesmo estando a um país de distância? Todo esse tempo que fiquei fora, só conseguia pensar em como ela estaria, mas não podia me comunicar com ninguém de lá até que a barra estivesse limpa, e finalmente está.

Os pensamentos que tomam conta da minha cabeça me deixam envolto em um milhão de possibilidades, e planos, do que eu faria caso precisasse a conquistar novamente.



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