História Scared to be lonely - Capítulo 4


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Categorias Shawn Mendes
Personagens Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Shawn Mendes
Visualizações 147
Palavras 2.163
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - Capítulo IV


LEIAM AS NOTAS FINAIS, POR FAVOR

 

-Eu nem preciso perguntar que merda você está fazendo aqui, não é?

-Desculpa, Lola -ele disse antes que eu me aproximasse batendo os pés com firmeza no chão -eu só precisava conversar com você 

-Eu não quero falar com você, Shawn -esbravejei sem mal conseguir olhar em seus olhos, temendo ceder a qualquer coisa que ele dissesse -vai embora, por favor 

-Você está saindo com aquele cara? Ele é seu namorado? -ele perguntou e eu soltei uma risada irônica

-Você não está me perguntando isso mesmo, né? Pelo amor de Deus, Shawn. Você some por dois anos e volta simplesmente querendo saber se eu estou com alguém? -passei a mão pelos cabelos nervosa, em tentativa de me controlar e não perder a cabeça com o cara à minha frente 

-Não é isso, Lou -o fato dele ter me chamado pelo apelido que só ele usava me fez olhar pra ele diretamentre pela primeira vez -eu quero mesmo conversar. Te explicar tudo o que aconteceu. Me dá uma chance, por favor 

Respirei fundo algumas vezes. Pensei no quanto eu estava sendo idiota em cair no papo dele, e no quanto eu estava indo contra todas as promessas que eu fiz enquanto ele estava longe de que não iria me entregar novamente se, por acaso, ele voltasse algum dia. E ele voltou. E eu estava dando uma chance que eu sabia que ele não merecia. 

-Você tem só essa chance, Mendes. Acho bom você não desperdiçá-la, porque é a última que eu te dou

-Podemos dar uma volta? 

Já passava das onze horas da noite, mas considerando onde estávamos, não haveria perigo. Pickering era uma cidade extremamente tranquila e sem violência, o que me dava certa segurança de andar pelas ruas à noite se eu estivesse acompanhada. Na verdade, eu estava com mais medo de estar perto do meu ex-namorado do que de algum perigo na rua, que era improvável. 

Ele travou as portas do carro e se colocou ao meu lado, mas não fez menção de se aproximar muito, sabendo que eu me afastaria. Andamos alguns metros em silêncio, nos distanciando da minha casa e entrando em uma rua com muitas casas parecidas. 

-Desculpa não ter te procurado antes -ele disse quebrando o silêncio e soltando um suspiro ao fim da frase. Eu quase podia sentir peso no que ele dizia -eu não sabia se você me atenderia, e o que eu diria pra você. Na verdade, desde que eu soube que voltaria para o Canadá, há uns dois meses, eu vim treinando o que te falaria, mas nada parecia bom o suficiente pra te fazer me perdoar. Acho que é porque eu mesmo sei que as chances disso acontecer são pequenas, e eu mereço isso

O desabafo dele mexeu comigo. Eu queria sim que ele tivesse me procurado antes, mas também entendia que ele tivesse receio sobre eu querer falar com ele ou não. Até porque, até o presente momento eu estava bem relutante ainda sobre estar com ele, se ele tivesse tentado conversar no dia que nos encontramos pela primeira vez, eu ficaria muito pior. 

-Shawn... -comecei a falar -não é tão simples assim. Você chegar e dizer que queria me ver, que queria que eu te desculpasse... eu nunca me coloquei como obstáculo na sua vida. Em todo o tempo em que estivemos juntos eu te apoiei, mas a forma como você foi embora... acabou comigo

-Eu sei, mas -o cortei e voltei a falar 

-Você simplesmente, em uma semana, contou que ia se mudar e foi embora pra outro país. Eu sei que foi pelo trabalho do seu pai, mas eu sei que você sabia disso antes de ter me contado, e que tinha a opção de ficar e fazer faculdade aqui 

-Lola, eu só queria que você -se corrigiu- que nós dois sofressemos menos. Eu sei que acabei errando, e devia ter te contado assim que soube, mas não sabia o que fazer também. Não era como se eu fosse muito maduro também pra lidar com isso, nós só tínhamos 16 anos

A essa altura já tínhamos andado suficiente para chegar a uma praça, que continua um parque infantil. Nos sentamos em dois balanços um ao lado do outro e a situação me deu uma sensação nostálgica, já que era comum que comprássemos sorvete e ficássemos tomando ali. As mesmas pessoas, naqueles mesmos balanços, dois anos de diferença, mas com sentimentos já tão mudados. Ou não tanto. 

-Eu sei, Shawn -apoiei meus cotovelos nas coxas, e a cabeça nas mãos, deixando-a abaixada -mas ainda assim não foi fácil pra mim

-Você acha que foi fácil pra mim também, Lola? Eu tinha a opção de ficar, mas não seria fácil deixar minha irmã e meus pais irem pra outro país e ficar aqui, e tinha a faculdade de música nos Estados Unidos também... foi uma decisão difícil pra mim,  mas o que eu achei que tinha que fazer naquela época

-Eu não pediria pra você ficar por mim, Shawn, eu sempre soube da sua vontade de cursar música em Nova York e não te impediria, você sabe disso. Mas você terminou comigo sem mais nem menos, não deu uma chance pra nós e, porra, você nem quis tentar manter algo à distância. Foi e sumiu por meses, me ligou pela primeira vez depois de três meses 

-Eu sei de todos os meus erros. Não demorou pra que eu percebesse que fiz a escolha errada de certa forma, eu não devia ter tentado te esquecer desse jeito, mas pensei que seria mais rápido pra nós dois. Eu juro que se eu estivesse naquela situação hoje, eu ficaria com você, Lou, eu ficaria e adiaria meus planos até poder realizá-los ao seu lado 

Seus olhos estavam cravados em meu rosto, onde já se podia ver algumas lágrimas escorrendo por tudo que ele estava dizendo. Era a primeira vez, mesmo que dois anos fosse tempo relativamentre longo, que eu parava pra pensar no lado dele. E no fato de que talvez ele só achasse mesmo, aos dezesseis anos, que terminar seria melhor pois não conseguiríamos nos ver, principalmente por sermos novos; e que não manter mais contato seria a forma mais fácil de nos esquecermos. 

A questão é que ele não imaginava que tinha deixado uma parte dele comigo, e dessa parte eu não tinha como me livrar. Se pra ele houve como me esquecer, mesmo que tenha levado mais do que ele gostaria, pra mim era impossível. A cópia dele estava ao meu lado todos os dias. 

-Acontece, Shawn -respirei fundo olhando pra ele -que agora as suas palavras não adiantam de nada

-Não fala isso, Lola -ele me tocou pela primeira vez naquele dia, aproximando sua mão lentamente e arriscando tocar a minha. Eu mesma não esperava que não recuaria -não estou pedindo pra você me aceitar de volta, é óbvio que eu sei que não tenho esse direito, só me deixe me aproximar

-Não sei se consigo -falei quase num sussurro, com meu rosto já todo molhado de lágrimas -me desculpa, eu não sei se posso 

-Não -ele repondeu rápido, se levantando e me puxando pela mão para que eu fizesse o mesmo -a última coisa que você tem que fazer agora é me pedir desculpas. Pelo contrário, eu que te devo isso

Ele era bem mais alto que eu, mesmo que eu não fosse muito baixa, mas ainda assim a posição me deixava encarar aquele par de olhos passados para a Noah. Olhar para aqueles dois globos quase esverdeados só me fazia lembrar o quanto a garotinha que me esperava em casa não era só a minha filha, mas era dele também, mesmo que ele ainda não soubesse. E a partir de então eu me toquei que, estando de volta, eu teria que contar tudo a ele. Essa seria, sem a menor das dúvidas, a parte mais difícil do seu retorno. 

-Shawn, eu te desculpo -falei rápido e impulsivamente -eu não sei se te quero por perto, não sei se consigo me aproximar de você novamente, mas eu te desculpo. Passei esses anos alimentando uma mágoa de você, mas não aguento mais carregar isso em mim. Ainda vou entender melhor o seu lado e isso vai me ajudar, em algum momento, a fazer com que não doa tanto

-Você não sabe como me alivia ouvir isso. Meu maior medo era que você não quisesse nunca mais olhar na minha cara. Quando eu tive, finalmente, coragem pra te ligar pela primeira vez, você não me atendeu. Nunca atendeu, na verdade, até que o número se tornou indisponível

-Eu troquei de telefone -falei, explicando a razão dele não ter conseguido mais falar comigo quando resolveu que precisava -mudei meu número. Você achou que não ter contato seria mais fácil, e eu resolvi aderir a essa sua técnica 

Provoquei, usando do mesmo argumento dele. Por mais que nossas atitudes fossem dotadas de um ar infantil pela nossa idade, sabíamos que, no fim, não nos falarmos poderia ajudar. E não era como se eu pudesse atendê-lo e dizer "oi, tudo bem? Vamos ter um filho, você pode volta pra Pickering para me ajudar?"

-Tudo bem -ele se deu por rendido, sorrindo de lado -não posso reclamar mesmo

Como ficamos em silêncio, sem ter muito o que dizer,  ficou estranho ficarmos nos olhando. Desconfortável, na verdade, algo que ele, felizmente, percebeu.

-Você quer voltar? -perguntou tocando meu braço de leve -está com frio, Lola?

-Não, está tudo bem -respondi, mesmo sabendo que eu o conhecia o suficiente pra ter noção de que ele tiraria a camisa xadrez que vestia e a colocaria sobre meus ombros. E foi o que ele fez

-Veste -passou a blusa pelos meus ombros, deixando um leve carinho no lugar antes de se afastar

Fomos andando e eu pensei que não falaríamos nada, mas o Shawn estava realmente empenhado em saber o que estava acontecendo na minha vida. Muita coisa, meu bem. Mais do que você imagina, te envolvendo inclusive. 

-Você trabalha naquela cafeteria, então? -perguntou pondo as mãos nos bolsos da calça. Assenti e ele continou -faz tempo?

-Quase um ano -respondi simples, sabendo que ele não pararia por ali 

-Você gosta de trabalhar lá? 

-Ah, é legal, não é o emprego dos meus sonhos, mas é até divertido 

-Eu acho que meu coração chegou a parar quando eu te vi lá

-Não exagera -rolei os olhos, lembrando desse jeito de colocar um exagero em quase tudo que dizia 

-Foi uma surpresa mesmo, não esperava e acho que nem estava pronto pra te encarar. Aliás, desculpa se eu agi como se nada tivesse acontecido, eu só não sabia o que fazer

-Tudo bem... já sei seu lado, Shawn

Chegamos em frente à minha casa e ele me levou até a porta. Ficamos parados ali alguns segundos, com os olhos grudados um no outro. Eu estava paralisada tentando analisar os detalhes de seu rosto e mentalmente comparar com como era a sua aparência na última vez que o vi. Ele sorriu e meu coração quase derreteu. 

-Você está linda -falou quase em um sussurro, quebrando o silêncio -eu precisava falar isso antes de ir embora. Aquele cara tem muita sorte

Eu poderia negar e dizer que não tinha nada com ele, mas não devia nenhuma explicação a ele. Quando me dei conta, ele estava um passo à frente, mais próximo de mim e eu gelei. Ele inclinou a sua cabeça e eu me afastei, virando a minha cabeça. Não podia acreditar que ele ia tentar me beijar.

-Shawn, para -falei olhando pra baixo, um pouco brava 

-Calma, Lou -pronunciou de novo o apelido, e eu ainda não tinha decidido se amava ou odiava voltar a ouvir aquele nome saindo da boca dele -eu não ia beijar nada além da sua bochecha

-Eu vou entrar -falei rápido segurando a blusa dele, fazendo menção de tirá-la 

-Não, fica com ela. Por favor 

Eu não queria ter algo dele comigo, mas pra evitar mais alguns minutos discutindo com ele ali fora, já tendo passado da meia noite, acabei assentindo e abrindo a porta rápido. Me colocando pra dentro dizendo um "tchau" baixo, sem nem ter certeza se ele tinha ouvido, e muito menos sem esperar uma resposta. 

Fui para o meu quarto, e como eu esperava, minha mãe e a minha filha já estavam dormindo. Passei pelo quarto pequeno dela e a vi dormindo naquele bercinho. Ela ainda era tão pequena e tão frágil, mal imaginava tudo que a envolvia. Tirei a blusa do Shawn já encostada na cama dela, e inconscientemente cheirei a camisa, buscando algum cheiro conhecido, algo que não encontrei, ele tinha trocado de perfume também. 

Coloquei a blusa de flanela azul sobre a Noah e mexi um pouco em seus cabelos finos, deixando mais uma lágrima sair dos meus olhos.

-Você logo vai conhecer o papai, filha. E sem dúvidas ele vai te amar tanto quanto eu 

 

LEIAM AS NOTAS FINAIS, POR FAVOR 


Notas Finais


Olá! Trouxe rápido mais um capitulo, mesmo que ele nao seja tão longo, eu queria atualizar mais uma vez na semana a fic.

Como sempre, vou deixar o link da minha outra fic aqui, Imagination, que já está com quase 40 caps, então leiam caso se interessem <3

Espero que tenham gostado desse cap. O Shawn ainda não sabe sobre a Noah, mas logo vai descobrir. Vocês têm alguma ideia de como ele vai ficar sabendo? Deem palpites

Comentem se puderem, por favor, dá muita força pra fanfic <3 adoro vocêss


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