História Scarlatti - Capítulo 12


Escrita por: e YoonKookByun

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), Got7
Personagens JB, Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Mark, Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais, Yugyeom
Tags Amor, Bangtan Boys, Bangtan Sonyeondan, Bts, Família, Got7, Im Jaebum, Jaebum, Jeon Jungkook, Jungkook, Kookie, Mark, Mark Tuan, Romance
Visualizações 78
Palavras 3.855
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Ecchi, Famí­lia, Ficção Adolescente, Fluffy, Hentai, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


ജ Dedico esse capítulo à Faella, vulgo fidne (vou colocar com @nas notas finais) que está postando esse capítulo pra mim porque estou sem computador :v

ജ Olá, turu bom? Muuuuuito obrigada pelos +150 favoritos! A a a a a eu não sei nem pensar nesse tanto de gente em uma sala (é isso que faço pra mensurar :v).

ജ Nesse ponto já conseguiram ver que não vou conseguir postar uma vez por semana. Por quê? Porque sou uma trouxa que cedeu à pressão e postou antes de finalizar e os capítulos adiantados terminaram faz um tempo xjdkskksskm. Assim, estou indo de mês em mês. Vai dar tudo certo sjskks. Outro motivo é a ansiedade que me trava. Certos pontos da história me travam legal a a a a (alá interação entre o casal se aproximando). Vou nem falar que comecei a faculdade também… mas comecei NSJSNSNSJEJ. Vou repetir: vai dar tudo certo.

ജ Capítulo ainda não betado, mas logo estará sendo ^^

Capítulo 12 - Nem tudo se consegue fazer pelo smartphone


Fanfic / Fanfiction Scarlatti - Capítulo 12 - Nem tudo se consegue fazer pelo smartphone

Luíza

 

Sabe aquela vontade louca de sumir? Então… eu a estava sentindo. Não conseguia acreditar que tinha conseguido passar aquela vergonha na frente de Jeon Jungkook. O crush, é claro.

Não queria virar um avestruz, mas sim um tatu, 'pra entrar de corpo inteiro debaixo da terra e ninguém nunca mais me encontrar.

— Está bem? — perguntou ele, abaixando-se para me ajudar. Parecia preocupado, provavelmente porque bati a cabeça e isso deve até feito o chão vibrar. Tudo bem, talvez esteja exagerando.

— Estou meio tonta, mas ótima.

Só minha dignidade que não.

Nem meu orgulho.

Mas ninguém precisa saber disso, certo? Certo.

— Certeza?

O fitei, tímida, descobrindo seus olhos bem humorados a me encarar.

Aquilo parecia tão estranho. Ele estava mesmo ali, agachado ao meu lado e me olhando com tanta atenção? Parecia como um sonho estranho, eu realmente me sentia fora de órbita com sua presença. Meus batimentos soavam alto demais em meus ouvidos, podia ouvir o sangue correndo, e sua voz me parecia abafada, assim como a minha própria. Além disso, só consegui levantar com sua ajuda, sem ter muita certeza se aquela era uma boa ideia, pois meu corpo inteiro parecia uma amoeba.

Como Naiara tinha sido capaz de me jogar ali, sem ter a menor noção do que ia acontecer? Deus, eu precisava ter me preparado psicologicamente nem que minimamente… Não que fosse adiantar muito, não realmente… Jeon Jungkook estava ali, segurando meu braço com uma firmeza impressionante, assegurando para que não caísse, e me encarando com aqueles olhinhos redondos e escuros…

Eu tinha certeza que tinha tomado banho, porque vestia uma roupa diferente da apresentação e cheirava a sabonete. Era gostoso, gostoso demais, mais do que deveria ser permitido, mas só me fez pensar que ele estava todo cheiroso e eu não… Jesus, será que estou com cecê? Chequei meu cheiro no MAMA, mas de lá 'pra cá… Será que um gambá tinha se instalado debaixo dos meus braços?

Ah, oppa… Por que não fecha os olhos um pouquinho e me deixa saber se estou cheirosinha, hum? Sei que ele é sensível a cheiros, bastante, e o medo de o ver saindo correndo por eu estar fedida é real.

Certo, sem pânico, é só manter os braços abaixados até encontrar uma oportunidade…

Mas essa não era a minha única preocupação. Em minha cabeça, tudo vinha ao mesmo tempo: o medo de estar “vencida”, a alegria de vê-lo após semanas, o simples — porém gigante — nervosismo por estar perto dele, o constrangimento por olhar em seu rosto sabendo que aqueles olhos tinham me visto total e completamente nua, a excitação por sentir seu calor tão de perto… Sua temperatura era tão alta que parecia quase febril, assim como no dia da festa, o que me fez pensar se era sempre assim, se Jeon Jungkook estava o tempo todo quente.

— Absoluta. — respondi finalmente.

JK-oppa…

JK-oppa…

Ele sorriu para mim, fazendo meu coração dar cambalhotas olímpicas em meu peito. Parecia a perfeita combinação entre a inocência e a sapequice.

Ah, Kookie não era inocente… Não bastasse a forma como tinha me tocado antes, eu sabia que entendia palavras muito bem, pegava seu duplo sentido mesmo que não fosse a intenção dos outros. Jungkook era safado. Talvez, só talvez, eu tivesse testado isso após perceber como ele ficava afetado com certas coisas que eu falava, o que começou com minha inocência, mas que também foi embora, pois descobri ser prazeroso demais ver como seu comportamento se alterava.

Ali, cara a cara, ao mesmo tempo que queria presenciar suas reações, tinha certo receio em fazer qualquer tipo de provocação. O que ele poderia fazer comigo?

— Por que você não me disse que iria vir? — perguntou tão repentinamente que minha mente demorou um pouco para assimilar.

— Ah… Eu não sabia.

Jungkook ergueu as sobrancelhas.

— É, não sabia. — enfatizei. — Meu primo, Gui, quis fazer uma surpresa.

— É seu aniversário ou algo assim?

— Ahn… Não. — ri baixo.

“É que eu 'tava mal por causa do que aconteceu entre nós no aniversário do Yugyeom… Não que não tenha sido bom, foi, mas só depois que a minha crise existencial passou, porque antes eu só estava querendo morrer mesmo.”, É, acho que não podia falar isso. Ou talvez pudesse, apenas não devesse.

Eu tinha ficado tão mal e ele não tinha nem noção… Assim como eu não sabia como tinha sido a primeira reação dele — embora não deva ter sido tão ruim já que me procurou.

— Gui gosta de me agradar com frequência, porque me viu crescer e quer sempre cuidar de mim. — falei a realidade, por mais que não com detalhes, e ele pareceu aceitar bem, visto que abriu um sorriso que não soube identificar bem qual emoção passava, mas que fez meu coração agitado se aquecer.

A verdade é que não tínhamos falado daquela noite. Um não tinha ideia do que tinha significado para o outro. No entanto, eu sabia que Kookie tinha gostado, pois era bem óbvio que ele não teria me buscado se não. Aquilo parecia meio doido. Sempre ouvi que primeiras vezes eram estranhas. Na verdade, no nono ano, uma colega me disse para nunca fazer sexo, porque era horrível. “Beije muito, Luíza, porque é bom pra caralho, mas não faça sexo.” Além de ter sido uma menina de catorze anos a me dizer isso, semanas depois ela voltou dizendo que era bom depois que se habituava, maravilhoso. Se eu fiquei confusa? Com toda certeza, mas pensei que entenderia depois. Afinal, eu também tinha catorze anos, mas não estava nem perto de querer fazer sexo.

Bem, isso não vai acontecer, porque não senti que foi ruim, não a experiência em si. Eu não estava nervosa, não — Deus! —, não tinha medo algum. O jeito como agi com Jungkook naquela noite… Eu nunca teria feito nada daquilo se estivesse sóbria. Por mais que desejasse Jungkook — e eu desejava muito —, não queria que minha primeira vez tivesse acontecido daquele jeito. Não queria que ela tivesse sido seguida de tanto medo e tristeza… Contudo, já tinha passado. Minha primeira vez tinha acontecido em um momento nada esperado, comigo alterada por bebida e droga; e a verdade é que eu tinha é que agradecer muito a Deus por ao menos ter sido com Jeon Jungkook e por nada pior ter acontecido.

Pelo menos eu estava de TPM, o que deveria significar que ia menstruar e, por tabela, que não estava grávida. Me sentia mais aliviada do que quando o mundo não acabou em 2012. Mas ali estava JK… Perto de mim porque queria, me fitando com aqueles olhinhos de jabuticaba, tão atentos que pareciam enxergar minha alma.

E então meu coração falhou uma batida ao que me lembrei, repentinamente, que ele não sabia. Jungkook não sabia o que tinha naquela bebida.

Jaebum tinha me contado em Osaka, mas eu sequer tinha pensado em dizer à Jungkook. Só que ele tinha o direito de saber. Como iria imaginar que naquela coisa tinha nada mais nada menos do que metanfetamina? Tudo bem, eu tinha pesquisado bem sobre a droga, tentando saber mais do que já tinha conhecimento antes. Mas, mesmo que pesquisasse no Infoescola, Brasil Escola, Terra e outros zilhões de sites, parecia o mesmo: a metanfetamina é um neuroestimulante, seus efeitos mais comuns sendo euforia, diminuição do apetite, do sono e da fadiga, alterações da libido e emoções intensificadas, além de ser uma droga altamente viciante que demanda aumento de doses, porque o corpo se habitua e os efeitos deixam de ser tão claros. Além disso, eles costumavam durar de 4 a 8 horas. Fazia sentido ter sido uma quantidade pequena, mas mesmo assim me sentira destruída no dia seguinte. Não era nem um caminhão que passara por cima de mim… Tinha um boeing apoiado nas minhas costas. Eu não sabia nem quem eu era…  

Uma coisa era Jungkook ter tomado a bebida achando que tinha álcool misturado com diferentes substâncias, outra era saber que uma delas era uma droga pesadíssima. Deus, aquela coisa, se usada mais vezes, leva a distúrbios de humor, ansiedade, insônia, agressividade, problemas de memória, psicose, dano cerebral... Repetindo: dano cerebral! E nem me lembro de cada consequência.

Só de pensar nisso eu já queria assassinar Jaebum de novo e tinha que respirar fundo. Era difícil perdoar quando ele se auto prejudicava, e me deixava morrendo de medo ao saber do quão horrível era aquela coisa. E se Jaebum tivesse se viciado?

Tudo bem, pare de sofrer por antecipação, Luíza. Você está aqui, na frente de Jeon Jungkook. Ele merece saber, está lindo, maravilhoso, gostoso, e você só quer essa boquinha… Foco! Ele tem o direito de saber. Então vamos contar, mesmo que isso possa causar um desastre do tamanho de Júpiter…

Se eu 'to nervosa? Puff. A simples existência dele já me deixa nervosa, imagina agora quando simplesmente não para de me olhar...

— JK-oppa… Lembra daquela bebida que eu te dei? — comecei a dizer com o coração ainda mais acelerado, apartando em meu peito.

Tentei manter meu olhar sobre o dele, mas não consegui. Ele me arrepiava e desconcentrava, o que não precisava naquele momento. Então, fitei o chão, a parede, seus ombros — o que também não foi uma boa ideia, pois me levou a seus braços e, Jesus, que braços —, atrás dele, voltando a suas orbes escuras apenas eventualmente. Assim, vi quando assentiu.

— Então, foi o Yugyeom que me deu, mas não era dele. Quero dizer, nem o lugar era dele, deve saber disso, mas ele não sabia o que tinha lá, ou sabia, agora não sei, apenas que eu não tinha ideia, mas era boa, gostosa, ‘né? Parecia uma coisinha doce, nem perto de qualquer outra coisa que me lembrasse o que tinha lá, pois deveria ser bem amarga na verdade e aí eu iria odiar e não teria tomado e nem te dado, porque imagine só… Deus, eu 'to viajando, desculpa. — Fiz careta e respirei fundo, tentando organizar meus pensamentos. Era difícil falar sobre algo sério sendo que ele me deixava tão desnorteada. Fosse por seu cheiro, seu olhar, sua simples presença… eu estava muito nervosa e o assunto não ajudava. — O que quero dizer é que…

Não pude terminar. Foi mais repentino do que quando o Darth Vader disse ao Luke Skywalker que era seu pai, e eu não consegui reagir. Porque Jungkook simplesmente se inclinou e colou sua boca na minha.

Meu corpo inteiro estremeceu ao sentir seus lábios macios pressionando-se com tanta firmeza contra os meus. E foi rápido, muito rápido, mas me fez literalmente esquecer do que estava falando, tudo indo embora quando o frio em minha barriga de instalou.

Ele se afastou, olhando-me tão intensamente que eu mal conseguia respirar. Porém, ainda permaneceu próximo o bastante para que sentisse sua respiração, seu calor, e não pensei antes de puxá-lo pela nuca, voltando a beijá-lo. Jungkook soltou um grunhido contra minha boca, imediatamente envolvendo minha cintura para colar nossos corpos por inteiro. E eu pude senti-lo realmente, cada músculo deliciosamente definido, pressionado contra mim, incluindo seu membro contra minha intimidade, ambos ainda totalmente cobertos.

Ali, era eu, totalmente sã, sem dúvidas, pois me sentia prestes a colapsar. Meu coração batia tão forte que o sentia por todos os lados, e Kookie provavelmente também. Descargas elétricas percorriam meu corpo a cada toque de sua língua na minha, cada mordida que dava em meu lábio, cada deslizamento de sua mão por minhas costas e cintura, cada ondulação de seu corpo contra o meu. Jungkook me beijava com tanta avidez que me fazia sentir como se estivesse querendo aquilo há tempos. Desejo, tanto desejo que era difícil acreditar ser por mim. Mas estávamos ali, e minhas pernas de amoeba — porque aquilo não era nem gelatina — mal conseguiam me sustentar, obrigando-me a apoiar as costas na parede.

— Me desculpe. — disse Kookie, totalmente ofegante contra meus lábios, embora não sentisse muito arrependimento em seu tom rouco.  — Mas isso não dá para fazer pelo celular.

Deus.

Por que ele fala esse tipo de coisa? E por que eu simplesmente me sinto cada vez mais próxima da morte?

Não, aquilo não dava para fazer pelo celular. Poderíamos conversar por horas e horas, mas não nos tocar e, Jesus, como era bom!  

Novamente, ele avançou sobre mim, dessa vez praticamente prensando meu corpo contra a parede. E eu, sentindo-me mais segura, deslizei minhas mãos de seus braços para seus cabelos, e então de volta para seus braços, deixando que minhas unhas tivessem sua participação em leves arranhados que o fizeram gemer baixinho em minha boca.

Jungkook, então, levou a mão direita até minha nuca, agarrando meu cabelo de maneira repentina. Diferente de mim, ele não foi delicado, e o agarrou, trazendo meu corpo ainda mais perto do seu — como se isso fosse possível —, e foi nesse momento que eu soltei meu primeiro gemido. Ali, no meio do beijo, sentindo todo o meu corpo prestes a entrar em combustão.

Mal tive tempo para sentir qualquer tipo de constrangimento ou nervosismo, pois Kookie imediatamente usou sua mão esquerda para invadir minha blusa. O choque entre sua mão — sempre tão quente que parecia febril — e minha pele fez arrepios percorrerem-me por inteiro. Porém, ele não parou por aí, desceu-a até ultrapassar a barra de minha calça legging, encontrando o osso logo acima de minha intimidade. Ela pulsou em expectativa, porém meu coração pulou de medo.

— Oppa… — O interrompi, nervosa, e, então, abri os olhos.

Uma total e completa bagunça: foi isso que vi. Com seus cabelos apontando em todas as direções possíveis, o rosto suado e parcialmente sujo por meu batom e lábios vermelhos e inchados, Jungkook só me fez pensar que era gostoso. Jesus, como ele era gostoso.

Entretanto, nem mesmo sua boca me fez sentir tão quente quanto seus olhos. Estes pareciam devorar minha própria alma, desejosos, sedentos, quase animalescos. Era quase como se ele me quisesse tanto quanto eu o queria. Mesmo assim, Jungkook voltou a subir sua mão, fazendo movimentos circulares em minha barriga, e aquilo me deixou um pouco mais tranquila.

Kookie inclinou sua cabeça, provando de meus lábios com uma suavidade que até então não tinha visto, mas que se mostrou bastante provocativa pela maneira como me deixou morrendo de vontade de, novamente, beijá-lo com avidez. Entretanto, ele sequer me deu a oportunidade, passando para minha bochecha, e então sugando levemente meu lóbulo para enfim chegar a meu pescoço. Novamente, estremeci, sentindo-o apenas cheirá-lo, com seus lábios me tocando praticamente por acidente em uma silenciosa tortura.

— Como você é cheirosa, puta que pariu.— disse rouco contra minha pele.

Seus lábios beijaram meu pescoço, lenta e provocantemente, como se quisessem conhecê-lo pedacinho por pedacinho. E eu, novamente de olhos fechados, arfei, arranhando sua nuca ao automaticamente tentar trazê-lo para mais perto.

— Me deixa te tocar. — pediu Jungkook em meu ouvido. Meu coração acelerado deu mais um pulo, totalmente consciente do quão próximos estávamos, do quão próxima sua mão estava de minha intimidade. Novamente, ela pulsou, deixando claro o quanto eu sentia vontade de realmente deixá-lo fazer exatamente o que queria, me tocar ali. Entretanto, ainda me sentia muito, muito nervosa. Era quase como se tivesse… Medo.

Ele já tinha feito isso, me lembrava muito bem da sensação de seus dedos esguios dentro de mim, porém tudo parecia diferente naquele lugar. Bem, eu estava diferente: totalmente sã, novamente cheia de medos. E se alguém nos visse? E se o deixasse, aonde iríamos parar? Como Jungkook interpretaria aquilo? Era muito mais do que normal se relacionar sexualmente com pessoas com quem se estava saindo no século XXI, mas aquela nunca fora minha intenção… Não fora o que tinha sido ensinada. Tínhamos transado uma vez, e meu corpo pedia por mais, eu queria mais. Entretanto, será que deveria ter mais?

— JK-oppa… JK-oppa já está me tocando. — falei com dificuldade, sentindo o ar me escapar ao que me pressionou contra a parede, deixando-me mais do que consciente do quão duro ele estava.

Jesus, o que estou fazendo?

Kookie riu, e mais uma vez me lembrei de como não dava para conhecê-lo apenas através da lente de uma câmera. Eu já tinha o ouvido rir de milhares de formas, mas não daquele jeito. Era quase como se ele dissesse “você não vai me enganar, mocinha”, e, Deus, aquilo só me fez morrer mais um pouco.

— Não é só assim que quero te tocar, Luíza.

Ele colou sua testa na minha, deixando-me sentir sua respiração tão ofegante quanto a minha.

— Eu quero te tocar bem aqui. — Como se para preparar meu enterro, Jungkook me tocou por cima da calça legging, apenas com seu polegar, tão certeiro que foi impossível não soltar mais um gemido.

Ele ofegou, puxando meu cabelo entre seus dedos.

— E quero te ouvir exatamente assim.

Eu deveria? Não deveria… Mas queria tanto…

Entretanto, antes que pudesse pensar um pouco mais sobre, Jungkook voltou a me beijar, parecendo ainda mais sedento do que antes. Fiquei literalmente sem fôlego, não somente vendo, mas me sentindo os próprios fogos de artifício. E eu não reclamei, claro que não.

Como ele podia beijar tão bem? Como ele podia saber exatamente como me tocar?

Jungkook segurava minha cintura e a tocava por debaixo da blusa com firmeza, enterrava seus dedos em minha nuca, arranhando-a com leveza, e puxava meus cabelos, como se fosse exatamente o que queria há muito.

Talvez ele apenas soubesse ler bem demais meus sinais. Afinal, não conseguia segurar meus ofegos e suspiros toda vez que fazia cada uma dessas coisas. Eram dois de meus pontos fracos: cintura e cabelo.

Talvez ele se lembrasse de como me fez ficar completamente entregue durante a festa de Yugyeom.

E ali estava eu de novo, cada vez mais desorientada, com a mente nublada, sentindo apenas a vontade de ficar mais perto dele, de tocá-lo, de deixá-lo me tocar. Sentindo vontade dele.

O que você está fazendo comigo, Kookie?

Jungkook, então, segura minha perna esquerda pela coxa e a ergue, encaixando-se melhor contra meu quadril. Fisgadas se espalham em meu baixo ventre e não consigo conter um gemido ao senti-lo friccionando seu membro coberto contra minha intimidade.

Eu tremo, ofego, arranho, gemo ao que Jungkook ondula seu corpo contra o meu, e isso parece deixá-lo louco. Ele me devora, aperta, grunhe contra meus lábios, e eu só consigo pensar no quanto é delicioso e o quanto quero mais.

Sequer consigo me lembrar de onde estamos, do que estávamos fazendo antes. Só existimos nós dois, só existe o prazer que proporcionamos um ao outro. É quase desespero…

Então, quando ele separa seus lábios dos meus, solto um muxoxo insatisfeito, porém estremeço da cabeça aos pés quando ele pede em sua voz rouca contra meu ouvido:

— Me deixa te tocar de verdade.

E foi naquele momento, senhoras e senhores, que eu cedi. Com um simples assentir, permiti, sem forças para qualquer tipo de protesto.

Sua mão quente desliza de minha cintura para o elástico de minha calça legging rapidamente, enquanto a outra aperta a pele de minha perna, deslizando sobre o tecido.

Então, sua mão invade a roupa, encontrando minha intimidade com três de seus dedos, dois dos quais vêm para dentro de mim e outro massageia meu clitóris. Não consigo fazer nada além de gemer, sentindo todo o meu corpo colapsar com o prazer. Ele intensifica os movimentos e arfa, parecendo aprovar minha reação.

Estou totalmente consciente de cada parte de seu corpo.

Sei que seus pés estão posicionados um de cada lado de meu único pé no chão, que seu peitoral pressiona meus seios levemente. Sei também que sua mão direita mantém-se firme em minha coxa, que sua boca está próxima o bastante da minha para que sinta o ar sendo solto por ele cada vez que gemo. Da mesma forma, sinto sua ereção despontar em meu quadril, praticamente imitando o movimento de suas mãos ao me penetrar, como se não fossem exatamente seus dedos ali, e aquilo me deixa desorientada.

Eu só quero mais.

Me movo contra seus dedos ao que ele volta a me beijar com intensidade, sentindo-o acelerar os movimentos tanto no interior de minha intimidade quanto em meu clitóris, porém não parece o bastante. Nada parece.

Não sei nem como isso vem à minha mente, mas só sei que arranhar seu pescoço, nuca, ombros ou mesmo puxar seus cabelos não parece contato o bastante; e levo um momento para finalmente entender o que quero: tocar seu membro ereto que tanto parece chamar por atenção. Com certeza não estou pensando e nem me permito o fazer, aproveitando-me da vontade e do impulso para descer minha mão esquerda por seu peitoral, barriga e então adentrar diretamente dentro de sua cueca, envolvendo seu membro teso.

Era quente e, literalmente, duro. Ainda parecia estranho, assim como toda aquela situação em si. Entretanto, senti ainda mais prazer por dar o mesmo à ele.

Jungkook com certeza não estava esperando por isso e deixa de me beijar para praticamente rosnar:

Puta que pariu, Luíza.

Me deixo levar por puro instinto, pois não há nada mais para me guiar naquele momento, e passei a movimentar minha mão de cima para baixo. Jungkook gemeu, sincronizando seus toques com os meus e não consegui deixar de fazer o mesmo.

Deus! Por que eu estava tão hesitante mesmo?

— Olha ‘pra mim. — disse com a voz mais do que grave, quase em tom de ordem ao que puxou levemente meu clitóris entre o dedos. Gemi, me esforçando para continuar meus toques nele. Eu, automaticamente, obedeci, estranhamente excitada com aquele lado dele. Era como se estivesse então deixando sair um pouco do que enxergava em seus olhos… Dominância… Controle. Nunca pensei que pensaria nessa palavra, controle, em um bom sentido, porém ali estava eu.Talvez porque por mais que sentisse isso vindo dele, Jungkook não estava me forçando a nada. — Você me provocou tanto, Luíza, com suas palavras. Quase me meti em problemas algumas vezes, por simplesmente ter que esconder o quão excitado tinha ficado. — Estremeci, sentindo uma diferente satisfação por realmente saber que o tinha realmente afetado, que não era nada vindo da minha imaginação.. — Você foi muito má comigo Luíza. E eu estou sendo tão bonzinho… Não vou-

Foi quando o som externo ficou mais alto de repente que tudo desandou.

Eu me assustei, lembrando imediatamente que estávamos separados do lado de fora apenas por uma cortina, e olhei em sua direção. Jungkook fez o mesmo, parando de mexer seus dedos em mim por pura surpresa.

Deus, aquilo não podia estar acontecendo. Não! Não! Não! Não! Não!

Meu coração praticamente veio à boca assim que reconheci Mark, ali, apenas um passo dentro da sala. Atrás dele, Jinyoung segurava a cortina, nos olhando surpreso. Entretanto, a única coisa que consegui realmente me importar foi com como a expressão de Mark foi de surpresa para destruída em segundos. Ele me reconheceu, me analisou e percebeu o que acontecia rapidamente, e ver seu rosto fez meu peito se dilacerar de tanta dor, o que só ficou pior ao que Mark deu as costas e saiu rapidamente dali junto dr Jinyoung.

Deus, não! Não! Não!

Apavorada, retirei minha mão de dentro das calças de Jungkook e o empurrei, correndo atrás de Mark.


Notas Finais


ജ Como disse, muuuuuito obrigada, @fidne, por ter me auxiliado e postado para mim após dar sua opinião deveras importante (Desculpa, Bruna, por não ter te mandando também, mas tu tava trabalhando e eu tava impaciente, não me mate).

ജ Além disso, gostaria de agradecer a @OneAMillion (eu ainda não acredito que fez o que fez, além de me mandar o melhor textinho de aniversário ever que eu VOU RESPONDER SIM), @Snpark (agora tem mais depois da espera :v), @Indore (serase dessa vez se iludiu menos? Hm, acho que sim <3), @leelyzs (perdoa minha demora que perdoo a confusão, q), @KelMalcher (agora você já sabe que ela saiu dndkkdk vamos ver o desenrolar), @taydcruz (o OTP FINALLY SE PEGOU E É ISTO), @sleepyuni(topíssima), @Thajungkook(serase ficou feliz? Sei não, hein?), @jeongguk17 (A A A A A A <3)

ജ Niver do Jeon tá chegando, mas olhem aqui minha one de aniversário do Yoongi postada desde… Bem, desde o aniversário dele :v. Leiam!

https://www.spiritfanfiction.com/historia/seven-12341933


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