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História Scarlet Star - Capítulo 7


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Notas do Autor


Desculpa a qualquer erro ortográfico!

Capítulo 7 - Cap.7


No dia seguinte, Camus Kamyu tinha acordado antes de todo mundo, umas 06:30h por aí. Esse tinha que tomar café com uns agentes de produção da casa de show onde a banda ia se apresentar, também teve que ir no local do evento para verificar mais detalhes e por fim voltar ao hotel. A banda estava no início de sua tour pela Espanha, assim, eles teriam que permanecer no país. Quando era quase oito horas da manhã, Camus já estava no hotel e seguiu para acordar os meninos. Após acordar eles, todos seguiram para o local do evento e aguardaram em seus específicos camarins. O show só ia começar as 06:00h da tarde, mas, as bandas tinham que chegar cedo.

Eram umas 12:30h da tarde, quando os meninos aguardavam o almoço. Eles estavam dentro do camarim, Aiolia e Mu sentados no mesmo sofá e Milo em uma poltrona próxima. Camus apareceu no local com o almoço embalado como uma quentinha, na hora ele teve um pouco de dificuldade de abrir a porta com o pé, já que as mãos estavam ocupadas.

- Almoço! - Camus alertou a banda.

- Até que fim! - Aiolia comemorou, pois estava com bastante fome, todos.

Camus distribuiu as embalagens em uma mesinha central que tinha no local e depois se sentou ao lado de Milo, cruzando as pernas em seguida.

- Você não vai comer? - Milo perguntou olhando Camus.

- Não sobrou mais. Então mais tarde eu vou comprar um sanduíche. - Camus disse sem olhar Milo.

- Se quiser eu divido com você. - Após dizer, Milo levou o prato na direção de Camus o oferecendo.

Na hora Aiolia cochichou algo no ouvido de Mu e ambos riram em seguida, assim chamando a atenção de Camus e Milo.

- É muita gentileza, obrigado. - Camus disse sorrindo fraco, olhando o outro.

- De nada! - Milo pegou uma colher da comida e levou em direção de Camus. - Olha o aviãozinhooo! - ele falou como estivesse falando com um bebê.

Foi o momento perfeito para Aiolia e Mu, cuspir a comida toda que tinha na boca. Camus por sua vez se manteve intacto, estava com vergonha e ficou assim até Milo dizer algo ou fazer.

- Ahaha! Olha sua cara! - Milo disse rindo.- Toma. - Após, ele entregou o prato na mão de Camus.

- Zuou o coitado, Milo, só você. - Mu disse ainda humorado.

Em seguida Camus riu e ficou assim por um tempo, fazendo os outro sorrirem e principalmente Milo, que por sua vez amou a risada do outro. O almoço rolou e entre Milo e Camus, a cada minuto o prato ia para a mão de um. Eles passaram algumas horas conversando, a porta do camarim foi batida e Camus abriu a mesma e deixou um grupo de maquiadores entrar. Se passou algumas horas e a banda já estava no concerto aguardando a hora de entrar e com alguns agentes os arrumando. Então, a hora chegou e eles deram seu show. Eufóricos, lá estávam eles após mais uma noite de sucesso com aquela platéia bem agitada e para a surpresa deles, eles se deram de frente com Surt e sua banda, assim a boa sensação indo por água abaixo. Surt os olhava descer do palco com um sorriso travesso, esse que foi retribuído com olhares cerrados e sérios, logo após isso a outra banda foi se apresentar.

Scarlet Star iniciou seu show as 09:00h e terminou as 10:30h da noite. A banda estava nos fundos do palco ao ar livre observando o céu estrelado e sentados no chão gramado. Eles estavam se aliviando do cansasso e calor que sentia horas atrás. Camus quando percebeu que eles não ia sair dali tão cedo, aproveitou para fazer mais checadas e anotações se afastando da banda e depois disso voltou ao local rapidamente ainda se separando com eles no chão. Camus se aproximou e se sentou ali também ao lado de Mu, que esse meditava.

- Como foi a noite rapazes? - Camus perguntou.

- Incrívelmente incrível! - Milo disse alegre enquanto estava deitado no chão.

- Maravilhosa! Porém... Surt nos olhava de uma forma preocupante, que cara afrontoso! - Aiolia mudou sua expressão para séria ao lembrar.

- Hum... - Camus fez som.

- Vou me trocar. - Mu se levantou indo ao camarim.

- Também. - Aiolia foi em seguida.

Restou apenas Milo e Camus ali. O escorpiano ainda estava deitado olhando o céu e o aquariano tirou um tempo para olhar também.

- Está lindo, não? - Milo perguntou virando o rosto para Camus.

- Sim, sim. - Camus disse, em seguida ele olha Milo também.

Eles ficam se olhando por um tempo, até Camus desviar o olhar.

- Acho melhor você ir se trocar também, daqui a pouco temos que voltar ao hotel. - Camus disse se levantando.

- Ok. - Milo se levantou e foi ao camarim.

Milo estava no caminho quando ele passa próximo a banda de Surt e todos estavam chapados e principalmente Surt. Milo ao analisar, acelerou seus passos para evitar qualquer confusão ali. Milo entrou no camarim e foi se trocar. Depois estavam todos prontos e foram a caminho da vã no estacionamento que os levaria até o hotel, mas no meio do caminho, Milo foi puxado, assim demorando com a chegada.

A boca de Milo foi tampada em seguida e continuava a ser puxado preso nos braços de alguém, de repente a movimentação parou em uma vaga escura próximo a uma vã que tinha perto de uma árvore, dando mais sombra. Milo foi virado para Surt:

- Olá Miluxo. - Surt falava com um sorriso travesso e cheirando álcool.

- O que você quer!? - Milo perguntou nervoso.

- Me divertir um pouco, ué! - Em seguida ele empurrou Milo.

- Tá maluco cara!? Quer apanhar de novo?! - Milo falou nervoso.

Surt assoviou e surgiu uns três caras que faziam parte da banda, Milo se sentiu ameaçado e recuou ali no chão mesmo. Eles se aproximaram de Milo e esse tentou correr mas foi impedido sendo puxado de volta por eles e foi segurado novamente. Milo ia gritar mas foi tampado na hora, Surt se aproximou do rosto do mesmo e passou a mão pelo seu rosto:

- Você não vai conseguir gritar, você não vai conseguir show, você não vai conseguir sucesso, você não vai conseguir o que é meu, você não vai conseguir nada. - Surt falava embolado mas mantia a expressão séria. Logo ele puxou o cabelo de Milo o levando para próximo de seu rosto encostando suas testas. - Estou avisando a você, se quer se manter limpo que cancele tudo e me deixe brilhar. Eu tenho um sonho e não é um merda que vai destruir. - Em seguida ele soltou os cabelos de Milo e esvaziou sua garrafa de álcool que segurava, bebendo o líquido.

Surt fez um sinal com as mãos para os homens que segurava Milo para que o soltasse e esse estava perplexo. Milo não raciocinava mais nada a não ser querer tacar a garrafa de álcool na cabeça de Surt, ele estava fervendo com aquilo e foi o que aconteceu. Por alguma sorte ou fracasso para Milo, Surt não desacordou, ele apenas cambaleou e olhou Milo com os olhos arregalados e foi para cima do mesmo e começou a socar. Milo se defendia com os braços e em seguida trocou as posições e começou a socar Surt também, durou um tempo, os parceiros de Surt estavam em outro mundo e só se tocaram que tinha uma briga ali quando Camus apareceu entrando em pânico ao ver Milo socando Surt violentamente. Os parceiros de Surt e Camus separaram Milo de Surt , que esse estava no chão todo ferido e chorando. Milo também estava ferido, só que bem pouco, apenas uma parte de seu rosto estava avermelhado. Depois de separados, Camus analisou o menino que estava chorando, assim fechando a cara e puxando Milo bruscamente para saírem logo dali.

- Caramba Milo, onde você estava? - Aiolia perguntou preocupado.

- Ficamos preocupados, está tudo bem? - Mu perguntou.

Antes de Milo dizer qualquer coisa, Camus respondeu por ele mentindo que ele estava no banheiro e coisa tal, ele disse em um tom autoritário e sério assim fazendo Aiolia e Mu notarem uma diferença, eles sabiam que algo de errado havia acontecido. A viajem até o hotel durou silenciosa, ainda mais porque Camus colocou Milo ao lado dele e os outros sentados atrás. Camus pediu para Milo não comentasse aquilo com ninguém até eles chegarem no hotel, era como uma bronca de mãe e em casa a conversa rolava. Eles enfim, chegaram no local e foram para seus devidos quartos. Milo de imediato, se sentou na cama esperando Camus tomar atitude. Camus fechou a porta e ficou alguns segundos olhando o chão para logo olhar Milo que esse olhava voado para os cômodos do hotel, especificadamente a parede. Camus suspirou pesado antes de falar:

- Não vai dizer nada? - Camus perguntou mantendo-se tranquilo.

-.... - Milo ficou segundos sem responder. - Ele me ameaçou.

- Milo, a gente já conversou sobre isso. - Camus disse se sentando na cadeira próxima a mesa virado para Milo.

- Eu sei. - Milo disse.

- Mas não é o que parece. Milo, estou começando a achar que o vilão aqui é você. - Camus disse se levantando.

- Como é que é?! - Milo olhou para Camus incrédulo.

- Na primeira vez ele estava bêbado e agora também. Eu pude notar porque tinha um cheiro de álcool insuportável nele e os amigos dele estavam todos chapados. Ele chorou Milo, você pegou muito pesado! - Camus disse ficando mais alterado na última fala.

- Eu não tenho culpa se ele fica me provocando Camus! A única forma que eu tenho dele se calar é dando uma surra na cara dele. - Milo se defendia gesticulando.

- Provocações no meio artístico acontecem! O que eu quero é que você não mexa com ele bêbado! Ele está inconsciente, ele fala bobagens porque está bêbado! - Camus tentava mudar Milo.

- Seu eu estiver chapado e começar a falar mil horrores na sua cara, sendo forçado a olhar você e mais de uma vez, você ia gostar? Não, obviamente você ia me socar também. - Milo disse com a expressão fechada.

- Milo... Só, só não se meta mais com ele. Ele chorando daquela forma, você pode destruir sua própria carreira! - Camus disse com a expressão preocupada.

- Foda-se se ele estava chorando, ele é humano não? É normal as pessoas chorarem quando sentem dor. Se não fosse ele seria eu, e você ia preferir me ver chorar e sendo socado ao invés dele não é? - Milo disse se levantando e se aproximando de Camus. - Aliás, ele é seu amigo. Você está protegendo ele.

- Milo, não... Não entenda mau, por favor. - Camus disse colocando suas mãos no ombro do outro. - Isso é para o seu bem! Nós não somos amigos faz anos e para balancear a situação, você deve manter distância dele, só isso! Quando ele estiver bêbado e provocar você, ignora.

Milo olhou para baixo um estante, pensando no que Camus disse. Mentalmente, ele começou a concordar com a idéia de Camus assim, balançando sua cabeça em positivo aliviando o Aquariano, que esse retirou as mãos nos ombros de Milo, suspirando. Milo se direcionou até o armário e pegou uma toalha:

- Eu vou tomar banho. - Milo avisou sem olhar o aquariano.

- Tudo bem. - Camus ao olhar Milo novamente, agora notou que havia uma marca roxa no rosto de Milo. - Amanhã eu passo na farmácia para comprar uma pomada para isso aí. - Ele disse apontando ao próprio rosto onde estava o local do ematoma.

Milo que esqueceu do soco, passou a mão no local e sentiu uma leve dor demonstrando em expressão e concordou com a cabeça o que Camus disse, em seguida entrou no banheiro. Se passou alguns minutos e ao sair do banheiro, percebeu um volume no lençol na cama de Camus e concluiu que Camus já estava dormindo, assim ele se vestiu rápido e apagou as luzes. Ao se sentar na cama ainda estava pensativo, se incomodando até em pensar que podia matar Surt quando jogou a garrafa na cabeça dele e isso seria bem pior como polêmica, ele podia ser preso. Milo ficou sentado na cama por alguns minutos, até de repente a voz de Camus tomar conta de seus pensamentos, assim Milo virando o rosto rapidamente para a cama de Camus sem o enchergar direito, pois estava escuro. Camus por sua vez, quando Milo apagou as luzes ele ficou atento aos passos de Milo e mesmo no escuro ele conseguiu enxergar que o escorpiano não deitou, assim ficando preocupado:

- Milo... - Camus chamou.

- O que? - Milo respondeu.

- Não consegue dormir? - Camus perguntou.

- Ah, eu já ia deitar, só estava pensando um pouco. - Milo disse um pouco sem graça.

- Hum... - Camus fez som. - Boa noite, então. - Em seguida voltou a dormir.

- Boa... - Milo respondeu sem jeito, ele realmente ficou com vergonha em saber que Camus o espionava. Em seguida ele se deitou e dormiu também.


Notas Finais


Espero que tenha gostado!


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