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História Scars - CARL GRIMES (2) - Capítulo 2


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Notas do Autor


Na parte do Carl, se quiserem, podem colocar a música "Always" (Gavin James). 😊

Capítulo 2 - 00. Prólogo


Fanfic / Fanfiction Scars - CARL GRIMES (2) - Capítulo 2 - 00. Prólogo

Dois anos depois...

(?)

Me adaptei com minha nova casa, a Aldeia. Dylan - o filho de Eddie e Marie - virou meu melhor amigo por aqui. Sua namorada - Lydia, filha do nosso médico - também virou minha parceira por aqui, e minha ouvinte. As poucas vezes que quero conversar, sobre algum sonho - ainda sem respostas - que tive, é ela que procuro. Nós duas nos entendemos.

Marie e Eddie são bem atenciosos comigo. A mulher - que é a líder do lugar - diz que algum dia vai colocar eu e o filho no comando da Aldeia. Não sei se quero isso, mas sinto que sou capaz disso.

Minhas memórias não voltaram, nem mesmo meu nome. Meu casal de amigos me chamam de queen. Lydia explica que escolheram esse apelido, pelo meu jeito de líder e também pela forma que todos me respeitam. Não acho ruim, até sinto que combina.

Eu quero lembrar de quem eu era. Lembrar do meu passado, minha família. Será que tinha pais? Irmãos? E algum namorado?

Doutor Robert disse que essa perda de memória possa ser permanente, mas pode voltar a qualquer hora. O médico faz de tudo para me ajudar, e eu o agradeço todos os dias por ter me salvado da morte.

Eddie diz que quando ele e o filho me encontraram na floresta, eu estava com a cabeça sangrando, provavelmente por ter batido em algum lugar. Eles me trouxeram até Robert, ele disse que eu bati uma parte do cérebro, que ainda poderia ter morrido se ficasse lá.

Eles me ajudaram, são minha nova família. Mesmo que eu queira saber do meu passado, eu estou bem e feliz com meu presente, e as novas pessoas especiais na minha vida. Feliz com minha nova família.

CARL GRIMES

Outra vez estou em frente ao túmulo simbólico que fizemos para a Natálie. O pequeno Jeff veio comigo, e estava com sua mãozinha agarrada na minha calça. O garoto olhava para o amontoado de terra, sem entender muita coisa.

一 A mamãe está aí papai ? - ele pergunta inocentemente. Olho para ele, com um sorriso triste no rosto.

一 Ela está no céu Jp. - digo, e ele volta a olhar para o chão.

一 Em um lugar melhor? - pergunta outra vez, e eu fico com poucas lágrimas no olho.

一 Sim filho. - o pego no colo, e bagunço seus cabelos. 一 Agora, vamos voltar para casa.

Voltei até minha casa - onde morava sozinho com Jeffery -. Entrei e coloquei o menino no chão da sala, para que pudesse brincar, e me sentei no sofá em sua frente.

Tirei o chapéu, o deixando ao meu lado, e passei a mão pelo cabelo. Apoei os cotovelos em meus joelhos e olhei para a prótese que Eugene me fez, no lugar da minha mão.

Olhei para a estante em minha frente, onde havia uma foto minha e de Natálie, com Jp e Judy. Esse foi um dos nossos primeiros dias em Alexandria, antes do Negan aparecer e estragar tudo. Me levantei, com um pouco de raiva, assustando até mesmo o garoto.

一 Desculpa... - peço arrependido e me abaixo ao lado dele. 一 O que está fazendo?

一 Desenhando. - ele responde com um sorriso sapeca, me fazendo sorrir também.

一 Quer ir ver a Judy? - vejo ele concordar e seus olhinhos brilharem. 一 Então vamos lá. - ele pega seu boneco no chão - que era a girafa de pelúcia -, logo vindo para meu colo.

Caminho até chegar na casa do meu pai, e entro. Vejo Michonne na cozinha e a pequena Grimes ao seu lado, sentada no balcão, mas logo desce ao nos ver entrando.

一 Carl! - ela corre até mim e abraça minha perna. 一 Vem Jp, vamos brincar! - os dois saem correndo pela casa.

Entro na cozinha e Mich me dá um beijo carinhoso na bochecha.

一 Está tudo bem? - assenti, e ela me olha desconfiada. 一 Senta aí e me conta. - faço, sabendo que a mulher me conhecia muito bem.

一 Eu vou ver ele. - digo, e ela me olha surpresa. 一 Está na hora Michonne, eu estou pronto.

一 Não quer esperar seu pai e o Daryl voltarem de Hilltop? - nego. 一 Certo... - ela suspira e dá a volta no balcão, parando ao meu lado. 一 Também sinto a falta dela, meu amor. - Mich diz e, sem perceber, meu olho se enche de água.

一 Ela poderia estar aqui, comigo! - resolvo desabafar. 一 Deveríamos estar cuidando do Jp juntos, ela feliz por Maggie e Glenn, Daryl e Rick brigando com ela por ter saído escondida. - Mich sorri triste e me abraça de lado. 一 Eu... me sinto vazio sem ela aqui comigo. - encosto minha cabeça no ombro da mulher e deixo que meu choro saía.

一 Eu também Carl. - fiquei ali um pouco, mas levantei e enxuguei as lágrimas. 一 Quer mesmo fazer isso? - afirmo. 一 Tudo bem, vamos lá.

(...)

Michonne abre o local e me dá espaço para que entrasse, fechando a porta logo em seguida. Vi o homem com o olhar distraído para o lado de fora da pequena janela, sem notar minha presença.

Me aproximo da grade, o que faz ele me olhar por alguns segundos. Negan não se importa e volta a sua posição inicial.

一 Pensei que o futuro serial killier não viria me ver nunca. - ele diz sarcástico, e começa a caminhar em minha direção. 一 Deve estar morrendo de raiva do seu pai, por ele me deixar viver não é?

一 Não estou com raiva dele. - digo irritado. 一 Ele não te matou, porque não poderia ficar com mais sangue nas mãos. - Negan fica calado, apenas me encarando. 一 Você sabe dela, não sabe?

一 Rick me disse, e Daryl quase tentou me matar por isso. - o homem da uma risada sem humor 一 Eu sinto muito...

一 Sente mesmo? - o corto. 一 Sente por ter acabado com nossa casa? Matado Abraham, Sasha e todos os outros? - pergunto com raiva. 一 Você é um monstro, sempre foi. E prefiro que você apodreça aqui, do que fique livre e ponha todos em perigo outra vez. - dou alguns passos para trás, ainda o encarando.

一 Natálie me pediu para que a matasse, você sabia? - Negan diz e o encaro sem entender. 一 Subiu na torre e me falou que, se eu precisasse matar alguém, queria que essa pessoa fosse ela. - me viro de costas para ele 一 Ela queria proteger você, o filho, e a família, acho que conseguiu o que queria.

Puxo a arma do coldre, a destravando e apontando para ele, que me olha assustado e se afasta.

一 Chega Carl... - Michonne entra e abaixa a arma 一 Vamos embora. - ela me puxa, sem força, até a porta, mas paro e o encaro uma última vez.

一 Se depender de mim, você nunca vai sair daí. - digo, e a mulher me puxa, fechando o local de vez.

Assim que saímos, me solto da morena e começo a andar apressado em sua frente, ignorando seus chamados. Vou até a última casa da comunidade e me sento na calçada. Coloco a mão do bolso e puxo a foto, um pouco velha, que Glenn havia tirado de Natálie a alguns anos, e me dado.

Passo a ponta do polegar pelo papel, enquanto lágrimas escorriam sem parar pelo meu rosto.

Você sempre estará comigo meu amor. - sussurro, e dou um beijo na foto, a colocando de volta no bolso.



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