História Scars - Yoonmin - Capítulo 10


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Ahs, Bangtan Boys, Bts, Drama, Epm, Fluffy, Gay, Hoseok, Jimin, Jin, Jungkook, Lemon, Longfic, Morte, Namjin, Namjoon, Rap Monster, Scars, Setembro Amarelo, Suícidio, Taehyung, Taekook, Tragedia, Vhope, Vkook, Yaoi, Yoongi, Yoonmin
Visualizações 306
Palavras 1.700
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Admirem o Jungkook lindo e maravilhoso. A intro do Jin tá muito aaaa, aquele pescocinho, aquela voz, aquela boquinha, os jins. Não entendi nada mas compreendi. Sou a Seokjin utted mais orgulhosa desse mundo. Meu bebê lindo e maravilhoso.
Coe pessoal, como vcs estão?
Eu ia fazer um capítulo maior e tals mas achei que iam ser cenas demais e eu tbm queria quebrar um pouco o coração de vcs com o final (me perdoem).
Ok, vejo vcs nas notas finais.

Me diz que alguém pegou a referência de AHS, please.

Capítulo 10 - Um relâmpago no meu mar de trevas


Fanfic / Fanfiction Scars - Yoonmin - Capítulo 10 - Um relâmpago no meu mar de trevas

"Sabe porque eu te deixaria? porque me importo mais com o que você sente do que comigo. eu te amo, pronto falei, e não foi só por escrito, eu nunca deixaria nada e nem ninguém machucar você, nunca senti isso por ninguém"


'Myg'


Hoseok não seria burro o suficiente para nos atacar em um local público e em desvantagem. Nós estávamos no carro de janelas fechadas e uma música tocava em volume baixo. Namjoon dirigia pois Jimin estava emburrado no banco de trás no canto oposto ao meu. Bem, eu não sabia o que tinha acontecido. 

Durante aquele encontro indesejado, eu temi que o mais novo fosse machucado. Que Hoseok de fato perdesse a cabeça de fato e o atacasse.

-Yoongi, você está bem?- perguntou Jin me olhando pelo o espelho.

Suspirei pesadamente.

-Sim.

-Jimin?- chamou o mais velho. O mesmo pareceu acordar de um devaneio e cruzou os braços.

-O que?- Jin levantou as sobrancelhas surpreso e não disse mais nada até pararem na frente do apartamento que morava.

-Alguém vai precisar dirigir- disse Namjoon saindo do carro.

-O que vocês vão fazer?- perguntei abaixando o vidro da janela para falar com eles que estavam lado a lado. As bochechas de Namjoon ganharam um leve tom de vermelho.

-Plantar bananeira, Yoongi- disse Jin revirando os olhos- amanhã vejo vocês.

Jimin estava no banco da frente antes que eu percebesse, dando partida. Me despedi dos outros dois acenando rapidamente. 

Algo estava errado. Ele parecia fazer as curvas com mais brutalidade do que o normal, e a velocidade estava acima do nível Park Jimin, que dirigia mais devagar que uma velhinha.

-O que você tem?- seus olhos refletiam no espelho que encarava fixamente a estrada.

-Nada, Yoongi- respondeu seco.

-Caralho, Jimin. O que aconteceu?- franzi a testa, fazendo um bico em frustração.

-É só...- ele pareceu se engasgar, como se estivesse prestes a chorar. 

-Chimmy?

-Você disse uma coisa... quando- ele parou por um momento, entrando no começo da rua onde ficava minha casa.

-O que eu disse?- perguntei preocupado em ter magoado Jimin de alguma forma.

-Saia do carro- disse batendo a porta e se apoiando no capô do mesmo, cruzando os braços.

-Tudo bem, o que foi?- eu caminhei, me pondo ao lado do mais novo. Sua expressão era de uma tristeza contida.

-O que nós somos?-ele perguntou sem me encarar. Olhava fixamente para o céu límpido.

Então lembrei de Namjoon perguntar "como Hoseok não sabe que vocês estão namorando?" E de uma resposta automática minha.

Não estamos namorando.

-Eu...- hesitei antes de continuar- Eu não sei.

-Você realmente gosta de mim?- seus punhos se fecharam e ele engoliu em seco.

-Sim, claro que eu gosto- respondi de forma rápida. Toquei seu queixo obrigando-o a me olhar. Sua boca formava um biquinho fofo.

-Então...?- os lábios dele estremeceram.

-Por que está perguntando isso?- franzi a testa e bufei em frustração.

-Seria tão ruim ser meu namorado?- ele rebateu com outro questionamento.

Suspirei enquanto tentava organizar o que sentia por ele em palavras.

-Jimin, eu gosto de estar com você- falei novamente- É bom. Ouvir meu sangue pulsando quando você está perto. Ou...- eu peguei sua mão e a coloquei sobre meu peito- quando meu coração bate desse jeito. 

Jimin deu um pequeno sorriso ao sentir meu bater descontrolado.

-Eu não sei o que somos, mas...- continuei sentindo meu rosto quente. Não costumava a falar coisas assim. Na verdade, era a primeira vez que eu fazia isso- Seja o que for, se eu estiver com você está bom para mim.

Encostei minha testa na de Jimin, acariciando sua bochecha. Ele parecia mais calmo agora e abraçava minha cintura com delicadeza.

-Eu tenho que ir...- disse ele suspirando cansado.

-Não vai- eu pedi erguendo um pouco seu rosto e logo passando meus lábios pelo os dele, provocando-o.

-Você sabe que eu tenho uma mãe que provavelmente vai me matar se eu não voltar para casa hoje, não é?- disse com um pequeno sorriso.

-Ela vai mandar a polícia vir aqui?- falei com ironia.

-Com certeza- respondeu soltando uma risada.

Nós ficamos em silêncio, abraçados por um longo tempo.

-O que vamos fazer com Hoseok?- perguntou com a voz abafada.

-Jimin, contanto que ele não te machuque, eu não me importo- disse recebendo um beliscão do mais novo no braço- AH!

-Não diga isso- bufou com a expressão irritada.

-É a verdade- disse indignado. Jimin me beliscou novamente.

Então nos encaramos. E ele soltou uma risada alta.

-Idiota- franziu a testa tentando voltar com a expressão fechada-Tenho uma idéia para amanhã. Não precisamos ir para a escola.

Toquei sua testa como se estivesse verificando sua temperatura.

-Está doente?- perguntei brincando fazendo o outro revirar os olhos- Onde vamos?

Jimin pareceu ficar envergonhado.

-Queria ir ao cemitério- disse encarando o chão.

Uma lembrança passou rapidamente em minha mente. Algo antes da morte de minha mãe, quando meu pai ainda mantinha sua presença e agia como um pai de verdade.

Lembro dele me pegar no colo, falando coisas filosóficas que eu não entendia a maioria das vezes. Me contava sobre a primeira pessoa amada, quando nos apaixonamos, como isso muda nossa vida, e por mais que você tente, o sentimento nunca desaparece.

Acho que esse era o caso de Jimin e Jungkook.

No final, sempre seria uma escolha entre eu e ele. Se Jeon não tivesse pulado aquela noite, eu o teria feito sem a interferência de ninguém. Os outros dois estariam juntos. Fim.

Jeon morreu, e Jimin fora até o penhasco como uma memória dolorosa me encontrando.

-Tudo bem- respondi engolindo em seco e dando um beijo em sua cabeça.


[...]


A mochila em minhas costas pesava, tentava aliviar segurando as alças com minhas mãozinhas pequenas, atravessando a rua sentindo meu abdômen doer pela briga com Hoseok mais cedo, onde eu havia ganhado socos no rosto e chutes por várias partes do corpo me deixando dolorido. O pior é que eu ainda tinha vontade de chorar. Sentia falta dele mesmo depois de 2 anos afastados. Desde que Dawon morrera e ele descobrira sobre os cortes tudo pareceu mudar. E bem… era um saco.

Não entendia o porque de me sentir tão mal daquele jeito. Como eu perdia a vontade de fazer qualquer coisa, me sentindo tão mal a ponto de querer que tudo parasse.

Mamãe dizia que também sentia isso e que eu só precisava esperar que passasse. Ia passar.

Então quando dobrei em minha rua olhando em volta, vendo um ou dois carros passarem, imaginei o que mamãe teria comprado para o jantar. Cruzei os dedos para que fosse pizza.

Olhei nostálgico para a casa em frente a minha lembrando da época em que Jung morava ali. Nós costumávamos fugir para a casa um do outro e montar barracas com os lençóis e travesseiros do meu quarto. Aquele era nosso reino e ninguém poderia destruí-lo.

Com exceção de nós mesmos, eu acho.

A porta se destrancou e entrei na sala que fora decorada por minha mãe em tons claros. Chamei por ela sabendo que papai chegaria mais tarde em casa, mas não obtive resposta.

A televisão da sala estava ligada, eu podia ouvir o jornal da tarde claramente quando comecei a subir às escadas lentamente com intenção de chegar ao meu quarto e me jogar na cama.

Passei pelo primeiro corredor. Meu quarto era o último, logo após dos de meus pais.

Então ao passar pela porta completamente aberta eu vi seu corpo suspenso no ar. Seu pescoço preso por uma corda fazendo-a girar lentamente alguns centímetros acima do piso frio. Seu rosto estava imóvel, seus lábios estavam roxos e um olhar vidrado.

Eu não chorei ao ver minha mãe morta pendurada no teto do quarto, na verdade, eu apenas paralisei em frente a porta por horas observando-a sem saber o que eu faria em seguida. Meu olhar era igual ao dela, como se eu também estivesse suspenso no ar, morto. Era só um corpo de um garoto de 12 anos sem nada. Era só um espaço vazio torturante.

Então era assim que tudo passava, mamãe?


‘Pjm’


Encarei o caderno preto na cômoda com as mãos trêmulas. Yoongi dissera para mim pelo que parecia ser uma eternidade que eu não poderia fugir daquilo para sempre. E eu não podia.

Sentei na cama onde ainda era levemente iluminado pela janela. Peguei o caderno de Jungkook em minhas mãos temendo ler algo que me quebrasse mais uma vez.

Mandei uma mensagem para Yoongi mesmo sendo muito tarde e ele provavelmente estar dormindo.

“eu vou ler aquilo, ok?”

A mensagem não foi recebida nem visualizada. Suspirei com meus dedos passando pela capa, indo até a borda e finalmente o abrindo. Li a primeira coisa que encontrei e arregalei os olhos assustado.

“Para Park Jimin, meu primeiro amor”

Senti minha respiração falhar. Kook havia escrito aquilo para mim?

“Me desculpe, Chimmy. Não se culpe, não teve nada a ver com você, ou com nós dois. Eu te amo, e nada (nem minha morte) vai mudar isso”

Página 1, segundo parágrafo.

“Costumava escrever alguns pensamentos aqui, espero que não fique mais magoado do que já está. Agora vou escrever um bilhete para minha mãe, cuide dela, por favor. Não deve ser tão difícil lançar meu corpo em um espaço vazio. Adeus, Chimmy, e mais uma vez, me desculpe mas minha mente estava me matando diariamente. Isso é só um adicional”

Um adicional que magoou muitas pessoas.

A primeira página exibia várias manchas provocadas pelo meu choro. Solucei enquanto deitava completamente de lado na cama, virando a página.


Tenho acordado todos os dias, tentando entender o que se passa dentro de mim. Às vezes sou a pessoa mais doce do mundo, às vezes a mais ruim. Sensações me perseguem e na maioria das vezes, muda minha personalidade de uma hora pra outra, me tornando assim, uma pessoa desagradável. Tentativas totalmente em vão, porque nem eu ao menos sei, o que se passa aqui, aqui dentro.
-J.JK

Eu li e reli as palavras de Jungkook a noite inteira, indo de trás para frente e vice-versa, lendo sobre a confusão na mente de Jeon, do vazio, da dor.


A morte não é uma tragédia ,

Tragédia é quando você não viveu.

Então obrigado,

Por ser um relâmpago no meu mar de trevas.


P.Jimin, meu raio nessa escuridão.

-J.JK


Voltava para seu bilhete, não fazia idéia de quantas vezes eu li aquelas palavras esperando que elas mudassem, que se transformassem em uma pequena gota de esperança. Mas eram claras. Senti-me morrer mais uma vez. E não sei quanto tempo eu voltaria até aquela página onde dizia “Para Park Jimin, meu primeiro amor” ler a mesma coisa e morrer de novo a cada palavra, esperando aquela esperança que não viria.





Notas Finais


Eu to com sono
E com fome
E cansada
Jintro é maravilhosa
Tá tocando Fire truck aqui
Uhu
Vou dormir


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