História Scars - Capítulo 10


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Palavras 1.825
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Famí­lia, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 10 - .Capítulo 10;


Fanfic / Fanfiction Scars - Capítulo 10 - .Capítulo 10;

❝Capítulo 10❞

Harry parecia animado com o suspense que havia criando em torno do destino para qual iriam, mas a verdade é que estava um tanto quanto nervoso. Não sabia que ideia maluca era aquela de convidar a garota para sair, muito menos a de perder um bom lugar no restaurante italiano.

Juddy dera mais algumas instruções para Becky antes de deixar o Café na companhia de Harry. Não sabia direito aonde iria, o homem parecia firme em manter o mistério acerca disto. Sentia o estômago embrulhado e a cabeça parecia borbulhar com a explosão de pensamentos.

– Então, essas são as vantagens de ser chefe? Sair à hora que bem entender...? – Harry questiona, numa tentativa torta de manter qualquer assunto que fosse.

– Na verdade, hoje é meu dia de folga. – Juddy encolheu os ombros.

Harry sorriu, achando engraçada a atitude. – Ah, acho que temos uma viciada em trabalho aqui.

– Em minha defesa, – Juddy ergueu ambas as mãos, se rendendo. – droga, não tem nenhum argumento em minha defesa.

– Você é engraçada, Juddy Pratt. – Harry comenta, puxando Juddy para que ela dobrasse a esquina junto dele, já que ela parecia determinada a seguir a diante na outra rua. – É por aqui.

– Você vai realmente me dizer pra onde está me levando? – Juddy retrucou, sentindo o puxão da mão de Harry. – Ou eu já posso começar a pensar que você é ladrão de órgãos?

– Bem, – Harry tapou a boca com a própria mão, pensando em sua resposta. – com toda certeza eu irei te pagar algumas cervejas e logo depois vou roubar seus órgãos!

– Oh, nesse caso, devo lhe avisar que talvez meu fígado não esteja em seu melhor dia. – Juddy pontuou. Entrando na brincadeira. – Espero, ter lhe convencido!

– Presumo que você tenha outros órgãos além do fígado, então sinto em lhe dizer, mas não me convenceu em nada! – Harry riu, indicando outra esquina a direita e logo após o pub.

Stone.

– Você é ridículo! – Juddy o acusa, o seguindo até o pub. Conhecia o Stone por alto, alguns amigos da faculdade costumavam sempre ir após as aulas.

Harry puxou uma cadeira para Juddy e se sentou na cadeira ao lado. Levantou a mão, sinalizando para o garçom. – Vou beber uma cerveja, e você? – Harry a olhou, analisando a garota ao seu lado. Ele queria dizer a ela que aquelas cores a favoreciam, mas não tinha certeza se isso era uma coisa boa para se dizer a uma mulher.

– Bem, eu também. – Juddy lhe responde, tamborilando os dedos pela mesa amadeirada. Não sabia por onde iniciar um assunto ou dizer qualquer coisa que fosse.

Harry pediu duas cervejas ao garçom e voltou sua atenção para o tampo da mesa, onde os dedos de Juddy batucavam nervosos. – Então... – Ele sorriu, tentando quebrar o clima. – Conte-me sobre você, fã de Jane Austen.

– Céus, você precisa superar isso, – Juddy riu, se ajeitando melhor para observar a risada de Harry. – nossa, eu não sei por onde começar sabe?! Eu estou terminando Literatura e sou gerente no Lane’s, não tem muita coisa, eu acho.

Talvez já estivesse na quarta ou quinta cerveja, Juddy já podia sentir as bochechas formigarem. Estava a um passo de estar embriagada. Escorou o queixo na palma da mão, observando os lábios de Harry se movimentar freneticamente ao lhe contar sobre o livro que estava escrevendo.

Harry tentava ao máximo manter-se ocupado fazendo desenhos desconexos na mesa com a ponta do indicador e em contar a Juddy sobre o livro que estava escrevendo, mas vez ou outra sentia seu cérebro falhar e se perdia nos olhos azuis que o encaravam atentos.

Não diria que Juddy era a mulher mais linda que já havia visto só por sua beleza, mas era algo mais complexo e sólido que estética. Só não sabia como explicar. Aproveitou que a garota lhe pediu licença para ir ao banheiro e tirou o celular – que não parava de vibrar – do bolso.

Ele apenas rolou os olhos vendo do que se tratava, ele checou o horário e sentiu-se assustado. As horas haviam voado desde que chegaram ao pub. Pediu a conta ao garçom antes mesmo de Juddy voltar, pois sabia que assim que ela se desse conta do horário, também optaria por irem embora.

Juddy saiu do banheiro e passou os olhos rapidamente pelo relógio pendurado, assustando-se com o horário. – Eu não quero ser rude, nem nada. – ela disse ao se sentar. – mas infelizmente eu acho que não posso ficar mais.

– Eu pensei o mesmo, – Harry escorreu a mão pelo cabelo. – já pedi a conta, se não se importar!

– De maneira alguma! – Juddy respondeu-lhe. Separando o cartão em mãos.

– Tem algum ponto de ônibus ou taxi que eu posso acompanhar você? – Harry questionou, enquanto digitava a senha de seu cartão na maquineta que o garçom havia trazido.

Juddy passou a sua metade da conta e agradeceu ao garçom pelo atendimento. – Na verdade, eu não moro muito longe daqui, estou acostumada a ir pra casa sozinha. – ela explicou a Harry.

Harry irrogou ambas as sobrancelhas em direção a Juddy, que ideia maluca era aquela de ir para casa sozinha. – Se não se importar, posso acompanhar você até em casa! – Disse, surpreendendo tanto a Juddy quanto a ele mesmo.

– Eu não me importo, – Juddy indica o caminho a seguirem. – se for caminho para você.

– Na verdade, qualquer rua dessas que entrarmos é contra mão para mim. – Harry balançou os ombros. – Sou de Brixton.

– E ainda quer me acompanhar até em casa? – Juddy supôs, andando pé-ante-pé pelo meio fio da calçada.

– E porque eu não iria?! – Harry retrucou. Segurando-a pela mão ao ar para que não caísse a rua.

– Eu não sei. – Juddy se limitou a sorrir. Realmente não tinha resposta. Sua mão devolveu o aperto a de Harry, o agradecendo mentalmente.

– Eu poderia escrever sobre essa noite. – Harry dissera-lhe despretensiosamente, ainda ajudando a garota a manter seu caminho sob o meio fio.

– E o que escreveria? – Juddy estava, de fato, curiosa.

– Sobre seus olhos. – Harry sorriu, recebendo toda a atenção de Juddy.

As bochechas dela pareciam queimar como brasa, ao escutar tais palavras. – Se eu fosse uma escritora tão boa como você, talvez eu fosse escrever sobre como você tem uma mania engraçada de prender os lábios entre os dedos. – Juddy encarou os olhos verdes ao seu lado.

– Eu nunca tinha reparado nisso. – Harry torceu os lábios.

– Eu gosto de observar você, – Juddy encolheu os ombros. Harry riu, balançando a cabeça, incrédulo. – O que foi?

– É que, geralmente, isso não acontece. – Harry aproveitou a mão ainda entrelaçada a de Juddy, puxando-a para perto de si. – mas, de alguma forma eu me sinto feliz por ser você.

O impacto de um corpo sobre o outro quase não fora sentido, talvez pela diferença de altura, fazendo com que o corpo de Harry o absorvesse. Juddy permanecia ali, com o ombro ancorado ao peito de Harry. O silêncio nem era dos piores males, muito pelo contrário.

Harry mantinha suas mãos presas a Juddy, deslizando o polegar por entre a junção do dorso da mão e os dedos. Ignorando mentalmente os protestos de sua consciência, dizendo-lhe que talvez fosse cedo demais para tomar aquela decisão.

Mas não havia mais o que ele pudesse fazer, já havia decidido por aquilo no momento em que colocara seus olhos sob ela, ele soube que ela era aquele tipo de garota que não sabia o que queria, mas tinha a certeza daquilo que ela não queria. E no fundo, ele rezava para ser uma das coisas que ela queria.

Juddy inspirou fundo mais uma vez, tentando não pensar na loucura que tudo aquilo era. Nunca vai havia imaginado aquele momento em toda a sua breve vida. Estar com outro alguém que não fosse River ou mesmo a sua própria companhia parecia fora de cogitação, e por muito tempo, esteve.

Os lábios se torceram em protesto quando os olhos puderam reconhecer a fachada de seu prédio. Os pés desaceleraram consideravelmente e involuntariamente os lábios deixaram escapar as palavras que tanto adiavam em dizer – Chegamos!

Em nenhum dos segundos seguintes passou pela cabeça de Harry soltar as mãos de Juddy e assim ele o fez. Seus olhos varreram toda a estrutura do edifício e depois a loura a sua frente. As mãos finalmente se moveram, deslizando das mãos, desenhando um caminho tortuoso pelos braços, até ancorarem sob o pescoço de Juddy.

Ela sentiu os polegares de Harry acarinhar a pele. Os olhos pareciam travados a uma batalha aos de Juddy. O único desejo que tinha no momento era o de saber o que se passava em sua mente. Curiosa. Era assim que sentia sobre ele e sobre seus pensamentos, e de vez em quando, Juddy se pegava olhando para os lábios ou o pescoço, ou mesmo as mãos, que pareciam capazes de fazer um inferno de um monte de coisas magníficas, além de escrever.

Harry ignorou todos os avisos em vermelho em sua mente, deixando de decifrar o mar azul a sua frente, mirando assim o seu objetivo principal: os lábios avermelhados.

Ele estava mais do que se esforçando para se lembrar de cenas dos infinitos livros que já havia lido em que o sujeito e a menina são atraídos um pelo outro e como eles vão partir desse momento inicial da atração para o ponto de... Agir um sobre o outro.

Principalmente porque fazia tanto tempo desde que estivera com uma mulher, que havia se esquecido do que vinha a seguir.

Os lábios de Juddy encolhem-se em um sorriso, fazendo Harry praguejar mentalmente sobre o certo ou o errado de beijar ou estar com outra pessoa novamente. Ele inspirou uma última vez e a beijou suavemente.

Ela não fez nada para tentar o parar. Ela só aceitou o seu beijo enquanto ele inalou devagar. Era suave, doce e inocente. Mas, então, a inocência foi arrancada em segundos, assim que uma de suas mãos repousou na parte de trás de sua nuca e ele deslizou sua língua contra os lábios de Juddy.

Juddy não sabia como poderia se sentir tão leve e tão pesado ao mesmo tempo, mas o beijo de Harry a fez se sentir suavemente como uma nuvem. As mãos deslizaram em uma longa viagem para cima até o pescoço. Dando o seu melhor para beijá-lo do jeito que ele está a beijando, mas no fundo, Juddy sentia que sua boca não se comparava em nada com a dele.

Não havia nenhuma maneira que ela poderia fazê-lo sentir como ele estava fazendo-a se sentir como naquele instante.

– Espero que tenha compensando você. – Harry foi o primeiro a se pronunciar.

– Da melhor maneira possível – Juddy complementou ainda presa aos braços de Harry.

– Eu posso vejo amanhã?! – Harry beijou-lhe a testa.

– Eu vou esperar ansiosa pela sua próxima frase sem sentindo ou algum insulto a Jane Austen! – Juddy sorriu. Abraçando-o de um modo desengonçado, pela diferença de altura entre os dois.

Harry permaneceu ali mais uns minutos, observando a garota loura sumir para dentro da portaria do edifício branco.


Notas Finais


ಇ Espero que possam compreender essa autora meio sem noção que vos fala e caso queiram deixar vossas opiniões, já sabem: vou amar lê-las e bater um papo com vocês!

ಇ Relevem qualquer erro de gramática, sempre tem uma coisa ou outra que escapa na hora da correção

xx,
Clev.


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