História Scars - Capítulo 11


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Palavras 2.644
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Famí­lia, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá! Antes que vocês continuem sem entender o porque eu flodei a fanfic num dia com tantas a atualizações é porque eu queria igualar ao número de capítulos que já tinham antes, não é justo fazer vocês esperarem por tuuuudo novamente, então eu achei que essa seria a maneira mais fácil de fazer isso!!!

** Por enquanto esses são os capítulos que vou deixar aqui, assim que eu tiver mais alguns, prometo que volto e posto novamente!!

Capítulo 11 - .Capítulo 11;


Fanfic / Fanfiction Scars - Capítulo 11 - .Capítulo 11;

❝Capítulo 11❞

Juddy trancou a porta atrás de si. Os olhos percorreram todo o pequeno apartamento. Ela jogou a bolsa por cima da mesa e se jogou no sofá. Tudo que conseguia fazer era pensar sobre tudo que acontecera naquela noite.

Harry.

O beijo.

Parecia que seu cérebro estava preso naquele ciclo, a impossibilitando de pensar ou raciocinar sobre qualquer outra coisa. Os olhos se fecharam momentaneamente, enquanto os lábios se esticaram em um sorriso.

Harry arremessou as chaves do apartamento no sofá e retirou os coturnos, os deixando espalhado por detrás da porta. Seu olhar foi diretamente para a mesa no centro da sala. Para o notebook e as folhas espalhadas de maneira desleixada.

As mãos involuntariamente foram aos cabelos e os apertaram como de costume. Precisava urgentemente terminar a primeira parte do que era para ser o seu livro, mas mais do que isso, precisava tomar um banho urgente.

Assim que saiu do banho, Harry vestiu o short que costumava usar para dormir e se jogou na cadeira da mesa e apertou o botão de energia do notebook. Seus olhos foram ao encontro do reflexo na tela, ainda escura, da máquina e uma risada ecoou pelo apartamento.

Era como se ela estive ali sussurrando em seus ouvidos o quanto tinha razão sobre ele. Os cotovelos estavam postados sob a mesa e entre o dedo indicador e polegar, Harry tinha preso o lábio inferior.

Ele curvou a coluna um pouco mais para frente, para ajudar os olhos a se adaptarem com a claridade da tela, na busca pelo documento no Word. Harry jogou o corpo para trás, recostando-se sob o espaldar da cadeira e observando o que já tinha escrito.

Não tinha ideia de como continuar, seu cérebro parecia ocupado demais pintando a nova cor favorita de Harry em seu consciente. Abriu o aplicativo de música e deu sequência ao que escutava.

I Saw Her Standing There.

A voz rouca acompanhava os Beatles na canção, os olhos mesmo fechados tinham a imagem dela ali, quase real. – Eu realmente estou ficando louco.

Ele constatou em voz alta, como se alguém fosse capaz e escutá-lo e concordar com tal pensamento.

Os olhos se abriram e como de costume, as mãos se colocaram a trabalharem sozinhas e mais uma vez era ele na pele de Lou, o protagonista inglês de seu romance barato:

– É como dizia Hemingway, meu velho amigo. – Lou tragou mais uma vez o cigarro oferecido por Jimi. – a coisa toda era muito mais complicada do que eu pude imaginar e jamais conseguirei explicá-la direito.

Harry examinou a frase um par de vezes antes de prosseguir, sabendo que ali cumpriu a promessa que fizera. Poderia escrever não só sobre os olhos, mas como sobre todo o conjunto da obra que era a garota.

Assim como Lou não podia determinar uma hora exata ou um local onde deixou que Céline invadisse sua vida como um furacão. Harry também não o podia fazê-lo, pois não sabia em qual metade do caminho estava.

Era a vida imitando a arte, ou talvez fosse o contrário.

A sexta-feira com certeza não era o dia favorito de Juddy. E de todos os motivos, o primeiro era ter de ir para a aula. A matéria ministrada Srta. Petterson ainda era a última que tinha entregas a cumprir antes de defender sua tese.

Em segundo, geralmente, o seu orientador costumava entregar as correções e orientações da sua monografia e aquela seria a última antes de sua defesa e o último motivo: ficava até mais tarde no Lane’s fazendo o que chamava de “faxina da pesada”.

Ela preguiçou o corpo mais uma vez sob o colchão e buscou o celular. Desbloqueando-o em seguida, abriu o aplicativo de mensagens e sorriu ao ver a mensagem de George, agradecendo pela visita e informando-a que estaria de volta a cidade para o casamento de Freya em agosto.

Juddy deixou o celular por ali mesmo e foi para o banho, na tentativa de acordar o corpo para o longo dia. Vestiu as mesmas roupas de sempre. Juntou os pertences em sua bolsa, pegou o celular e notou duas novas notificações.

Pensando no meu próximo insulto a Jane Austen.”

Ela sorriu para o celular e saiu de casa quase que correndo, não queria se atrasar para apresentar o último seminário do seu último período.

De certa forma, ela estava aliviada em estar sentada naquela mesa pela última vez, não que os quatro anos ali tivessem sido tão ruins assim, mas é que era o fim do ciclo de algo que ela mesma havia conquistado para si.

Juddy observava entediada a apresentação de outro grupo, ela bocejou pela terceira ou quarta vez e puxou o celular do bolso de sua calça, abriu a mensagem de Harry e encarou o teclado por uns segundos.

Ela tentou digitar algo, mas apagou imediatamente. Juddy respirou fundo e voltou a digitar.

Pensando? Não sabia que pessoas com uma limitada inteligência emocional podiam pensar... Você me surpreendeu!”

Ela enviou e bloqueou o celular o mais rápido que pôde. Juddy olhou em volta esse ajeitou melhor na cadeira, Deus... Estava se sentindo como uma garotinha trocando mensagens.

A resposta dele não veio em imediato, ela encarou mais uns minutos a tela do celular, até a Srta. Petttersen chamar por seu nome para a apresentação. Juddy respirou fundo e guardou o celular novamente, indo para o seu último compromisso com a velha professora.

Juddy cruzou a porta do Lane’s às duas da tarde. O café estava até bem movimentado para o horário. Deixou suas coisas nos fundos e voltou para render Becky no balcão do caixa.

– Eu quero saber de tudo! – Becky sussurrou por trás de Juddy, indo para a cozinha buscar mais biscoitos de canela.

Juddy balançou a cabeça negativamente para a amiga e funcionária, sabia que teria de responder um questionário sobre o encontro com Harry. Ou como Becky gostava de chamá-lo: bonitão.

– E então, ele é tudo isso?

– Eu não vou te contar nada.

– Aposto que ele beija mal e você está tentando esconder.

– Você ainda está no jardim de infância, B? – Juddy a repreendeu. – Foi bom, muito bom!

– Eu sabia, os bonitões nunca decepcionam!

Juddy apenas riu e rolou os olhos, voltando sua atenção aos clientes para atender no balcão.

Harry empurrou a caneta e o exemplar que estava lendo para o lado assim que Leon entrou em sua sala, sentando-se na cadeira frente à mesa dele. – O que foi dessa vez?

– Eu estou completamente entediado de ficar assinando papéis. – Leon disse.

– Não parece ser uma coisa legal de se fazer. – Harry respondeu. Puxando o celular do bolso e o desbloqueando, enquanto Leon fazia suas reclamações sem sentindo algum.

– O que você tanto faz nesse celular?

– Eu? – Harry o encarou. – nada demais.

– Duvido, até agora você só ficou me dizendo que concorda e eu te fiz umas três perguntas!

– Já disse que não é nada, o que você disse mesmo? – Ele disse, deixando o celular sob a mesa.

Leon o encarou entediado e esticou a mão até o telefone, o desbloqueando. – Eu preciso da sua senha, me diz aí!

– Me devolve o celular, Leon! – Harry se levantou, tentando puxar o celular da mão de Leon.

– Uh, uma mensagem da Juddy, – Leon debochou. – perguntando se você quer comer algo depois do trabalho, o que eu posso escrever de volta?

– Me dá o celular, seu merdinha!

– Ah, eu já sei... que tal algo do tipo que tal você querida?! – Leon riu. – será que você escreveria algo assim? Nops, eu acho que você é do tipo que a chamaria de minha senhora.

– Você não seria idiota, me dê logo isso! – Harry o segurou contra a cadeira e puxou o celular de sua mão.

– Então, qual é o lance com ela?

– Lance? Você tem quantos anos? Dezoito?

– Pode ser, mas então... Você e ela hein?!

– Ainda não é uma coisa, eu acho.

– A garota quer te ver hoje, Harry! – Leon apoiou os cotovelos sob a mesa. – Me faça o favor de não esquecer as flores e vá logo, antes que eu mude de ideia.

– Ir onde? – Harry perguntou, não entendendo muito o que o amigo queria com aquilo.

– Tem meses que eu estou esperando você sair desse buraco que você se enterrou e essa garota parece à chave pra isso, então levante essa sua bunda daí e leve algumas flores!

– Você é insano, cada dia eu tenho mais certeza disso! – Harry riu, juntando suas coisas o mais rápido que conseguia. Ele não tinha ideia do que diria para ela, mas ir até lá parecia um bom começo.

– Minha mulher sempre diz isso quando estamos na cama! – Leon debochou e se levantou, deixando a sala.

Juddy estava escorada do outro do lado do balcão, tentando ajudar Becky a decidir como os novos cookies de chocolate ficariam melhor. Ela apoiou a bandeja que tinha em mãos abaixo do braço e pendeu um pouco a cabeça para a direita. – Acho que isso é o melhor que podemos fazer, por enquanto! – Ela disse, recebendo o olhar confuso de Becky.

Ela estava pronta para perguntar o que aquilo significava, mas ela sentiu algo atrás de si e não pode evitar o sorriu que surgiu em seus lábios. – Oi. – Harry sussurrou contra a bagunça de cabelos loiros de Juddy.

– Oi? – ela se virou para ter a certeza de que era ele mesmo.

– Leon está enlouquecendo aos poucos e me chutou do escritório, – ele disse. – então eu acho que vou ficar sentado por aqui e tentar escrever um pouco e depois podemos sair pra comer algo, o que acha?

– Eu acho ótimo, – Juddy sorriu. – te pego as oito na mesa de sempre?

– Vou esperar ansioso! – Ele riu.

Harry deixou que ela voltasse para a coisa dos cookies e caminhou entre as mesas, para a mesma de sempre. Ele colocou o notebook sob a mesa e continuou o que estava escrevendo algumas noites atrás.

Juddy terminou de empilhar algumas cadeiras com a ajuda de Harry. Ele varreu todo o chão do café enquanto ela colocava as canecas e pratos na lava louças.

Toda a limpeza de sempre havia sido feita com o dobro do tempo, Juddy trocou o uniforme do Café na sala de funcionários e encontrou com Harry novamente no salão.

– Então, o que a Srta. Pratt deseja fazer? – Ele perguntou.

Juddy ajeitou a mochila de sempre sob o ombro e empurrou Harry em direção a saída do Café. – É a minha vez de deixar isso meio noir!

– Uh, eu pago pra ver. – Harry a puxou para si, por conta do frio que os atingiu.

– Você com certeza vai pagar. – Juddy segurou a mão de Harry e o puxou consigo para atravessarem a avenida. – Vamos começar pelo ônibus!

Harry não iria admitir, mas estava se sentindo como um adolescente de quinze anos novamente. Ele mal sabia para onde estavam indo, mas sentia o coração palpitar e de algum modo ele estava se esforçando mais do que o normal para não deixa-la perceber o tremor em suas mãos. – Nós poderíamos ter pegado o meu carro. – Ele disse, percebendo que estavam parados abaixo de um ponto de ônibus.

– Você não pode reclamar ainda, – Juddy o repreendeu. – espere até o final!

– Não conte com isso. – Ele murmurou, observando-a sorrir cinicamente. Apesar de odiar surpresas, ele queria saber onde aquilo tudo iria terminar. Talvez, no fim de tudo, todo aquele plano de suspense dela não fosse assim tão ruim.

Harry a acompanhou assim que ela deu sinal para um dos famosos boris bus parar. Eles subiram e ela passou o cartão do transporte publico para os dois. O fazendo rolar os olhos em imediato.

Ele deixou que ela escolhesse os assentos e ele se sentou, observando ela perdida na paisagem de Londres passar pelas janelas. Harry perdeu as contas de quantos de seus lugares favoritos ela havia lhe mostrado pela simples janela do ônibus.

Harry a observou dar o sinal para a parada animadamente, céus, ela parecia uma criança. E aquilo era adorável.

Eles caminharam por algumas quadras e ele já podia prever para onde ela estava o levando. – Você me trouxe ao London Eye? – Ele disse, assim que ambos pararam de frente para a enorme roda gigante. – Por Deus, você anda assistindo muitos filmes...

– Eu aposto que você nunca veio aqui à noite. – Ela respondeu, ignorando as palavras acidas dele. Ele gargalhou e a seguiu para a fila.

Harry tinha de admitir, as luzes o fascinaram, e ele olhava surpreso para cada um dos detalhes ao redor. Nunca tinha tido vontade de ir até ali durante o dia, quem diria pela noite.

– Bem, – Ela o cutucou com o cotovelo, fazendo-o sorrir ao desviar o olhar para ela. – para quem estava reclamando, você bem que parece um pouco encantado pela magia das luzes.

– Talvez você esteja certa, mas é só um talvez... – Ele torceu os lábios.

– Nessa época do ano eles costumam deixa-la aberta até tarde da noite. – Ela apontou para a roda gigante. – é quando ela fica mais bonita!

– Você sabe que beleza é relativo né?! – Ele provocou, olhando-a pelo canto do olho, enquanto ela ainda parecia admirada pela vista do cartão postal mais clichê de Londres.

– O que eu disse sobre reclamar? – Ela se virou bem a tempo de encontrar os olhos verdes presos nela. – Vamos, não queremos perder a melhor vista de Londres!

– Não, não queremos.

Eles quase não demoraram na fila para comprar os ingressos. Juddy aguardava ao lado dele, as vezes tomando cuidado para não ser pega encarando-o demais, mas queria tanto saber o que se passava em sua mente, o que ele estava achando de tudo aquilo, principalmente porque o seu humor era sempre como uma caixinha de surpresas.

Ela manteve a mão atada a dele desde que subiram, ele parecia muito concentrado na vista enquanto a roda girava. – A vista fica melhor daqui. – Harry sussurrou contra o ouvido dela.

– O quê? Desculpe, eu não consegui escutar direito! – Ela se fingiu de desentendida.

– A vista fica melhor aqui de cima! – Ele repetiu, um tanto entediado.

– Oh, – Juddy jogou os braços para o alto, comemorando. – esse é o grande momento da minha noite!

Harry jogou a cabeça para trás e riu. Ele recuperou o folego e admirou novamente a vista. Observando o quão pequenas as outras pessoas tinham se tornado, algo tão distante aos olhos. Ele se escorou sob o guarda-corpo e observou com atenção o casal de idosos esperando na fila, o homem escutando com atenção cada uma das palavras que a mulher disparava.

Ele inspirou lentamente e soltou o ar, as mãos escondidas no bolso da jaqueta o impedindo com a mania estranha que tinha de estalar os dedos constantemente. Harry moveu os olhos para a garota loura novamente e observou ela perdida na vista, ele tombou um pouco a cabeça, pensando se aquele momento seria um daqueles que nunca se esquece, mesmo que anos se passem, porque ele a beijaria ali mesmo e não queria que aquilo fosse esquecido, mesmo que os dois não tivessem entrado em acordo sobre o que era aquilo.

Mas que ele fosse pro inferno com todo aquele pensamento ou ele ficaria completamente louco.

Harry sorriu e esticou as mãos para Juddy assim que seus olhares se encontraram. – Vem aqui! – Ele pediu, puxando-a para os seus braços. Harry deslizou a mão pelo rosto de Juddy e seus dedos enroscaram-se em sua nuca enquanto os lábios procuravam pelos dela. A outra mão se enroscou em seu cabelo conforme ele a beijava com rapidez e força, como se aquilo não fosse suficiente. – O que vem agora? – Ele perguntou, enquanto a tinha com a cabeça descansando em seu peito. – vai me levar para comer fish and chips?

– E aí está o Harry de sempre. – Ela murmurou.

– O quê?! Foi só uma piadinha.

– Mais uma piadinha e você vai pra casa sozinho!

– Uh, quem está estragando o clima agora?! – Ele zombou, recebendo um pequeno tapa em seu braço.


Notas Finais


ಇ Espero que possam compreender essa autora meio sem noção que vos fala e caso queiram deixar vossas opiniões, já sabem: vou amar lê-las e bater um papo com vocês!

ಇ Relevem qualquer erro de gramática, sempre tem uma coisa ou outra que escapa na hora da correção

xx,
Clev.


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