História Scars - Capítulo 2


Escrita por:

Visualizações 43
Palavras 1.837
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Famí­lia, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá! Não, você não está ficando louco/a, na verdade acho que eu estou, pra ser sincera! Bom, eu não aceitei bem o desenvolver da história que eu postei aqui, pra ser bem franca: achei que ficou uma merda e querem saber??? Não estou nem aí se posso ou não postar a versão que estou dando tudo de mim (e ainda assim não posso compartilhar com pessoas que gostam da história???? ah, mas não pude mesmo engolir essa história). Tem uns três que isso vem me incomodando e eu vinha só adiando, por fim, acabei criando certa coragem para fazer isto, então se você quer dar uma nova chance a essa nova versão, eu postarei aqui todos os capítulos que tenho prontos e editados pra vocês, mas antes quero deixar alguns recados:
ಇ Harry Styles nessa nova versão será o Harry Dawson.
ಇ O personagem de Liam Payne será o de Leon Wright.
ಇ Os demais personagens continuam os mesmos - exceto pela Mackenzie que se tornou Sarah.
** Quanto ao primeiro capítulo, eu só alterei ele, nele tem aquela parte que ele chega no café pela primeira vez e tals, não achei que precisasse de um novo capítulo para isso, mas caso queiram voltar e ler, já sabem o que tem lá

Capítulo 2 - .Capítulo 02;


Fanfic / Fanfiction Scars - Capítulo 2 - .Capítulo 02;

❝Capítulo 02❞

Harry tateou os bolsos por um par de vezes quase que incontáveis, ele sabia que o maço de cigarros não estava ali. Mas tamanho era seu nervosismo que o mesmo se via repetindo o mesmo ato mecanicamente.

Ele podia sentir as pálpebras pesarem e o cansaço dominar todo o seu corpo. O silêncio do advogado a sua frente e os movimentos ávidos da mulher ruiva sentada ao lado deste o estavam enlouquecendo. O tédio começara a irritar o moreno de uma forma que Harry seria capaz de arrancar os próprios cabelos se passasse mais um minuto sentando naquele escritório. – Dê-me logo estes malditos papéis, Sarah. – Ele suplica.

– Só estou me certificando de que está tudo certo, – A ruiva explica. – sei bem o quão você anda ocupado em escrever o livro do ano.

– Eu até acreditaria na sua boa vontade, mas vejamos até onde você nos trouxe. – Harry ralha, puxando então os papéis da mão de sua, até então, esposa.

Ele assina os papéis e devolve a caneta à mulher. Levantando-se em um único movimento. Pronto, não havia nada mais que pudesse segurá-lo ali, ele estava livre para ir para casa e finalmente se ver isolado de toda essa maré de má sorte recente.

Sempre tinha que lidar com Sarah e isso o irritava. Ela sempre tinha uma cláusula ou outra para mudar em seu acordo de divórcio, quando não era mais dinheiro, era o cachorro e quem sabe da próxima vez pediria às roupas que ele tinha no corpo.

Harry jogou seus pertences de qualquer maneira num canto de sua recém-nova sala. O apartamento era algo novo em sua vida, desde que em uma manhã Sarah o surpreendera com uma caneca fumegante de café e a notícia de que ela queria o divórcio.

A primeira coisa que Harry fizera fora rir, querendo saber onde diabos ela tinha achado que aquilo era deveras engraçado. Mas a ruiva não parecia achar graça, bem pelo contrário, o que ela tinha eram as malas de Harry bem prontas à espera.

Lembrava-se da semana horrível que dormiu no banco de trás de seu carro, até que achasse um lugar razoável para morar. O apartamento era até espaçoso para um único morador. Harry não tinha móveis, nada além do que viera na casa. O único trabalho que se deu foi de comprar um colchão para não ter que dormir no sofá velho e empoeirado que ficava em um canto na sala.

Ele perpassou seus olhos pelo apartamento e respirou fundo vendo o amontoado de roupas sujas em seu sofá. Retirou a camisa em que estava e o resto da roupa, jogando-os direto ao sofá. Prometendo a si mesmo que na manhã seguinte iria procurar uma boa lavanderia.

Caminhou até o banheiro e girou o registro, escutando a água cair enquanto cantarolava o trecho de uma música que ouvira ecoar do apartamento de sua vizinha de cima.

Dormir não era a mais fácil das tarefas de se realizar por Harry ultimamente. O que mais ele sabia fazer era rolar de um lado ao outro do colchão. Nenhuma posição parecia satisfazer o seu corpo.

Ele trocara o lado do travesseiro e ajeitou melhor seus ombros. Harry fechou os olhos e respirou pesadamente. Desejando com todas as forças conseguir calar seus pensamentos. O corpo pareceu finalmente sossegar e sua mente desacelerou, Harry pôde sentir o sono finalmente abraçar seu corpo.

Harry tampou o próprio rosto ao escutar o despertador tocar, tinha amanhecido rápido demais. Ele coçou os olhos preguiçosamente e afastou o cobertor do corpo. Sentou-se no colchão e esticou as pernas sob o chão frio e encarou o cômodo.

Acordar cedo não era algo que ele apreciava muito.

Harry suspirou pesado e impulsionou o corpo para se levantar. Caminhou para a pequena cozinha e ligou a cafeteira, saindo para o banheiro logo em seguida, necessitava de um banho urgente.

O seu uniforme de trabalho era sempre o mesmo: a primeira camisa social que via dentro da mala que fazia de guarda roupas. Uma calça social preta e em algumas raras vezes um jeans.

Ele escutou o barulho da cafeteira e deixou a camisa por abotoar, se serviu uma xícara de café e observou o resto do apartamento, precisava urgentemente comprar alguns móveis.

Harry checou o horário em seu relógio de pulso e quase cuspiu o café em sua pia, tinha de sair imediatamente ou iria chegar atrasado, o trânsito naquele horário costumava ser horrível e gastar mais do que os cinquenta minutos que estava acostumado não era lá uma ideia muito agradável.

Ele apanhou sua pasta jogada de qualquer jeito sob a mesa e saiu porta afora. Harry tem a mão direita batucando no volante ao som de Ticket to Ride enquanto observa as ruas de Brixton. O trânsito não estava tão assustador assim.

Harry estacionou o carro na mesma vaga de sempre, pegou sua pasta e saiu do carro. Observou o prédio de três andares a sua frente e inspirou fundo, atravessando a rua. Ele cruzou a porta principal e se encaminhou para o elevador. A vontade que tivera de gritar fora gigante quando notou a placa de manutenção na porta. Rolou os olhos e deu meia volta para as escadas.

A primeira coisa que vira ao pisar no terceiro andar fora a cabeleira de Normani, a estagiária, Harry lhe deu um pequeno sorriso e seguiu para sua sala. A situação toda seria rotineira se não fosse pela luz já acesa, o pensamento de um dia tranquilo no trabalho parecia escorrer pelo ralo a cada passo que ele se aproximava da própria sala.

– Atrasado de novo, Harry?! – Leon perguntou.

Harry mal ouvia as questões de Leon, pois estava um ocupado em encarar os novos exemplares de originais para analisar, como se já não tivesse um grande número de outros exemplares em atraso para avaliação – Não tem nada de errado Leon, você sabe como é o trânsito pela manhã!

– Qual é?! Não vem com essa, você é meu melhor amigo...

– Está tudo certo, é só impressão sua!

– Se você está dizendo... – Leon se levantou da poltrona do amigo e caminhou até próximo dele. Apoiou a mão sob seu ombro e sorriu da maneira mais compreensiva que conseguiu. – Se precisar de algo, sabe onde me encontrar!

Harry o observou deixar sua sala e rolou os olhos ao se sentar na poltrona antes ocupada por Leon, àquele era apenas mais um dos costumes estranhos que seus amigos adquiriram depois que ele anunciou que Sarah havia pedido o divórcio.

 Ele ligou o computador em cima de sua mesa e reorganizou a pilha de originais para ler.

Precisava assumir, deveria de ter algo de muito errado com alguns escritores da atualidade, primeiro porque Harry já estava na metade do terceiro exemplar de sua pilha e parecia que estava lendo a mesma história dos últimos, mas com nomes diferentes.

A falta de genialidade deveria ser tratada como uma questão de saúde pública, pois se os próximos cinco livros fosse assim, ele já poderia começar a considerar um suicídio literário para as próximas horas.

Harry coçou os olhos mais uma vez, tentando afastar o sono que parecia querer lhe fazer desmaiar em cima dos exemplares de livros que ainda tinha de ler e montar um relatório de publicação.

A boca se abriu em bocejo e ele esticou os braços, em mais uma tentativa falha de acordar a si mesmo. Harry levou a mão ao bolso, certificando-se de que seu maço de cigarros estava ali. Tentou organizar de uma maneira correta a pilha de papéis e saiu da sala. Deixou um bilhete em cima da mesa da estagiária, avisando que iria fumar.

Ele desceu os lances de escadas com certa calma, sentindo o corpo tremer ao entrar em contato com o vento gélido do norte de Londres. Harry retirou um cigarro do maço e o segurou entre os lábios, buscando o isqueiro com a mão livre. Tragou e segurou um pouco antes de soltar a fumaça.

Harry caminhou por pelo menos uns quinze minutos até seus olhos avistarem o pequeno estabelecimento de esquina. The Lane’s Coffeshop era o que diziam os adesivos nas enormes vidraças. Era como ver um pequeno milagre em sua frente, por anos ele pediu a Deus por uma cafeteria perto do trabalho.

Principalmente porque o café que Normani fazia era como tomar água quente com açúcar e ali ele podia tomar o seu café enquanto tragava o seu cigarro, sem que todos ao seu redor ficassem lhe jogando indiretas sobre o cheiro horrível estava impregnado por todo o andar.

Ele pisou sob o resto do cigarro e o apanhou do chão, jogando-o na lixeira ao lado do Café. Harry ajeitou melhor o paletó por cima da blusa social e foi direto para a pequena fila frente ao balcão.

– Olá, – disse. – eu gostaria de um expresso duplo para viagem, por favor!

– Açúcar ou puro? – A mulher de cabelos negros e curtos questionou.

– Puro, por favor! – Respondeu.

Harry aguardou por uns dois minutos ao lado do balcão. Os olhos um tanto perdidos pela decoração sútil do Café. Escutou o nome ser chamado pela mulher de cabelos curtos e negros e pegou o seu copo para viagem.

Ele moveu seu corpo para o outro lado do café e parou frente ao caixa, sacou o cartão da carteira, entregando-o para a moça loira atrás da caixa registradora. – Boa Tarde! – Ela disse sorridente.

Ele se limitou apenas a sorrir e deu um longo gole no café em sua mão. Ela lhe estendeu a maquineta de cartão e os olhos capturaram logo atrás o exemplar roxo do livro de Jane Austen. Harry balançou a cabeça negativamente e digitou sua senha em seguida. – Ainda nessa de Jane Austen?

– Sim – Ela balançou os ombros. – Ela é boa!

– Claro. – Harry debochou. – diga-me depois o que é ruim, estou ansioso por saber!

Ele pegou seu cartão e virou as costas, saindo do café. Acendeu mais um cigarro no caminho de volta e vez ou outra bebericava do café, enquanto o seu cérebro parecia inerte ao tentar entender o porquê as pessoas pareciam tão persuadidas pelo romance superficial presente nas obras de Austen. Qual era o tamanho da necessidade humana de acreditar no amontoado de palavras de uma mulher que expunha críticas sociais escondidas por detrás de seus escritos, mas que não possuía a mesma coragem ou perspicácia para deixar de ser uma mulher conservadora?

Episódios como esse com a loura da cafeteira só o faziam ter certeza de uma coisa: seu maior pesadelo era real, as pessoas acreditavam em literaturas fracas e escritas por autores que não acreditavam numa mísera palavra que punham no papel. De fato, só queriam enriquecer a custa de seus quase romances.

Harry esmagou o resto de seu cigarro sob a tampa do copo e os jogou direto na lixeira. Ele ajeitou o cabelo bagunçado pelo vento que varria toda Londres e subiu as escadas pulando de dois em dois degraus, por algum motivo, sentia-se motivado a dar uma opinião verdadeira sobre todo aquele lixo literário em cima de sua mesa.


Notas Finais


ಇ Espero que possam compreender essa autora meio sem noção que vos fala e caso queiram deixar vossas opiniões, já sabem: vou amar lê-las e bater um papo com vocês!

ಇ Relevem qualquer erro de gramática, sempre tem uma coisa ou outra que escapa na hora da correção

xx,
Clev.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...