História Scars - Capítulo 3


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Palavras 1.698
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Famí­lia, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - .Capítulo 03;


Fanfic / Fanfiction Scars - Capítulo 3 - .Capítulo 03;

❝Capítulo 03❞

Juddy estava pronta para vestir seu pijama favorito e mergulhar em sua cama, abraçando seus travesseiros e descansando enfim, mas o seus planos escorreram por entre seus dedos.

O celular tocava incessantemente no criado mudo ao lado de sua cama, Juddy apertou ainda mais a toalha em seu corpo e caminhou até o aparelho. O nome de Freya, sua irmã mais velha, brilhava na tela de seu celular. Ela deslizou o ícone verde e atendeu ao telefone.

Arrependendo-se do ato assim que a música alta eclodiu pelo autofalante.

– Juds? – Freya questiona do outro lado da linha.

– Eu estou a caminho, juro por Deus que estou. – Juddy praticamente cospe as palavras, o mais rápido que seus lábios conseguem.

Droga.

Como pudera esquecer a maldita despedida de solteira de sua irmã?! Às vezes quando Juddy achava que não poderia fazer pior, a vida sempre lhe dava um empurrãozinho rumo à certeza de que ela sempre poderia fazer pior.

Ela escorregou para dentro do Jeans que usara o dia inteiro. Vestiu seu sutiã novamente e abriu o guarda-roupa, procurando por algo que não faça Freya reclamar a noite inteira, dizendo o quão ela necessita de novas roupas.

Juddy agarra uma regata branca e joga por cima de seus ombros a jaqueta jeans. Ela não se dá o trabalho de pentear os cabelos e apenas passa um brilho labial.

Os coturnos dariam melhor conforto aos seus pés, mas só de imaginar a carranca de sua irmã e as amigas, Juddy já sentia o estomago revirar. Ela escolheu o par de scarpins surrados ao fundo de seu guarda-roupa e os calçou.

Trancou o seu apartamento e desceu correndo as escadas, rezando para conseguir um taxi facilmente.

Harry descansou a testa contra os próprios braços apoiados na mesa, tentando encaixar as palavras certas, mas nada parecia bom o suficiente para aquele capítulo, na verdade, até o próprio capitulo parecia ruim o bastante. Os seus olhos se fecham momentaneamente e um barulho inquietante invade seus tímpanos, fazendo-o grunhir frustrado.

– Porra! – Ele grita.

Harry não perde tempo em calçar os chinelos e cambaleia para fora da cadeira. Fazendo seu caminho até a porta principal ele escora o rosto na porta, focando sua visão pelo olho mágico.

Sua cara se irroga e os lábios se entortam em um sorriso não tão contente enquanto suas mãos destrancam a porta.

– Por Deus, Dawson, você está horrível! – O amigo escorado no corrimão ao outro lado do corredor o repreende.

– Você veio aqui por isso? – Harry inquiriu nervoso.

– Não seja ranzinza, – O homem ao lado de fora caminha em direção a Harry e o abraça. – troque de roupa logo, antes que Jake venha nos buscar pessoalmente.

– Leon... – Harry diz, tentando ao máximo soar pacifico. – O quê? – Questiona.

– Droga Harry, não me diga que se esqueceu de que dia é hoje?! – Leon pede. Harry esforça-se para tentar lembrar algo importante para a noite, mas nada vinha a sua mente, a não ser passar a noite rolando em seu colchão tentando achar a posição perfeita para dormir. – É a despedida de Jake, pelos céus homem! Uma hora dessas, amanhã ele já estará a caminho dos Estados Unidos.

Só então Harry lembra-se da ultima reunião com os amigos. Em uma bebedeira ou outra, quando o amigo os comunicara que estava se mudando com a noiva para a América. Levou a mão aos cabelos e os afagou com demasiada força.

Não podia acreditar que havia esquecido a maldita despedida.

As mãos voaram até os cabelos, a fim de escová-los com os dedos, uma mania que adquirira quando se via dentro de alguma situação irritadiça. Ele suspirou pesado e caminhou de volta até o quarto, praguejando baixo.

Agarrou sua última peça de jeans limpo. Uma camiseta rosa de bolinhas brancas. Sua boca se torceu em uma carranca, perguntando-se quando fora que comprara aquela coisa horrenda, mas por um infortúnio, eram as últimas peças de roupas limpas que ele possuía.

Calçou os coturnos velhos e balançou os cabelos, os despenteado. Harry passou o primeiro perfume que vira e caminhou até a sala, pigarreando a fim de chamar a atenção de Leon, que parecia imerso em seu celular.

Após os dez quilômetros rodados e ter pagado uma fortuna ao taxista, Juddy finalmente chegara ao Trinity Bar, mal podia acreditar que havia saído de Holloway e ido parar em Brixton.

O vento forte chicoteou contra ela enquanto atravessava a rua e garota abraçou o próprio corpo, já escutando as vozes altivas e convidativas que vinham do outro lado da rua.

Juddy adentrou ao bar e nem precisou fazer muito esforço para encontrar Freya e os demais, a risada da Pratt mais velha ecoava por todo o pub como se fosse uma melodia. Freya poderia ter todas as qualidades que a alta sociedade londrina primava, mas ainda possuía a risada mais escandalosa que um ser humano normal era capaz de ter.

A primeira a perceber que ela havia chegado fora Natalie, sua prima. Juddy acenou brevemente e seguiu caminho para onde Freya se encontrava, ao lado de Tereza Anderson, a melhor amiga de Freya. Ambas não eram muito diferentes fisicamente, possuíam os cabelos bem cuidados e tingidos de um tom negro, ambos os corpos eram magricelas, apesar de Freya ser mais alta. Qualquer um diria facilmente que elas eram as irmãs Pratt.

Juddy puxara o pai, os olhos pequenos e até o corpo esguio. Não parecia em nada com a irmã mais velha, a não ser pelo carinho enorme que sentia pela primogênita. Precisava admitir que talvez esse fosse um dos pontos negativos de ter se mudado dali. A falta que Freya fazia em sua rotina era enorme, só não sabia ao certo se era pelo oposto que as duas eram ou pelo jeito agitado dela de ser.

Freya abraçou Juddy com toda a força que ainda lhe restava.

Juddy segurou o corpo da irmã contra si, segurando-a por breves segundos antes da mais velha se desvencilhar e a examinar corpo abaixo. – Seu senso de moda tem ficado cada vez pior.

– Eu também estava com saudades! – Juddy lhe diz, retribuindo o sorriso. Sabia que aquele era o modo de Freya dizer que gostava de algo ou alguém. A primogênita Pratt lhe estendeu um copo pequenino e Juddy o virou boca adentro, sentindo o liquido queimar por toda sua garganta.

– Venha dançar comigo! – Freya pede. Empurrando ligeiramente as pessoas que a cercavam. Podia reconhecer alguns amigos da irmã e até outras pessoas com quem estudara no ensino médio.

A batidas de Run For Cover do The Killers faziam-nas balançar o corpo ao ritmo remixado da música. Juddy fechou os olhos, escutando atenta a letra da música, deixando a batida abraçar-lhe.

Realmente, já tinha perdido a conta das vezes que deixara de sair com a irmã e até mesmo com Becky, por simples preguiça de sair de casa. Não se recordava muito da sensação de como era dançar, mas naquele momento podia afirmar com veemência que era uma das melhores sensações.

Harry e Leon não demoraram a chegar ao tal pub que ele nunca houvera escutado falar, mas ao que Leon havia tagarelado todo o caminho, era um dos melhores da região. Harry estreitou os olhos e pôde ler com certa clareza o letreiro neon, onde estava escrito Trinity Bar.

Os pés de Harry pareciam se arrastar pelo chão amadeirado do pub. Sentiu mãos se chocarem contra seus ombros e balançou o corpo, indicando a cabeça na direção, querendo saber quem era o autor de tal desaforo.

Não havia passado a camisa, mas também não gostava que tocassem e desarrumassem suas roupas, era praticamente uma ofensa. Seus olhos encontraram-se com o moreno a sua frente e os lábios logo se soltaram em um sorriso e os braços fizeram uma viagem quase que automática até o corpo a sua frente. – Jake! – Saudou o amigo.

– Cheguei a acreditar que você iria me dar o bolo! – O moreno abraça-lhe de volta.

– Eu estou aqui, então, acho que dessa vez não vou cumprir com suas expectativas. – Harry diz calmo, acompanhando o amigo até a mesa.

Juddy decidiu que era hora de descansar e buscar uma bebida. Afastou-se da irmã e caminhou, com um pouco de dificuldade por conta da lotação, até o bar. Pediu um Martini e escorou-se ao balcão de madeira enquanto a bebida lhe era preparada.

Seus lábios se movimentavam involuntariamente, sibilando a letra de uma canção do Daft Punk. A bebida lhe fora empurrada pelo balcão e ela deu um enorme gole. Apoiou o copo no enorme balcão e virou-se para onde a irmã estava alguns minutos atrás.

Os olhos de Harry varriam todo o lugar, tentando entender que tipo de bar era aquele, lhe fora servido dois dedos de um puro malte e ele agradeceu a mulher que o servira. Fez mais uma ronda silenciosa e seus olhos se arregalaram preguiçosamente, a imagem da mulher a poucos metros dali lhe parecia familiar. Era o mesmo jeito desengonçado e pouco atento. A curiosidade tomou conta de seu corpo e ele se levantou, caminhando em sua direção.

Juddy pareceu ter visto um fantasma quando seus olhos pararam no corpo do homem a sua frente. Seu corpo pareceu acordar por completo quando ele moveu seu corpo em sua direção. Ela engolira o resto de sua bebida quando ele se aproximou o suficiente, seus olhos pareciam estudá-la por completo.

– Olhe quem está aqui! – Ele sorriu, enquanto ela o encarava, avaliando o homem a sua frente.

– River! – Ela riu nervosa. Não tinha certeza do que falar ou de como agir. Na verdade, nunca soubera, não quando o assunto era River Riggs, o rapaz de nome engraçado que havia lhe roubado o coração no segundo ano do ensino médio.

As mãos de Harry agarraram a cintura da mulher, ele finalmente conseguira driblar o mar de corpos dançantes e chegara até ela. Girou seu corpo para si e a encarou. – Sarah? – Questionou incrédulo.

Só podia ser mesmo uma brincadeira de um péssimo gosto, a mesma mulher que há algumas horas atrás lhe terminara de puxar o tapete, estava em um bar, comemorando com as amigas. Como se o fim definitivo do casamento dos dois não lhe incomodasse em nada.

Como se fosse algo a se comemorar.

 


Notas Finais


ಇ Espero que possam compreender essa autora meio sem noção que vos fala e caso queiram deixar vossas opiniões, já sabem: vou amar lê-las e bater um papo com vocês!

ಇ Relevem qualquer erro de gramática, sempre tem uma coisa ou outra que escapa na hora da correção

xx,
Clev.


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