História Scars - Capítulo 4


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Famí­lia, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - .Capítulo 04;


Fanfic / Fanfiction Scars - Capítulo 4 - .Capítulo 04;

❝Capítulo 04❞

Harry soltara a mulher a sua frente quase que imediatamente, não lhe dando um minuto que fosse para se explicar. Sentia suas entranhas se fecharem contra sua garganta e algo queimar em seu peito. Não sabia ao certo o que fazer ou sentir. Apenas se afastou, sentindo seu corpo ser carregado pela enxurrada de corpos que se balançavam ao enredo de alguma banda.

Suas mãos tocaram o balcão de madeira do bar e ele respirou fundo, sentindo uma momentânea segurança. Abaixou sua cabeça e inspirou fundo umas três vezes e encarou os homens e a mulher atrás do balcão e fizera um gesto, chamando a atenção de um destes.

– Escocês duplo, por favor! – Ele pede, tão baixo que se o homem ao outro lado do balcão já não fosse tão bom em leituras labiais, o faria ter de repetir.

O copo está estacionado a sua frente, Harry ri sozinho para si enquanto balança o copo no ar, misturando o liquido âmbar ao gelo. Sua rizada se amarga um tanto mais quando sente em sua própria pele a mudança de acordes e a voz de Jim Morrison soar bar afora pelos autofalantes. Seus lábios se movem. – Love me two times, girl – Ele sibila a letra, balançando a cabeça ao ritmo. Seus olhos se fecham e ele continua acompanhando a música, vez ou outra bebericando, saciando-se com a bebida.

Last me, all through the week... – Juddy canta, acompanhando as vozes de uma das suas bandas favoritas, mal podia acreditar que estavam tocando The Doors.

Suas mãos tocam o balcão do bar e ela fecha os olhos balançando os punhos ao ar, estalando os dedos conforme o ritmo.

Love me two times, I’m goin’ away. – Harry devolve, complementando a canção tocada nos autofalantes e pelos lábios da estranha que chegara ao seu lado.

Eu amo essa música! – Juddy grita, por conta do som alto, em direção ao homem que acabara de completar o trecho da música que acompanhavam.

– É uma boa canção. – Harry diz, sorvendo o resto de sua bebida e só então olha para a mulher ao seu lado. – Sou Harry!

Juddy semicerra os olhos, tentando ter uma visão mais clara do homem a sua frente, ele lhe estende a mão e lhe diz seu nome. Harry. Ela morde o canto interno de sua bochecha e assemelha o nome ao rosto a sua frente e ri sozinha, lembrando-se do homem rabugento na cafeteria mais cedo.

Harry observa a garota a sua frente lhe estender a mão. – Juddy Pratt. – Ela diz. E ele encara seus pequenos olhos e o pequeno sorriso que se forma, puxando seus lábios um pouco mais para o lado, era a garota lendo o maldito livro de Jane Austen.

– Eu estive em uma boa cafeteria por esses dias, – Harry diz. Recebendo toda a sua atenção – uma pena que o atendimento não era dos melhores, mas também não julgo, a atendente lia Jane Austen, acredita?! – Harry zomba.

Juddy ri da referência de Harry. Ela afasta o banco atrás de si e senta. Estava disposta a realmente entrar em méritos de discussão com Harry. – Você soa como um cara de alma vazia que culpa Austen por não satisfazer seus contos de fada!

– Ouch, – Harry diz com a voz afetada. Talvez pelo álcool. – Você foi malvada agora.

– Você disse que meu atendimento era ruim. – Juddy se justifica. – Então, é isso que os críticos literários fazem? Vão a pubs ficar cantando algum tipo de folk meio country?

– Uhm, – Harry torce os lábios em um bico, concordando. – Você me pegou, é exatamente isso o que fazemos! E as atendentes de cafeterias, o que fazem?

A curiosidade é latente em suas palavras, assustando até mesmo ao autor delas. De fato, não sabia explicar, porque nunca fora de ter interesse na vida alheia, parecia ser sempre tudo tão monótono e igual.

– Bem, – Juddy faz uma pausa e pensa. – normalmente após o expediente nós apertamos uma xícara mágica e abrimos um alçapão também mágico e nos transformamos em agentes secretas!

Juddy brinca com a ideia, fazendo com que Harry lhe dê um sorriso divertido. – Então, estou correndo algum tipo de perigo aqui? – Harry pergunta, entrando em sua brincadeira.

– Eu receio dizer que não, – Juddy encolhe os ombros. – hoje só vim pela despedida de solteira de minha irmã e bebidas grátis.

Ele assente e vira-se para o mesmo barman de antes. – Mais um, por favor! – Harry pede. Balançando o copo já usado ao ar.

 – Eu gostaria de um Martini, por favor! – Juddy dispara antes que o barman se vá.

– Uma verdadeira bebida para uma agente secreta. – Harry constata, recebendo o olhar da garota a sua frente. Ela parece se divertir com o pequeno diálogo sonhador entre os dois. Harry até diria que sentia o mesmo, mas a sensação de ardência no peito ainda estava presente ali, mesmo que branda.

Juddy podia ver olhos tristes e confusos de Harry encarando o balcão e involuntariamente levou suas mãos até o ombro do homem, despertando-lhe a atenção.

– Venha, você parece do tipo de cara triste que precisa de uma dança! – Juddy nem sequer o pergunta, apenas impõe ao homem a sua frente que a acompanhe até pista de dança.

Harry encara a garota loira de forma confusa. Não porque não tivesse vontade de ir, mas porque busca em sua memória algum indicio de que ele sabia dançar. E infelizmente, o resultado era negativo.

Juddy não espera que ele responda, pois os lábios envernizados pareciam dispostos a lhe darem um sonoro e amargo não. Sua mão desliza pelo balcão em busca das de Harry. Ela as agarra, levando-o consigo para o mar de corpos em movimento.

Talvez o efeito do álcool estivesse mais presente na corrente sanguínea de Harry do que ele pudera ponderar sobre. Pois, o toque das mãos de Juddy o fizera parar no tempo por alguns segundos. Ele sentiu o peso dos próprios pulmões, o impossibilitando de respirar corretamente quando as orbes verdes cruzaram o mar azul a sua frente.

Harry pudera ver o exato momento em que as maçãs do rosto de Juddy se enrubesceram quando o ritmo latino os alcançou os ouvidos, fazendo com que a maioria das pessoas ao redor se juntar para dançarem corpo a corpo.

As mãos de Harry tremeram contra o seu próprio corpo. A situação era um tanto embaraçosa, não sabia direito se tinha permissão para tocar o corpo de Juddy. Seus olhos vaguearam por todo o lugar, parando na mesa ocupada pelos amigos. Leon e Jake faziam gestos desconexos no ar, como se estivessem vibrando por Harry e seus olhos apenas rolam em reprovação.

Juddy parece ler os pensamentos confusos do homem a sua frente, ela ri para si mesma, não tendo certeza das próprias ações. Não que fosse aquele tipo de garota, mas o homem a sua frente parecia precisar de algum tipo de distração e de algum modo ela estava disposta a ajuda-lo.

Suas mãos agarram as mãos geladas de Harry novamente, repousando-as em sua cintura. Seu corpo se encaixou sob o dele, os movendo ao ritmo latino. – Se ficar pensando muito no que fazer, não vai aproveitar nada da música! – Juddy sussurra próximo ao ouvido de Harry.

E como se as palavras dela tivessem surtido o efeito esperado, as mãos másculas e ágeis a giram, pondo-a de costas para seu corpo. Harry deixa com que seu corpo guie seus extintos, ainda que sua razão pareça querer rasgar seu corpo inteiro, condenando-o por tocar o corpo de outra mulher.

As mãos pareciam ter vida própria, não obedecendo às ordens de se manterem longe de qualquer contato com a pele alva de Juddy. A altura dela não lhe favorecia quanto a manter as mãos presas a Harry. Fazendo com que sua blusa revelassem pequenas amostras de pele.

Harry se rendeu ao pedido de seus músculos, deixando a ponta dos dedos traçarem caminho por toda região descoberta enquanto Juddy os guiava ao ritmo da música. Os olhos verdes não eram capazes de perder nenhum segundo, nem sequer o momento exato que os olhos azuis se fecharam quando as mãos ásperas e másculas mergulharam cintura adentro.

Ele gira Juddy mais uma vez, antes de a música acabar. Os corpos ainda estão colados quando outra música começa. Os músculos de todo o corpo de Harry se enrijecem, agindo por conta própria, negando-se a soltar a loura a sua frente. Seus olhos estudam o rosto da garota, afogando-se no azul dos pequenos e oblíquos olhos.

– Isso foi divertido, caubói, mas tenho que voltar para minhas amigas antes que elas pensem que eu fugi ou algo tipo. – Juddy diz. É tudo o que ela consegue, por mais que tente. Seu cérebro parece muito mais ocupado em gravar o sorriso tímido de Harry e as covinhas, do que em obedecê-la.

–Ahm, – Harry engasga com as próprias palavras. Talvez fosse o uísque. – Tudo bem, eu acho.

Os ombros de Harry relaxam e ele desata as mãos da cintura de Juddy, vendo a loura sumir pelos corpos em movimento para a direção oposta do pub. Ele ri consigo mesmo e caminha em direção à mesa onde se despediam de Jake.

Ele não gasta mais do que mais uns cinco ou dez minutos dentro do pub se despedindo dos amigos e em especial de Jake.

Iria sentir falta do amigo, com toda certeza, iria.

Juddy buscou por Freya por longos minutos, mas o pub parecia lotado demais para que fosse uma tarefa fácil. Empurrou mais algumas pessoas, até a dona da risada escandalosa. – Finalmente achei você!

– Quase achei que você tinha ido fazer a própria vodca, – Freya reclamou. – River está vindo aí, bem atrás de você, por favor, não faça com que isso seja estranho!

Juddy apenas rolou os olhos, não sabia o porquê a irmã e as outras estavam tão apreensivas, aquela não era a primeira vez que o via depois que terminaram e nem seria a última, até porque ela e River nem tinham terminado de um jeito dramático ou qualquer coisa do tipo, era bem claro para os dois que a partir do momento que Juddy deixou Hempstead Lane a vida dos dois estaria separada, mesmo que no fundo ela esperasse que ele lhe dissesse que não havia problema naquilo, que era apenas um detalhe e que resolveriam juntos, mas pelo contrario do que ela gostaria de escutar, River não lhe dissera nada.

Ele só ficou lá parado e em silêncio


Notas Finais


ಇ Espero que possam compreender essa autora meio sem noção que vos fala e caso queiram deixar vossas opiniões, já sabem: vou amar lê-las e bater um papo com vocês!

ಇ Relevem qualquer erro de gramática, sempre tem uma coisa ou outra que escapa na hora da correção

xx,
Clev.


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