História Scars - Capítulo 5


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Palavras 1.910
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Famí­lia, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 5 - .Capítulo 05;


Fanfic / Fanfiction Scars - Capítulo 5 - .Capítulo 05;

❝Capítulo 05❞

Juddy atravessou o campus praguejando sozinha, se tinha uma coisa que odiava mais do que qualquer outra coisa na vida era tomar chuva. E ali estava ela, com as roupas coladas ao corpo e correndo para alcançar qualquer coisa que pudesse lhe proteger dos grossos pingos de chuva. Poderiam se passar uns mil anos que ela jamais se acostumaria com o clima molhado de Londres.

Ela deixou a bolsa cair ao lado da porta, enquanto buscava as chaves do apartamento pelos bolsos de seu casaco. Girou a chave e empurrou a bolsa para dentro com os pés. Ainda tinha alguns bons minutos para tentar começar o trabalho final para a classe da Sra. Pettersen antes de sair para o seu turno no Café.

Juddy mal sabia como começar a escrever aquele maldito trabalho. Ela inalou fundo e caminhou para o banheiro, precisava de um banho quente imediatamente ou iria congelar. Só de pensar nas malditas três páginas que ainda tinha por escrever a cabeça já lhe doía. Tinham quase três semanas que o trabalho fora passado e Juddy não conseguia pensar em um único tema para tratar.

Ela voltou para o quarto e vestiu seu uniforme do Lane’s e se jogou sob a cama, encarando o teto branco. Tentando vasculhar em seu cérebro algum tema que gostaria de escrever sobre. Juddy grunhiu frustrada, não deveria ser assim tão difícil escrever um conto original e esse trabalho não era um daqueles que ela poderia deixar de lado, para o seu azar àquele era o trabalho com a maior parcela de nota para sua aprovação.

Iria escrever sobre o quê? Sobre pessoas que trabalham em cafés para pagar suas despesas? Sobre como o céu de Londres é sempre tão cinzento? Por Deus... A maldita professora só poderia querer frustrar os alunos com um trabalho como aquele.

Juddy escutou o toque de seu despertador vindo da sala, onde ela deixara sua bolsa com suas coisas. Fechou os olhos e os abriu, pondo-se de pé, era hora de ir para o café e quem sabe com um pouco de sorte, algo fora do comum lhe daria um motivo para escrever pelo menos umas duzentas ou trezentas palavras.

Não se via mais nenhum sinal de chuva pelas ruas de Holloway, mesmo que o céu ainda estivesse cinzento. Harry apressou o passo, carregando desajeitado o rascunho do capítulo treze que escrevera na mesa no restaurante italiano que almoçara. Sabia que era uma péssima ideia não ter levado o notebook consigo, mas a chuva era tanta que só de imaginar ter de comprar outro aparelho a sua carteira se encolhia ainda mais contra o seu bolso.

Ele subiu correndo os degraus para o terceiro andar, a fim de chegar a sua sala e aproveitar os minutos que restavam de seu almoço para digitar o que tinha escrito. Precisa confessar, tinha se esquecido do quão escrever a mão fazia com que as palavras fluíssem melhor.

Mas os planos foram completamente postos de lado assim que os olhos de Harry cruzaram os de Leon Wright sentado na pequena área de recepção do terceiro andar. Ele até pensou em ignorar o amigo, mas ele parecia estar ali justamente esperando por Harry.

– Não sabia que gostava de loiras, – Leon zombou. Sabia que os amigos fariam piadas infantis e ridículas sobre o que havia acontecido na noite anterior. – ela era bem bonita, você pegou o número dela?

Harry até pensou em algumas respostas, mas a verdade que nem sabia o que dizer. Tinha se proibido de pensar sobre o episódio da noite anterior, seja porque ele não suportava pensar que pusera suas mãos no corpo de outra mulher, mesmo que Sarah tenha o empurrado porta afora, ele não podia ignorar a história que construíram juntos, mas o pior dos casos era ter de admitir para si mesmo que gostara de ter tocado a garota do Café.

– Você não morreu, H. – Leon disse. – Só não está mais casado, isso não é o fim do mundo!

Harry apenas assentiu, concordando. Era melhor não contrariar ou toda a ladainha de sempre iria se repetir e ele não estava com saco para lidar com sermões de “como viver sua vida depois que sua mulher lhe dá um pé na bunda”. – Você está certo, cara! – Harry esforça-se para sorrir. – Se me der licença, tenho umas coisas pra fazer na minha sala!

– Certo. – Leon ajeita o próprio blazer e se levanta. – Você pode me fazer um favor?

– Até dois, é só dizer!

– Ligue para a garota do bar!

Harry balança a cabeça negativamente e caminha para sua sala. Era nítido que nenhum de seus amigos iriam desistir daquele assunto. Ele se jogou contra a cadeira atrás da mesa e se pôs a digitar tudo o que havia escrito mais cedo.

Juddy entregou o troco para a moça a sua frente e a agradeceu pela preferência. Deixou Becky limpando algumas mesas e aproveitou a calmaria momentânea e foi para a cozinha pegar mais alguns donuts para completar o balcão.

O’neal a ajudava a desenformar alguns e os colocar na bandeja. O cheiro da cobertura de creme de avelã estava deixando-a louca, era o seu sabor favorito. Assim que terminou, ela os trouxe para frente da loja, os posicionando junto aos outros.

O sino da porta vibrou, sinalizando um novo cliente. Juddy limpou sua mão no avental do Lane’s que usava e sorriu como de costume. Ela podia reconhecer o homem por detrás da roupa social escura e os mesmo olhos verdes.

– Um café, por favor! – Harry dissera-lhe, após a tentativa de um sorriso que não demonstrasse tamanho nervosismo. Encaminhando-se para a mesma mesa que havia sentado na primeira vez que estivera ali.

Juddy sacodiu o próprio corpo, tentando acordar a si mesma do transe que estava. Podia sentir as bochechas queimarem, a vontade que tinha era de se jogar dentro da máquina de café quente, para que não precisasse encará-lo. Não conseguia imaginar de onde tirara a ideia estupida de deixar que a noite anterior acontecesse daquela maneira, mas na hora ela mal pôde pensar sobre encontra-lo de novo.

Ela inspirou profunda e lentamente, colocando a xícara cheia sob a bandeja, ziguezagueou por entre algumas outras mesas até chegar à mesa em que ele estava sentado. – Com licença. – Ela pediu, deixando o café ao lado das folhas espalhadas em que ele escrevia sem parar.

Não houve tempo para checar qualquer reação por parte dele, Juddy quase correu para trás do balcão. Espaventando Becky do seu lugar no caixa. Ela se sentou e abriu novamente a pequena caderneta em que tentava elaborar o seu conto para a classe da Srta. Pettersen. Juddy tentou rabiscar algumas palavras, mas não tinha um motivo razoável para escrevê-las e a professora era conhecida por ser amante de bonitas palavras e ela não tinha nenhuma para lhe entregar, era um desastre.

Ela apoiou os cotovelos sob o caixa e perpassou os olhos pelo Café, o movimento era tranquilo até demais. Ela pressionou os lábios em uma linha reta e encarou o único cliente sentado a poucas mesas de distância. Observando a sua fome por escrever o que quer que estivesse em sua mente. Queria ter a coragem de ir até lá e o perguntar o que tanto escrevia e se poderia as escrever para a Srta. Pettersen também, mas não sabia se deveria, pois ela não tinha certeza se a outra noite era algum tipo de convite para que os dois compartilhassem algo ou se ela era apenas mais uma garota num bar. De qualquer maneira, era muito mais fácil ficar ali o observando.

Harry passou metade do tempo que esteve ali escrevendo e a outra metade encarando o reflexo da garota atrás do caixa na janela. Os olhos azuis tão ocupados encarando o caderninho a sua frente. Parecia tão normal observá-la quando perdia a inspiração, se sentia relaxado e pronto para outra enxurrada de palavras sempre que o fazia.

Por vezes, desde que chegou ali naquela tarde, ele desejou ter o que dizer para a garota, até mesmo escrevera em um guardanapo um bilhete, mas achara aquilo tão infantil que apenas o jogou fora, junto com outros rascunhos de seu livro.

Harry checou o horário mais uma vez, o novo agente literário que havia contratado para avaliar o seu livro estava mais do que atrasado. Ele até tinha prometido fazer algumas horas extras para que pudesse sair mais cedo do trabalho para encontrar o tal homem e ele estava mais do que atrasado.

Ele juntou suas coisas, um tanto irritado e buscou sua carteira dentro do bolso. Deu alguns passos até o caixa e observou a garota loira perdida na página em branco a sua frente. – Não se faz literatura com bons sentimentos. – Ele disse, chamando a atenção dela e a entregando a quantia que já estava acostumado a pagar pelo café. Os olhos azuis o encararam confuso, como de costume e ele balançou os ombros. – Eu li isso em algum livro... Não que eu ache isso, quero dizer... Não que eu também ache isso, enfim, espero ter ajudado!

Juddy encarou confusa ao homem do outro lado e pegou o dinheiro que lhe foi entregue. O viu virar as costas e não pôde evitar rir da sua confusa ajuda. – Obrigada, Harry! – Ela gritou, fazendo-o virar o rosto e sorrir para ela.

Harry saiu o mais rápido que pôde do Café, antes que ele tivesse a oportunidade de abrir a sua maldita boca e despejar palavras sem sentido para a garota atrás do caixa. Pelos céus, ele estava se comportando como um garoto idiota de treze anos.

Juddy segurou a caneta contra a folha outra vez e comprimiu os lábios, deixando as mãos fazerem o seu trabalho.

Alguém um dia me disse que não se faz literatura com bons sentimentos, bem... Talvez tenha sido essa pessoa a autora dessa frase tão sem sentindo, mas tal fato não me admira ou espanta... Aquele homem não parece não parece ser tão inteligente emocionalmente o bastante para perceber que se existe algum tipo de magia neste mundo, deve estar escondido na tentativa de entender alguém. Eu sei, é quase impossível ter sucesso, mas... Quem se importa realmente? A resposta deve estar na tentativa de fazê-lo.

Ela não tinha as três páginas exigidas, mas aquele parecia um bom começo.

Juddy escutou as risadinhas de Becky atrás de si, ela olhou para a colega de trabalho. – O que foi? – Questionou.

Odiava que rissem dela.

– Você deveria o chamar pra sair! – Becky dissera-lhe. Ajudando Juddy a levantar as lixeiras no canto oposto do Café.

– Do que você está falando? – Juddy ergueu ambas as sobrancelhas pra Becky, temendo pela resposta.

– O bonitão que vem sempre aqui e fica tomando café e olhando pra você pela janela. – Becky explica. Indicando com a mão a mesa que Harry se sentou.

–Oh! – Juddy exclama. – Harry, ele... É, ele... Enfim, é só um cara comprando café. Acho meio inconveniente!

E não era apenas aquilo que ela achava inconveniente, se fosse para ser bem sincera. Não diria que o que aconteceu em Brixton fora um erro, só era estranho ter ele por ali depois do que aconteceu.

– Inconveniente é os dois ficarem se procurando o tempo todo e nenhum dos dois falarem nada, – Becky cruza os braços. – sério você deveria o chamar pra sair ou pegar o número dele, é só um conselho!

Juddy nega com a cabeça, era só o que lhe faltava, Becky ficar bisbilhotando sobre o que ela deveria ou não fazer.


Notas Finais


ಇ Espero que possam compreender essa autora meio sem noção que vos fala e caso queiram deixar vossas opiniões, já sabem: vou amar lê-las e bater um papo com vocês!

ಇ Relevem qualquer erro de gramática, sempre tem uma coisa ou outra que escapa na hora da correção

xx,
Clev.


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