História Scars - Capítulo 6


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Palavras 1.161
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Famí­lia, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 6 - .Capítulo 06;


Fanfic / Fanfiction Scars - Capítulo 6 - .Capítulo 06;

❝Capítulo 06❞

Harry empurrou a porta com os ombros após entrar com os braços abarrotados com sacolas do supermercado. Ele caminhou direto para a cozinha, deixando as sacolas sob a pia.

Ele suspirou um tanto derrotado ao ver a bagunça espalhada por todo o pequeno apartamento. Ele buscou o celular no bolso de seu paletó e checou se haviam novas mensagens do tal agente literário que havia o deixado plantado no Café.

Harry rolou os olhos e retirou o paletó, desabotoou a camisa até se sentir confortável e ergueu as mangas até os cotovelos. Ele desempacotou uma das sacolas, guardando cada coisa em seu lugar no armário acima da pia.

Deixou somente alguns produtos de limpeza sob a pia e caminhou para o quarto. Harry desabotoou a calça social e jogou em um canto próximo a porta, puxou os lençóis de seu colchão e os arremessou junto à calça. Juntou os sapatos espalhados pelo quarto e os empilhou ao lado da parede oposta do quarto.

Ele esticou o colchão e o apoiou junto à mesma parede. Harry deixou o quarto e foi para a sala e observou a enorme pilha de roupas sob o sofá, era de admirar que ainda tivesse roupas limpas para ir trabalhar. A pilha parecia encará-lo de volta e ele apenas suspirou entediado.

Ele buscou na cozinha um dos sacos de papel que trouxera as compras e começou a enfiar as roupas sujas, as separando por cor.

Após terminar de encher quatro sacolas de roupas suadas, ele varreu todo o apartamento e lavou o banheiro. Harry se jogou no sofá pela primeira vez desde que se mudara para ali. Ele esticou os pés sob o braço esquerdo do sofá e observou a pequena estante vazia a sua frente.

Por Deus, aquele lugar era tão sem graça e vazio. Não havia cor, objetos bregas e estranhos de decoração e o homem deitado sob o sofá não contava, ele sabia muito bem disso.

Harry riu sozinho, aquele apartamento parecia sua versão real e palpável de sua nada brilhante vida. Ele fechou os olhos por uns segundos, escutando o ruído da música que a vizinha de cima insistia em escutar.

Ele conhecia muito bem a letra da canção dos Beatles, seus pés se balançavam ao ritmo de Strawberry Fields Forever. Os olhos ainda estavam fechados, em uma falha tentativa de cessar o cansaço preso a seu corpo.

Harry esticou a mão até a mesinha de centro e agarrou o celular que vibrava incansavelmente, leu o nome de Leon e o bloqueou novamente. No fundo ele sabia que se atendesse a ligação, ele seria obrigado a ir jantar na casa dos Wright e tolerar algum encontro arranjado que Elizabeth e Leon haviam tramado.

Ele tirou a camisa social que usara o dia todo e a jogou sob o braço do sofá, quebrando a promessa de não refazer aquela maldita pilha de roupas sujas novamente.

Harry passou a mão pelo cabelo, os ajeitando atrás da orelha. Ele se levantou e caminhou até a geladeira. Um sorriso se formou em seus lábios assim que sua mão puxou a garrafa de cerveja presa à porta.

Ele levou a garrafa até o balcão da pia e improvisou um jeito de remover a tampa. Harry balançou os ombros e recostou o corpo contra a pia, sorvendo o liquido amarelado da garrafa.

Harry pegou mais algumas garrafas e as levou para a mesa no canto da cozinha, colocando-as frente a cadeira que se sentou. Ele empurrou uma garrafa para a cadeira vazia, dando a entender que ele não beberia sozinho, mesmo que tivesse que se sentar na outra cadeira também.

Ele terminou a segunda garrafa e riu sozinho, ao encarar a cadeira vazia com a garrafa a sua frente, por Deus, aquilo era patético demais até para ele.

Harry puxou a garrafa para o meio da mesa, para junto das outras e as encarou. O que mais queria fazer naquele momento era rir da sua situação ridícula, mas – de certo modo – tinha medo de que aquilo não terminaria bem.

Seus dedos pareciam ocupados em tamborilar sob a mesa no ritmo de alguma outra musica dos Beatles que a vizinha escutava.

Ele pressionou os lábios em uma linha e varreu o apartamento com os olhos. Ele estava tão sozinho quanto pudera pensar estar de fato.

Ele sabia que era como se sentir prisioneiro de si mesmo, mas era diferente sentir medo disso, era algo completamente diferente, como se isso estivesse em sua mente... Era bem pior do que medo, pois mesmo que não precisasse se sentir sozinho, ele se sentia.

Era assustador e por mais que ele soubesse que poderia ligar para Leon ou até mesmo pra Jake que estava do outro lado do mundo, era como se não houvesse ninguém com quem ele pudesse realmente falar sobre.

E parecia que por mais que houvesse o que fazer para mudar isso, não parecia haver um modo de melhorar as coisas. E quem dera poder dizer ou assumir que era tudo culpa de Sarah e do divórcio, como Leon costumava gritar pelos quatro cantos de sua casa, mas isso, o que quer que fosse, estava ali muito antes e era amedrontador de se pensar.

Harry empurrou as garrafas já vazias para o centro da mesa e balançou a cabeça negativamente. Ele deslizou a mão pelo cabelo, o bagunçando, se levantou e apagou as luzes, se jogando no sofá mais uma vez, talvez ali fosse mais confortável que o colchão jogado no chão no canto do quarto.

Ele acordou um pouco antes do despertador tocar e tivera vontade de se bater por isso. Harry espreguiçou o corpo contra o sofá e se levantou indo direto para o banheiro.

Precisava de um banho quente para relaxar o corpo, não tinha sido uma boa ideia dormir no sofá, talvez ele sirva só como um cesto de roupas sujas.

Ele vestiu as roupas sociais de sempre e juntou suas coisas. Tinha uns bons minutos para um café com torradas.

Ele ligou a cafeteira, a colocando para trabalhar enquanto ele se ocupava em retirar as garrafas vazias da mesa, as descartando no lixo.

Harry ligou a torradeira e colocou duas fatias de pão. Ele abaixou o pino e ficou encarando as laterais da torradeira se acender contra as fatias.

A cafeteira apitou e ele se serviu uma xícara. Harry observou mais um pouco as torradas, até se assustar com o pulo que elas deram assim que o pino destravou. Ele as colocou em um prato e as levou para a mesa e se sentou para comer.

Harry terminou o café e juntou suas coisas, saindo de casa um pouco mais cedo do que o costume. Ele arremessou as coisas de qualquer jeito no banco do carona e ligou o som.

Ele acompanhava a letra de Listen To Your Friends enquanto cruzava a Holloway Road, não diria que estava com um bom humor, mas tudo estava tão normal quanto poderia e aquilo parecia bom.


Notas Finais


ಇ Espero que possam compreender essa autora meio sem noção que vos fala e caso queiram deixar vossas opiniões, já sabem: vou amar lê-las e bater um papo com vocês!

ಇ Relevem qualquer erro de gramática, sempre tem uma coisa ou outra que escapa na hora da correção

xx,
Clev.


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