História Scars - Capítulo 7


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Palavras 2.027
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Famí­lia, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 7 - .Capítulo 07;


Fanfic / Fanfiction Scars - Capítulo 7 - .Capítulo 07;

❝Capítulo 07❞

Juddy juntou suas coisas de qualquer jeito dentro da mochila e deixou o prédio branco em que tinha aula com o Sr. Marshall. Ela acenou para Nikki e algumas garotas da turma e continuou o seu caminho para o pronto de ônibus.

Ela entrou no primeiro ônibus que pudesse deixa-la perto do Café. Juddy empurrou as portas principais do Café e sorriu ao ver Becky atrás do balcão limpando algumas bandejas. Ela apoiou os braços sob a superfície de vidro e pigarreou chamando a atenção de Becky. – Não está um lindo dia, B?! – Ela sorriu.

Becky espremeu os olhos, deixou o pano de prato sob as bandejas. – Você de bom humor? Tem algo de muito errado acontecendo.

– Talvez seja o sol lá fora, – Juddy brincou. – ou a sua amiga aqui tenha tirado nota máxima no trabalho da malvada Srta. Pettersen.

– Oh, céus... E eu achando que finalmente você encontrou um cara que não te ache tão chata. – Becky torceu os lábios.

Juddy rolou os olhos, balançou a cabeça negativamente e caminhou para a sala dos funcionários. Ela deixou a mochila cair sob o banco em frente ao armário dos funcionários e retirou o uniforme lá de dentro. O vestiu e empurrou a mochila contra o armário, trancando-a lá dentro.

Ela pausou a playlist que fizera só com músicas do Semisonic, enrolou o fone no celular, guardando-os no bolso traseiro de sua calça e se dirigiu para a cozinha do Café, em busca de um sanduíche para o almoço.

Juddy abriu a geladeira no canto da enorme cozinha e pegou um dos sanduíches naturais que foram preparados pela manhã. Ela escorou o corpo contra a porta da mesma e observou O’neal que preparava a massa de alguma receita de bolo inglês.

Ela deu uma mordida no sanduíche de frango com ricota enquanto escutava a música que saía do pequeno rádio que ele tinha na cozinha. – Essa música ficaria ótima na minha playlist, de quem é? – Juddy perguntou. Chamando a atenção de O’neal no outro lado da cozinha.

– Eu não faço a mínima ideia, é um cd de umas das minhas netas. – O’neal respondeu.

– Você tem uma neta com um gosto musical bem legal. – Juddy sorriu. Ela terminou o sanduíche e deixou que O’neal terminasse seu trabalho na cozinha e foi atrás de Becky.

Harry conferiu pela terceira vez o relatório que tinha escrito sobre o livro a sua frente. Ele apertou o grampeador sobre as páginas e anexou suas três folhas junto a capa. Aquele livro com certeza valia uma boa publicação.

Ele juntou o exemplar encadernado com outros dois, os colocou embaixo do braço e caminhou para a mesa de Normani na pequena recepção. – Você pode deixar esses aqui com a Rachel. – ele disse, entregando os exemplares. – O Leon ainda está por aqui?

– Pode deixar, Sr. Dawson, – ela lhe respondeu. – Sim, ele acabou de chegar!

 – Obrigada!

Harry acenou rapidamente e seguiu caminho até a sala de Leon, no final do corredor. Ele bateu uma vez sob a porta e esperou pela voz de Leon o autorizando a entrar.

– Eu não sei por que você ainda insiste em bater na porta! – Leon diz, terminando de assinar alguns papéis.

– É só uma questão de educação... – Harry responde, enfiando as mãos no bolso. – Você está ocupado?

– Não muito. Posso ajudar em algo?

– Talvez, quer ir tomar um café?

– Você vai pagar? – Leon ergueu uma de suas sobrancelhas.

– Se você for eu posso até pensar na ideia. – Harry brincou.

– Eu espero que você faça isso, pois a Liza inventou de tentarmos ter um bebê e você sabe como crianças são uma máquina de arrancar grana.

– E eu aposto que a Liza não faz a mínima ideia da sua opinião sobre isso. – Ele ri.

– Absolutamente não. – Leon diz. Ele se levanta e puxa o paletó estendido sob o espaldar da cadeira.

Juddy observa Becky fazer algumas caretas enquanto atende um cliente em uma mesa ao lado de fora do café e tudo que ela consegue fazer no momento é se impedir de rir.

Ela mantém ambas as mãos sob a boca enquanto Becky faz seu caminho de volta para o balcão. Ela balança os ombros e Juddy respira normalmente outra vez. – O que houve com o homem dos seus sonhos sentado lá fora?

– Bem, – Becky suspira. – aparentemente eu não faço o tipo dele!

– Então o azar é todo dele!

– Ele é gay, Judds! – Ela diz, a voz um tanto afetada.

– Ah, é uma pena, eu acho. – Juddy responde.

– Não se lamente, tem muitos homens por aí que ficarão doidos por mim! – Ela ri.

Juddy apenas concorda balançando a cabeça. Era incrível como Becky nunca se abalava com nada, estava sempre procurando um aspecto positivo em qualquer situação que se metia.

– Judds, – Becky sussurrou. – Bonitão entrando...

Juddy franziu o cenho para ela, não entendendo o que estava acontecendo. Becky apontou discretamente para a mesma mesa do dia anterior e piscou para ela.

Ela até tentou fazer com que Becky fosse até a mesa onde ele se sentou com um homem, mas a amiga parecia decidida em obrigá-la a ir em seu lugar, alegando que precisava urgentemente usar o banheiro.

Juddy rolou os olhos e apanhou o bloco de notas e caneta de sua mão, deixando o balcão e indo para a mesa onde Harry estava.

– Boa tarde, – ela disse. – posso ajuda-los?

– Ah, ei. – ele respondeu. – eu quero um expresso sem açúcar, por favor, e você Leon?

Ela anotou o pedido de Harry e voltou sua atenção para o loiro sentado na cadeira de frente para Harry, mas o homem parecia embasbacado com algo, como se estivesse em um transe, fazendo-o ficar encarando-a como um completo doido.

– Pode trazer o mesmo pra ele também, – Harry disse, olhando estranho para o amigo. – eu acho...

Ela balançou os ombros e voltou para trás do balcão para preparar as bebidas para os dois clientes.

Harry deu um leve empurrão no ombro de Leon e arqueou uma das sobrancelhas, questionando em silêncio que loucura era aquela.

– Seu filho da mãe, – Leon riu. – é a garota do bar, agora entendi porque você vive metido nesse Café!

– Uma coisa não tem nada a ver com a outra. – Respondeu.

– Harry, seu danadinho – Leon brincou. – e eu e Liza preocupados com você. Qual o nome da garota? Santa merda, ela é muito gostosa!

Harry ergueu as mãos ao ar e olhou feio para o amigo, tentando entender a necessidade daquele estardalhaço todo. – Você só pode ter problema mental. – Ele constatou.

– O nome da garota, Harry, me diga!

– Eu não sei. – Ele disse. Não queria mentir para o amigo, mas sabia que as coisas poderiam fugir do seu controle caso dissesse, era até capaz de Leon já chegar convidando a garota para um jantar de casais em sua casa.

– Ah, vamos resolver isso assim que ela trouxer nosso pedido. – Ele esfregou as mãos umas nas outras.

Harry somente suspirou entediado, que ideia idiota fora aquela de trazer Leon consigo. – Eu não trouxe você aqui pra isso, preciso de um favor na verdade!

– Diga.

– Eu não queria ter que te pedir isso, sei que é meio chato, mas preciso saber se a Editora se interessa em publicar o meu romance, o que você acha?

– Você pode deixar uma impressão com a Rachel ou com o Daniel, se um deles aprovar, então, ficaremos bem felizes de publicar! – Leon respondeu.

– Obrigado, cara!

Juddy colocou as xícaras sob a bandeja e as levou para a mesa dos rapazes. Ela entregou primeiro a Harry e depois depositou a xicara próximo ao loiro.

– Ei, – o loiro disse. – posso saber o seu nome?

Juddy intercalou o olhar entre Harry e o loiro alguns pares de vezes, antes de rir. – Você pode me chamar de Juddy.

– Como vou saber que não está mentindo?! – Ele arqueou uma de suas sobrancelhas.

– Ela não está. – Harry respondeu tão baixo que ela não teve certeza se ele realmente o fez.

– Você disse que não sabia o nome dela! – Ele exclamou desconfiado.

– Mas eu sei, satisfeito?! – Harry respondeu. Ele parecia um tanto incomodado e de certa forma, ela se sentia bem com aquilo, era engraçado vê-lo fora do eixo.

Juddy deixou os dois discutindo sozinhos e voltou para o seu lugar de sempre atrás do caixa. Ela abriu novamente o exemplar de bolso do livro que estava lendo para a classe do Sr. Beaumont, retirou as três folhas amassadas do conto que escreveu para a aula da Srta. Pettersen e que estava usando como marcador de páginas, deixando os papéis dobrados ao lado do livro e voltou a sua leitura.

Harry esperou Leon terminar de tomar o seu café enquanto contava algo sobre uma prima ou tia de Elizabeth que ele achava ser o tipo dele e então, se levantou para pagar a conta.

Ele pigarreou para chamar a atenção de Juddy que marcava levemente a lápis uma passagem do livro que lia.

– Ei, – ela disse. – eu tenho algo pra você!

– Não é uma edição especial de Jane Austen né?! Por favor, me diga que não! – Ele zombou.

– Meu Deus, você é um chato! – Ela empurrou os papéis para ele.

– O que é isso? – Ele questionou.

– É sobre aquilo que você falou outro dia, espero que goste de um ponto de vista diferente, Harry. – Ela pronunciou o nome dele, fazendo com que ele a encarasse de uma maneira engraçada e desconfiado.

Harry lhe entregou a quantia pelo café e pegou os papéis. Os enfiou em seu bolso e seguiu de volta para a Editora. Ele tateou os bolsos em busca de seu maço de cigarros e acabou por puxar os papeis juntos. Harry acendeu um cigarro e o tragou, enquanto a outra mão desdobrava desleixadamente os papeis. Ele leu com atenção o titulo “Literatura: falta de bons sentimentos + café amargo”.

Ele tivera vontade de rir ao ler aquilo, tinha até medo de começar a ler e cair em mais um daqueles pesadelos literários, mas ele se forçou a descer mais os olhos pela pagina após identificar a nota máxima no canto superior.

Seus lábios se uniram em uma perfeita linha reta quando os olhos alcançaram o último paragrafo, não tinha o seu nome explicito ali, mas ele sabia que as palavras afiadas eram diretas a ele, principalmente após ela refutar sua frase ingênua sobre não se fazer literatura com bons sentimentos, afirmando que ele claramente não provia de nenhuma inteligência emocional e talvez isso se devesse ao fato de que ele não compreendia algo sobre pessoas precisarem de pessoas e ele com toda certeza não conhecia muitas e entre parentes estava a pior delas:

(ele definitivamente mal conhece a si mesmo, como poderia eu exigir que ele compreenda alguma outra?).

Harry dobrou as três páginas novamente e as encarou a calçada a sua frente. Ele passou a mão sob o queixo e coçou levemente a região. Ele cravou os dentes em seu lábio inferior e inspirou fundo, enfiando os papéis mais uma vez em seu bolso.

Maldita seja, ele pensou.

– Vá pro inferno com essa sua história de não se envolver com ninguém, você realmente deveria a chamar pra sair! – Leon chamou sua atenção.

Harry voltou seus olhos para ele e balançou os ombros, deixando uma risada sem graça escapulir. – Eu não sou o tipo dela, cara. – disse. – talvez eu não tenha inteligência emocional o suficiente!

Leon o encarou confuso e ele apenas ignorou, com os pensamentos ainda na loura atrás daquele caixa. Não sabia muitas coisas sobre ela, talvez soubesse que ela dançava com estranhos em bares depois de beber muitos drinks em um dos bares da cidade e até compreendia um pouco sobre o fascínio dela por Jane Austen, era só olhar bem para ela: era como se ttivesse saído das páginas de algum romance clássico.

Harry riu para si mesmo e continuou a acompanhar o amigo. Estava quase convencido de voltar até o café, e lhe dizer que ele não era nada como aquela pessoa que ela descreveu ser e quem sabe, ainda lhe dizer algo sobre ela lhe dar uma chance então de conhecer alguma outra pessoa que não ele mesmo, mas a ideia parecia absurda demais.

Então ele apenas continuou a caminhar em silêncio de volta a Editora.

 


Notas Finais


ಇ Espero que possam compreender essa autora meio sem noção que vos fala e caso queiram deixar vossas opiniões, já sabem: vou amar lê-las e bater um papo com vocês!

ಇ Relevem qualquer erro de gramática, sempre tem uma coisa ou outra que escapa na hora da correção

xx,
Clev.


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