História Scars - Capítulo 9


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Palavras 2.158
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Famí­lia, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 9 - .Capítulo 09;


Fanfic / Fanfiction Scars - Capítulo 9 - .Capítulo 09;

❝Capítulo 09❞

Nem mesmo Juddy sabia o motivo pelo qual se sentia ansiosa de alguma forma após ter mandado a mensagem, tão animada com aquilo. Nem mesmo conhecia Harry ou tinha uma opinião completa sobre ele, apesar de que já tivesse uma pequena ideia do que ela realmente pensava sobre.

Ela continuou a escrever até finalizar a sua conclusão. Ela fez algumas alterações na gramática e por fim, enviou uma via por e-mail o documento para o orientador. Desligou o notebook e caminhou com o celular para a cama.

O despertador tocou as nove em ponto. Ela se remexeu mais um pouco debaixo do cobertor e por fim, se levantou. Tomou uma ducha e lavou os cabelos. Fez sua higiene pessoal e voltou para o quarto.

Finalmente, a quinta-feira. Como em toda semana um funcionário do Lane’s Café recebia sua folga, em especial na quinta. E naquela semana, era a vez de Juddy.

George Pratt havia lhe enviado uma mensagem na noite anterior. Estaria de volta a cidade e gostaria de ver Juddy em Hampstead Lane novamente para o almoço da família.

Não havia muito que Juddy poderia fazer sobre, tinha plena consciência de que os dias que o pai passava na capital eram os mais raros. George era o seu Pratt favorito. Não pela veracidade da semelhança entre eles, mas ela tinha plena consciência que esta transcendia ao mesmo gosto musical, os olhos azuis e a irritante mania que tinham de se manterem calmos durante situações peculiares.

Elouise, a sua mãe, costumava cochichar com as amigas durante os chás que promovia no enorme jardim da mansão Pratt, que Juddy era uma espécie de carma. De tanto que ela criticara George por suas manias – um tanto – insuportáveis, o universo conspirara para que Juddy viesse dotada da gênese defeituosa de George.

Isso, de fato, não a incomodava. Achava engraçado, até. A mãe podia ter todos os defeitos e qualidades que de quando em quando Juddy não entendia, mas sabia que ela as tinha.

Juddy sentou-se de toalha sob a cama e observou o guarda roupas aberto. Buscando alguma peça que atenderia o mínimo padrão de Hampstead Lane. Um grunhido frustrado escapou de sua garganta, tudo que tinha eram pares e mais pares de jeans e camisetas de bandas.

Ela se levantou e vasculhou com as próprias mãos pelo guarda roupas, até encontrar o pequeno e amassado vestido mostarda-e-branco listrado. Mas, não era nada que um ferro bem quente não transformasse em uma peça nova e delicada.

Por breves minutos Juddy discutiu com o próprio subconsciente se deveria perder tempo com maquiagem. Vencida pelas lembranças da voz esganiçada de Elouise e Freya, ela buscou em sua gaveta o pequeno estojo, quase nunca usado.

Não havia feito nada demais, até porque não era mestre nestas artes. Ela agarrou um cardigã, sua bolsa e um par de saltos foram calçados. Pronto, estava vestida quase como uma Pratt.

O aperto em seu coração talvez não fosse pela chuva fina que lavava toda Londres, mas pela enorme vontade que tinha de ir até o Lane’s checar como estavam as coisas. Porém, queria provar a si mesma que não havia se tornado uma viciada em trabalho. O melhor a se fazer, claramente, era ir direto para a casa dos pais.

Juddy apreciava em demasiado as linhas do metrô londrino, sempre se sentia como uma criança, apreciando a cidade passar como um borrão pelas janelas. Elaesceu na estação mais próxima e tomou um taxi para chegar à residência dos Pratt.

Não demorou muito para seu cérebro trabalhasse contra ela mesma, bombardeando-a com suas memórias de uma infância magnifica no jardim da enorme mansão. Os raros dias de sol, em que podia levar uma toalha para fora e ler seus clássicos a companhia dos raios de ensolarados.

Juddy empurrou e deslizou a porta o suficiente para que pudesse entrar. O cheiro amadeirado ainda lhe era familiar aos sentidos, mas tinha de reconhecer a reforma feita. Os móveis eram completamente diferentes, já até podia prever Elouise tomando-lhe um tempo durante o almoço para contar como passara meses escolhendo a mobília.

Andy e George estavam sentados à sala principal. Ambos trajavam as camisas vermelhas de seu time do coração. O pai desviou os olhos da enorme tela que transmitia o jogo de futebol e sorriu para Juddy. Estendendo-lhe a mão. Ela era mais alguns passos e o homem grisalho se levantou, esquecendo a comemoração do gol recém-convertido para enlaçar o pequeno corpo da filha.

Juddy apoiou a cabeça no ombro dele e prendeu sua respiração o máximo que pôde, sentindo a garganta arder pela vontade repentina de chorar. Sentira saudades de George.

– Hey Jude... – George cantarolou baixo aos ouvidos de Juddy. – Senti sua falta, borboletinha!

Um sorriso se formou aos lábios finos de Juddy, ao escutar o apelido. – Eu também senti saudades, papai.

George apartou o contato e voltou a se sentar, empurrando algumas das almofadas para que Juddy se sentasse junto deles. – Estamos ganhando? – Ela perguntou.

– Dois milagres em um único dia? – Andy esticou o corpo para fora do sofá para irritá-la. – Acho que já é demais para o universo lidar com você vindo passar um tempo em casa.

Juddy rolou os olhos em direção ao cunhado. Já estava mais do que acostumada com o senso de humor nada convencional do homem. Talvez seja pela carreira política de Andy que o havia tornado assim. A camisa do time dessa vez tomara o lugar das camisas sociais de enésimas cores, usadas sempre para dentro da calça social. O cabelo também tinha um corte diferente do que usava na última vez que o vira, mas o gel ainda era uma marca registrada de Andy Carroll.

– O mesmo humor pobre americano, doutchebag?! – Juddy o alfinetou. Usando uma das gírias americanas que Andy usava constantemente ao se referir aos jogadores do time oposto.

Saltos podiam ser ouvidos através do eco no mármore do assoalho. Não só um par, mas dois deles. Juddy respirara fundo, sabia o que estava por vir.

– Se eu não tivesse certeza que seu pai é homem, podia jurar que ele é quem te pôs ao mundo! – Elouise permaneceu de braços cruzados frente à tevê, arrancando protestos de Andy e George.

– Oi mamãe. – Juddy não precisou se aproximar muito, os braços de Elouise foram mais rápidos, puxando-a para si.

– Oh céus, olhe para você, menina – Elouise tinha as mãos quase que esmagando o rosto de Juddy entre as mãos. – não vai parar de crescer?!

Juddy riu da observação da mãe. Fechou os olhos mais uma vez, sorvendo a vontade que tinha de chorar. Droga. Sentia falta da família Pratt reunida sob o mesmo teto. Quase gostaria de voltar atrás de sua decisão e pegar suas coisas e voltar para o antigo quarto no segundo andar da enorme mansão.

Mas era tarde... Tarde demais para não ser a Juddy Pratt que gostaria e precisava ser.

Não passava de mais das seis da tarde quando Juddy desembarcou na estação de metrô de Holloway, de volta a sua realidade preferida. Decidira não tomar o taxi para casa, mas sim caminhar até o Lane’s. Uma espiadinha no final do dia não mataria a ninguém, certo?!

Harry passara o dia atarefado, era o prazo final para a entrega das críticas dos livros que a editora tinha como candidatos para publicação. Não tivera nem tempo para almoçar, tinha de entregar o material ou sua cabeça iria rolar avenida abaixo. Deixou a pasta de documentos com Normani, para que ela entregasse o material durante a reunião da comissão de publicação da Editora. Ele vestiu o paletó, jogou o notebook e o resto de suas coisas de qualquer jeito dentro da bolsa e saiu do escritório o mais rápido que pôde. Estava morrendo de fome.

Checou o horário em seu relógio digital e suspirou. Precisava tomar uma decisão, pois, em meia hora seria tarde demais para se conseguir um bom lugar no seu restaurante italiano favorito.

Mas parecia que seu estômago o iria devorar por dentro antes mesmo que ele pudesse cruzar o Tâmisa para chegar ao restaurante. Harry grunhiu e fez o caminho contrário do que deveria fazer. Direto para o mesmo café de todos os outros dias.

Dessa vez ele não tivera nem tempo de ir para sua mesa favorita. Apenas se dirigiu para o balcão. – Um café preto e um bolinho destes, por favor! – ele pontou para os bolinhos recheados de um creme, logo abaixo.

A barista, se bem lembrava o seu nome era Becky ou algo parecido, o serviu. Harry mordeu o bolinho com extrema urgência, pouco se importando com a sujeira que o creme fazia em sua barba por fazer. Sorveu um gole do café que havia sido colocado a sua frente. Um suspiro de alivio escorreu por entre os lábios. Podia jurar que se sentia mais leve.

Deus, comer era realmente uma das melhores coisas.

Juddy terminou de anotar tudo que O’neal havia listado para as compras do mês. Guardou a nota em sua bolsa e voltou para frente da loja, para ver se Becky precisava de ajuda. Os olhos se esbugalharam momentaneamente e por algum motivo, sentiu as bochechas queimarem.

Lá estava ele. A barba por fazer, ele parecia quase desesperado por um último pedaço do bolinho que comia. Juddy confirmou com a cabeça que havia entendido a mimica de Becky, sinalizando que iria ao banheiro.

Juddy se arrastou para trás do balcão, parte dela quase a estava obrigando a questionar-lhe o porquê havia lido a mensagem e não respondido e a segunda, bom, apenas concordava com a primeira.

Harry terminou de comer. Separou em sua carteira o cartão e foi para o caixa. Os olhos pareciam ter visto algo, um tanto peculiar. Ela estava lá. Os cabelos louros, o oceano azul sem rumo o encarando. Harry estendeu a mão direita ao ar e a balançou, cumprimentando-a.

Ela mordeu o interior da bochecha, tentando reprimir a vontade de rir do homem a sua frente. Juddy balançou a cabeça negativamente para si mesma e estendeu a mão em direção ao rosto de Harry.

O polegar deslizou delicadamente pela região dos lábios de Harry, os contornando. Juddy balançou os ombros e mostrou-lhe o dedo. – Estava sujo de chocolate. – Ela explica-lhe.

Se fosse possível cavar uma cratera com as próprias mãos, Harry com toda certeza o teria feito. Era uma situação um tanto embaraçosa. – Obrigado, eu acho! – Disse.

Juddy dera-lhe um sorriso tímido e pegou o cartão que ele havia empurrado para ela. Era incrível como ele parecia ter o dom de sempre os colocar naquele tipo de situação. Primeiro aconteceu quando ele apareceu todo rabugento no café, depois quando se esbarraram no Trinity e ela tentou ser uma pessoa legal e no outro dia ele agiu como um completo doido com palavras sem sentindo, mas não que ela tampouco desejava que ele a tratasse como uma velha amiga, de qualquer modo, ela balançou os cabelos para trás dos ombros e por fim, encerrou sua enorme curiosidade. – Eu lhe mandei uma mensagem ontem.

– O quê?! – Harry ergueu ambas as sobrancelhas. Coisa que havia se tornado um costume.

Juddy buscou o celular em sua bolsa e o colocou sobre o balcão. – O seu número, Becky me entregou o cartão e eu achei que seria legal dizer um “oi” ou coisa do tipo, mas você não fez mais do que ler a mensagem.

– Eu sinto muito, mas eu não sei do que você está falando. – Harry fora sincero. Não sabia, até por que em seu celular não havia nenhuma notificação.

Juddy desbloqueou o aparelho celular e buscou a conversa, empurrou o aparelho em direção a Harry. As sobrancelhas dele novamente se irrogaram, pois era como estar em déjà vu, aonde mensagens também nunca chegaram para ele.

– Eu realmente não sei o que aconteceu, – Harry explicou. – isso já aconteceu com meu telefone antes. Dê-me o seu telefone, então.

Harry lhe deu o seu celular e Juddy digitou os números e o devolveu. Ele pareceu imerso em seu próprio telefone por uns segundos.

O celular vibrou em sua mão, a tela se iluminou e ela viu seu nome lá.

Harry.

“Desculpe-me pelo mal entendido, deve ser a minha falta de inteligência emocional, você sabe como é... Saia comigo hoje e eu juro que vou recompensá-la por isso.”

Harry a observou, um tanto curioso com o que ela acharia da mensagem, nem mesmo ele podia acreditar que havia escrito aquilo. Por Deus, ele era um homem com vinte e oito anos e ainda não sabia como falar direito com uma garota.

Juddy leu mais uma vez a mensagem e encarou Harry. As covinhas que vira no pub noites atrás estavam ali novamente. – Diga que sim! – Ele juntou as palmas das mãos uma nas outras e as balançou ao ar.

– Realmente acho que você me deve isto! – Ela brinca. A enorme mão recheada de anéis se estende sob o balcão, Juddy a cobre com a sua. O encontro de ambas é demasiado engraçado e disfuncional, mas potencialmente agradável.


Notas Finais


ಇ Espero que possam compreender essa autora meio sem noção que vos fala e caso queiram deixar vossas opiniões, já sabem: vou amar lê-las e bater um papo com vocês!

ಇ Relevem qualquer erro de gramática, sempre tem uma coisa ou outra que escapa na hora da correção

xx,
Clev.


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