História Scars - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Eldarya
Personagens Ezarel, Jamon, Keroshane, Leiftan, Miiko, Nevra, Personagens Originais, Valkyon
Visualizações 191
Palavras 3.605
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


~Brota~ Olá o/// eu não morri ! E nem abandonei a fic ^.^
O atraso do cap. se deu por causa de uns....imprevistos:
Semana de provas bimestrais;
Teclado do PC quebrou no meio do cap.;
Meu celular tinha ido pro concerto e só voltou hj, por isso não continuei o cap. pelo celular.

Mas bom...aqui está :'v espero que gostem s2

Capítulo 3 - Heavy Duty Training


Fanfic / Fanfiction Scars - Capítulo 3 - Heavy Duty Training

[...]

 

Eu estava sentada na biblioteca, juntamente com Kero, um rapaz unicórnio muito educado que até agora tinha tido a paciência de me explicar de forma resumida como funcionava o QG, as guardas, seu líderes e suas funções.

 

Após os outros terem conseguido, depois de um tempão, me convencer de que na minha família existia alguém com sangue faery e ele passou para mim, de forma hereditária, me levaram ao Kero que me explicou tudo e que agora estava tentando ver em que guarda eu me sairia melhor por meio de um questionário, que admito, estou respondendo aleatoriamente, não presto atenção nas perguntas ou qualquer coisa do tipo. Minha cabeça está repassando imagens de todos os meus familiares, tentando descobrir quem podia ter sangue faery.

 

— Pronto Katya, já tenho o resultado. — Kero anunciou tirando-me de meus devaneios.

 

—Hã? Ah...sim, então...em que guarda fiquei? — Perguntei me situando.

 

— Na Sombra, guarda do Nevra. Ah eu também gostaria de pedir a você....

 

Nesse momento minha barriga roncou quase igual a um leão, interrompendo o Kero. Imediatamente senti meu rosto esquentar rapidamente e de repente os meus tênis destruídos após a queda da ladeira me pareceram bem interessantes.

 

Me esqueci que não comi nada a quase 3 dias, estou faminta.

 

Quando ela parou finalmente de roncar, o que me pareceu uma eternidade, apesar de que, não deve ter levado tanto tempo assim, fiquei parada tentando abrir um buraco no chão com a força da mente e me jogar dentro. Infelizmente não funcionou.

 

— Hey... — Kero colocou o pegar no meu queixo e o ergueu, revelando o tom escarlate em meu rosto. Já ele, possuía um sorriso simpático no rosto. — Você ficou desacordada 24h e desde que acordou não comeu nada, é normal a barriga se revoltar hehe, olhe eu vou te levar ao refeitório para você comer alguma coisa, e enquanto você come eu vou entregar uns papéis ao Nevra, okay? Porque você vai precisar de um quarto, treinamento e essas coisas...

 

Assenti e senti o rubor em meu rosto começar a cessar lentamente. Ele pegou alguns papéis que tinha em uma mesinha, colocou-os embaixo do braço e fez sinal para eu o acompanhar.

 

Quando chegamos ao refeitório, percebi que ele estava quase vazio, pouquíssimas mesas estavam ocupadas por outros seres, a hora do café da manhã já deve estar quase no fim. O Kero me pediu para aguardá-lo enquanto ele ia ver o cozinheiro e pegar um prato para mim.

 

Me sentei em uma mesa e comecei a encarar o teto. Será que meus pais já estavam me procurando a essa hora? Quando eu saí eles não estavam em casa, provavelmente deviam ter ido ao mercado, e eles sabiam que eu ia a casa do Nico...devem ter começado a se preocupar tarde da noite, quando não voltei para jantar. Será que Nico contou a eles sobre o que aconteceu na casa dele? Ou será que ele inventou alguma mentira para não se “responsabilizar” pelo meu desaparecimento?!!

 

“Não pense tanto naquele babaca, ou você pode perder o controle da sua raiva.......carambolas, por que eu estou aconselhando isso?!”

 

— O quê?! — Olhei em volta a procura da dona da voz, mas todos no refeitório continuavam comendo tranquilamente. — Onde você está?! — Perguntei em um tom um pouco alto demais que acabou atraindo alguns olhares em minha direção.

 

“Tsc tsc, se você não notou, eu falo na sua mente, então você pode falar comigo do mesmo jeito, se continuar falando sozinha assim vão achar você mais maluca do que já é.”

 

“....Eu estou ficando louca por conversar com uma voz na minha cabeça?”

 

“ As melhores pessoas são. Mas não, você não é louca por isso.”

 

“ Escuta, por que eu consigo ouvir você na minha mente? O que ou quem é você?”

 

“Hum...é meio complicado explicar, eu até poderia, mas acho mais divertido ver você se remoer até descobrir sozinha...e além de tudo o seu amigo unicórnio está voltando agora. Vou indo...”

 

“Espera! Se eu quiser falar com você, só preciso...te chamar na minha mente?”

 

“Não, se eu não quiser falar com você posso te ignorar. E se você pensa em perguntar alguma coisa sobre estar ouvindo vozes ao Ben ou a esse Kero, desista, é capaz deles lhe acharem doida. Bye-Bye”

 

Grunhi zangada, eu realmente devo estar ficando louca! Quem pitombas fala com uma voz na cabeça?

 

— Katya? Está tudo bem... ? — O Kero perguntou calmamente enquanto colocava uma bandeja na minha frente com o meu café da manhã.

 

— Hum, não foi nada, tá tudo bem. — Sorri um pouco forçado para ele.

 

— Certo então...olhe eu trouxe um suco, uvas e pão com geleia. — Ele falou apontando para a bandeja na minha frente — Espero que goste, e infelizmente não vou poder lhe fazer companhia, como eu disse na biblioteca, tenho que falar com o Nevra.

 

Assenti enquanto tomava um gole do suco.

 

Ele sorriu para mim e se afastou. Dominada pela fome, expulsei qualquer outro pensamento da cabeça e mordi o pão com geleia. Notei que não era igual 100% igual as feitas na Terra, mas pra mim, está perfeito, é melhor do que nada.

 

[...]

 

Quando eu estava prestes a terminar o suco, Ben e Valkyon vieram ao meu encontro e se sentaram na minha mesa.

 

— Hum...oi Katya, desculpa interromper o seu café da manhã, mas queríamos algumas informações de você. — Ben explicou.

 

— Informações... ? — Perguntei erguendo uma sobrancelha.

 

—Sim, sabe...sobre a Quetzalcóalt , você disse que a asa dela estava machucada... — Valkyon continuou a explicação.

 

— Ah sim, você tinha comentado que estava tendo ataques de DogBlacks na floresta e...

 

—Blackdogs — Ele me corrigiu

 

—Hum, sim, BlackDogs, você mencionou que estava com a sua guarda a procura de ataques de BlackDogs ou qualquer coisa que informasse que um havia passado por ali, certo? E vocês acham que a Quetzalcóalt pode ter sofrido um ataque, né? — Ele assentiu — Bom, quando ela me encontrou a asa dela estava ferida gravemente, e parando agora pra pensar...o machucado realmente se assemelhava a uma mordida...

 

Eles me olhavam como se absorvessem cada palavra que eu dizia. Calmamente, tomei mais um gole do suco e continuei.

 

— Se um BlackDog tiver realmente atacado a ave-serpente, então eles deviam estar na parte leste da floresta, já que vocês disseram que eu estava na parte oeste, e se me lembro bem, a Quetzalcóalt veio da direção oposta da que eu estava.

 

Eles assentiram juntos e se levantaram da mesa.

 

— Obrigada, vamos dar uma verificada por lá. — Valkyon agradeceu e começou a se retirar.

 

—A propósito Katya, em que guarda você ficou? — Ben perguntou ainda em pé.

 

— Na Sombra — Respondi também me levantando — Hum...falando nisso, vocês sabem onde o Nevra está?

 

— Não, dá última vez em que eu o vi, ele estava em frente a Sala do Cristal conversando com o Kero. — Valkyon me respondeu, ele acabou parando de caminhar para esperar o Ben.

 

— A gente se vê Katya! — Ben se despediu juntando-se ao Valkyon, e assim, os dois saíram do refeitório.

 

— Mas...onde fica a Sala de Cristal? — Perguntei em vão, um pouco desnorteada, eu não sei onde fica praticamente nada aqui.

 

[...]

 

Após devolver a bandeja com o copo e o prato sujo do meu café da manhã ao cozinheiro, que por sinal é bem esquentado, me direcionei para a sala das portas, eu não conheço muitas salas, apenas a enfermaria, a biblioteca, o laboratório de alquimia e agora, a despensa que levava ao refeitório. Além desses lugares eu não conheço nenhum outro.

 

Comecei a andar perto das entradas olhando para dentro das mesmas, uma levava a uma espécie de forja, outra tinha uma escadaria imensa que levava para baixo, não consegui ver direito o que tinha lá embaixo por causa da extensão da escadaria que bloqueava o campo de visão, e a última que olhei levava a um corredor com mais portas ao lado esquerdo, e pelo que pude perceber, apenas uma entrada ao lado direito, ela não possuí porta, apenas alguns degraus que levam para dentro da mesma.

 

Comecei a me aproximar lentamente da entrada, que sala é essa? Seria a Sala do Cristal?

 

— Aha! Aí está você! — De repente uma mão pousou no meu ombro, me fazendo pular de susto.

 

— N-Nevra? M-Mas, não chegue assim! Você quase me matou do coração! — Falei me virando para o vampiro que parecia estar se segurando para não rir da minha cara, respirei fundo tentando diminuir meus batimentos cardíacos, Deus, como eu me assusto fácil!

 

— Desculpe haha, bom eu estava te procurando já que você faz parte da minha guarda e agora é responsabilidade minha. O Kero me pediu para organizar algumas coisas para você e lhe explicar outras.

 

— Uhum. — Concordei enquanto ele fazia sinal para eu seguí-lo.

 

— Hum...Katya você domina arma ou combate?

 

— Na verdade nenhum dos dois...eu nunca precisei lutar em toda a minha vida.

 

— Uhum...bom, você vai começar a ter treinamentos com o Valkyon.

 

— Hum...treinamentos de lutas corpo a corpo e como manusear uma arma? — Perguntei só para confirmar, eu já estou me vendo ir de encontro ao chão várias vezes no treinamento corpo a corpo.

 

— Isso mesmo, ele é um dos nossos melhores guerreiros e costuma treinar alguns novatos das guardas. — Ele parou em frente a uma porta, que pelo que pude ver não tinha nada em cima, como uma cabeça de javali ou coisas do tipo, diferente das outras pelas quais havíamos passado. — Agora sobre a questão de onde você vai dormir: é meio complicado, o único quarto vago está em um estado...hum...deplorável.

 

— Ah, você deve estar exagerando, deixe-me vê-lo.

 

Um pouco relutante ele abriu a porta que estava em frente, eu entrei para observar o local, e realmente o Nevra não estava brincando, o quarto está imundo, piso rachado, parede com a pintura totalmente gasta, teias de aranha pelas paredes, a única prateleira quebrada, e a cama nem ao menos tem colchão.

 

— Nossa...— Foi a única coisa que pude dizer naquele momento.

 

— Então...ainda quer ficar com o quarto? — Ele perguntou um pouco irônico.

 

— Nem pensar. — Falei me retirando do quarto junto com Nevra que imediatamente fechou a porta. — Mas então...onde eu vou ficar?

 

De repente um sorriso se instalou no rosto dele.

 

— O meu quarto está de portas abertas para lhe receber. — Ele falou fazendo uma reverência com o mesmo sorriso no rosto.

 

—.......Acho que não deve ser tão ruim dormir sem um colchão, e as aranhas me parecem amigáveis... — Me virei para a porta do quarto e fiz menção de abrí-la.

 

Ele colocou a mão no meu braço e o sorriso no rosto tinha desaparecido, não pude deixar de soltar um sorriso com o canto da boca.

 

— Então vou ter que recorrer a uma amiga, venha, ela me deve um favor, não pode recusar, apesar de que eu posso sair com a cara arranhada...— Ele começou a resmungar enquanto me puxava pelo braço, mais adiante no corredor.

 

Ele finalmente parou em outra porta, a mesma tinha o símbolo de um lobo cravado acima dela. Tive a leve impressão que ele nos seguia com os olhos de rubi.

 

O Nevra bateu 2,3 vezes e na quarta ele percebeu que a porta estava aberta e entrou, me chamando para acompanhá-lo.

 

O aposento estava escuro, sem nenhum meio de iluminação acesa. As paredes eram acinzentadas, como nuvens de chuva, e o chão feito de pedras brancas, bem alinhadas. No canto direito tinha uma estante cheia de livros, em frente a ela uma mesinha dourada com um livro aberto e um xícara, com uma bebida pela metade dentro. E apenas uma cadeira em frente ao livro posto na mesinha. Ainda no lado direito do quarto, havia uma janela fechada por cortinas pretas, com alguns desenhos prateados, abaixo da janela havia um sofá branco, com algumas almofadas bem organizadas nele.

 

No lado esquerdo do quarto havia um espelho grande com as bordas douradas, ao lado direito dele havia uma espécie de guarda-roupa feito de madeira de carvalho, e do lado esquerdo um cabideiro com uma capa preta pendurada nele.

 

No centro havia uma cama de casal cinza, sendo ocupada por alguém que estava completamente enrolado, do lado esquerdo da cama havia uma gaiola sendo ocupada por uma linda coruja branquinha que dormia profundamente, do lado direito uma cômoda feita de uma madeira escura, em cima dela havia um candelabro apagado, um tinteiro com uma pena e um papel escrito pela metade.

 

O Nevra estava ao lado da cama, olhando para a figura que dormia, me aproximei dele e vi que ele olhava para uma mulher que dormia profundamente, a mesma possuía orelhas de lobo pretas, cabelo curto da mesma cor que as orelhas, e no olho esquerdo uma cicatriz.

 

O vampiro, um pouco hesitante, como se tivesse medo de perder a mão ao fazer aquilo, começou a cutucar a mulher, que resmungou algo como “só mais cinco minutos” e se virou para o outro lado. O Nevra e eu a acompanhamos, e novamente ele a cutucou, só que dessa vez com mais força, e começou a pedir para ela acordar.

 

Ela franziu a cara e logo após isso abriu os olhos imediatamente, revelando olhos vermelhos iguais a rubis, que pareciam brilhar no escuro do quarto.

 

— O que você quer?!! — Ela perguntou zangada, revelando suas presas caninas.

 

— Bom dia pra você também Hazel...aliás boa tarde, já vai dar meio dia...bom em vim te pedir um pequeno favor...— Ela olhou para ele como se dissesse “E lá vamos nós de novo...”.

 

— Que tipo de favor?

 

O Nevra então indicou com a mão onde eu estava, e a mulher finalmente percebeu a minha presença.

 

— Hã... — Ela franziu a cara com um ar de dúvida e os seus olhos mudaram rapidamente de cor, se tornando azul escuro, e de repente suas presas não me pareciam mais tão ameaçadoras. — Quem é ela?

 

O Nevra explicou de forma resumida o que tinha acontecido comigo, como eu tinha chegado lá e que agora eu não tinha um quarto, e que era ali que ela entrava, ela dividia o quarto dela comigo enquanto o Nevra fazia o meu quarto ficar...próprio para ser usado.

 

— Pfff, entendo. Eu aceito, mas por causa dela. — Ela me olhava como se analisasse minha alma — Ela me parece um pouco perdida, e eu estaria da mesma forma no lugar dela.

 

Ele soltou um suspiro de alívio e sorriu para Hazel, que lhe deu uma careta.

 

— Ela vai precisar de roupas novas, e treinamento, imagino que nunca tenha lutado na vida, certo... ? — Ela perguntou enquanto se levantava e abria as cortinas, deixando entrar luz no quarto.

 

Confirmei com a cabeça.

 

— O Valkyon vai começar a treiná-la a partir de amanhã, e as roupas...deixa que eu providencio isso, bom garotas, tenham uma ótima tarde, tenho que ir resolver algumas coisas.

 

Dizendo isso ele imediatamente deu o fora do quarto, nos deixando ali sozinhas, até que Hazel bateu com a mão na testa.

 

— Pff, ele acha que você vai passar o dia todo e dormir assim até que ele traga roupas novas amanhã? — Ela começou a se dirigir ao guarda-roupa e o abriu, começando a procurar algo lá dentro. — Me pergunto se ele não bateu a cabeça quando pequeno...

 

Ela voltou em minha direção carregando uma toalha, e um conjuntinho de roupas.

 

— Aqui, é um Top de Fada que eu ganhei e bom...acabei nem usando. — Ela me entregou o “Top de Fada” lilás — E...uma calça Clause’s Maiden. — Ela colocou a calça nos meus braços.

 

— Uh...muito obrigada, é muito gentil da sua parte. Me ceder um pouco do seu quarto e ainda me emprestar roupas...

 

— Hehe, obrigada, mas eu sei como você deve estar se sentindo, meio perdida né? Foi mais ou menos assim que eu me senti quando cheguei aqui na Guarda de Eel. — Ela olhava para a janela com um olhar perdido. — Bom, quer que eu te leve até os chuveiros?

 

Assenti rapidamente, um banho é tudo que estou precisando.

 

[...]

 

— Katya! Hey Katya! Acorde! — Uma voz ecoava longe, eu tenho certeza de que já a ouvi, mas agora não me lembro, não sei por quê...

 

Ouvi o som de um tapa ao longe e alguém gritar “Aii!”.

 

— KATYA! — A voz ecoou com força pela minha cabeça e isso me despertou.

 

— Hein? Hã? O que...Nevra? —Esfreguei os olhos com as mãos e a imagem de um vampiro nada feliz se focalizou.

 

— Caramba! Você é pior que a Hazel! — Ele falou zangado apontado para o lado direito do rosto onde havia uma marca vermelha.

 

— Hum.. ? O que é isso? Alguém te bateu?

 

— Você me bateu!! Eu estou aqui a quase 10min. tentando te acordar e ganho um tapa! Que coisa linda, não é mesmo?!

 

Comecei a rir da indignação do vampiro.

 

— Isso, fique rindo e se atrase pro seu treinamento. — Parei de rir imediatamente, como eu pude esquecer??

 

— Puta merda! Eu esqueci!! — Pulei do sofá onde eu havia dormido noite passada e peguei um montinho de roupa que o Nevra indicava com a mão na cama.

 

— Quanto tempo eu tenho?

 

— Você tem ao todo 20 min. pra se arrumar e correr para o jardim se não quiser se atrasar.

 

Okay, tomarei café da manhã depois do treino.

 

Corri em direção aos chuveiros o mais depressa que podia, quase esbarrando em algumas pessoas no caminho.

 

Fiz minhas higienes matinais o mais rápido que pude e coloquei a roupa que o Nevra tinha me separado para o treino: uma blusa chamada “Hunter Instinct” na etiqueta, que arranquei logo em seguida, branca e uma calça parecida com a que Hazel havia me emprestado, a diferença eram os detalhes, a calça era preta com alguns detalhes prateados e um par de sapatos cinzas, que por sinal, são muito confortáveis.

 

Corri em direção aos jardins que Hazel havia me mostrado ontem, ele não estava no Jardim da Música, então me direcionei para a Cerejeira.

 

Ele estava lá, parado, olhando para a árvore majestosa.

 

— Puf..puf, estou...atrasada? —Perguntei um pouco ofegante por causa da correria.

 

— Não, chegou em cima da hora. Vamos começar?

 

Assenti com a cabeça, sentindo um leve frio na barriga.

 

— Acho melhor começarmos com o corpo a corpo, ai, assim que você tiver uma noção básica de defesa e ataque, poderemos partir para o manuseamento de armas.

 

Ele me olhou para se certificar que eu estava entendendo o que ele estava falando e fez sinal para eu me aproximar, um pouco nervosa fui em sua direção.

 

Ele me explicou rapidamente como me defender de vários golpes, cada um com uma defesa diferente, uns com defesa um pouco complicada e outros a defesa era mais fácil.

 

— Agora tente se defender dos meus golpes, ou desviar...

 

— Como é que é??!

 

Antes que meu cérebro pudesse despertar e ficar atento aos golpes, Valkyon veio para cima de mim e por um triz desviei do seu soco.

 

—M-Mas...Mas...

 

— Não se conversa em uma batalha Katya! — E dizendo isso ele me aplicou uma rasteira que me fez ir direto ao chão. — Preste atenção aos movimentos do seu adversário!

 

Ele gritou mais algumas instruções, mas minha cabeça não compreendeu, o encontro com o chão foi forte o bastante para fazê-la latejar, bagunçando meus pensamentos. Se concentre...se concentre...

 

Fechei e reabri os meus olhos a tempo de ver ele vindo na minha direção, novamente ele tentou me aplicar um soco, mas dessa vez consegui defender, com muita dificuldade, com as mãos, aproveitei e tentei lhe acertar um chute na lateral do abdômen, mas não funcionou, meu chute não foi forte o bastante para causar nenhum dano. Ele aproveitou a situação e com a outra mão livre, me pegou pelo pé que usei para tentar chutá-lo e me levantou no ar, me jogando novamente no chão, só que com mais força do que da última vez.

 

— Boa tentativa, realmente, muito boa, mas precisa colocar mais força.

 

— Anotado. — Falei um pouco ríspida enquanto me levantava e limpava o sangue do canto da boca que tinha se ralado na queda.

 

— E lembre-se que estamos treinando defesa, mas se quiser tentar defesa e ataque...vai depender de você.

 

— Quero tentar. — Falei me aproximando dele. Afinal, eu já estou apanhando, quero tentar ao menos revidar.

 

— O.K, no três eu começo. — Assenti com a cabeça me preparando, ou pelo menos tentando. — 1...2.....3!

 

Ele veio na minha direção com um chute lateral que iria me acertar em cheio, mas consegui desviar dando uma cambalhota para trás. Antes que eu pudesse me por de pé após a cambalhota, algo me puxou pelos cabelos, me levando ao chão imediatamente.

 

Lancei um olhar indignado para o Valkyon, que estava agachado ao lado do local onde eu estava caída, ainda segurando algumas mechas do meu cabelo.

 

—Hum, eu não fiz por mal Katya, mas eu queria te ensinar uma lição de combate que se aplica principalmente as mulheres; amarrar o cabelo, se ele for longo igual ao seu, na hora do combate. Veja bem, se eu fosse realmente seu inimigo você podia estar decapitada agora. — Ele falou aquilo soltando as minhas mechas e se levantando, eu apenas olhava-o de olhos arregalados. — Vamos continuar? — Ele me estendeu a mão para que eu pudesse me levantar, a aceitei e assim que me levantei amarrei meu cabelo em um coque.

 

Treinamos por mais um tempinho e Valkyon me disse que estou realmente melhorando, pois consegui me defender melhor dos ataques dele e consegui atacá-lo, mesmo precisando colocar mais força nos ataques. Mas eu não acho isso, fui ao chão tantas vezes que já me considero íntima dele.

 

Quando o treino finalmente acabou eu estava pronta para cair no chão morta a qualquer momento. Ouvi rapidamente o Valkyon me pedir para encontrá-lo ali amanhã no mesmo horário e saí correndo dali direto para os chuveiros, ignorando minha fome.

 

Tudo que eu preciso agora é de um banho demorado. Que lave minha alma.

 


Notas Finais


Espero q tenham gostado, deu um trabalhão terminar esse capítulo c':
Odeio escrever pelo celular, minha escrita fica estranha e tem o maldito corretor ortográfico q me atrapalha @[email protected]

O próximo capítulo vai ser focado na primeira missão da Katya :v
Não posso prometer que ele sairá logo, pq pode ocorrer imprevistos dnv ;u;

Sayonara '3


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