História School Bus - Capítulo 2


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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Ally Brooke, Camila Cabello, Camren, Dinah Jane, Lauren Jauregui, Normani Kordei, Norminah
Visualizações 16
Palavras 1.291
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Say something.


Camila ponderou sobre suas opções:

1. Podia voltar da escola a pé. Prós: exercício, blush natural, tempo para si mesma. Contras: ainda não sabia seu novo endereço, nem mesmo em que direção começar a andar.

2. Podia ligar para a mãe e pedir carona. Prós: vários. Contras: sua mãe não tinha telefone. Nem carro.

3. Podia ligar para o pai. Há.

4. Podia ligar para a avó. Só pra dar um oi.

Sentada nos degraus de concreto da entrada da escola, observava a fileira de ônibus amarelos. O seu estava logo ali. Número 666. Ainda que Camila conseguisse evitar o ônibus naquele dia, ainda que sua fada madrinha aparecesse com uma carruagem de abóbora, ainda assim teria que arranjar um jeito de voltar para a escola na manhã seguinte. E não ia acontecer de aqueles garotos demoníacos acordarem com seu lado angelical aflorado no dia seguinte. Na boa. Não seria surpresa alguma se eles escancarassem a boca feito uma sucuri da próxima vez em que a vissem. Aquela menina do fundão de cabelo loiro e jaqueta desbotada? Dava quase para ver os chifres por baixo da franja. E o namorado dela devia ser um membro dos Nefilins. A menina e todos os outros odiaram Camila antes mesmo de botar os olhos nela. Como se tivessem sido contratados para matá-la numa vida passada. Camila não sabia ao certo se o mestiço que a deixara se sentar finalmente era outro inimigo, ou se resolvera dar uma de idiota mesmo. (Mas não idiota-idiota... Ele cursava, assim como ela, duas das matérias mais difíceis que ela fazia.) A mãe de Camila insistira que a nova escola a colocasse em matérias avançadas. Havia ficado louca quando vira as notas da filha na nona série. – Isso não pode ser uma surpresa para você, Sra. Douglas – disse o orientador. Ah, pensou Camila, você ficaria surpreso com o que pode ser surpreendente a essa altura. Não importa. Camila permaneceu olhando para as nuvens com a facilidade de sempre nas matérias avançadas. Havia o mesmo número de janelas nessas salas de aula. Isso se algum dia ela voltasse a essa escola. Se algum dia ela conseguisse chegar em casa. Não dava para contar à mãe a situação do ônibus, de qualquer modo, porque a mãe já havia dito que ela não precisava ir de ônibus. Na noite anterior, enquanto Camila desfazia as malas... – Richie disse que vai levar você – falou a mãe –; fica no caminho dele pro trabalho. – Ele vai me colocar na caçamba do caminhão? – Ele está tentando fazer as pazes, Camila. Você prometeu que também ia tentar. – Acho mais fácil fazer as pazes bem de longe. – Eu disse a ele que você está pronta para fazer parte desta família. – Eu já sou parte dela. Sou tipo uma fundadora. – Camila – afirmou a mãe. – Por favor. – Eu vou de ônibus – Camila disse. – Não tem problema. Vou fazer amizades. Ah, pensou Camila, sentada na escadaria. Um ah imenso e dramático. Seu ônibus estava para sair. Alguns já estavam partindo. Alguém passou correndo pelos degraus ao lado de Camila e chutou sua mochila, por acidente. Ela tirou a mochila do caminho e começou a pedir desculpas, mas era aquele menino mestiço idiota, e ele fez uma careta quando viu que era ela. Ela devolveu-lhe a careta, e ele saiu correndo. Ah, que ótimo, pensou Camila. Os filhos do mal não vão passar fome no meu turno.

Lauren

Ela não conversou com ela na volta para casa. Lauren passou o dia todo pensando num jeito de se livrar da aluna nova. Trocar de lugar era a única saída. Mas trocar para qual lugar? Não queria ter que se impor sobre ninguém. E até o fato de trocar de lugar chamaria a atenção de Steve. Lauren esperava que Steve dissesse alguma coisa estúpida assim que ele deixasse a menina se sentar, mas o garoto apenas voltou a falar de kung fu. Lauren, a propósito, sabia bastante sobre kung fu. Porque seu pai era obcecado por artes marciais – e não porque sua mãe era coreana –, Lauren e o irmão mais novo, Josh, faziam aula de taekwondo desde que começaram a andar. Trocar de lugar como? Ele poderia achar um lugar na frente, com o pessoal do primeiro ano, mas isso seria um megaespetáculo de esquisitice. E chegava a dar ódio pensar em deixar a estranha aluna nova com um lugar só para ela no fundo do ônibus. Lauren sentiu ódio de si mesmo por pensar assim. Se o pai soubesse que ele pensava assim, iria chamá-lo de maricas. Bem alto, para variar. Se a avó soubesse, iria dar-lhe um tapa na nuca. – Onde estão seus modos? – diria ela. – Isso é jeito de tratar alguém que não está com sorte? Mas Lauren nunca tinha sorte – nem status – para dar de graça àquela morena boboca. Tinha o suficiente para evitar confusão. E, apesar de saber que isso era tosco, sentia-se meio grato por gente como essa menina existir. Afinal, pessoas como Steve e Mickey e Tina também existiam e precisavam ser alimentadas. Se não fosse a ruivinha, seria outra pessoa. E, se não fosse outra pessoa, seria Lauren. Steve deixara a situação de lado naquela manhã, mas não faria isso sempre. Encontraria um jeito de tornar a situação humilhante. Lauren até podia ouvir a avó dizendo: – Francamente, filhinha, você está cultivando uma dor de cabeça porque fez uma boa ação na frente das outras pessoas? Nem foi tão boa assim, Lauren pensou. Deixou a menina sentar-se, mas foi grosseiro com ela. E, quando a menina apareceu na mesma aula de Inglês que ele fazia à tarde, parecia até uma assombração a persegui-lo. – Camila– disse o Sr. Stessman. – Que nome poderoso. É nome de uma rainha, sabia? – É o nome da mais gordinha daquele desenho. – alguém falou atrás de Lauren. Outro aluno riu. O Sr. Stessman apontou para uma carteira vazia na frente da sala. – Estamos lendo poesia, Camila – explicou ele. – Dickinson. Que tal começar a leitura de hoje? – O professor abriu o livro da aluna na página certa e apontou. – Pode começar – disse –, em voz alta. Eu digo até onde deve ler. A aluna nova fitou o Sr. Stessman como se esperasse que fosse brincadeira. Quando ficou claro que não era – ele quase nunca brincava –, ela começou a ler: – “Tive fome todos estes anos” –. Alguns alunos riram. Meu Deus, pensou Lauren, só o Sr. Stessman pra fazer uma magrinha ler um poema sobre comida no primeiro dia de aula. – Continue, Camila – pediu o professor. Ela voltou ao início, o que Lauren considerou uma péssima ideia. – “Tive fome todos estes anos” – repetiu, ainda mais alto. “A cada meio-dia vim almoçar; tremendo, aproximei a mesa, e degustei o curioso vinho. Tinha visto este sobre a mesa, quando faminta, vagava sozinha, olhava às janelas, eis a fartura que para mim não podia esperar.” O Sr. Stessman não a interrompeu. Então ela leu o poema inteiro com aquela voz calma e desafiadora. A mesma voz com que encarara a Tina. – Isso foi fabuloso – elogiou o professor quando ela terminou. Ele estava radiante. – Simplesmente fabuloso. Espero que fique conosco, Camila, pelo menos até que façamos Medeia. Essa é uma voz que chega numa carruagem conduzida por dragões. Quando a garota apareceu na aula de História, o Sr. Sanderhoff não a fez pagar mico. Mas disse isto: “Ah. Rainha Camila”, assim que ela entregou o dever de casa. Ela se sentou algumas fileiras à frente de Lauren e, até quando ele reparou, passou a aula inteira observando o céu. Lauren não conseguia pensar numa forma de se livrar dela no ônibus. Ou de si mesmo. Então, colocou os fones no ouvido antes que Camila se sentasse e aumentou o volume. Por sorte, ela nem tentou conversar com ela.



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