História Schrödinger's equation - Capítulo 2


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Categorias Caçadores de Trolls (Trollhunters), Danny Phantom
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, LGBT, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


um mimo. não esperem isso de novo tão cedo.

Capítulo 2 - 01. a funeral, a roadtrip


Amity Park, Illinois
Segunda-feira, 11 a.m.

Funerais nunca foram o forte de Samantha Manson.

Claro, eram a perfeita oportunidade para que usasse preto sem sequer receber um olhar torto de seus pais. Mas ela ainda preferia usar suas roupas habituais em um dia habitual e ouvir as habituais reclamações de seus pais a ter que presenciar o enterro de um caixão fechado e vazio, onde deveria estar o maior herói de Amity Park, que não pode ser enterrado, provavelmente porque seus restos mortais consistiam apenas de uma das várias manchas de ectoplasma gosmento que haviam sobrado da batalha de sua queda.

Mas todos, menos ela, Tucker e Jazz, achavam que estavam enterrando um caixão vazio simplesmente para nutrir uma doce ilusão depois de ninguém conseguir encontrar um corpo à ser enterrado. Que Danny Fenton era conhecido como o herói fantasma que alguns idolatravam enquanto outros odiavam? Era um segredo que seus dois melhores amigos e sua irmã universitária levariam para o túmulo, porque era o que ele iria querer.

Ela procurava olhar para tudo, menos para o caixão. Odiava pensar que seu melhor amigo havia feito tudo o que fez nos últimos dois anos apenas para que uma caixão vazio fosse enterrado. As expressões deprimentes de seus familiares, as falsas lágrimas de colegas de classe que mal o conheciam, as gotas de chuva pulando após se chocarem com a grama, a concentração de casacos e guarda-chuvas pretos ao redor do maldito caixão vazio.

Depois de cerca de meia hora, quase ao fim do funeral, ela olhou para o topo de uma das colinas do macabro cemitério da cidade mais assombrada que se tinha notícia. A visão era de uma mulher com seus vinte anos de idade, vestindo um moletom preto e segurando um guarda-chuva da mesma cor. Seu cabelo, assim como sua pele, era azul neon, e o delineador pesado marcava seus olhos brilhantes verdes, que podiam ser vistos mesmo a distância.

O que Ember McLain estava fazendo no funeral de um de seus maiores inimigos e pedras no sapato? Ela não sabia. Nem se importava.

Sem que a fantasma percebesse que havia sido vista, Sam voltou a focar em qualquer coisa aleatória ao seu redor para poder se distrair do funeral.

————————

Algum lugar na estrada entre Illinois e Iowa
Segunda-feira, 12 a.m.

— Porque você quis me ajudar mesmo? — Daniel perguntou para a mulher fantasma sentada ao seu lado enquanto observava as gotas de chuva na janela.

— Você ainda é jovem. Jovem, morto, assustado e perdido. — ela respondeu. — Eu sei como é. Já estive no seu lugar.

— Então a roqueira fantasma psicopata que sequestrou meus pais tem um pouco de empatia? — o Halfa zombou.

— Vai sonhando, garoto de Schrödinger. Eu só… gostaria de ter tido alguém me ajudando quando essa era a minha situação.

— Isso se chama empatia.

— Bom, eu acho melhor você encostar a cabeça e dormir ou ler um livro. — ela disse, após alguns segundos de silêncio. — Ainda temos várias horas até a nossa primeira parada.

Ele suspirou e abriu a mochila que havia comprado nas lojas próximas à rodoviária. Três trocas de roupa, dois pacotes médios de batatas fritas, utensílios de higiene, tinta preta para cabelo (a qual ele iria tentar aplicar quando parassem para descansar em algum lugar), sua Fenton Thermos, cinquenta mil dólares roubados do cofre de Vlad Masters estocados em um cartão de débito feito sob um nome falso e o único livro interessante que havia conseguido achar na loja. Era relativamente grande, mas provavelmente não iria dar conta da viagem de trinta e uma horas até Arcadia Oaks, Califórnia.

— O que aconteceu com você e Skullker? — ele se virou para perguntar para ela após trinta minutos de leitura.

— Não demos certo. Agora, você consegue ficar quieto? — Ember tirou um de seus fones de ouvido apenas para colocar de volta quando terminasse de respondê-lo.

— Eu sou ansioso. — ele deu de ombros, tentando voltar a sua leitura.

— Você é o que, Schrödinger? — curiosa, ela tirou o fone de ouvido novamente.

— Olha, seria legal se você pudesse me chamar pelo meu nome. — ele disse, recebendo apenas um olhar divertido de  sono. — Danny suspirou. — É difícil manter a sua saúde mental são depois de dois anos lutando contra fantasmas como você.

Touché. — Ember riu. — Quanto tempo pretende ficar por lá? Digo, antes de você voltar dos mortos, coisa e tal?

— Até o dinheiro que roubamos do Plasmius acabar. Ou quando eu conseguir mudar de forma de novo. — o Halfa respondeu. — O que vier primeiro.

O assunto acabou, e ambos os fantasmas voltaram a suas respectivas atividades.

————————

A primeira parada foi depois de atravessarem Iowa, em uma beira de estrada no interior de Nebraska. O ônibus parou para abastecer e trocar de motorista, já que a passagem que haviam conseguido cobria a viagem pernoite. Pelo ou menos até Las Vegas. Depois disso, teriam que arrumar outro ônibus.

Enquanto Schrödinger tomava um banho e tentava tingir os cabelos, Ember revirava a loja de conveniência à procura de algo útil que pudesse ajudá-los pelo ou menos a passar o tempo durante a viagem. Pegou algumas revistas, dois celulares descartáveis, garrafas d’água e delineador.

— Está viajando de onde para onde? — a mulher do caixa perguntou, para quebrar o silêncio desconfortável.

— Illinois para Califórnia. — ela respondeu, seca.

— Sozinha?

— Com meu… irmão. — Ember disse, por fim pegando suas compras e saindo do local.

Ela encontrou o Halfa no ônibus. Seus cabelos ainda tinham a mecha prateada que o fazia parecer bem mais velho.

— A tinta não funcionou? — ela perguntou, rindo. Schrödinger não respondeu, apenas negou com a cabeça, sem sequer olhar em seus olhos. — Bom, olhe pelo lado positivo: você está irreconhecível. Tanto como Daniel Fenton quanto Phantom. Estamos indo para um lugar onde é improvável que alguém saiba quem você é. Isso é bom, não é?

Ele não respondeu. Continuou olhando para o vidro e mexendo no cabelo incomodado, até ceder e pegar no sono, com a cabeça encostada no vidro.

————————

À tarde do dia seguinte, já estavam fazendo a última parada antes de Vegas. Por sorte, essa era próxima a uma cidadezinha, a qual, durante a uma hora de parada, Ember conseguiu voar até a cidade e comprar um laptop enquanto ele cuidava dos suprimentos.

Viajar com sua antiga inimiga era estranhamente confortável. Claro, não era difícil construir uma amizade com alguém com quem você passou as últimas vinte e quatro horas na estrada. Eles se passaram por irmãos nas paradas, mas a maior parte das pessoas os olhava como se houvessem acabado de roubar um banco e estivessem fugindo (o que, dado como eles haviam conseguido o dinheiro que tinham, não era muito longe da verdade).

— Vamos dormir em algum hotel quando chegarmos em Las Vegas. Eu não sei você, mas como eu ainda estou tecnicamente vivo, eu ainda posso ter dores nas costas por dormir muito tempo em bancos de ônibus. — ele disse quando voltaram para o ônibus.

— Eu não durmo. Mas até eu fico desconfortável em passar tanto tempo sentada em um banco duro. — Ember respondeu.

Eles passaram o resto do caminho para Las Vegas conversando sobre assuntos banais, compartilhando fones de ouvido e histórias de vida.

Era cerca de oito da noite quando chegaram em Las Vegas. A primeira coisa que fizeram quando desembarcaram foi dar a entrada em um hotel, já que ambos cravavam por um pouco de conforto depois das várias horas na estrada.

Não era exatamente um cinco estrelas, mas ao menos não tinha insetos. Quando tomou banho, ele tentou dar uma última chance à tintura, mas apesar de seguir as instruções à risca, a tinta simplesmente não grudava no cabelo prateado. Pelo ou menos, ele se lembrou das palavras de Ember, ele estava irreconhecível.

— Temos um problema. — a fantasma disse, assim que ele saiu do banheiro segurando uma das toalhas do hotel e vestindo uma camisa branca e calças de moletom. — Me reconheceram como Ember McLain na recepção.

— Mas é claro. Você era famosa, não era?

— Até aí, você também era. — ela levantou uma tesoura. — Meu rabo de cavalo era minha marca registrada. Eu preciso que você corte meu cabelo.

— Tem certeza? — Danny pegou a certeza que ela o entregou. Ember não respondeu, apenas assentiu.

Ele estranhamente tinha alguma experiência com cortes de cabelo. Quando estavam no nono ano, Sam cismou que queria ter o cabelo seu cabelo na altura dos ombros, já que este costumava chegar no meio das costas. Como seus pais não a deixariam ir a um cabeleireiro para fazer isso, ela simplesmente deu uma tesoura de costura em suas mãos e pediu para que ele o fizesse. Então, ele enrolou os cabelos escuros e cortou com a tesoura de uma vez. Ficou horrível, desproporcional e assimétrico. Mas Sam adorou.

Ele fez parecido com os cabelos azuis de Ember, que soltos, chegava a alcançar seus joelhos. Os prendeu em um rabo de cavalo baixo e passou a tesoura logo acima do elástico.

— Santo Pariah Dark! — ela exclamou quando ele a entregou o tufo de cabelo. Passou a mão pálida pelo que lhe sobrava na cabeça. Estavam quase rentes a nuca. Talvez ele tivesse exagerado. Ela correu para o banheiro, olhando seu reflexo no espelho. — Ficou ótimo!

— Jura? — ele olhou. O corte do cabelo de Ember estava assimétrico e desproporcional, e ele mesmo achava que tinha cortado errado. Mas, se pelo ou menos ela havia gostado, estava bom.

Ela assentiu, animada. Danny murmurou um "que bom" antes de se enrolar nos edredons macios de sua cama e pegar no sono.



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